13 de novembro de 2009

SOBRINHO TEIXEIRA REELEITO


Sobrinho Teixeira reeleito presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) com 90 por cento dos votos

No dia 5 de Novembro, Sobrinho Teixeira, candidato único, foi eleito presidente do IPB para os próximos 4 anos. Do Conselho Geral, obteve 18 votos em 20 possíveis, tendo dois em branco, o que lhe dá uma margem de vitória de 90 por cento.
Nesta nova fase de governação, Sobrinho Teixeira declara-se a favor de uma aposta em políticas diferenciadoras. “Dois terços dos alunos são de fora da região e tem de haver uma atractividade da instituição para esses alunos. Iremos investir na investigação aplicada e na ligação às empresas como forma do IPB se afirmar e para haver empregabilidade dos alunos. Iremos fazer uma grande aposta na internacionalização”, anunciou.
Depois de cumprido o formalismo eleitoral, outro dos objectos de tratamento que importa solucionar é a questão dos 140 professores em situação precária. “Por uma questão de estratégia e de justiça para com os professores. A minha vontade é que se proceda com a celeridade possível à abertura dos concursos, sendo um ponto estratégico, quer para a instituição, quer para a região. Se tivermos um corpo docente vinculado, em caso de haver um reordenamento, não seremos tão dispensáveis”, assegura o reeleito presidente do IPB.

11 de novembro de 2009

OLGA RORIZ

"DISCIPLINA"

Olga Roriz, a intérprete criadora

FACTOS

Nomeada – Olga Roriz
Tempo – 54 anos
Lugar – Teatro Municipal de Bragança
Data de Nascimento – 8 de Agosto de 1955
Signo – Leão
Maior Virtude – Disciplina
Maior defeito – Pensar que não tenho nenhum
Origem – Viana do Castelo
Ofício – Coreógrafa & Bailarina
Estado Civil – Divorciada
Religião – Católica

ENTREVISTA

1 @ Sonhava produzir um filme para o qual até já tem argumento. Esse sonho está em vias de se tornar realidade ou já se concretizou?

R: Mais que um sonho, foi uma necessidade. Na altura, essa ideia passou para o papel e, neste momento, está tudo escrito e pronto para avançar. Entretanto, apareceram outras duas oportunidades, de dois filmes que já fiz, as “Felicitações Madame” e a “Sesta”, e um terceiro, os “Interiores”, em que só falta a montagem. Estes filmes foram feitos com a Companhia, apesar de não serem registos de espectáculos e pouco terem a ver com a dança. São filmes de autor. Além de ter escrito os seus argumentos, eu era a realizadora e responsável pela montagem. O primeiro tinha quase uma hora, o segundo, 15 minutos e o terceiro, ainda não sei quanto tempo irá ter.

2 @ Então, porque é que ainda não concretizou o sonho do seu primeiro filme?

R: Não o fiz nem irei fazer tão rapidamente, porque é um orçamento extravagante e precisava de apoios.

3 @ Em traços gerais, o guião do filme versaria sobre que matéria?

R: É uma história real sobre uma mulher, bailarina, que após ficar queimada em criança, ficou com o corpo coberto de cicatrizes. Passa-se dentro de um quarto de hotel do Buçaco, onde dois homens entram na vida dela, na floresta e no Jardim do Buçaco. Agora, não posso revelar mais.

4 @ Se pudesse passar uma noite com uma personalidade mundial, seja política, desportiva, artística ou outra, em quem recairia a sua escolha?

R: Já passei noites muito interessantes com personalidades como o Mickey Rourke, num after-hours numa discoteca em Nova Iorque ou a Lady Di (Princesa Diana). Mas tenho dificuldade em eleger alguém. Se tivesse de escolher, seria um actor de cinema. Porque são pessoas que fazem parte do universo criativo, da minha cultura e algumas gostava de perceber se serão tão interessantes e inteligentes como aparentam ser. Como, por exemplo, o Jeremy Irons.

5 @ Três características obrigatórias num homem para, em potência, ser alvo do sexo feminino?

R: Eu só posso falar por mim e não pelo sexo feminino. Mas pelo meu gosto, prefiro homens femininos (“bem tratados”), magros, muito magros e inteligentes.

"Nortada", a peça que Olga dedica aos seus pais

6 @ Se não trabalhasse como bailarina e coreógrafa, que carreira ou empreendimento gostaria de ter conseguido?

R: Qualquer coisa relacionada com a arte, em criar ilusões. Escrever talvez, como actriz ou mesmo na arquitectura. Fiz um curso de Design de Interiores, ou seja, outra carreira teria de se basear na criação.

7 @ Se a vida selvagem fosse um filme, uma vez que os cientistas alegaram, ultimamente, que dois terços das espécies estão em risco de extinção, que animal interpretaria?

R: Uma leoa, claro. Aquela que vai à caça, sempre a trabalhar de um lado para o outro.

8 @ O que considera ser inaceitável num ser humano?

R: A violência gratuita!

9 @ A Olga prefere dançar ou coreografar?

R: Dançar e coreografar! Quando essas duas coisas estão juntas, que é o caso de quando eu danço os meus próprios solos, é, realmente, um sítio, um local muito especial. É incomparável! Agora, também já não danço muito. Criei o meu último solo há uma década, dancei-o, por acaso, ainda este ano. Mas vou começar terça-feira com outro solo (dia 10 de Novembro) e esse momento de união da coreógrafa, da intérprete criadora, é muito forte e especial, onde o corpo e a mente, as possibilidades e impossibilidades, se conjugam em palco e em simultâneo! Essa solidão de estar sozinha, essa exposição, é o que eu mais aprecio. Hei-de ter para sempre, essa manifesta vontade de estar no palco. Na minha forma de dançar, há especificidades que são só minhas, que não as consigo transmitir a ninguém, uma qualidade de movimento, uma forma de estar em palco, que ainda posso dar.

10 @ Durante uma vida de artista, bebeu imensas influências e criatividades ambíguas. Actualmente, o que mais a inspira?

R: Na dança pouco me inspiro. Apesar de me compararem, desde o início da minha carreira, com a Pina Baus (coreógrafa alemã brilhante de dança de teatro). Mas, é mais no cinema, na literatura e no teatro, que bebo grande parte das minhas influências. Também estou sempre atenta ao que me rodeia. Dessa forma, percebo o ambiente e colho dele alguma da minha inspiração. Bem como, daquilo que eu penso e sinto.

"Pedro e Inês", outra criação de sucesso da bailarina e coreógrafa

11 @ Uma viagem de sonho consigo teria que país desconhecido ou cidade como destino?

R: Ainda há uma cidade a que eu gostaria de ir, apesar de ter medo, e que é Buenos Aires! O tango para mim… Eu sou muito sensível, choro por qualquer coisinha. Tenho a impressão de que se chegasse a essa cidade, uma referência a nível cultural, nem sei o que faria, talvez sentar-me numa qualquer praça e ficar imóvel a contemplá-la.

12 @ Defina-me em 3 palavras a mulher do século XXI?

R: O problema é a generalidade porque eu sinto-me à parte. Há, por um lado, uma obstinação grande da mulher em alcançar certos degraus nas várias carreiras e, por outro, uma baralhação, na forma de o conseguir. Nem todas as mulheres, assim como nem todos os homens, têm direito a certas posições. Esta equiparação com o homem traz a competição, que pode ser ou não saudável. É preciso é saber se essa afirmação, se essas mulheres ao atingirem determinados patamares, o fizeram da forma mais correcta. Ou se é pela sua linda cara…

13 @ Então defina-me em três palavras, o seu conceito ideal da mulher do século XXI? Independente, poderia ser uma das possibilidades…

R: Eu gostaria muito que assim fosse. Elas também gostariam de o ser. Inclusive, independentes dos maridos. Mas eu penso que continuam a cair naquele conceito de que o homem tem a responsabilidade de tratar da casa, da família, trazendo o seu sustento. Se perguntar, realmente, a cada uma delas, vai ver que ainda é assim. E há muitas mulheres que fazem por isso, se fosse possível não fazerem nada, adoravam! Mas, respondendo à sua pergunta, inteligente, independente e saber manter-se bela.

14 @ Se a dança tivesse um sinónimo, qual seria?

R: Se eu lhe der um sinónimo, outros ficarão de fora. Essa pergunta é extremamente redutora. Catalogar coisas como o livro ou o filme da sua vida, espero nunca ser assim. Não ter só um livro, um filme ou uma pessoa na minha vida. Essa unidade é limitar completamente o espaço e o tempo da nossa vivência Não sou bipolar nem esquizofrénica, mas tenho uma série de gostos e a dança tem uma série de sinónimos. Não digo um porque seria reduzir a dança apenas a uma palavra ou a um sentimento, quando significa muito mais do que isso.

15 @ O que é que continua a atrasar Portugal?

R: Primeiro que tudo, a falta de disciplina. Não precisamos trabalhar mais, precisamos é de trabalhar melhor! Com disciplina e método de trabalho.

16 @ É o conselho que dá às pessoas?

R: Sim! Até para termos o prazer de não fazer nada e podermos pastar no sofá a ver um filme de domingo! É algo que eu adoro fazer, mas depois do dever cumprido.

USO E PORTE DE ARMA

Nova Lei das Armas obriga a actualizar Licença de Uso e Porte de Arma de cinco em cinco anos

Durante duas semanas, decorreu na Carreira de Tiro de Macedo de Cavaleiros, a primeira actualização para a Licença de Uso e Porte de Arma de Defesa B1, necessária com a nova lei das armas que entrou em vigor.
“Este é o primeiro ano em que esta licença de actualização é obrigatória, se as pessoas não a fizerem, lhe é renovada a respectiva licença. Não é o pedido inicial, nem a primeira formação, é uma actualização que tem de ser feita de 5 em 5 anos, segundo a nova Lei das Armas”, refere António Madureira, Chefe do Núcleo de Armas e Explosivos.
Num só dia, por sessão, eram convocadas, em média, 15 pessoas que faziam a actualização. A primeira fase, em sala no Comando de Bragança, teve que ver com a parte jurídica, regras de segurança, montar e desmontar armas. Durante a tarde, numa segunda fase, era administrada a parte prática, com três sessões de tiro de precisão de 5, 7 e 10 metros de distância com 5 munições cada. O alvo vai de 1 a 5, é de pontuação porque tem de haver uma referência que, neste caso, é o cinco, sendo também o centro do alvo. Ambas as fases tiveram três horas de duração.
“O importante não é a pontuação em si, mas antes as pessoas saberem, de forma consciente, aquilo que devem fazer quando com uma arma na mão”, revela o responsável máximo na carreira de tiro.
Se uma pessoa, por qualquer motivo, faltasse à primeira convocatória, era convocada uma segunda vez. Caso também não comparecesse, então, era-lhe retirada a licença de uso e porte de arma.


Da esq. para a drt: António Madureira, um formando e Giordano

Foram convocados, aproximadamente, segundo António Madureira, 250 pessoas. Todos os participantes conseguiram obter a actualização da Licença, um saldo excepcionalmente positivo de 100 por cento. Apesar de Madureira, garantir um processo rigoroso, em que os aprovados cumprem todas as regras, sobretudo, no campo de tiro. “A actualização tem corrido de forma excepcional, as pessoas têm cumprido as regras”. “Não se trata de serem bons atiradores, trata-se de não quebrarem as normas e regras de segurança e respeitarem as pessoas que estão ao lado na carreira de tiro. Isso é o essencial!”, garante o responsável.
Se alguém quebrasse uma regra de segurança, não seria imediatamente eliminado. Teria uma segunda oportunidade num noutro dia. Aí sim, se voltasse a comprometer outra regra de segurança, seria reprovado. Ficando sem Licença de Uso e Porte de Arma.
Com a alteração à Lei das Armas, esta iniciativa decorrerá anualmente, sendo que, relativamente a armas de defesa, será necessária actualizar a licença de 5 em cinco anos. Nas armas de caça, essa actualização já só acontecerá de 10 em 10 anos.

O AUTISMO NÃO É UMA DOENÇA

Inaugurada a primeira Unidade de Ensino Estruturado do distrito de Bragança em festa de recepção aos professores do concelho de Vinhais

Em Vinhais, sexta-feira passada, inaugurou-se a primeira Unidade de Ensino Estruturado do distrito de Bragança. Aberta das 9 às 17:30, na Escola do 1º Ciclo da vila, recebe alunos com necessidades educativas especiais, cuja problemática se enquadra no espectro do autismo. Para além de admitir crianças provenientes dos concelhos limítrofes, esta Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Autismo (UEEA) é, de momento, constituída por duas professoras especializadas (Celmira Macedo e Cristina Gonçalves), duas auxiliares de acção educativa (Eduarda Santos e Sónia Eiras), uma psicóloga, três terapeutas (fisioterapia, musicoterapia e terapia da fala) e cinco meninos. Três são de Vinhais e dois residem no concelho de Mirandela.
Celmira Macedo, docente de Educação Especial, desvenda o objectivo desta unidade. “Iremos garantir que as crianças tenham qualidade de vida e de trabalho, potenciando as áreas fortes do autismo e trabalhar as áreas fracas, a área do comportamento, da interacção social, algumas áreas da aprendizagem e da comunicação, como a linguagem”. Para tal, a equipa afecta à unidade vai procurar, acima de tudo, reunir a criança, a família e o seu contexto social.
As cinco crianças integradas em Vinhais poderão, eventualmente, receber mais um colega, já que, o limite legal de cada UEEA é de seis alunos.

Celmira Macedo, docente

Câmara, Agrupamento de Escola e DREN uniram-se para apoiar crianças com necessidades especiais

A criação da unidade resulta de um projecto da Câmara Municipal de Vinhais (CMV), em parceria com o Agrupamento de Escolas D. Afonso III de Vinhais, e com o apoio da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN). A iniciativa resultou num investimento, quer em termos de recuperação da sala, quer na aquisição de imobiliário indicado especificamente para crianças autistas, que rondou os dez mil euros.
“Em todos os projectos que haja uma contribuição para o bem-estar dos alunos, a Câmara de Vinhais não hesita e tem-no demonstrado desde o início, indo de encontro a todas as solicitações do Agrupamento que venham nesse sentido. Esta foi mais uma aposta, um desafio colocado há cerca de meio ano, ao qual dissemos sim de imediato”, revela o vereador da Educação da CMV, Roberto Afonso.
Manuela Rocha, mãe do Martim, um aluno de 9 anos integrado na unidade e que sofre de perturbações do espectro do autismo, mostra-se satisfeita por haver no concelho um sítio indicado para crianças com necessidades especiais. “Este é um espaço necessário em qualquer lugar onde haja um menino com autismo”, afirma.

Manuela Rocha, mãe de Martim

Esta inauguração aconteceu em ambiente de festa e com direito a lanche, uma vez que, à semelhança dos anos anteriores, se deu as boas-vindas à Comunidade Educativa do concelho. No início deste encontro, teve lugar uma visita ao Centro de Interpretação do Parque Natural de Montesinho. De seguida, na E.B.1 de Vinhais, realizou-se a Festa de Recepção ao Professor, que pretendeu “promover o convívio e viabilizar a integração da comunidade docente, para além de contribuir, em simultâneo, para o fortalecimento dos laços entre professores e município”, explicou o presidente da autarquia, Américo Pereira.

“Faz um esforço para compreender”

“O meu desenvolvimento não é absurdo, ainda que não seja fácil de compreender. Tem a sua própria lógica e muitas das condutas a que chamas “alteradas”, são formas de enfrentar o mundo segundo a minha maneira especial de ser e perceber. Faz um esforço para compreender.” Angel Riviére, 1996

9 de novembro de 2009

SEMANA DO CALOIRO 2009

"Superou as expectativas" apesar das15 detenções por embriaguez, uma na sequência de um acidente

Na Recepção ao Caloiro de Mirandela, bem como na Semana do Caloiro em Bragança, cidades onde estão matriculados, no ensino superior, cerca de 6500 alunos, a Polícia de Segurança Pública (PSP) fiscalizou mais de 400 condutores, entre 23 de Outubro e 8 de Novembro.
Procurando prevenir, o Comando da PSP de Bragança incrementou a sua acção de visibilidade, em particular nos períodos e locais de maior risco. Assim, submeteu ao teste de pesquisa de álcool no sangue 302 condutores, dos quais 15 ficaram detidos por condução em estado de embriaguez, sendo que um foi detido na sequência de um acidente de que resultaram apenas danos materiais. Relativamente a contra-ordenações por excesso de álcool, houve, no total doze, sendo 10 muito graves (TAS álcool entre 0,8 e 1,19 g/l) e duas graves (TAS entre 0,5 e 0,79 g/l). Para além do álcool, obtiveram-se mais 10 contra-ordenações por infracções várias.

Quanto a resultados finais, a “Semana do Caloiro superou as nossas expectativas, felizmente, correu tudo bem, deu para suportar todos os encargos assumidos e isso era o mais importante”. “Claro que gostaríamos de ter tido um cartaz superior, mas tinha que se adequar às nossas possibilidades, ou seja, fizemos o melhor com as condições de que dispúnhamos”, adiantou o presidente da Associação de Estudantes do Instituto Politécnico de Bragança, Bruno Miranda.




















6 de novembro de 2009

JOÃO CUTILEIRO

“A preguiça é um dos grandes motores da história”


FACTOS


Nomeado – João Cutileiro
Tempo – 72 anos
Lugar – Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Signo – Caranguejo
Origem – Lisboa
Ofício – Artista

ENTREVISTA

1 @ Durante uma vida de artista, bebeu de muitas influências e criatividades distintas, actualmente, o que mais o inspira?

R: O Cutty Sark! Em termos de bebida…

2 @ E em termos de vida?

R: Os corpos das pessoas que me rodeiam.

3 @ As suas obras são geradoras de ódios e paixões. Adora mexer com as consciências?

R: Eu nem sei bem o que são as consciências dos outros. Ficava muito triste se as coisas que eu faço passassem por cima das pessoas como chuva numa boa gabardina. Quando se faz qualquer coisa, espera-se do outro lado uma reacção boa ou má, mas, pelo menos, uma reacção.

4 @ Esculpir é uma afirmação da realidade da sua própria existência. E a fotografia e o desenho, como os considera?

R: São a mesma coisa. São registos do que me rodeia, coisas que são importantes para mim.

5 @ Autenticidade e economia na concepção do modelo são os grandes objectivos dos seus trabalhos. Explique-nos estes dois conceitos?

R: A preguiça é um dos grandes motores da história. Por isso, a economia de esforços para se obter o mesmo efeito é sempre uma coisa muito positiva. Gastar menos energia, se possível, e tempo, e ao fazê-lo, estamos a ser autênticos.

6 @ A sua preocupação passa por ser autêntico?

R: Não tenho nenhuma preocupação dessas. Aliás, quando se tem essa preocupação fica-se igual aos outros.

7 @ Um artista que sonhe um dia ser reconhecido pelo seu trabalho não pode tocar em nus por ainda serem, na sociedade portuguesa, um tabu?

R: Pelos vistos, há muitos tabus. Como se viu agora com Saramago. O facto de ser tabu ou não, para mim, não é, particularmente, importante.

8 @ O ambiente dos corpos femininos é o seu tema preferido?

R: Tenho outros, mas o corpo feminino talvez seja o tema mais recorrente.

9 @ As suas obras nascem como? De inspiração divina ou de paixões, receios e cenas intimistas? Nomeadamente, as suas meninas…

R: De tudo aquilo que acabou de mencionar.

10 @ Considera ser o motivo pelo qual, nos anos 80, se deu a grande viragem da escultura portuguesa e consequente ruptura com a estatuária oficial?

R: Dizem isso e quem sou eu para contrariar. Não foi de propósito!
11 @ Ainda se lembra qual a sua primeira obra de arte pública?

R: A primeira peça que eu fiz para o público, em 1957 ou 58, desapareceu, foi roubada há poucos anos. Estava colocada frente a uma pastelaria chamada Suprema na Avenida de Roma em Lisboa. Um dia fui lá, dirigi-me ao homem da pastelaria, perguntei-lhe pela peça e ele respondeu-me: “Isso queria eu saber!”

12 @ Depois de correr meio mundo e regressar, definitivamente, a Portugal em 1970, quais os locais ou cidades que lhe produziram mais encantamento?

R: Manhattan, Londres, Paris, Lisboa e Évora.

13 @ Erguida na cidade de Lagos, na praça Gil Eanes, está uma das suas obras mais polémicas, "D.Sebastião”, pela qual recebeu críticas ferozes e elogios rasgados. Que outra obra sua causou semelhante polémica?

R: O Memorial ao 25 de Abril no Alto do Parque Eduardo VII. Uma escultura que ainda não foi completamente digerida.

14 @ Permanece na crença de que é, e passo a citá-lo, "um fazedor de objectos decorativos destinados à burguesia intelectual do ocidente"?

R: Pois, claro! Todos os artistas são fazedores de objectos decorativos.

15 @ Que é que lhe dá mais prazer, o desenho, a fotografia ou a escultura? Ou são todas obras de arte por igual?

R: Depende do momento. Mas se tiver, por exemplo, a fazer fotografia, naquele preciso momento, é aquilo que eu mais gosto.

16 @ Depois de Dortmund, Bruxelas e Luxemburgo, com uma exposição na Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa, outra na conceituada Jones Gallery, em Nova Iorque, onde gostaria ainda de levar o fruto da sua multifacetada obra?

R: Não sou esquisito! A qualquer lado… Conforme a entidade e o interesse que ela demonstre por mim. Nunca pensei expor em Bragança! Não fosse o convite deste centro, deste director.

17 @ Que obra lhe proporcionou mais interesse concluir?

R: A que há-de vir!

O ORIENTE NO OCIDENTE


“Impressões do Oriente” em exposição no Museu do Abade de Baçal

Inaugurada no dia 23 de Outubro, a exposição fotográfica de originais do século XIX remete-nos para a “Antiguidade Oriental antes da Arqueologia”. “Impressões do Oriente”, de seu nome, esta colectânea de obras exibidas ao público no Museu do Abade de Baçal, vem para Bragança devido ao esforço do Instituto dos Museus e da Conservação. José Pessoa, comissário desta mostra em particular e técnico de fotografia e radiografia para a Conservação de Obras de Arte, decifra-nos esta colecção, “são cerca de 70 provas do século XIX, as primeiras fotografias que chegaram à Europa vindas do Oriente. São imagens entre 1850 e 1890 que encontrámos nos espólios de vários museus, algumas provas soltas que nos permitiram constituir este conjunto que nos mostra monumentos, ruas, poços, rios, animais e as vidas das gentes do Oriente antes da chegada da arqueologia e do turismo”.
Além das fotografias, reuniu-se algum material que existia no Museu da Escola de Arqueologia e que contribui para aumentar o grau de interesse da colecção apresentada em Bragança, nomeadamente, uma câmara de 1860, outra de 1880 e, ainda, outra de 1890, que nos mostram três etapas fundamentais da história do processo fotográfico.

Na antítese do Ocidente, os processos fotográficos eram tão complicados que cada fotógrafo precisava de uma tenda e de uma logística enorme para poder executar o seu trabalho. Com elevadas temperaturas, ficavam sujeitos a terríveis vapores químicos como o cianeto de potássio. No entanto, as dificuldades do Oriente desempenharam um grande teste para a fotografia e para a sua evolução técnica, resultando num impacto transversal na Europa daquele tempo. Este fenómeno permitiu, assim, um desenvolvimento da arqueologia, da história e do “interesse pelo passado em relação ao futuro”, regista José Pessoa.

POLIFONIA EM "BODAS DE PRATA"


Celebração dos 25 anos da Associação Coral Brigantino Nossa Senhora das Graças

No dia 24 de Outubro, o Teatro Municipal de Bragança acolheu o XII Encontro Internacional de Grupos Corais. A iniciativa contou com a participação do Coral Brigantino Infantil, do Coral Brigantino Infanto-Juvenil, do Coral Brigantino e, por último, mas não menos importante, o Coro Ángel Barja JJMM – ULE, oriundo de Léon (Espanha).
O Coral Brigantino Infantil, bem como o Infanto-juvenil, ambos sob a direcção de Natália Lourenço, estiveram bem afinados e providenciaram um particular encanto animado ao público presente, neste Outono Polifónico 2009.
Fundada em 24 de Outubro de 1984, por Octávio Sobrinho, padre e seu primeiro director artístico, a Associação Coral Brigantino cumpriu, neste fim-de-semana, um quarto de século. Tendo como premissa a execução da música coral polifónica, este grupo de cantores participou já em centenas de concertos e encontros por todo o país, Espanha e França.
Através de um repertório eclético, preenche caminhos que vão desde a música Sacra, passando pela música popular portuguesa e do mundo, mas com especial destaque para as canções regionais, designadamente as de língua Mirandesa.

4 de novembro de 2009

O NORTE DA ACADEMIA 2009

O Instituto Politécnico de Bragança trouxe consigo nova alma a esta cidade. Uma que viu crescer a sua dinâmica pelo próprio aumento populacional. Inerente a esse crescimento, bem no seu seio, o comércio floresceu e toda uma série de negócios paralelos que, ao invés de sobreviverem, vivem agora melhor do que antes da sua existência. E reconhecem com alguma facilidade que é, exclusivamente, devido à comunidade académica que possuem uma fonte de rendimento. Cabe, portanto, às pessoas de consciência, perceber a vida académica como sendo condição sine qua non desta cidade, favorecendo a importância do papel vital que o Instituto Politécnico desempenha nesta Terra Transmontana.

Caloiros e estudantes, BEM-VINDOS À CAPITAL DO NORDESTE!


“É vergonhoso!”

Com um custo superior a cem mil euros “não existem” apoios monetários institucionais

O presidente da Associação de Estudantes do Instituto Politécnico de Bragança (AEIPB), Bruno Miranda, mostra-se decepcionado com a falta de apoios à preparação e organização da Semana do Caloiro 2009. “Os apoios não têm sido nenhuns, em relação às outras academias do país, nós partimos da estaca zero”, “deixa-me muito triste não haver mais suporte financeiro por parte da Câmara Municipal e das várias instituições, desde o Governo Civil, entre outras entidades. A Junta de Freguesia da Sé, ainda tem sido a excepção. Não nos apoia a nível monetário, mas fá-lo com outras coisas”, afirma.
Este evento está, segundo o responsável máximo da AEIPB, orçada em mais de 100 mil euros, “um investimento bastante avultado, ao nível dos anos anteriores”, “financiado através da venda dos bilhetes, e algum patrocínio das cervejeiras ou das bebidas”.
Nas palavras do dirigente, “é inadmissível que tenhamos de pagar, na nossa própria cidade, cerca de cinco mil euros por um pavilhão como o NERBA”, “o mínimo que a Câmara podia fazer por nós era pagar o espaço, fornecer os autocarros e dar-nos algum dinheiro. Espero que as autoridades representativas desta cidade, abram os olhos porque nós somos o futuro desta cidade e deste país. Tínhamos outdoors para serem colocados e nem isso, nos deixaram fazer. É vergonhoso!”, defende.
“Sendo o IPB uma das maiores instituições implementadas no distrito e sendo uma força de representação a nível interno e externo, esperamos que com este evento, possamos ter o maior número de pessoas possível, que haja muita animação e que as pessoas cheguem ao fim e reconheçam que a Associação Académica tem trabalhado com gosto e dedicação”, sustenta o presidente da AEIPB.

Festejada Recepção ao Caloiro de Mirandela

A Recepção ao Caloiro teve um saldo positivo e ficou marcada por “copos e alegria”

“Muitos copos, alegria e boa-disposição”, deram o mote para mais uma Semana da Recepção ao Caloiro Mirandela 2009, realizada entre 28 e 31 de Outubro, e promovida pela Associação de Estudantes da Escola superior de Comunicação, Administração e Turismo (AEESACT).
Sem incidentes a registar e com um custo orçado em 15 mil euros, a adesão não excedeu as expectativas. A excepção verificou-se no dia das Tunas, onde se registou uma maior adesão relativamente ao ano transacto. O melhor dia foi, precisamente, o último. “Para além de ser o Dia das Bruxas, era fim-de-semana. Assim, pudemos contar com mais 700 pessoas da cidade, incluindo estudantes do ensino secundário”, garante Tiago Pinheiro, presidente da AEESACT, que contabiliza, no final, um saldo positivo.
Actualmente, a ESACT contempla nove cursos, nomeadamente, um de Design de Jogos Digitais, que contribuiu, de modo efectivo, para um aumento significativo de novos alunos em relação ao ano lectivo anterior.

Educação com regras na praxe

Com receio da Gripe A medidas preventivas foram cumpridas mas não condicionaram

Com tudo a correr conforme previsto, José Galhardo, presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Educação (AEESE), afirma que, o Ministério da Educação queria proibir as praxes devido à Gripe A. “Foram-nos impostas regras e nós cumprimo-las. Uma delas era a não utilização de água ou líquidos com os caloiros, já que, podiam ser um meio condutor para a gripe. Praxar sim, mas com regras”, sublinha o entrevistado. Apesar de tais medidas, “a praxe decorreu normalmente e os caloiros foram integrados. O Baptismo, que encerrará a praxe, terá de ser, obrigatoriamente, com água”, desvenda.
Este ano, como no anterior, houve jogo de futebol entre os caloiros e a comissão de praxe, seguido de um churrasco; a noite invertida, em que os homens vestem-se de mulheres e vice-versa, a noite do pijama (traje académico do caloiro) e também a noite do penteado, no bar da escola, em que o visual mais original, masculino e feminino, era premiado.

Solidariedade define Agrária

Mais de uma tonelada de alimentos não perecíveis recolhidos para instituições sociais

A Escola Superior Agrária (ESA) repete, pelo terceiro ano consecutivo, a praxe comunitária de solidariedade. Márcio Carocho, presidente da Associação de Estudantes da ESA, afirma ter sido “um verdadeiro sucesso”, já que, foram recolhidos mil e duzentos quilos alimentos não perecíveis. Neste ano lectivo 2009 – 2010, esta foi a escola do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) a receber menos novos alunos. “Há muitos estudantes que, ao acabarem o 12º ano, não pensam na Agrária como uma opção. Talvez por acharem que aqui só cavamos terra, mas isso não é verdade. É um facto que nos interessamos pela agricultura mas esta é uma escola de bio-ciências, onde temos alguns dos melhores laboratórios do IPB”, destaca Márcio Carocho. Considerando ainda que, “há uma falta de compreensão sobre o que é uma escola agrária, o que investiga e a forma como o faz, sobretudo, na altura dos jovens considerarem o seu futuro universitário”.

ESTIG promove integração bem sucedida

Com 345 novos alunos, a AEESTIG fomenta “mostras” de união e espírito académico

NA Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG), o acolhimento aos novos alunos tem sido idêntico ao dos anos transactos. Houve a recepção aos caloiros por parte do Rex e a inscrição na associação mediante uma quota de 10 euros, com direito ao Kit do Caloiro e acesso a fotocópias durante todo o ano lectivo. Pedro Miranda, presidente da Associação de Estudantes da ESTIG (AEESTIG), anuncia a este respeito que estão em preparação protocolos que darão acesso a descontos nalgumas lojas da cidade.
Quanto a iniciativas, para além das praxes, no dia 8 de Outubro, houve uma ida por parte dos caloiros ao Teatro Municipal de Bragança, organizada com o Instituto Politécnico, onde puderam assistir a um concerto integrado no Festival Douro Jazz.
“Estamos a pensar realizar, à semelhança do ano passado, um torneio de futsal entre os caloiros e um passeio no comboio da Junta de Freguesia da Sé, com o intuito de conhecerem a cidade”, divulga Pedro Miranda.
Com cerca de 2000 alunos distribuídos por 10 cursos, a ESTIG tem cerca de 900 inscritos na Associação de Estudantes.

Caloiros brindam a… Saúde!

Uma praxe das 8 às 8 que visa acordar cedo e “obrigar” caloiros a frequentar para conhecer a escola

De Bragança, a Associação de Estudantes da Escola Superior de Saúde (AEESS), concentrou-se em integrar os novos alunos, quer no Instituto Politécnico de Bragança, bem como na res publica. “Temos uma praxe “dita obrigatória” das 8 às 8, desta forma, não ocupamos a noite para os alunos poderem estudar e ter outras actividades, assim como terem a oportunidade de descansarem para depois assistirem às aulas da manhã”, testemunhou Jorge Brandão, presidente da AEESS.
Outro objectivo da praxe é, segundo o entrevistado, ”um género de obrigação, em que os alunos devem ir às aulas, conhecer os professores, as salas da escola e todos os outros órgãos de importância para a vida social de cada um. Fazemos questão que eles saibam onde ficam os bombeiros, a polícia, a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia da Sé, entre outros”.
Além da visível preocupação em integrar os novos alunos, a Escola Superior de Saúde faz questão de manter algumas das tradições académicas, “uma vez que a Academia é feita de tradições”, defende Jorge Brandão. Assim, o Tribunal, o Baptismo, a Passeata, o Jantar de Cantina e a Praxe Suja, continuarão a fazer parte da vida “saudável” da Academia.


ORIENTÓ CALOIRO!
 





 

MISS e MISTER CALOIRO IPB 2009

 
Realizou-se no Moda Café Discoteca, dias 13, 15, 21, 22 e 26 Outubro, as várias eliminatórias que dariam acesso à Grande Final do dia 29, para a eleição da Miss e Mister IPB. Sónia Rouceiro, de Contabilidade, e Hélder Costa, de Engenharia Zootécnica, sagraram-se vencedores nesta edição de 2009. Depois de cinco eliminatórias, onde foram eleitos os vencedores por Escola e os escolhidos para participarem na sexta e última prova, a Grande Final, o casal apurado foi premiado em 300 euros. Para além de dois bilhetes para a Semana do Caloiro. Sónia, de Arcos de Valdevez, mostrava-se bastante satisfeita, afirmando que não esperava ganhar. Enquanto o Mister, da Póvoa do Varzim, comprará o traje académico com o dinheiro do prémio.

Caloiros finalistas e vencedores por escola
Estudantes, Erasmus e Party People








MOSTRAS DO CALOIRO

As Mostras dos Caloiros tiveram no Mercado o seu grande palco. Decorreram em segundas, terças e quintas-feiras durante a segunda quinzena do mês de Outubro e consistiam em três provas: cultural, livre e musical (canto e/ou instrumental). Passaram para a final desta competição a Escola Superior Agrária e os cursos de Gestão, Análises Clínicas e Animação e Produção Artística. Na Semana do Caloiro 2009, quinta-feira, realizou-se a prova que sagrou o vencedor. Em primeiro lugar, Gestão. Em segundo, Educação, com APA (Animação e Produção Artística), LRI (Línguas e Relações Internacionais) e Música. Em terceiro, Agrária e, em quarto, Análises Clínicas.










ASSOCIAÇÃO DE APOIO AO ALUNO ESTRANGEIRO


Jantar Convívio da Associação, juntamente com os alunos que apoia, no Restaurante Académico. Seguiram-se umas bebidas no Vitória Pub e, logo depois, o Moda Café, onde a noite se deu por terminada.