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9 de agosto de 2012

UM DOMINGO MADRUGADOR

Ricardo Vilela deu o mote aos 25 ciclistas brigantinos que pedalaram nas “6 horas de Bragança em Bicicleta”


Antes da partida, pelas 9 horas de domingo, os cerca de 25 participantes já se robusteciam com um pequeno-almoço ligeiro oferecido pela entidade promotora da iniciativa. Organizada pelo Velo Clube da capital do nordeste, com o apoio da Câmara Municipal, as “6 horas de Bragança em Bicicleta” tiveram como ponto de encontro e partida o skatepark, próximo da Ciclovia do Fervença.
“Esta iniciativa foi inspirado nas 24 horas de Braga, que nós achámos imensa piada, importámos a ideia, adaptámo-la um pouco e fazemos este passeio já há 15 anos. Desde então que temos feito todos os possíveis para manter este passeio activo todos os anos e esta é só mais uma edição”, lembrou o presidente do Velo Clube de Bragança que, na altura, aderiu à estreia, apenas, como participante.
De ano para ano, o circuito é sempre alterado. Enquanto que há dois anos, o Velo Clube decidiu apostar num “circuito alternativo” pela Serra de Nogueira, o ano passado, a organização levou os desportistas pelo Parque Natural de Montesinho adentro permitindo-lhes desfrutar das belíssimas paisagens que fazem parte desta terra que é o Nordeste Transmontano. Já nesta edição, os responsáveis optaram por um circuito mais citadino, numa tentativa de atraírem pessoas menos experimentadas no pedalar ou, pelo menos, não com tanta “rodagem”, providenciando-lhes uma oportunidade de se associarem a esta acção, simultaneamente, recreativa e desportiva. “Hoje vamos fazer uma coisa diferente. Vamos aproveitar o circuito turístico pela Pousada e fazer algo que seja dentro da cidade para as pessoas que, normalmente, praticam ciclismo de uma maneira mais lúdica também poderem participar sem terem que sair muito da cidade”, esclareceu Miguel Rodrigues.


O responsável estendeu o convite a Ricardo Vilela e Flávio Cipriano, dois ciclistas brigantinos que rodam profissionalmente. O primeiro, Ricardo, que depois do estágio na Serra da Estrela se encontra, agora, numa pré-pausa antes da Volta a Portugal, respondeu à chamada. Já Flávio não deu a certeza se viria e acabou por não comparecer.
“Esta não é a minha primeira vez, mas nos últimos anos não tenho podido participar devido à Volta a Portugal. Como este ano a Volta foi adiada por 15 dias e como cheguei ontem do estágio na Serra da Estrela, decidi vir aqui conviver com estes meus amigos”, expressou Ricardo Vilela, cujas expectativas de equipa para a Volta são que o seu colega David Blanco vença e que ele consiga melhor que o 12º lugar alcançado no ano transacto. “Uma boa Volta para mim seria ficar nos dez primeiros ou mesmo ganhar uma etapa”, anunciou o ciclista profissional, que deu a estas seis horas um colorido bem especial.
Seguiu-se um almoço convívio, em parceria com a Associação dos Amigos do Campo Redondo e, sem a qual, confidencia Miguel Rodrigues, “era impossível” levar a bom porto esta iniciativa e à qual aproveitou para agradecer.

Ricardo Vilela



PELA FELICIDADE DOS PEQUENITOS

Gincana de bicicletas na Praça da Sé levou uma dezena de crianças a testar a sua técnica e perícia.
 

Incluída nas festas da cidade, aconteceu na passada sexta-feira, pelas 21 horas, uma gincana de bicicletas em Bragança, mais concretamente na Praça da Sé. Organizado pelo Velo Clube da cidade capital de distrito, o evento contou com dez crianças e teve a duração de, sensivelmente, uma hora e meia.
“Fazemos isto todos os anos para os miúdos da cidade, mas todas as crianças que quiserem participar são bem-vindas”, revelou o presidente da direcção da entidade promotora da iniciativa. “Normalmente, as crianças que participam têm idades compreendidas entre os quatro e os doze anos. A partir daí, acho que começam a ficar com um pouco de vergonha em querer participar e, sobretudo, de serem batidos pelos mais novos”, continuou Miguel Rodrigues, indigitado desde há quatro anos como responsável máximo pelo Velo Clube de Bragança.
“Temos organizado reiteradamente esta gincana, em que tentamos juntar um conjunto de pessoas de maneira a manter esta iniciativa em pé todos os anos. Desde que eu estou à frente da direcção do Velo Clube, esta é a 4ª edição consecutiva que nós fazemos”, informou.
O número de crianças envolvidas ficou um pouco aquém de anos anteriores, em que chegaram a participar entre 20 a 30 menores. Entrevistado aquando da preparação da pista, antes da gincana, Miguel confidenciava que esperava uma resposta por parte dos pais semelhante à de edições passadas: “nunca é certo o número de crianças que podem vir a participar. Até porque não cobramos inscrições e tudo é feito de forma gratuita. Fazemos isto pela diversão das crianças. Mas, sinceramente, espero atingir os números do ano passado”. Mas nem por isso ficou desiludido com a dezena de pequenos malabaristas. “É sempre gratificante! Eu desde que tenha as crianças felizes durante cerca de duas horas, por mim, estou satisfeitíssimo”, manifestou. 
Os prémios foram iguais para todos os participantes. Houve classificação, mas não com o intuito de diferenciar vencedores de vencidos. O único propósito era o de estimular o espírito competitivo entre as crianças.
Esta iniciativa é, ainda, desenvolvida pelo Velo Clube na única vila do concelho, em Izeda. É feita de igual forma, por esta altura e, de acordo com Miguel Rodrigues, “até tem mais gente que em Bragança”. “Isto serve para mostrar, também, que há vida nas zonas mais rurais. Ou seja, tentamos levar este divertimento às crianças que estão, agora, em período de férias”, concluiu o responsável.