7 de outubro de 2009

JAZZ ORIGINAL INSPIRA

Música dos Drugstore Cowboy Quartet estreia 6ª edição do Douro Jazz em Dia Mundial da Música

Que melhor forma de celebrar o Dia Mundial da Música (1 de Outubro) do que com o tenor australiano Brandon Allen no saxofone, na bateria, o italiano Enzo Zirilli, nas teclas, o inglês Ross Stanley Hammond, e o londrino Quentin Collins no trompete. São estes os quatro elementos que constituem os Drugstore Cowboy Quartet. No Teatro Municipal, a semana passada, mostraram aos brigantinos que a sua união recente está a dar frutos, merecendo todas as palmas (e foram muitas) que se fizeram ouvir numa casa próxima de repleta.
Com a duração de uma hora, este “quarteto fantástico” interpretou, na sua maioria, temas originais, e um ou outro clássico dos anos 50 e 60, e compreendemos agora o motivo da sua rápida ascensão no palco internacional. Mesmo para quem não seja um fã confesso de jazz, se tivesse ouvido atentamente, decerto saberia apreciar.
Co-liderado por músicos instruídos experimentalmente da cena londrina, no caso de Quentin Collins e Brandon Allen, que já trabalharam e tocaram com artistas tão importantes como Kyle Eastwood, Beverley Knight, Eric Clapton, Guy Barker e Mica Paris, entre muitos outros, este grupo tem no órgão Hammond, um elemento que, através do seu toque singular, o ilumina.


Os Drugstore Cowboy Quartet terão, em Outubro, o seu primeiro cd lançado pelas mãos da Sunlight Square Records e contará, com influências tão vastas e significantes como John Coltrane, Stevie Wonder e Dizzy Gillespie.
Em Bragança, poderemos contar com outras 4 actuações, mais uma arruada com a Douro Jazz Marching Band, o grupo “residente” do festival que evoca as tradicionais Parades the New Orleans, dia 10, a partir das 18 horas, pelo centro histórico da cidade. O segundo concerto, integrado no 6º Festival Internacional Douro Jazz, terá lugar no dia 8 de Outubro, pelas 21 e 30, também no Teatro Municipal, e contará com o convidado brasileiro Paulo Braga, baterista e parceiro habitual de Tom Jobim e Elis Regina, dos músicos portugueses Filipe Melo e Bruno Santos, juntamente com Paula Oliveira e Bernardo Moreira.
Sábado, dia 10 de Outubro, também pelas 21 e 30, da terra com maior tradição universitária, os Jabardixie que, em concerto ou em desfile, desenvolvem o jazz de rua na sua melhor expressão artística.
Resta destacar que, esta 6ª edição do Douro Jazz, iniciada a 18 de Setembro e que terminará a 17 de Outubro, conta com uns impressionantes 130 músicos de 8 países, repartidos por 66 espectáculos, em cidades como Bragança, Vila Real, Chaves, Régua, Lamego e Pesqueira.

AFONSO VILELA

"A MULHER É UM ANIMAL MUITO ESQUISITO"


Convidado de honra em Bragança, amante da praia e eterno sedutor

FACTOS

Nomeado – Afonso Vilela
Tempo – 39 anos
Lugar – Bragança é Moda
Signo – Gémeos
Maior Virtude – Versátil
Maior defeito – Impaciente
Origem – Carcavelos
Ofício – Actor & manequim

ENTREVISTA

1 @ Em tempos de política e como, de certo, compreenderás, é-me exigido que te coloque esta questão, qual a tua cor de eleição?

R: A minha cor de eleição é o branco! É uma obrigação de quem não está motivado para votar em nenhum dos partidos propostos. Devemos manifestar sempre o nosso parecer e o voto em branco é uma maneira de o fazer. Abstenção não! O voto em branco é um voto!


2 @ Se pudesses passar uma noite com uma personalidade mundial, seja política, desportiva, artística ou outra, em quem recairia a tua escolha?

R: Sem malícia (risos), a minha escolha recairia em alguém da comunidade científica. Há uma série de indivíduos interessantes, mesmo portugueses, como um Fernando Nobre, um Alexandre Quintanilha ou um Manuel Damásio. Acho que preferia perder uma noite com uma personalidade destas do que com alguém como a Angelina Jolie.


3 @ Três características obrigatórias numa mulher para, em potência, ser alvo do sexo masculino?

R: Sentido de humor, ser descontraída e perspicaz.


4 @ A música faz parte da tua vida, seja na passerelle, ou em qualquer outro lugar. Conseguirias viver sem ela?

R: Não! A música faz mesmo parte! No carro, por exemplo, é raro ouvir cds. Gosto de rádio, de fazer um zapping de estação para ouvir todo o tipo de música.


5 @ És mais de arte ou de um bom vinho?

R: Sou mais de arte! Também não bebo!


6 @ Os brinquedos são só para crianças ou isso é um mito?

R: Não! Os brinquedos são só para crianças mas alguns de nós, são crianças até muito tarde (risos).


7 @ Se não fosses actor e modelo, que carreira terias seguido?

R: Qualquer coisa relacionado com hotelaria. Essencialmente, gosto de servir, de receber pessoas, acho que estaria mais ligado a essa área, como de resto, já estive no passado.


8 @ Se a vida selvagem fosse um filme, e corremos esse risco, que animal interpretarias?

R: Um animal marinho. Não te vou dizer um golfinho porque é um cliché (risos).


9 @ Um tubarão, uma orca?

R: Eu não sou assim tão predador (risos)! Talvez um boto, uma espécie de golfinhos que tanto nada em água doce, como salgada, são dos mamíferos aquáticos mais versáteis.


A desfilar, "brinca" com as crianças

10 @ Uma viagem de sonho contigo teria qual destino?

R: Gostava de fazer uma coisa que vi no telejornal. Um japonês que está há 4 anos a percorrer o mundo a andar e acabou em Lisboa! Espero fazer algo semelhante, na altura em que me reformar (risos), agarrar nos sapatos e partir sem destino.


11 @ Mas qual seria o ponto obrigatório de passagem nessa tua viagem?

R: Eu adoro a montanha. Já estive, uma vez, para ir à primeira base de acampamento do Evereste, nos Himalaias. Ou isso ou então, a Terra do Fogo. São os destinos mais inóspitos.


12 @ Acreditas na reencarnação?

R: Não acredito que vá reencarnar noutra pessoa ou noutro ser! Mas acredito, muitas vezes, em alguma influência que possamos ter a seguir à morte e que se possa reflectir, directamente, nas pessoas.


13 @ No seguimento da outra pergunta e imaginando que tinhas dito “sim”, quem desejarias ter sido numa vida passada?

R: Gostava de ter sido alguém suficientemente humilde para, nesta vida presente, poder ser bem sucedido. Não é que as pessoas humildes não o sejam, mas gostava de ter sido uma pessoa extremamente modesta e desafortunada, para reencarnar agora ao contrário que, regra geral, costuma ser assim (risos).


13 @ Se o Planeta Azul se extinguisse em 24 horas, o que aproveitarias para fazer no pouco tempo que te restasse?

R: Passaria as 24 horas na presença da minha família que são das pessoas que mais gosto. Familiares à parte, aproveitava para ir fazer surf.



14 @ O que consideras ser inaceitável numa mulher?

R: A mulher é um animal muito esquisito mas há situações que são inaceitáveis, em ambos os sexos. Como a falta de higiene!


15 @ Se pudesses pedir 3 desejos ao génio da lâmpada, quais seriam?

R: Por acaso pedia umas ondinhas para amanhã que já sei que não vai estar (risos)! Teriam de ser desejos muito globais e nunca pessoais! Não seriam desejos de riqueza, não te vou dizer quais para não entrar numa de cliché, paz no mundo e amor ao próximo, mas seriam desejos que me pudessem trazer o bem-estar através de tudo o que me rodeia.


16 @ Eu compreendo-te mas tens de ser concreto. Três DESEJOS?

R: Terminaria com o preconceito que mina, por dentro, todas as sociedades. Faria um enorme incremento, a nível mundial, da cultura. E o terceiro desejo seria um bem-estar global que, naturalmente, viria por acréscimo.

MÚSICA EM "BANDAS DE GARAGEM"

The Band, Nível 6, Black Hope e Eskuadrão Furtivo, entre outros, actuaram sábado em nome de um bem comum, a música


Em pós-celebração do Dia Mundial da Música, a Junta de Freguesia da Sé (JFS) exibiu, dia 3 de Outubro, as várias bandas de garagem brigantinas no Teatro Municipal de Bragança. Com cerca de uma dezena de grupos, a presentearem um quinto de sala, Paulo Xavier afirma, “há 10 anos anos atrás, quando começámos as verbenas, só tínhamos 2 bandas de garagem, agora estamos com 18, infelizmente, no dia de hoje, por vários motivos, irão tocar apenas dez”.
O mais importante, realça o presidente, “é o apoio incondicional prestado aos jovens músicos da nossa terra, conferindo-lhes a oportunidade de se mostrarem em diferentes contextos, como o dia da música, as verbenas e festas de escola”, salienta o presidente, acrescentando, “eu tenho um filho com 10 anos, pianista, e já me diz que quer tocar neste dia da música, esse entusiasmo é que tem de partir dos jovens”. Se assim for, “esta iniciativa será para perdurar”, refere Paulo Xavier, “se for esse o anseio dos músicos e houver bandas suficientes que demonstrem essa vontade de tocar”.
O espectáculo, com uma duração aproximada de duas horas, permitiu a cada banda interpretar dois temas, já que, cada uma, dispunha apenas de 10, 15 minutos, para mostrar o seu valor.


Também no final dos concertos, Victor Gomes, professor de música e, ele próprio, um conceituado artista, foi homenageado pela vasta contribuição que tem prestado, não só à música, como também ao desenvolvimento de jovens por todo o Nordeste Transmontano.

Eskuadrão Furtivo, os representantes do hip-hop brigantino

Constituído por dois elementos, Luís Gonçalves, 21 anos, aka B-Fatz, e Jorge Rodrigues, de 24, aka MK, o Eskuadrão Furtivo começou em 2004, numa altura em que o B-Fatz era o puto XL, e havia mais dois elementos no grupo, o Sniper e o Raro, além do mc MK. Depois, foram saindo e entrando outros elementos mas a base manteve-se até hoje com os mesmos dois protagonistas.
Foi colocado por MK, um álbum à venda na Fnac, onde participa Fuse, dos Dilema, um senhor do hip-hop tuga, e que já esgotou, lançado por uma editora e cujo título é “Capítulo Obsceno”. Composto por 14 temas, um dos mais conhecidos entre as hostes brigantinas é “Cidade do Pecado”, featuring Raro e produzido por Pipe, que podem conferir no Youtube.


MK, que produz os instrumentais num programa informático de nome Reason, planeia lançar uma mixtape em Janeiro, que se intitulará “Identidade”. Também B-Fatz planeia fazê-lo mais tarde, “talvez” para Março ou Abril. Isto porque, ambos têm algo a dizer. O trabalho conjunto dos dois elementos que compôem o Eskuadrão Furtivo estará nas lojas, em princípio, no final do próximo ano.
Quanto ao hip-hop, em Bragança, tem evoluído muito, refere B-Fatz, “no início, existíamos nós e os concertos tinham 5 ou 6 pessoas, hoje em dia, fazemos actuações com a casa cheia”, acrescentando, “isto deve-se em parte ao MK, pois foi o único, nesta cidade, a lançar um álbum através de uma editora que esteve à venda na Fnac”, concluindo, actualmente, “temos mc´s, produtores, pessoal a dançar, beatbox e há mais bandas, o que é sempre um passo em frente”.