5 de agosto de 2009

S. BARTOLOMEU TOMADO DE ASSALTO

Um percurso agreste e demolidor, um ambiente saudável e “uns comissários que, sem trabalho, não terão um futuro promissor”

O Bragança Downhill 2009, realizado pelo segundo ano consecutivo e organizado pela Associação Regional de Ciclismo e Ciclo-Turismo da capital de distrito, em estreita colaboração com a Junta de Freguesia da Sé e com o Departamento de Ciências do Desporto e Educação Física do Instituto Politécnico de Bragança, trouxe cor e movimento a uma cidade que agradece profundamente este género de iniciativas.
O percurso foi muito aplaudido por todos, realizando-se na encosta do monte de São Bartolomeu, com a partida junto à estátua de S. Bento e chegada ao anfiteatro do Fervença (próximo do Jardim António José de Almeida).
Com o Campeonato Nacional de Downhill bastante próximo, será em Julho, esta prova, integrada na Taça Regional de Downhill, incluiu 25 participantes que, sublinha o professor Vítor Lopes, um dos responsáveis por esta iniciativa, “foi um número positivo, que dobrou o do ano passado e superou as nossas expectativas”.
José Machado de 14 anos, de Aveiro, vencedor de Cadetes, participa neste tipo de provas à bem pouco tempo, desde Janeiro, e para surpresa de todos, consagrou-se vencedor na nossa cidade, revelando-se como uma jovem promessa deste desporto em fase de ascensão meteórica. Na primeira vez em que subiu ao pódio, e logo para um primeiro lugar, José Machado afirma ter apreciado a prova, apesar dos comissários não terem feito jus ao percurso, salientando que, “ainda têm um trabalho de esforço continuado para progredirem como comissários”, já que, “a primeira manga foi anulada por falta de alguma organização”, comenta.
Em termos de percurso, este jovem promissor atesta que era excelente, bem como o ambiente de convívio geral vivido, e que “valeu bem a pena ter vindo de Aveiro a Bragança”, frisa, “no próximo ano, estarei por cá, definitivamente”, e termina.
Na opinião de Daniel Borges, 27 anos de idade, e com 13 deste desporto incrível, a bem dizer, um rodado veterano em downhill, “os comissários deveriam ter sido mais flexíveis”, pois “para muitos dos participantes, esta foi a sua primeira competição”. Daniel, o “Avozinho”, além de levar o nome de Bragança a outras cidades de Portugal, leva-o mais longe, a provas de âmbito internacional, partilhando o seu enorme coração do norte com todos aqueles que o sabem apreciar.

MUNDO DA DROGA

Relatório anual admite que, em Portugal, a descriminalização do consumo de droga não correspondeu a um aumento da toxicodependência

Segundo o Relatório Mundial sobre Droga de 2009, emitido pela Agência das Nações Unidas sobre a Droga e o Crime (UNODC), não há uma ligação directa entre a descriminalização do consumo e o aumento da toxicodependência, alertando para um alegado aumento do tráfico de cocaína.
Portugal foi, em 2006, o sexto país do mundo com mais apreensões de cocaína, com 34,5 toneladas, sete vezes mais do que em 2001. E, no mesmo período, viu os homicídios crescer 40%. O presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) rejeita associar o aumento de apreensões a um crescimento da quantidade de cocaína presente em Portugal. E prefere atribuir os resultados a uma mais efectiva actividade das forças policiais e aduaneiras. Como, por motivos geográficos, o nosso país ser uma das principais portas de entrada daquela substância para a Europa, "as apreensões indiciam sobretudo uma operacionalidade e eficácia muito grande, aliada a uma maior cooperação internacional na luta contra o tráfico. Depois de um primeiro momento após a descriminalização do consumo de droga, em que parecia que as forças policiais perderam uma importante fonte de informação no combate ao pequeno tráfico, viraram-se para tráficos mais altos", refere João Goulão. Que aproveita para saudar o facto de a UNODC reconhecer que o fim da criminalização da posse de droga para consumo próprio, implementado em 2001, não correspondeu a aumento dos problemas relacionados com droga e favoreceu o tratamento em vez da penalização. No que toca à associação entre o aumento de homicídios e um alegado crescimento do tráfico, o presidente do IDT garante não haver dados que a comprovem. Mas admite que a mudança nos padrões de consumo possa ter alguma relação com a criminalidade violenta. Quando o consumo mais problemático era a heroína, havia uma ligação com a pequena criminalidade, "normalmente sem violência física". O aumento do consumo da cocaína - 0,6% da população dos 15 aos 64 anos usara-a pelo menos uma vez em 2007, contra 0,3% em 2001 - "pode estar relacionado com a subida da criminalidade violenta".

Casos de Polícia - “Nós por cá”
Terça de madrugada, no decurso de múltiplas diligências de investigação criminal, de âmbitos processuais distintos e que decorrem há vários meses, o Comando Distrital de Polícia de Bragança, apoiado pelo Grupo Cinotécnico do Porto, em cumprimento de mandados de detenção e busca domiciliária, procedeu à detenção de cinco pessoas, três homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 32 e os 42 anos, todos com residência em Bragança. Os detidos são suspeitos de actuarem conjuntamente com outros indivíduos que, alegadamente, serão responsáveis pela entrada e abastecimento de droga na cidade e que detinham o controlo de parte do tráfico.
Nas buscas domiciliárias, foram apreendidos: 4000 euros, 353 doses de haxixe, 124 de heroína e 16 de cocaína; 7 viaturas, 2 motociclos, 1 caçadeira, 1 espingarda pressão de ar, 3 cartucheiras, 97 cartuchos, 2 bastões extensíveis, vários artigos em ouro e diverso material relacionado com o tráfico de estupefacientes.
Contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas
Cinco por cento da população mundial já contactou com substâncias ilegais, ou seja, consumiu drogas. Sexta, Dia Internacional de Luta contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, as Nações Unidas alertam para o facto de, apesar de a produção de droga estar estabilizada ou até a decrescer, o consumo de substâncias sintéticas ainda estar a aumentar.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, no ano de 2000, tenham morrido 200 mil pessoas em consequência do abuso de substâncias psicotrópicas, o que equivale a 0,4% do total das mortes a nível mundial. Já o tabaco é responsável por quase cinco milhões de óbitos. Calcula-se que haja 1,3 biliões de fumadores em todo o mundo.
Entre os produtos ilícitos, a cannabis continua a ser o mais consumido - cerca de 150 milhões, no último ano, seguido das anfetaminas (38 milhões), com particular destaque para o ectasy (oito milhões). A cocaína conta com cerca de 13 milhões de adeptos, enquanto a heroína e os opiáceos continuam a ter a preferência de 15 milhões. As tendências de produção e consumo, detectadas pelo gabinete da Nações Unidas para as drogas e crime, apontam para a estabilização da produção do ópio (substância a partir da qual a heroína é processada) desde a década de 90. Quanto ao cultivo da papoila (planta de onde é extraída a cocaína), regista-se uma diminuição de cerca de 30% entre 1999 e 2003.
Mais instável é o mercado do haxixe, devido ao aumento de consumo na América do Sul, na Europa de Leste, bem como em África. O uso de anfetaminas continua a crescer, embora a ritmo mais moderado do que há dez anos.

"TRÊS MESES DE INFERNO?"

O ditado, no Nordeste, profetiza “9 meses de Inverno e três de inferno”, mas com as recentes alterações climáticas estarão as férias dos portugueses comprometidas?

O Instituto de Meteorologia (IM) revelou que, devido às mudanças no estado do tempo sentidas ultimamente, o Centro Europeu de Previsão a Médio Prazo não vai conseguir prever com clareza as condições meteorológicas para os meses de Verão. A dificuldade nas previsões deve-se à ocorrência de depressões e anticiclones no Sul da Europa que não permitem afiançar com simulações fiáveis.
Adérito Serrão, presidente do IM, garante que as previsões do Centro Europeu de Previsão a Médio Prazo «não são suficientemente consistentes» para que possam prever a maior probabilidade do estado do tempo na «zona da Península Ibérica». A época balnear, iniciada no dia 1 de Junho e com final a 30 de Setembro, pode, deste modo, estar comprometida e “deteriorar” as férias a muitos e bons portugueses.
“Nós por cá”, temos variadíssimas opções, entre praias fluviais como o Azibo, piscinas como o Académico ou rios como Soeira, venha o diabo e escolha.

Neste ano de 2009, os concessionários das praias contam com 5 945 nadadores-salvadores, aptos para contratação e consequente vigilância das praias, um número superior ao do ano anterior.
Em Portugal, estão reconhecidas 553 praias, 226 das quais receberam o galardão de qualidade balnear da Associação da Bandeira Azul. Em relação a 2008, houve um incremento de 20% no número de praias a receber a respectiva bandeira cor de mar.


Crise afecta, sobretudo, férias dos mais novos

Quanto à crise que a maioria admite sentir, numa sondagem revelada pela Marktest, quase 50% dos portugueses admite que não vai alterar os seus planos de férias. Um inquérito realizado a 400 portugueses, em Maio passado, demonstrou que 49,2% dos inquiridos não vão proceder a alterações nas suas férias devido a factores económicos. Esta posição foi revelada, sobretudo, por pessoas na faixa etária entre os 55 e os 64 anos de idade.
Por outro lado, os portugueses entre os 35 e os 44 anos foram os que mais admitiram alterar os seus planos de férias (58,1%). Decisão justificada, na maior parte dos casos, por motivos financeiros. Por regiões do país, os portugueses que residem no Sul são os mais optimistas e decididos pela não alteração dos seus planos perante a actual conjuntura de crise. Em contraponto, no Norte, os sentimentos relativos à economia são de pessimismo e receio, motivo pelo qual os inquiridos ponderam mesmo alterar ou cancelar as suas férias.
Entre o leque de opções, 25,7% afirmam que irão optar por férias mais económicas, 24,6% preferem optar por férias mais curtas e 15,8% admitem que permanecerão em Portugal.