4 de agosto de 2009

NEED FOR SPEED

A direcção do Nordeste Automóvel Clube e a Câmara Municipal ficaram novamente satisfeitos com o resultado final de mais uma Rampa de Bragança

A capital do Nordeste foi palco da terceira prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Montanha, traçado onde Pedro Salvador voltou a vencer, na Categoria 2 e Geral Absoluta, depois do interregno verificado na edição de 2008.
Em termos da Geral, António Nogueira conseguiu impor o seu 911 Turbo GT 2 ao Juno SSE de Paulo Ramalho, e António Barros, que não fez a primeira subida de prova, foi quarto classificado a que se seguiram Luís Nóvoa e Joaquim Rino.
Rui Mendonça, Francisco Marrão e Domingos Fernandes, por esta ordem, dividiram os três primeiros lugares da Categoria 3.
No Troféu Nacional de Clássicos, Categoria 4, Martine Pereira e Daniel Vidal foram, respectivamente, primeiro e segundo classificados.
Joaquim Teixeira, pelo terceiro ano consecutivo, não termina a Rampa de Bragança devido a um pequeno acidente após uma ligeira saída da trajectória na curva da casa da Guarda. O piloto de Murça, ao retomar o sentido de marcha, embateu com alguma violência nos rails, deixando o Radical SR 3 num estado tal que não lhe permitiu tentar uma nova subida.

Os pilotos que estiveram presentes colaboraram mais uma vez com a organização, sendo possível, como é hábito, efectuar a exposição dos carros dos participantes a partir do final da tarde de sábado e até ao final do “Slalom Nac Lagoa Azul”. Prova ganha pelo piloto brigantino Bruno Esteves, a que se seguiram Francisco Rosa, Nuno Parada, Carlos Balsa e Cristiano Gonçalves.
Os treinos da 5ª edição da Rampa de Bragança tiveram início às 9:30, de seguida, procedeu-se à competição propriamente dita e cerca das 13:30, à cerimónia do pódio para os três primeiros classificados de cada categoria.
Seguiu-se o tradicional almoço, desta feita, no restaurante “Ares de Serra”, onde estiveram presentes colaboradores, participantes, entidades oficiais, num total de 220 pessoas.
No final e após o presidente da direcção do Nordeste Automóvel Clube, José Nogueiro ter realizado os agradecimentos, o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, deixou algumas palavras de apreço para todos os envolvidos na organização do evento, pilotos e respectivos acompanhantes, comunicação social e oficiais de prova. Ao Nordeste Automóvel Clube confiou o pedido de se redobrarem esforços no sentido de voltar a trazer esta prova à cidade, “a Rampa de Bragança é parte integrante dos muitos eventos de relevo da cidade e da região”, reconheceu o autarca.

SEGUROS DE ARMA EM PUNHO

O formador grita, “perna esquerda, fogo!”, e em menos de 8 segundos o agente saca de arma, introduz uma bala na câmara e dispara para a zona indicada

Na 2ª Sessão Formativa do Plano Anual de Avaliação do Tiro, decorrida de 1 a 9 de Junho, participaram todos os elementos do Comando Distrital de Bragança, que inclui a Esquadra de Mirandela. Em entrevista ao Jornal Nordeste, o Chefe Giordano Rodrigues, formador de tiro, afiança que “o Plano Anual de Formação do Tiro é obrigatório para todo o efectivo de Bragança e divide-se em 3 sessões, por cada quadrimestre é obrigatório fazer uma”. As duas primeiras são formativas e a terceira é avaliativa. Pela voz do formador, o tiro é composto por três partes: de precisão para aferir pontaria, a 5 e 7 metros do alvo, com 5 tiros cada; para áreas corporais seleccionadas, zonas não letais, braços e pernas, dando a voz de comando o formador, “perna esquerda, fogo”, grita, a partir daí o agente tem cronometrados 8 segundos para sacar a arma do coldre, introduzir a bala na câmara e efectuar o disparo para a zona indicada, caso o agente ultrapasse o tempo previsto, o tiro não é considerado; a terceira e última parte da sessão é o tiro de reacção policial, com alvos que apresentam diversas ameaças distintas. Nesta fase, o agente encontra-se escondido, sem observar o alvo em questão, à ordem de “já” ele espreita e reage de acordo com os diferentes graus de ameaça, entre eles, um homem com um faca, chave de fendas, telemóvel e outro com uma arma de fogo. Neste último caso, o alvo como representa uma ameaça directa para o agente em questão e para a vida de terceiros, é permitido o uso de força letal. Nos outros casos, há o recurso a arma de fogo de menor perigosidade letal, onde apenas se dispara para os membros superiores e inferiores.
Na opinião do Chefe Giordano, os agentes do Comando de Bragança têm evoluído bastante em relação ao tiro, encontrando-se, actualmente, mais aptos a disparem armas de fogo. Na verificação dos registos de tiro, a pontuação da maioria era boa ou mesmo excelente.
O Comando dispõe de quatro formadores, presentes na carreira de tiro estavam três, dois na linha para controlar as operações e um terceiro para tomar notas, todos a supervisionarem a segunda sessão formativa deste ano, A primeira foi em Março e a terceira será a sessão de avaliação e certificação, tendo lugar em meados de Outubro. Por Macedo de Cavaleiros, rodou todo o efectivo do Comando Distrital de Bragança, precisando cada agente, regra geral, de uma manhã ou de uma tarde para completar a sessão de tiro.

"ARREPIADO" DESLUMBRA NO FREE-STYLE

Foi sábado e domingo, em Vinhais, que decorreu o 2º Encontro Motard, realizado pela Câmara Municipal da cidade
O 2º Encontro Motard – Vinhais, Capital do Fumeiro, realizado pelo segundo ano consecutivo, contou com a preciosa colaboração do Moto Clube Vale do Sousa, Mirandela, Valpaços, Chaves e Bragança. Levado a bom porto pela Câmara Municipal de Vinhais, em nome de Luís Gomes, adjunto do presidente, nos dias 9 e 10 de Maio, este encontro de motards teve na chuva uma visita inesperada, mas que não fez tremer o espírito de convívio e união que celebriza esta raça de pessoas muito especial.O dia de sábado começou por volta das 14 horas, quando muitos faziam entrada nas portas da cidade. A meio da tarde, por volta das 17 horas, o abrangente público local rodeou o showman Ricardo Domingos que, com actuações deveras surpreendentes, “arrepiou” os presentes e fê-los a todos sorrir. Numa moto de pista, noutra de monte, numa moto quatro, e num carro modificado para o efeito, não houve categoria que ele não concretizasse, dando por muito bem entregue a contratação deste astro tocante.
Seguiram-se os jogos tradicionais, com humor quanto baste, e durante os mesmos, a tradicional prova do fumeiro. Alheiras e chouriço assado à descrição, acompanhados por um bom naco de pão, saciaram os apetites a cerca de 150 motards.
Foi ao final da tarde, num dia alegadamente solarengo, que a chuva se fez convidada, fazendo com que o passeio pelos arredores da cidade não decorresse como planeado, ganhando o jantar o seu lugar.
A noite superou as expectativas e, no dia seguinte, recordações de bons momentos foram levadas junto ao peito no regresso a casa.