3 de fevereiro de 2010

HIP HOP TUGA RULA

O Hip Hop tem vindo a percorrer um longo e sinuoso caminho mas nem tudo é mau, pois chegou em força e veio para ficar

No dia 29 de Janeiro, o Black Jack inundou as ruas com ritmo e poesia, acolhendo a 3ª Hip Hop Session. Mais de 200 pessoas marcaram presença para ouvirem atentamente os vários artistas de outros tantos locais. Mex & PP em estreia, são o testemunho de que o hip-hop cresce entre os nossos. Estes dois miúdos brigantinos, Miguel Correia e Luís Silva, abriram o mic com uma música que serviu para aquecer a plateia. Seguiu-se o Mestre Zig aka Igor Ferreira, de Mirandela, Krane aka Hugo Conde, Eskuadrão Furtivo, composto por MK e B-Fatz, e C4 aka Carlos Freitas, vindo directamente de Gaia, terra fértil em rimas e batidas.
Jorge Rodrigues é um dos elementos que integram o Eskuadrão Furtivo e é o responsável por detrás da cortina deste evento mensal, que tem vindo a granjear adeptos entre os mais novos, sobretudo, entre as escolas. Este jovem, de 24 anos, declarou ao Jornal Nordeste que estes acontecimentos têm sido “um mimo”. “As pessoas estão a ter a atitude certa na cena e já começam a saber curtir uma festa de hip hop”.
Recuando uns cinco anos, MK recorda que, quando começou, fez actuações para 25 pessoas, mas, hoje, mostra-se satisfeito com o resultado alcançado, já que as fileiras do rap foram fortalecidas e o público é, actualmente, mais vasto.
Carlos Freitas, o explosivo C4 e principal artista convidado, gravou a sua primeira música com MK, em Bragança, corria o ano de 2005. O seu albúm Número Um foi gravado em 2006, também na capital nordestina. “Os beats são originais, mas não saiu para as lojas, foi vendido mão a mão”. sustentou o rapper. Depois disso, já fez duas mixtapes e prepara, agora, o Volume Número 3.
“Abordo mais a intervenção social, temas do bairro, da rua, aquilo que eu vivo e quem eu sou”, afirmou C4, na sua quinta actuação por terras de Trás-os-Montes, reconhecendo o papel de MK no cenário do hip hop brigantino. “Está a dominar! É o homem do Norte que mantém o movimento”, sublinhou o gaiense.
O gerente do Black Kack, Marco Cunha, aprova este tipo de iniciativas, que diz ser uma aposta na juventude. “Os mais novos gostam deste som e temos de continuar a investir neles. É uma noite temática, diferente. Só gostava que mais casas fizessem este tipo de trabalho”, concluiu o responsável do espaço.

MACEDO CAÇA TURISMO

Um certame de referência cinegética e um destino turístico de eleição do Nordeste Transmontano


Mais de 21 mil visitantes frequentaram a XIV Feira da Caça, IV Feira do Turismo e a XVI Festa dos Caçadores do Norte, que tiveram lugar em Macedo de Cavaleiros durante 4 dias, com mais de 150 expositores, repartidos por 6.500 m2.
Sexta-feira, o presidente da Confederação Nacional de Caçadores Portugueses (CNCP), Vítor Palmilha, abriu, de forma oficial, o certame e inaugurou as hostes discursivas com lenha para a fogueira, afirmando ser “uma vergonha” o facto dos pareceres do Instituto da Conservação da Natureza (ICN) irem contra o calendário venatório. “Fazem aquilo que querem e bem lhes apetece. O calendário diz que se pode caçar até finais de Dezembro, o ICN defende que deve ser até Novembro. A caça às rolas, segundo o calendário venatório, pode começar a 15 de Agosto, mas o ICN acha que só a partir de Setembro. Temos duas leis, dois calendários venatórios. Isto é uma vergonha!”, protesta o responsável.
Vítor Palmilha criticou também a lei das armas, alegando que descrimina completamente a actividade venatória, e compara atiradores desportivos, coleccionadores e caçadores. “As organizações do sector da caça, reconhecidas pelo Governo, com transferências de verbas para levarem a cabo determinadas acções, são descriminadas ao ponto de, em vez de sermos nós a administrar essa formação, é a Polícia de Segurança Pública. É inconcebível que assim seja!”, ressalva o presidente da CNCP.
O dirigente aproveitou ainda a presença do presidente da Autoridade Florestal Nacional, Amândio Torres, para lhe pedir “publicamente” que os processos das zonas de caça sejam simplificados. “Estes processos são vistos nas regiões pelos seus técnicos, depois são revistos em Lisboa pela Autoridade Florestal Nacional, perguntou, mas faz sentido? Então quais são os técnicos que estão a mais? São os da região ou os de Lisboa?”, pergunta.
Já o presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Beraldino Pinto, aproveitou para salientar a importância da XIV Feira da Caça e IV Feira do Turismo. “Estamos num fim-de-semana alargado de festa em Macedo porque recebemos muita gente, muitos amigos, e só isso é motivo para estarmos alegres e festejar. Celebramos a caça e o turismo e o potencial de ambos na e para a região”, referiu o autarca.
Segundo dados do munícipio macedense, as montarias levadas a cabo atraíram perto de 450 caçadores de distintas regiões e resultaram num saldo de 34 javalis. A Copa Ibérica de Cetraria voltou a ser um dos pontos altos do certame, bem como o Raid Turístico, que suscitou o interesse a vinte e sete veículos todo-o-terreno e quatro motos, num total de cerca de 70 participantes, que sábado percorreram diversos pontos de interesse turístico do concelho de Macedo de Cavaleiros. No domingo, as atenções dividiram-se pela Prova de Radiomodelismo e pela Corrida de Galgos, onde 60 cães marcaram o arranque do Campeonato Nacional de Corridas de Galgos.

POLITÉCNICO HOMENAGEIA

27º Aniversário do Instituto Politécnico de Bragança comemorado em simultâneo com a tomada de posse de Sobrinho Teixeira


O auditório Dionísio Gonçalves foi pequeno para receber tantos convidados e interessados em participar nas comemorações do 27º aniversário do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), subordinado ao tema “Cooperação com os países da Lusofonia”. Diversas personalidades povoaram a plateia multi-étnica e multi-cultural, regionais, nacionais e internacionais, a destacar, o cônsul de Moçambique, embaixador do Brasil, presidente da Câmara Municipal de Bragança, directores de vários institutos, inclusive, de Macau, presidente da Associação Académica do IPB, Conselheira da Embaixada de Cabo Verde, cônsul da Guiné Bissau, representante da Embaixada Angolana, Director geral do Ensino Superior, Intendente da PSP, Director dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, entre muitas outras.
A abertura da Sessão Solene aconteceu às 14:30, onde interviu, de forma sucinta, o presidente do Conselho Geral do IPB, Dionísio Gonçalves. Seguiu-se a tomada de posse do presidente do IPB e dos seus vice, discursando, imediatamente após, Sobrinho Teixeira, que começou por agradecer às individualidades presentes. “O 27º aniversário é uma data emblemática na vida de qualquer entidade, mas que adquire maior simbolismo quando falamos de uma instituição que atingiu a dimensão e a importância do nosso IPB”, referiu o responsável. No próprio dia, foi homenageado o professor catedrático, Joaquim Lima Pereira, “uma pessoa ímpar, tímida, mas determinada, que com um enorme sentido de objectividade lançou as bases de um orgulho nacional e regional que, hoje, o IPB representa”, afirmou Sobrinho Teixeira.
Ao longo do programa, a Real Tuna do IPB brindou os presentes com vários apontamentos musicais bastante animados. Num deles, participaram mesmo, o próprio presidente reeleito e Dionísio Gonçalves, na célebre música “Amigos para sempre”.
Depois, foi a vez do presidente da Associação Académica discursar. “Este dia de aniversário, conduz-nos, invariavelmente, a um exercício de reflexão em torno do caminho percorrido e das concretizações que, ao longo de 27 anos, fomos capazes de alcançar”, destacou Bruno Miranda. Para o dirigente, “esta cerimónia deve ser, antes de mais, o reconhecimento do mérito de alunos, funcionários e docentes, por ser o IPB uma entidade respeitada e que se afirmou no ensino superior.”
Seguiu-se a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, que felicitou toda a instituição pelo aniversário. “Há que perspectivar os caminhos próximos, de forma enérgica e bem estruturada. Não posso deixar de salientar o sentido de estado, de dever e missão, que tem caracterizado os dirigentes desta casa, desde a sua fundação e, ao fazê-lo, sublinhar o seu percurso de afirmação e os benefícios que a mesma tem trazido ao interior norte do país e, naturalmente, o seu contributo ao país”, defendeu o autarca.
O professor João Paulo Borges Coelho, da Universidade Eduardo Mondlane de Maputo, Moçambique, vencedor do Prémio Leya de Literatura 2009, proferiu a Oração de Sapiência intitulada “Do conhecimento como relação, à relação como conhecimento”
Em seguida, procedeu-se a uma homenagem à Real Tuna do IPB, assim como, à homenagem póstuma ao Professor Joaquim Lima Pereira, representado pelo seu filho e restante família, que emocionou a plateia.
Depois, houve a entrega de diplomas, bolsas e prémios aos alunos, bem como a entrega da medalha comemorativa aos funcionários docentes e não docentes que completaram 20 e 10 anos de serviço. Procedeu-se ao encerramento com a saída do Cortejo Académico e ao descerramento da lápide de homenagem no edifício Professor Lima Pereira.
No regresso ao interior, foi inaugurada a exposição sobre Macau, terminando as festividades com o Porto de Honra.
"AMIGOS PARA SEMPRE"
FRIENDS 4EVER