5 de janeiro de 2010

INVESTIMENTO EDUCACIONAL SUSTENTADO


Quatro Centros Escolares no concelho de Bragança providenciarão condições propícias para o desenvolvimento da educação


No dia 4 de Janeiro, foram inauguradas as obras de ampliação e remodelação do Centro Escolar de Rebordãos, pelo presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, e pelo presidente da Junta de Freguesia Adriano Rodrigues.
As obras, iniciadas em Dezembro de 2008, representam um investimento de cerca de 107 mil euros, co-financiado em 70% pelo Programa Operacional da Região Norte – ON2 (QREN), criando, no recém remodelado centro escolar, condições de conforto e recursos didácticos adequados à aprendizagem que, anteriormente, os actuais 25 alunos não dispunham.


Para além do upgrade no espaço existente, inclusive do recreio, procedeu-se à construção de uma sala para o jardim-de-infância, bem como de uma sala polivalente. Relativamente a instalações técnicas, todo o edifício foi dotado de equipamentos de ventilação, aquecimento, ar condicionado e está também previsto material informático com acesso à internet.
Segundo a Carta Educativa, homologada a 29 de Maio de 2007, e no âmbito da requalificação do parque escolar do ensino básico e da educação pré-escolar, esta reorganização incide na ampliação e remodelação dos Centros Escolares de Rebordãos e Quintanilha e na construção dos Centros Escolares das freguesias da Sé e Santa Maria, em Bragança. O investimento total ronda os cinco milhões de euros.
No concelho da capital do nordeste, dos 2114 alunos no 1º ciclo e no ensino pré-primário, envolvendo o público e o privado, apenas 10% se situam em áreas rurais. Daí Jorge Nunes considerar que, estas obras valem bem o investimento. “É preciso resistir, contrariar a tendência desertificativa e garantir condições suficientes que permitam desenvolver, de forma correcta, as orientações educativas para uma boa qualificação dos jovens que frequentam os Centros Escolares dos meios rurais”, salientou o edil.

“Há 15 anos atrás, o Município de Bragança teria 75 escolas. Hoje, estamos com 21 Centros Escolares em funcionamento. Ou seja, há um efeito de concentração extremamente forte. A população mais jovem abandona a agricultura, pois esta não se auto-garante como meio de subsistência e, portanto, os fenómenos são de desertificação, envelhecimento da população e redução da actividade económica, típicos do interior do país. Mas, com o tempo, penso que, entraremos num ciclo em que o mundo rural será revitalizado, pois as condições, que não existiam há trinta anos atrás, estão agora criadas”, revelou o autarca que tem apostado, de forma sustentada, no investimento infraestrutural do meio rural.

“A população das aldeias emigra porque da terra não retira o seu sustento, apesar de estarem dotadas, actualmente, de saneamento básico, transportes urbanos, estruturas de convívio e administração autárquica, entre outras. Mas o próprio país abandonou a agricultura, uma actividade não mais valorizada social e economicamente. Um quadro difícil para o sector rural e incompreensível, na medida em que, 80 por cento do que os portugueses comem é importado”, uma tendência que irá ser invertida, segundo Jorge Nunes, já que, “a agricultura faz parte da estratégia de soberania sobre o território, argumentou o autarca.
“Tivemos de fazer esse exercício de concentração, pois não podíamos ter escolas com três, quatro alunos, porque aí não haveria possibilidade nenhuma dos alunos conseguirem conviver e ter um sistema de ensino com a qualidade suficiente que lhes permitisse ter resultados positivos nos níveis de ensino subsequentes”, defendeu o presidente da CMB, acabando por reconhecer que, “este é um esforço que custou a todos, aos pais, à população, mas teve de ser feito, pois não restava alternativa.”

FESTIVAL DE ANO NOVO


Durante o mês de Janeiro, 24 concertos de música clássica far-se-ão ouvir em Bragança, Chaves e Vila-Real, sob o slogan “música séria para gente divertida”

A quarta edição do Festival de Ano Novo (FAN), a mais internacional de todas e com um orçamento a rondar os 30 mil euros, acolhe, este ano, propostas musicais de cinco países: Bulgária, Bélgica, Coreia do Sul, Inglaterra e Portugal.
Organizado pelo Teatro de Vila Real, em parceria com o Teatro Municipal de Bragança e a Associação Chaves Viva, o FAN começou no dia 1 e terminará a 30 de Janeiro, brindando os diferentes palcos da região com um total de 24 concertos.
“Procurámos conjugar a música clássica com imaginários musicais menos comuns, como a tradição búlgara ou a música medieval inglesa. Paralelamente, são apresentados instrumentos menos habituais como o saltério (instrumento medieval), a harpa, o acordeão e o saxofone. Ao público infanto-juvenil, são oferecidos 10 “concertinhos” que contam “A História de Babar”, uma obra do compositor Francis Poulenc”, anunciou o director do Teatro de Vila Real, Vítor Nogueira, na conferência de imprensa, a 22 de Dezembro, que serviu para apresentar o festival.

O roteiro turístico do FAN 2010 foi também reforçado nesta edição, com a integração de três novos edifícios para realização dos concertos. Assim, os espectáculos terão lugar em Vila Real, no Teatro Municipal, na Torre de Quintela e na Agência de Ecologia Urbana; em Bragança, no Teatro Municipal, no Conservatório Regional de Música e no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais; e em Chaves, no Centro Cultural.
Numa altura em que acontecem poucas iniciativas a nível cultural, quer na região, quer no país, “este é um esforço que continua a valer a pena ser feito”
Como um roteiro turístico e cultural, este festival de “música séria para gente divertida”constitui-se também como pólo centralizador de três objectivos distintos: proporcionar um acesso descontraído à música erudita, descentralizar geograficamente a oferta de espectáculos e dinamizar espaços de interesse histórico e arquitectónico.

“A ideia é juntar a música clássica aos equipamentos que nós consideramos interessantes, do ponto de vista turístico, para os mostrar às pessoas em circunstâncias diferentes e para que elas possam, sobretudo, circular pela região de Trás-os-Montes e Alto-Douro, numa altura que é difícil para qualquer programador”, explicou o responsável.
A organização espera que, à semelhança do que aconteceu nas edições dos anos anteriores, que as pessoas da região e outras de fora, possam comparecer, transformando esta 4ª edição do FAN num sucesso garantido”, conclui Vítor Nogueira.

Quanto à programação, em Bragança, poderemos contar, dia 9, no Teatro Municipal, “Tríada – Vozes da Bulgária”, e no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, dia 16, “Saxacordeon”, um duo português, composto, como o próprio nome indica, por um saxofone e um acordeão. No Centro Cultural de Chaves, o próximo concerto será no dia 14, com a pianista “Young-Choon Park” da Coreia do Sul, que actuará, dia 16, em Vila-Real, seguindo-se, dia 23, “Dizzi Dulcimer Trio”, uma formação oriunda de Inglaterra e liderada por Rebecca Anne Edwards, que recupera a utilização do saltério em concerto, um instrumento de cordas de origem medieval ou mesmo anterior.

"TÊM DE PRESERVÁ-LOS!"


Contratos assinados para realojamento de famílias carenciadas em dois bairros sociais da cidade

No último mês de 2009, a Câmara Municipal de Bragança (CMB) procedeu à assinatura de contratos de entrega de fogos de habitação social para realojamento de cinco famílias nos bairros sociais da Mãe d´Água e Coxa, bem como à transferência de habitação social de uma outra família.
Os primeiros cinco contratos de realojamento, todos para o Bairro da Mãe d´ Água, foram celebrados com António José Gonçalves Esteves, Sandra Cristina Salvador, Carlos Alberto Major Carneiro e Angelina Alice Teixeira Afonso. Esta última permuta com Alexandra Marisa Monteiro Costa, que assinou outro contrato que vincula a sua transferência, brevemente, para o rés-do-chão. Já Ana Teresa Marta será realojada no Bairro da Coxa.
“Vou-vos pedir que tenham especial cuidado na utilização dos fogos habitacionais, tanto que, o valor da renda não é mais do que simbólico. Há pessoas que têm passado pelas habitações sociais e destroem-nas completamente. É preciso preservar as coisas, pois elas custam a todos. É uma obrigação vossa!”, referiu o presidente da CMB, Jorge Nunes, no princípio do seu discurso, como forma de salientar a importância de uma obrigação fundamental dos futuros arrendatários.
Segundo o edil, decorre ainda uma intervenção nos fogos do bairro da Mãe d´Água, em, que estão a ser substituídas todas as caixilharias por vidro duplo para melhorar as condições de conforto, “porque há dias difíceis, mais frios e nos quais irão gastar menos energia”. Esta intervenção, acrescenta o autarca, será extensível aos vários blocos.

A importância de estabelecer um bom ambiente com actuais moradores com o intuito de melhorar a qualidade de vida do próprio bloco, sublimando a coexistência entre vizinhos

“Foi necessário contratar empresas especializadas em desinfestações para certos fogos recuperados, dada a quantidade absurda de lixo e o estado decadente de um caso, em particular, que poderia mesmo colocar em risco a saúde pública. Isto antes sequer dos funcionários camarários poderem começar as obras de remodelação. Há, de facto, pessoas que não sabem cuidar daquilo que custa a todos”, refere Jorge Nunes, sublinhando o “óptimo trabalho de remodelação com pavimentos excelentes, caixilharia de qualidade acrescida e apartamentos confortáveis.”
“Têm de conservá-los!”, repetiu o presidente, várias vezes, ao longo da cerimónia de 20 minutos, apontando situações em que a madeira apareceu toda queimada.


Depois de assinados os contratos, procedeu-se a uma deslocação ao célebre Bairro da Mãe d´Água, nem sempre pelos melhores motivos, onde um dos apartamentos, já com nova caixilharia, foi visitado por famílias, jornalistas, funcionários da Câmara e pelo próprio Jorge Nunes, que salvaguardava, sempre que possível, “terá de haver um esforço da vossa parte para verem os actuais inquilinos como membros de família.”
Anabela Nascimento, a futura arrendatária do fogo visitado, diz que se mudará assim que lhe derem a chave, “Há 10 anos que esperava por este momento! Foi pior que um filho! Ainda nem consigo acreditar!”, declara emocionada esta mãe casada com um filho de 13 anos. A morar, actualmente, num T2 nas proximidades da Rotunda dos Touros, revela que a sua principal dificuldade é a renda “enorme” de 300 euros. Com o marido desempregado e ela quase a terminar o curso de cozinheira na Escola Profissional, vem também do estudo a sua única fonte de rendimento.
Olívia Machado, uma adolescente cuja família foi beneficiada com uma habitação social, sente-se “feliz” pela “casa nova”, testemunhando in loco as suas “boas condições” de habitabilidade. Proveniente do Bairro de S. Sebastião, a sua mãe, Ana Teresa Marta, além de Olívia, tem a seu exclusivo encargo mais duas filhas para criar. As quatro serão realojadas num T3 no Bairro da Coxa. Entretanto, continuarão a pagar uma renda “demasiado cara”, refere a jovem, 175 euros mensais para o aluguer do apartamento no qual, presentemente, a sua família habita.
A CMB recuperou 16 fogos e, nos próximos meses, haverá cerca de uma dezena de outros para entregar, garante o presidente da autarquia.

Algumas recomendações camarárias:

São deveres dos arrendatários:

- Conservar a habitação que lhe foi entregue;
- Os espaços comuns devem ser limpos e não ocupados com veículos motorizados ou qualquer tipo de bens imateriais;
- Conservar em bom estado as instalações da luz eléctrica, água, gás, esgotos, pagando à sua conta as reparações que se tornem necessárias por efeito de incúria ou utilização indevida;
- Pagar a renda no valor e nos prazos devidos;
- Ter bom comportamento moral e cívico e não fazer ruídos ou ter atitudes que perturbem os restantes inquilinos, especialmente, das 22h às 8 da manhã;
- Acondicionar o lixo e depositá-lo nos locais destinados para o efeito;
- Comunicar à CMB qualquer situação irregular ou ilegal.