17 de fevereiro de 2010

REGRESSO DO CIRCUITO DE CINEMA

FACTOS

Nomeado – Pedro Rego
Tempo – 30 anos
Lugar – Mercado Municipal de Bragança
Origem – Bragança
Ofício – Director da Agência de Bragança da Fundação INATEL
Estado Civil – Casado
Data de Nascimento – 23/06/1979

ENTREVISTA

1 @ Como é que definirias a relação da Agência de Bragança com a sua sede em Lisboa, nomeadamente, com o presidente da Fundação INATEL,Vítor Ramalho?

R: Temos uma relação de grande proximidade com o conselho de administração da Fundação INATEL. Prova disso é que, desde a minha tomada de posse, já tivemos as visitas do arquitecto Carlos Mendes (director cultural da INATEL) e da vogal para a Cultura, Cristina Batista, por duas vezes.

2 @ Quais são as prioridades mais significativas da Agência de Bragança, a curto prazo, para o distrito?

R: Candidatámo-nos e ganhámos novamente o Circuito de Cinema da Fundação INATEL, algo que não acontecia no distrito de Bragança há cerca de 20 anos. Esta iniciativa consiste em levar documentários e filmes a concelhos mais desfavorecidos ou que não tenham a possibilidade de usufruir dos cinemas ditos particulares e que se queiram candidatar. Esta iniciativa será para começar já em Março e terminará apenas no mês de Dezembro. Outro grande evento que estamos a preparar a curto prazo, consiste em 5 provas de carrinhos de pau e rolamentos, das quais, uma tentaremos que seja nocturna. O projecto foi enviado para Lisboa e, em princípio, tudo indica que será aprovado. Uma prova será em Bragança, as outras na região e uma, inclusive, será levada a cabo em estreita cooperação com Vila Real, com o intuito de promover a relação inter-agências. Iremos também realizar um grande torneio de futsal, em parceria com todas as associações que se queiram candidatar, com nomes nacionais e internacionais da modalidade como convidados.

3 @ O turismo em Trás-os-Montes recomenda-se?

R:Obviamente! Como amante da fotografia, faço várias incursões pela natureza, onde tenho a oportunidade e o privilégio de descobrir esta nossa região única e de uma beleza incomparável! Temos Freixo de Espada à Cinta, com vários miradouros a grande altitude, que proporcionam vistas soberbas e ambientes inolvidáveis. Acontece, por vezes, nós lançarmos pedras e dezenas ou centenas de grifos sairem a voar. Para quem quiser usufruir de paisagens inigualáveis e tipicamente transmontanas, recomendo Freixo vivamente! É uma vila lindíssima, quer pela sua proximidade com o rio Douro, quer pela simpatia das suas gentes. Temos também o Parque Natural de Montesinho, que é um dos mais aclamados do país, onde se pode conviver com a fauna e a flora de uma forma apreciativa. Trás-os-montes é um óptimo destino para quem queira fugir dos ambientes litoralescos.

4 @ O que faz falta a esta região, nomeadamente, à nossa cidade?

R: O que faz falta à nossa cidade é o que faz falta a toda a região e a todo o distrito de Bragança. Mais gente! Caso contrário, não há vida e não se consegue fazer nada. Por mais que tenhamos boas intenções, sem gente, não passam disso mesmo. Há também uma lacuna enorme na indústria e no emprego. Bragança não é uma cidade auto-sustentável, ou seja, dependemos quase que, exclusivamente, do Estado e dos serviços públicos. Deveria haver uma maior preocupação em fomentar a indústria na nossa região, em criar mais postos de trabalho no sector privado. Só assim conseguiremos cativar e fixar pessoas no Nordeste Transmontano, sobretudo, jovens, que são a força motriz de uma nação e que procuram, actualmente, no estrangeiro melhores condições de trabalho.

5 @ Como é que classificarias o actual estado de coisas em Portugal?

R: Indubitávelmente, estamos a passar por uma fase bastante difícil, em termos económicos e sociais, não só em Portugal, mas no mundo inteiro. Vemos a Europa mergulhada numa crise profunda e devo, desde já, dizer, sem qualquer tipo de preconceito ou de favorecimento político, que o Governo tudo está a fazer para manter o nosso País no bom caminho. Os dados estatísticos comprovam isso mesmo, que estamos muito melhor do que, inclusive, os nossos vizinhos espanhóis. Embora não pareça, Portugal não está assim tão mal quanto se possa pintar. É claro que a situação não é fácil, vai requerer um esforço de todos nós, não só do Governo, mas também da população em geral. Acredito que, a médio prazo, as coisas poderão começar a evoluir positivamente. Não será neste ano de 2010, mas, penso que, até 2013, podemos dar a volta a esta crise. Os portugueses são um povo batalhador por excelência e iremos, concerteza, ganhar mais esta batalha.

6 @ Se pudesses passar uma noite com uma personalidade mundial, seja política, desportiva, artística ou outra, em quem recairia a tua escolha?

R: Barack Hussein Obama! Por duas razões. Primeiro, porque é o “líder mundial”, apesar de eu não concordar muito com esta designação. Segundo, é um homem que tem uma visão diferente da vida política. A forma de ele ser e de se apresentar perante a sociedade assim o determina.


7 @ O que é que te tira o sono à noite e te deixa a pensar horas a fio?

R: Ultimamente, bastantes coisas. Por questões profissionais e de saúde de familiares. Sou muito apegado ao trabalho, não consigo ir para a cama com assuntos pendentes e quando o faço, matuto, matuto, matuto e não consigo dormir.

8 @ O que consideras ser inaceitável num ser humano?

R: O desrespeito pela vida de outrém. Devemos respeitar o nosso semelhante, já que, somos seres equitativamente iguais. Não fazê-lo, é inaceitável.

9 @ Uma viagem de sonho teria que país desconhecido ou cidade como destino? Porquê?

R: O Pólo Norte! Aquela imensidão de branco e o próprio gelo fascinam-me! Adorava conhecer a Islândia, a Gronelândia e todos aqueles locais maravilhosos. Provavelmente, não terei muito tempo para fazer essa viagem de sonho, devido à velocidade actual do aquecimento global e do consequente degelo. Mas sou um amante da natureza, confesso. Gosto muito de esquiar, de actividades desportivas, tanto na água, como na neve, e adorava presenciar aquele fenómeno da natureza apelidado de aurora boreal. Deve ser dos espectáculos naturais mais lindos à face da Terra!

12 de fevereiro de 2010

DOCE VALENTIM


HISTÓRIAS E LENDAS

O Dia dos Namorados é celebrado naquele que até 1969, era o Dia de São Valentim. No entanto a Igreja Católica decidiu não celebrar os santos cujas origens não são claras. Isto porque, chegaram relatos de pelo menos dois Valentim, santos martirizados, directamente relacionados com o dia 14 de Fevereiro.
As raízes deste dia remontam à Roma Antiga e à Lupercália, festa em homenagem a Juno, deusa associada à fertilidade e ao casamento. O festival consistia numa lotaria, onde os rapazes tiravam à sorte de uma caixa, o nome da rapariga que viria a ser a sua companheira durante as festividades que, normalmente, duravam um mês. A celebração decorreu durante cerca de 800 anos, em Fevereiro, até que em 496 d.c., o Papa Gelásio I decidiu instituir o dia 14 como o dia de São Valentim, para que a a celebração cristã absorvesse o paganismo da data.
A dúvida persiste, no entanto, em saber a qual dos santos se refere este dia. Muitos acreditam tratar-se de um padre que desafiou as ordens do imperador romano Claudio II. A lenda diz que, o imperador proibiu os casamentos com o argumento de que os rapazes solteiros e sem laços familiares eram melhores soldados. Valentim ignorou as ordens e terá continuado a casar, em segredo, jovens que o procuravam. Segundo a lenda, Valentim foi preso e executado no dia 14 de Fevereiro, por volta do ano 270 d.c.
Há uma segunda lenda, em que um outro padre católico se recusou a converter à religião de Claudio II e este mandou prendê-lo. Na prisão, Valentim apaixonou-se pela filha do carcereiro que o visitava regularmente, a quem terá deixado um bilhete assinando: «Do teu valentim» (em inglês, “from your Valentine”), antes da sua execução, também em meados do século III. Nesta lenda, a conotação do dia e do amor que ele representa não se relaciona tanto com a paixão, mas mais com o “amor cristão”, uma vez que ele foi executado e feito mártir pela sua recusa em rejeitar a sua religião.

Jovens enamorados

Dos três jovens casais entrevistados, todos acreditam no Amor. Em vésperas de mais um Dia dos Namorados, a 14 de Fevereiro, eles falam dos seus relacionamentos, perspectivas e sentimentos.

“Fazer as pazes é tão bom!”

A Luís Fernandes chamou-lhe a atenção a “beleza africana” de Celma Marques. Ela rendeu-se à “insistência” e à “forma diferente como ele a tratava”. Desde essa altura, já passaram cerca de dois anos. Hoje, reinam sentimentos, “paixão” dele e um sentimento “amor/ódio” por parte dela. Não houve um pedido oficial de namoro, começaram “simplesmente” a andar “sempre juntos”, apesar de ele reconhecer que, “meti-me com ela pois tínhamos amigos em comum”. Quanto à relação, Celma afirma: “eu arrumo, cozinho, ele desarruma e come, depois, se está algo fora do sítio, em vez de arrumar, manda vir comigo. Chato, chatinho!”. Mas confessa: “é sempre bom chegarmos a casa e termos alguém com quem falar e ao fim de semana estarmos um pouco com os amigos e, no fim, saber que podemos vir para nossa casa tranquilos, só os dois”. Luís diz que uma das principais vantagens de uma relação é o sexo frequente, Celma concorda mas salienta a companhia e o carinho (“mimos”) como as suas preferências.
Luís não prepara “nada de especial” para o Dia dos Namorados, oferece um presente e deixa um desejo: “gostava que ela me fizesse uma massagem de 1 hora!”. É Celma que monta o cenário, uma lingerie, velas, massagens, e deixa o resto em segredo, “há coisas mais interessantes nesse momento e ele sabe a que me refiro”.
Celma Marques, trabalhadora-estudante, deixa uma pergunta no ar, “quando chego stressada do trabalho descarrego nele, mas depois fazemos as pazes. Acho especial esses momento, afinal, quem não acha?”
Pais embevecidos

João Barreira e Tãnia Domingues partilham, há 1 ano e 1 mês a companhia de Diana João, a primeira filha deste casal a viver em união de facto. Sob o mesmo tecto há 4 anos, este par de agora conheceu-se na escola, há muito tempo atrás... João tomou as rédeas da iniciativa numa relação que se mantém há 11 anos.
Sobre o Dia dos Namorados, Tãnia revela: “não costumamos ligar muito a essa data. Antes, iamos jantar fora, umas prendinhas, agora, depois de tantos anos, já não”. O casal reafirma a amizade que os une, bem como a confiança, o companheirismo e a partilha. Sentimentos que se mantiveram com o passar de uma década e que fizeram do nascimento da filha o ponto mais alto da sua relação. “O maior presente é mesmo esta menina e estar sempre a pensar em chegar a casa, ao longo do dia, para vir brincar com ela”, acrescenta o pai babado que é João Barreira.
Romantismo à solta

A 12 de Março, Joana Reis e José Barbosa completarão 4 anos e meio de namoro. Oriundos de Matosinhos, são ambos estudantes do Instituto Politécnico de Bragança e conheceram-se numa ida à praia, em que Joana foi com uma amiga que lhe apresentou o Barbosa. Dois meses após, começaram a namorar. Joana evidencia aquilo que a atraiu. “A sua honestidade e frontalidade, nesse aspecto, é como eu, sem meias palavras. Vimos que tínhamos coisas em comum e despertou aquele interesse mútuo”, recorda. Ele, por sua vez, menciona a simpatia como tendo sido o factor x que lhe captou a atenção. “Não renegava ningúem, independentemente do seu estatuto, ou seja, tratava todos por igual e a cultura dela também me impressionou, pois, com 14 anos, falava como uma autêntica senhora e isso tem valor!”
Joana fala nas vantagens de ter alguém do seu lado, “passamos a ter um verdadeiro braço direito, em quem nos apoiarmos. Eu já passei por muitas dificuldades e a primeira pessoa a quem eu recorria era ele, que estava sempre disposto a ajudar-me. Algum problema que um de nós tenha é superado em conjunto, o que torna a sua solução bem mais fácil”, afirma Joana.
Quanto ao Dia dos Namorados, Barbosa não pormenoriza, “o jantar está sempre garantido e ela sabe disso e, depois, tenho sempre uma surpresa, mas, claro, não irei revelar, sobretudo, na sua presença.”
Joana prefere lembrar um momento deveras especial: “quando fizemos dois meses de namoro, fomos jantar fora e no meio do restaurante, numa mesa, sobre o prato, uma rosa, e ele disse-me, é aquele o teu lugar. Fiquei toda derretida!”


PREDADOR E PRESA

Paisagem de hesitantes delícias!
Cortês, iludo a retina
Para imaginar cenário idílico
onde somos protagonistas
de thrillers íntimos
em luxúria & fantasia.

Insultuosamente fogosa!
Ambiciono brincar contigo
em terna decadência
num círculo restrito.

Todo o Homem é predador
Eu sou Homem
Eu sou Predador

Presa em fuga
Alvo em movimento
Despertados os teus instintos
por um selvagem cavalheiro
que comprova saber
quando & como
guardar silêncio

Salta fugaz contorcionista!
Sabe manter virgem
a minha preferida
essa tua cadência desmedida.

Suposto Predador Nato
que rebelde te seduz
no seio do ocaso
Não para ser teu dono
não só para te saciar…
Mas para fazer de ti
Uma autêntica Rainha!

DE FERRO E FOGO

Ó mulher virginal
de doces delírios!
Toque singular da minha língua
lânguida & húmida
no crepúsculo da volúpia
& com gritos primitivos
u denuncias
o paraíso proibido
de orgasmos infinitos
& só afastas o meu rosto
porque desejas o meu corpo…
Pantera rosa
Mulher Culta
& Genuína
& Virtuosa

De ferro & fogo
O meu sexo voa poderoso
& entra & sai
& entra & sai
& entra & sai
de Espelho de êxtase…
Dose que imortaliza
O nosso filme irei cortejar
cortejar o seu ambíguo vestido
& a qualidade da sua energia.

Faço contorcer o teu ser
Faço a tua aparência civilizada
reinar sobre o desvanecer.
Em lençóis de seda
somos banhados por
chuva de rosas vermelhas
Em estado liquido
a realidade perde
nexo & sentido
um projector de slides
liga-se no meu íntimo
& com o seu conteúdo
eu alucino, alucino, alucino…
Assim é Amar contigo!!!

DESTINOS ROMÂNTICOS
Miradouro do Penedo Durão (Serra de Poiares)

É o mais antigo miradouro turístico do concelho e, sem dúvida, um dos mais românticos. Rico em admiráveis pontos de visão panorâmica, ao longo do rio Douro, até alturas de Lagoaça, tornando-se uma visita praticamente imperativa. A escarpa cai quase a prumo sobre o Douro, justamente sobre o ponto onde termina a navegabilidade do rio, o chamado “Saltinho”, no qual está situada a barragem hidroeléctrica de Saucelle que do Penedo Durão se vislumbra tão bem como se o observador estivesse suspenso num teleférico.
Deste local, colhe-se uma magnifica vista que abrange a indefinida amplidão planáltica de Salamanca e Zamora, assim como os recortes rochosos que se prolongam até Barca de Alva, constituindo um propício abrigo de vastas plantações de oliveiras, amendoeiras, pomares e vinhas.
Em baixo, na base da profunda escarpa, serpenteia a E.N. 221 que liga Freixo de Espada à Cinta a Barca de Alva. Em volta dos ciclópicos fraguedos gravitam no seu voo planado com majestosa serenidade as águias, que aqui fazem os seus inacessíveis esconderijos de repouso e procriação.

Faia da Água Alta (Bemposta, Mogadouro)

A ribeira de Lamoso, quando o seu caudal transporta bastante água, proporciona uma beleza impressionante quando se precipita de uma altura de 60 metros, por 10 metros de largura, do cimo de uma fraga, conhecida por “Faia d’Água Alta”, para a ribeira de Bemposta. A penedia, no meio da sua elevação, apresenta um caminho por onde passam homens e gado, sem risco de se molharem. Hoje, existe um caminho a partir de Lamoso, tornando mais fácil a sua visita. O trajecto, a pé ou de viatura, a partir da Páscoa é mais fácil, face às condições do terreno.
Depois da sua visita e seguindo agora a ribeira de Bemposta, uma das zonas mais lindas, podemos acompanhar as suas águas límpidas que correm, ou em quedas frequentes, murmurando entre as rochas ou, silenciosamente, nas zonas planas entre arbustos, amieiros, salgueiros e freixos, ou passando através de gargantas profundas e agrestes que, vão por fim depositar-se no rio Douro. O encontro do verde com o azul, sobre o castanho da terra misturado com o cinzento do granito. Uma mescla de cores onde o som da água se sobrepõe à tranquilidade do espaço.

Castelo de Bragança

O crescimento urbano da cidade transmontana de Bragança está intimamente ligado ao seu castelo. O perímetro primitivo da cidadela brigantina defendia a antiga vila medieval, mas a malha urbana estendeu-se extramuros e de tal modo se desenvolveu que seria elevada à categoria de cidade.
Restaurado o nome de "Brigância" com a chegada dos povos germânicos, esta cidade transmontana conheceu as incertezas e os conflitos entre árabes e cristãos. Essas devastadoras incursões conduziram à deslocação da povoação para o outeiro da Benquerença, nas imediações do rio Fervença, facto ocorrido no reinado de D. Afonso Henriques. Da demolida "Brigância" foram recuperados e reutilizados materiais antigos, edificando-se no século XII um imponente castelo para proteger a renovada povoação. Apesar disso, alguns anos mais tarde, a vila de Benquerença seria novamente arrasada pelos exércitos muçulmanos…
No meio da Guerra, sobrevive o Amor. E este Castelo tem sido o poiso de muitos casais e amantes apaixonados que por lá revivem os mesmos sentimentos que, séculos antes, tomaram de assalto os mesmos locais enternecidos pelas entre-muralhas do romantismo.
É constante ainda ver, mesmo durante o dia, seja Verão ou Inverno, namorados a passearem de mãos dadas e abraçados por ruas estreitas e semi-escondidos em becos tranquilos. A noite conquista o azul dos céus e com ela o Luar que, conjugado com histórias e lendas e um misticismo muito próprio, concebe o ambiente perfeito para uma troca singela de beijos.

ÚLTIMA TENTATIVA

Pensei que fosse mais fácil
Sabes do que falo?
Que me deixa tão frágil!
Ainda pensas em nós?
perdida no espaço & no tempo
Ainda lembras todo
& qualquer momento?

Será que consegues esquecer
Réstias do passado
em detrimento de um futuro
& do mais nobre dos sentimentos?

Porque é que vais & voltas?
Porque é que cometemos
sempre os mesmos erros?
Se nos amamos
porque sofremos?
Porque bebo ciúmes
dos homens que me invejam?
Será porque te desejam?
Afasta-te!!!
Afastas?

Com o intuito de sentir de novo
aquele desejo inefável
de te ver & tocar
aquela vontade inelutável
de te ouvir & abraçar…

Quero curar o meu ego
Tratar com excelência o nosso Amor
Em valorizar de hipnotismo
Regressemos ao início do Princípio
Àquele Amor sumptuoso
& virginal
Será que conseguimos?
Confesso-te nu & acredita
Esta é a Nossa Última Tentativa!

AMO-TE EM VÁRIOS IDIOMAS

Filipino - Mahal kita

Italiano - Ti amo

Inglês - I love you

Francês - Je t'aime, Je t'adore

Grego - S'agapo

Espanhol - Te quiero / Te amo

Catalão - T'estimo

Alemão - Ich liebe dich

Romeno - Te ubesc

Japonês - Aishiteru

Croata - Volim te


Não te lamentes
Homem comum
de dócil objecto
pois reflectes o simples
& imitas o concreto.
É a Mulher!
É o privilégio de Poder
Partilhar o ar que Ela respira
É o privilégio de Poder
Tocar Alma feminina!

Perde a visão
pois durante tudo muda
Saboreia o instinto
sem fim de princípio
Invoca a emoção
Porque em AMOR & Erotismo
O imoral não faz sentido!


O DIA DOS NAMORADOS NO MUNDO


BRASIL

No Brasil, o Dia dos Namorados, ou Dia de São Valentim, é celebrado no dia 12 de Junho, exactamente, na véspera do dia de Santo António, o santo casamenteiro. No entanto, o facto dessa celebração acontecer no meio do mês de Junho nada tem a ver com o santo padroeiro dos casamentos, mas antes com uma campanha publicitária de sucesso levada a bom porto em 1949. Nesse ano, João Dória, ligado à Agência Standard Propaganda, lançou uma campanha para melhorar as vendas do mês de Junho, a época comercial mais fraca. A iniciativa, com o apoio da Confederação do Comércio de São Paulo, consistiu na mudança do dia de São Valentim para o dia 12 de Junho, com o slogan: “Não é só de beijos que vive o amor”. A moda singrou, as vendas subiram de forma meteórica e a Agência Standard ganhou o prémio de agência publicitária do ano.


JAPÃO

No Japão, o Dia de S. Valentim é celebrado desde 1936, a 14 de Fevereiro. È costume, nesta data, serem as mulheres a declararem o seu amor aos companheiros, oferecendo os giri choco ou chocolates de cortesia/obrigação, muito populares entre a população nipónica. Há, no entanto, quem se negue a aderir a estes festejos, alegando que são meras jogadas comerciais, sem nenhum valor cultural. Facto é, que a venda de chocolates, só neste dia, representa cerca de 20% das vendas anuais de todo o arquipélago.


ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Os Estados Unidos representam, talvez o expoente máximo da vertente comercial do dia de São Valentim. Nos dias que antecedem a data, as lojas abastecem-se de cartões, flores e chocolates para que os casais possam mimar-se no dia 14 de Fevereiro.
Para os norte-americanos, a grande tradição é mesmo o envio de cartões como forma de manifestar o amor e a cumplicidade no Dia dos Namorados. Isto porque, foi nos EUA que se assistiu ao grande boom comercial. Em meados do séc. XIX, Esther A. Howland, foi a pioneira desta produção massificada de cartões de S. Valentim, seguindo a tradição vinda de Inglaterra para as colónias.
Os “valentines”, nome dado aos cartões de São Valentim, representam cerca de 25% de todos os cartões enviados durante o ano.


REINO UNIDO
Na Reino Unido, desde a idade média que podem ser observadas celebrações neste dia. Em Inglaterra, era costume as crianças andarem a cantar de porta em porta vestidas de adultos. Ainda na ilha britânica, desta feita no País de Gales, os apaixonados trocavam presentes como colheres de pau com corações gravados, chaves e fechaduras simbolizando que um tinha a chave para o coração do outro.´


Grande parte destas tradições conseguiu manter-se inalterada através dos tempos. Outras desapareceram por completo. Mas numa época de grandes avanços tecnológicos, estranho seria se novas tradições não surgissem. Exemplo disso, são os imensos serviços disponibilizados via telemóvel ou Internet. E aqui a tecnologia é, sem dúvida, um bem maior, sobretudo, para os mais tímidos, multiplicando-se as plataformas de comunicação, quer através do envio de e-cards e e-mails, quer através de sites dedicados à procura da nossa “cara-metade”.


Olho-te de uma forma pouco usual
& acordo de um coma profundo
desfilas sensualidade
em prantos de impulso
sugeres disponibilidade
emano cumplicidade.

Molde de todas as medusas!
durante a noite
embalas chuva divina
Minha Sina
& que me toca
& que eu sinto
porque me envolve
& aquece por dentro
como quando me delicio
com Absinto.

Monstro de inédita beleza
 podia fechar-te entre as pálpebras
imaginar-te erótica & generosa
sob uma lua cheia
& deitada numa areia
branca & com classe.

Agarrei a tua mão de donzela
& beijei os dedos
dos teus pés madrepérola
podia bebê-los calorosos
mas demorei-me aí
com medo de te perder
talvez demais...

Cerraste nos teus punhos
a minha alma
& com orgasmos múltiplos
& de olhos submersos em lágrimas
cumpriste a promessa
voltaste a dormir comigo
outra & outra & outra vez...

E Ó Minha Deusa
o quanto eu te agradeci
visto a tua roupa
& hei- de vesti-la até ao
FIM

4 de fevereiro de 2010

DOMINGUES DE AZEVEDO

"Justiça, Educação e Emprego”

FACTOS

Nomeado – A. Domingues de Azevedo
Origem – Vila Nova de Famalicão
Ofício(s) – Presidente da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC)
Estado Civil – Casado
Data de Nascimento – 7/04/1950
Signo – Carneiro
Maior virtude – Generosidade
Maior defeito – Teimosia
ENTREVISTA


1 @ Desde 1998, aquando do primeiro acto eleitoral, que Domingues de Azevedo está à frente dos Técnicos Oficiais de Contas (TOC). Apesar de ter sido reeleito o ano passado, a 26 de Fevereiro, haverá novas eleições devido à alteração de estatutos que promoveu a passagem de CTOC para OTOC. Será candidato uma vez mais ?

R: Sou candidato a bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC), pela Lista A. Encabeço uma lista de TOC que já me acompanham desde 1998. Trata-se de uma equipa segura, dinâmica e que sabe o quer para a profissão. Fomos nós que conduzimos esta actividade ao que ela é hoje na sociedade portuguesa. Organizamo-nos numa ordem profissional por direito próprio, porque lutámos e trabalhámos afincadamente. Nada acontece com amadorismo nem com discursos inconstantes e incoerentes. Enveredar, neste momento, por alguma das listas adversárias, seria apostar numa lógica de aventureirismo e incerteza, que ninguém desejaria para a profissão.

2 @ Depois de tantos anos e maiores contributos para a regulamentação de uma profissão, actualmente, com uma força jurídica muito própria, quais as suas metas para o próximo mandato?

R: A Ordem dos TOC tem a força jurídica que já tinha a antiga Câmara. Vai é passar a ter uma orgânica diferente e novos órgãos. A Ordem tem proporcionado, nos últimos anos, um plano formativo abrangente e de qualidade aos seus membros. Essa continuará a ser a nossa grande prioridade para os próximos anos. Sem formação regular nenhuma profissão está apta a desenvolver uma actividade competente e avisada. Os desafios futuros implicam a assimilação de novos conhecimentos e os TOC têm de estar à altura. A OTOC tudo fará para que isso aconteça. Felizmente, os profissionais têm percebido a nossa preocupação, aderindo em massa às sessões formativas que promovemos em todo o país. Ao longo de 2009, contabilizámos 229 mil inscritos nas diversas formações promovidas.
Para além disso, somos também agentes activos na sociedade. Por isso pretendemos ser ouvidos nos processos legislativos de âmbito fiscal e contabilístico. As normas não podem ser feitas sem o concurso dos profissionais, que conhecem profundamente as empresas e que são, inequivocamente, um valor acrescido e parceiros dos empresários. Vamos incrementar mais informação técnica aos nossos membros, dotar o seguro de saúde (gratuito) de mais coberturas e desenvolver mais projectos de cooperação internacional.

3 @ A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) é a mais recente ordem profissional do País e, conta já, com cerca de 75 mil membros, sendo que, mais de mil encontram-se no distrito de Bragança. Como é que justifica tão rápido crescimento?

R: A Ordem dos TOC é a maior associação profissional de inscrição obrigatória do País. Dos 75 mil membros, apenas 35 mil exercem, efectivamente, a profissão de TOC. Os restantes (40 mil) mantêm a inscrição activa porque se sentem confortáveis em pertencer a esta «grande família». Acredito que a informação mensal que disponibilizámos – uma revista e um CD – são fundamentos de peso. É o orgulho de ser TOC, em minha opinião e o facto de se reverem na profissão, que leva a que um número tão grande de profissionais conserve essa relação umbilical à sua Ordem.

4 @ A OTOC está a ministrar formação a nível nacional sobre o novo Sistema de Normalização Contabilística (conjunto de normas que alteram o Plano Oficial de Contabilidade) e que entrou em vigor em Janeiro de 2010. Podia-nos explicar, de forma sucinta, quais as principais alterações introduzidas ou, pelo menos, aquelas que afectam mais empresas?

R: Como ponto prévio, urge desmistificar uma ideia que se criou: o Sistema de Normalização Contabilística (SNC) não é um “monstro” ou um “papão” invencível. O SNC é apenas um mecanismo diferente das empresas avaliarem o seu estado patrimonial e comunicar aos interessados as alterações operadas.
Estamos a falar, pois, sobre os critérios utilizados para a determinação da situação patrimonial das empresas através de um enquadramento diferente do reconhecimento e valoração dos valores e direitos das empresas, das suas obrigações e da variação dos seus capitais próprios.
A análise que se impõe ser feita é saber se os bens que constam da contabilidade das empresas são, de facto, activos e passivos vistos à luz dos novos critérios (reconhecimento e desreconhecimento), bem como analisar se os mesmos se encontram adequadamente expressos em unidades económicas ou se carecem dos respectivos reajustamentos de valor. É importante ainda analisar os efeitos que aqueles reajustamentos provocam nos capitais próprios das empresas.

5 @ Qual é a importância dos TOC para uma boa saúde financeira das Pequenas e Médias Empresas?

R: Os Técnicos Oficiais de Contas têm um papel determinante na sociedade portuguesa: são eles que quantificam as verbas que as empresas entregam ao Estado. As pequenas e médias empresas conhecem o nosso trabalho e sabem que somos profissionais responsáveis, um parceiro que acrescenta valor ao negócio. É o TOC que conhece bem a estrutura interna da empresa. Por isso, é ele o agente mais bem posicionado para aconselhar o empresário a gerir da melhor forma o seu negócio.
“Gostava de juntar o Papa Bento XVI, o Presidente Obama e um líder islâmico. Uma noite a tentar resolver os maiores problemas mundiais”

6 @ Há muita fraude e evasão fiscal em Portugal? Onde é que elas são mais invisíveis e que ferramentas poderiam ser utilizadas para as travar?

R: Como em todos os países, Portugal não escapa à fraude e evasão fiscal. Há métodos cada vez mais sofisticados que são utilizados na fraude. Não houve, no entanto, um aumento dos números. Provavelmente consequência de uma ideia que se vem solidificando, de que «a fraude e a evasão não compensam».
É incontornável: todos temos de pagar para uma causa comum. Podemos questionar a equidade desde ou daquele imposto. Mas temos que pagar. Nas sociedades ditas organizadas, existe uma cidadania fiscal que nos vincula.

7 @ Que balanço faz da contabilidade empresarial em Portugal? A nossa economia prospera, apesar de timidamente, ou esperam-nos dias ainda mais cinzentos?

Seria irresponsável dizer que a situação económica é fácil. Chegámos a um ponto muito complexo, mas creio que podemos recuperar. As Pequenas e Médias Empresas, que são quase 400 mil, representam o coração do tecido empresarial português. Empresas com contas rigorosas e equilibradas, com o preciso auxílio dos TOC, é meio caminho andado para a recuperação económica do país. Se existir cooperação e se todos derem as mãos, é possível caminharmos no rumo certo.

8 @ Em conversa com o Primeiro-ministro, José Sócrates, e se ele lhe concedesse três desejos, que é que lhe pediria a bem da nação?

R: Como não acredito em magia, pedia-lhe apenas que governasse com sensibilidade social e coragem para fazer as reformas necessárias à modernização do País.

9 @ O que considera ser inaceitável num ser humano?

R: A arrogância, a mentira e a má-fé.

10 @ Para si, uma viagem de sonho teria que país ou cidade como destino?

R: Comigo há uma máxima de que não abdico: vá para fora cá dentro.

11 @ Se pudesse passar uma noite com uma personalidade mundial, seja política, desportiva, artística ou outra, em quem recairia a sua escolha?

R: Gostava de juntar o Papa Bento XVI, o Presidente Obama e um líder islâmico. Uma noite a tentar resolver os maiores problemas mundiais…

12 @ O que é que podia e deveria ser feito pela classe política para retirar Portugal do marasmo em que se encontra há mais de uma década?

R: Não podemos ser militantemente pessimistas. Portugal vem progredindo, talvez não com a celeridade desejada. Há, no entanto, muito a fazer. Por ordem de prioridade: Justiça, Educação e Emprego.