5 de agosto de 2009

EM PRIMEIRO LUGAR APURADOS PARA A FINAL

O Clube Académico de Bragança (CAB) derrotou o Fanzêres por oito bolas a zero. No princípio do jogo, o adversário criou algumas oportunidades, já que, foi patente na nossa equipa, um nervosismo inicial pela importância e responsabilidade de uma partida que daria acesso à final. No entanto, a tendência inverteu-se, o CAB tranquilizou-se e ficou mais coeso, e depois dos 4-0 ao intervalo, o resultado foi dilatado até aos 8-0 finais.Em entrevista ao Jornal Nordeste, o treinador do Académico, Fernando Sequeira, fez o balanço de uma época que, segundo o próprio, superou as expectativas iniciais. Em épocas anteriores, esta mesma equipa dos infantis, agora com três anos de competição, não conseguia fazer face aos adversários e este ano, ficou a um golo do nacional e pela primeira vez na sua história, conseguiu alcançar a final do Torneio de Encerramento da Associação de Patinagem do Porto, uma das mais competitivas do país.
Esta equipa dos infantis, disciplinada em campo, “já conquistou o respeito dos adversários e está no bom caminho para atingir o nível dos melhores”, afiança o treinador. Relembremos aos leitores que, o CAB esteve em fase de estagnação ao nível formativo, a equipa teve de começar do zero sem qualquer referência de escalões superiores, pois foram-se perdendo no tempo.
Quando questionado sobre o significado da final, Fernando Sequeira é peremptório em declarar que, “esta é uma experiência enriquecedora para os nossos atletas” e “uma final difícil pois o NorteCoopA tem um ataque extremamente forte. “O resultado não interessa mas antes o percurso desta equipa que com trabalho e espírito de sacrifício conseguiu alcançar a final”, garante o treinador. A final acontecerá em Penafiel no próximo fim-de-semana, dia 20 pela manhã.

GULPILHARES 4 – CAB 2

Apenas dois pontos separam o primeiro classificado, CAB, do segundo Num jogo demasiado importante, os nossos jogadores acusaram um certo e determinado nervosismo pela responsabilidade encerrada neste jogo. Recordemos aos leitores que, até à realização deste, permanecíamos na frente com uma liderança de cinco pontos, distância essa encurtada para os dois pontos, já que, a derrota sofrida foi com um portentoso segundo classificado, o Gulpilhares.
Quanto ao jogo propriamente dito, a primeira parte acabou com a equipa adversária a vencer por um golo, sendo que, cometemos dois ou três erros defensivos, o que poderia ter levado a estragos maiores.
Após o intervalo, e numa segunda parte em que tentávamos estabelecer a igualdade, com lances de ataque bem delineados, um outro erro defensivo fez com que o Gulpilhares avançasse no marcador, passando o resultado para 0 – 2.
Uma desconcentração patente dos pupilos brigantinos, permitiu ao oponente fazer o 0 – 3. O CAB tudo arriscou a sete minutos do fim, porém, era demasiado tarde. Conseguimos equilibrar o jogo, reduzindo para 1 – 3, mas não inverter o resultado. No entanto, os nossos adversários mais directos, contrariando a tendência de jogo estabelecida na recta final pelo CAB, aumentaram novamente a vantagem para 1 – 4. No último minuto, e para rematar o resultado, o Académico concretizou o 2 – 4 final.
Segundo o treinador Fernando Sequeira, “erros individuais, algum nervosismo” e, sobretudo, “falta de sorte”, compuseram o desacerto entre todos os jogadores.
Em suma, os combativos do CAB continuam à frente, agora com apenas 2 pontos de avanço sobre o Gulpilhares, segundo classificado, pelo que têm, obrigatoriamente, de ganhar os quatro jogos que faltam, para poderem continuar a sonhar com uma presença merecida na final.

CULPA DE NINGUÉM

Professora de Bragança a leccionar em Vimioso eleva para cinco o número de vítimas do IP4 em 2009

Maria da Luz Geraldes, 41 anos, mãe de duas meninas, percorria o IP4, dia 26 de Junho, no sentido Miranda – Bragança quando se deu o trágico acidente já nas “portas” da cidade. Professora de inglês do 2º ciclo que, alegadamente, “poderá ter adormecido”, segundo Miguel Porras, condutor do pesado, oriundo de Tudela, Navarra, a cerca de 450 km de Bragança, que escapou fisicamente sem quaisquer ferimentos.
No sinistro que ocorreu ao quilómetro 221, após as 15 horas, a carrinha Passat de cor cinza, saiu lentamente da sua faixa de rodagem indo embater, inevitavelmente, no pesado que seguia em sentido contrário, numa colisão frontal em que o estado do ligeiro impressiona os mais sensíveis.

O piso conta o resto da história que, aliás, foi confirmada pelo próprio sobrevivente do impacto em conversa com o Jornal Nordeste. O condutor do pesado, em simultâneo, buzinou e travou a fundo numa tentativa vã de se desviar do automóvel ligeiro, no entanto, não surtindo efeito, Miguel Porras atirou, literalmente, o camião contra os raíls mas nem esse acto desesperado mereceu um final mais digno. Além da lateral, o pesado ficou com um pneu e depósito de combustível desfeito, além das sequelas evidentes na sua frente.
Muitos foram os meios de socorro no local, desde os Bombeiros Voluntários de Bragança que, além de desencarcerarem a vítima, tiveram de limpar o asfalto, e a Guarda Nacional Republicana, que com um número impressionante de agentes, fez o melhor serviço possível, garantindo a segurança de todos aqueles condutores que por ali passavam.