Estudantes do Politécnico vestem de vermelho para distribuírem bens necessários aos mais carenciados
Já passava das 15 horas quando os alunos se reuniram no Instituto Politécnico de Bragança, terça-feira passada, para receberem os fatos de Pai Natal providenciados pela Associação Académica para o desfile nas ruas da cidade. A cada aluno foi dada a liberdade de poder escolher entre contribuir com géneros alimentícios, roupa ou brinquedos, transportados de forma original dentro de uma carroça puxada por um burro e que, no final, foram entregues a instituições de carácter social.
Segundo o presidente da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança (AAIPB), Bruno Miranda, foram distribuídos mais de 500 fatos de Pai Natal, mas muitos alunos foram-se perdendo pelo caminho, antes de chegarem ao destino. “Coube a cada um decidir a forma como iria participar na ajuda às várias instituições de solidariedade social, nomeadamente, a APADI, Entre-Famílias e Casa do Trabalho”, explicou o responsável.
O desfile de Pais Natal tomou o seguinte trajecto: após sair do Politécnico, o grupo natalício entrou na Av. Sá Carneiro, perto das Cantarias, fez toda a avenida até chegar à Praça Cavaleiro Ferreira, descendo a Rua Almirante Reis e terminando na Praça da Sé. Foi neste marco histórico da cidade de Bragança que se celebrou efusivamente esta época festiva e onde decorreu a entrega simbólica dos donativos, com as instituições e alguns dos seus utentes a marcarem presença.
“Houve estudantes que ofereceram dois ou três géneros alimentícios, outros trouxeram roupas e alguns vieram com brinquedos. Mas o que se reuniu em maior número foi, efectivamente, comida”, adiantou o dirigente.
Esta iniciativa, a primeira na cidade de Bragança levada a cabo pela comunidade estudantil do Politécnico, foi divulgada por “palavra passa palavra”, conta Bruno Miranda. “Foi a maior mobilização conseguida, com cerca de 300, 400 alunos que se preocupam, de facto, em ajudar o próximo. Queremos simbolizar, com este pequeno gesto, uma época natalícia onde possamos servir de inspiração para que, nos anos vindouros, outras instituições empossem dinâmicas semelhantes, mas com uma outra dimensão”.