23 de fevereiro de 2010

REAL CLÁSSICO INTERNACIONAL

Circuito de Vila Real apresentado em Lisboa com envolvência institucional no redline


Em Janeiro, o 43º Circuito Automóvel de Vila Real foi apresentado na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), onde estiveram presentes diversas personalidades nacionais. A destacar Ricardo Silva, director de Marketing do Autódromo do Algarve, que é considerado, actualmente, um dos melhores autódromos do mundo; também os seus dois pilotos de referência, Tiago Monteiro e Manuel Gião, e ainda a prestigiante presença de Rodrigo Gallego, único português a sagrar-se Campeão do Mundo de Fórmula 1 Clássicos.
O Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Domingos Madeira Pinto, afirmou que “a autarquia está empenhada em elevar este acontecimento ao mais alto patamar do desporto automóvel, porque a cidade está preparada para receber os milhares de visitantes e este não é apenas um projecto regional, mas também um acontecimento nacional que eleva o bom nome do País”.
Haverá várias novidades, neste próximo circuito, onde correm alguns dos melhores pilotos da Europa em carros que desafiam os limites da velocidade, aos níveis da promoção e da animação, mais rigor ao nível da estruturação orgânica e, também, ao nível das competições proporcionadas ao público presente.
O Presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e também Presidente da Agência de Promoção Externa da Região Norte, Melchior Moreira, mostrou-se “orgulhoso por estar a apoiar um dos circuitos citadinos mais emblemáticos da Europa que honra toda a Região Norte e que mostra enorme vitalidade nesta nova era do Turismo Nacional”, reiterando ainda que este é “um evento que permite uma plataforma de promoção única, atraindo milhares de pessoas e colocando a imagem da região além fronteiras”.


Na Feira Internacional de Turismo, em Lisboa, estiveram representados mais de cinquenta países e entidades regionais de Turismo de Portugal, bem como agentes turísticos nacionais e internacionais. Presente no certame, esteve Olavo Bilac dos Santos e Pecadores, que afirmou o Circuito de Vila Real como “um grande acontecimento europeu e de grande importância para o nosso país”.
Paulo Costa, da Global Sport, congratulou-se por sentir uma “elevada vitalidade” em torno deste evento de dimensão internacional e transmitiu uma “séria confiança” no seu futuro, um que se adivinha risonho. Devido, em grande parte, ao número e à união das entidades envolvidas e responsáveis pela organização. Entre elas, destacam-se o Clube Automóvel, autarquia e Global Sport, referindo ainda o “apoio fortíssimo do Turismo do Porto e Norte de Portugal, bem como “o patrocínio de um restrito e prestigiante grupo de algumas das mais importantes empresas portuguesas”, farão com que o Circuito de Vila Real atinja “um patamar ímpar de qualidade e notoriedade”, declarou o responsável.

"UM BEM DE LUXO"

FACTOS

Nomeado – António Frias
Tempo – 42 anos
Lugar – MotoFrias
Origem – Bragança
Ofício – Empresário/Comerciante
Data de Nascimento – 12/07/1967
Signo – Caranguejo

ENTREVISTA

1 @ Como é que começou a tua relação com as motas e em que idade?

R: Desde tenra idade. Comecei com as bicicletas, depois o bichinho passou para as motas, cuja condução era mais suave e não necessitava de empregar tanto esforço. Aos 16 anos, tive a minha primeira mota, uma DT 50, que não foi comprada nem oferecida, mas antes emprestada por um amigo e mantida por muito tempo. Depois, arranjei cliente para essa mota e comprei uma DT 125. Essa, podemos considerar, de facto, como tendo sido a minha primeira mota, pois foi aquela que eu comprei com o meu próprio dinheiro.

2 @ Como é que surgiu a ideia de montares um negócio relacionado com motas?

R: Eu até gostava mais de andar do que estar, propriamente, no negócio das motas. Um amigo meu abriu um stand e eu, curioso, fiquei com ele a ajudar e a trabalhar com ele durante alguns anos. Até que houve um desentendimento na nossa relação comercial, fiz uma pausa, e de seguida, pressionado por alguns amigos ligados às duas rodas, fui quase que obrigado a abrir, novamente, um stand. E aqui estou hoje, ainda, passados nove anos.

3 @ Como é que definirias o teu sentimento pelas duas rodas?

R: Posso-te dizer que será um sentimento de paixão, porque gosto mesmo muito de motas, de as utilizar em lazer, mais do que estar aqui a vendê-las, se bem que não me desagrada o negócio que as envolve.

4 @ Descreve-nos o cenário motard em Trás-os-Montes, nomeadamente, em Bragança.

R: O cenário é negro! A vertente comercial está estagnada, já que, desde há uns cinco anos, as pessoas perderam grande parte do seu poder de compra, o que se reflectiu nas vendas e nas reparações em cerca de 50%. Se as pessoas não compram, por sua vez, não vão andar. Se não circulam, não necessitam de peças de desgaste, como pneus, pastilhas de travão, há a infelicidade de se ter uma queda e nós ganhamos com o azar dos outros. Mas, actualmentem, circula-se cada vez menos.

5 @ Como é que é a tua relação com o Moto Cruzeiro?

R: É uma relação deveras saudável. Sou sócio-fundador do clube e sempre que é necessária a minha colaboração, aqui estou de braços abertos.
6 @ Nos princípios dos anos 90, Bragança teve a segunda maior concentração motard de Portugal. Hoje em dia, é tão somente mais uma. O que é que aconteceu, entretanto, que tivesse provocado um decréscimo tão grande no número de participantes?

R: A concentração baixou como todas as outras a nível nacional. A nossa tinha uma grande vantagem, ser a única realizada no mês de Agosto. Isto, em 94, sensivelmente. Passados dois ou três anos, passou a haver a concentração de Góis, também no mesmo mês. E as duas eram muito boas! Também no Nordeste Transmontano, não havia concentrações, tirando a nossa. O que fazia com que muitos motards, do Algarve, Alentejo, Lisboa e restantes regiões, fizessem por vir a Bragança passear, com o intuito de conhecerem um pouco de Trás-os-Montes. Depois, começaram as concentrações em todos os lugares, inclusive, no distrito de Bragança, em Vinhais, por exemplo, Vimioso e Izeda. Mas não as podemos designar como concentrações. Será, talvez, mais um juntar de grupos, numa festa motard de fim-de-semana.

7 @ Vendem-se mais motas novas ou usadas?

R: É um misto, mas o que se vende mesmo mais são as motas caras, ao invés de serem as mais acessíveis. Penso que andar de mota é um luxo, sobretudo, em Bragança, pois não precisamos dela nem para nos deslocarmos, nem para trabalharmos. Nas grandes cidades, verificam-se essas necessidades, pois, devido ao trânsito, compensa circular e trabalhar em duas-rodas. Na nossa região, as motas são para quem gosta e servem, essencialmente, para passear ao fim-de-semana. Daí serem consideradas um bem de luxo.

8 @ O que é que consideras ser inaceitável num amante das duas rodas?

R: Não respeitar outro motard. Sobretudo, quando se viaja em grupo.

9 @ Se pudesses escolher um destino para uma viagem de mota, qual seria?

R: A Ilha de Man (Isle of Man), em Inglaterra, para assistir às duas semanas de corridas num dos maiores eventos anuais do desporto motorizado, em pleno circuito citadino. Penso que será o sonho de um qualquer piloto, esteja ou não em competição.

17 de fevereiro de 2010

SALÃO DOS SENTIDOS

Apresentado no Eros Porto o primeiro filme interactivo para adultos do Mundo

No Pavilhão Multiusos de Gondomar, de 4 a 7 de Fevereiro, decorreu o III Salão Erótico do Porto, um evento que contou com a sensualidade de uma centena de profissionais distribuídos por 8 palcos, com performances eróticas em directo que garantiram fantasia e entretenimento.
Um dos principais acontecimentos foi, precisamente, o lançamento mundial do primeiro filme interactivo para adultos, iPorno, o que comprova a importância de um acontecimento, já consolidado, na apresentação de novos artigos e produtos desta indústria.
Produzido pela Hotgold, esta nova geração de filmes permite múltiplas opções inovadoras de interactividade. Com o iPorno, o telespectador pode escolher a mulher, o homem, a situação e a cena de sexo que deseja ver, permitindo-lhe, dessa forma, criar o seu próprio filme. Realizado, em Portugal, pelo espanhol Max Cortés, no final do ano passado, o iPorno Vol1 Casais é o primeiro da colecção e conta com 4 actrizes internacionais, Carla Cox, Lea Magic, Daria Glower e Yoha. Neste volume, existe a possibilidade de escolher entre 4 mulheres e quatro homens, uma variedade de 16 diferentes cenas Homem/Mulher, num total de 48 acções realizadas em ambientes diferentes.
Serão também lançados, brevemente, o iPorno Vol2 Trios e Lésbicas e iPorno Vol3 Fantasias. Os visitantes puderam experimentar estas aplicações recentes num stand especialmente dedicado à demonstração e promoção do iPorno, onde estiveram Yoha e Max Cortés.
Juli Simón, director do Eros Porto e também o principal organizador do Eros Lisboa, desmistifica este evento, “começámos há 5 anos atrás e a verdade é que fomos muito bem acolhidos, quer pelo público, quer pelas empresas do sector, bem como pela sociedade em geral, inclusive por parte da comunicação social.” Este empresário espanhol é também responsável pelo Festival Internacional de Cinema Erótico em Barcelona, para além de outros eventos em Espanha, na Corunha, México e na Argentina, em Buenos Aires, todos relacionados com a indústria do erotismo, num total de 8 acontecimentos anuais. “Este ano, organizaremos, pela primeira vez, um festival em Angola, e todos os locais são diferentes. Mesmo entre o Porto e Lisboa, apesar de algumas semelhanças, são fenómenos completamente distintos, assim como as sociedades que os acolhem terem as suas particularidades, mesmo na forma de entenderem a sexualidade”, revela Juli Simón.
O Eros Porto tem conhecido a consolidação ao longo dos últimos três anos, afirma o responsável, “este evento tem uma lógica muito própria, é como o Salão Automóvel, ou seja, desempenha um papel fundamental para artistas, empresas e lançamento de novos produtos, sejam filmes ou acessórios sexuais, por isso, é para manter e, acima de tudo, crescer, de resto, é o que tem sucedido.”
Sá Leão, um dos convidados de honra, ex-realizador de filmes para adultos, desempenhou um papel de animador nos últimos três anos do Eros Porto , “venho aqui para dar o meu melhor, fazer o meu trabalho, e também divertir-me. Agora que deixei de lado a indústria pornográfica, concentro-me na animação e estou em tournée com as meninas do Cat´s Club”, declara. Quando questionado sobre o que pensa deste tipo de iniciativas, o animador, bem conhecido do público português revela, “é óptimo, constatamos que há cada vez mais mulheres sozinhas e estes eventos são, especialmente, para elas, como podemos observar hoje aqui pelo muito público feminino presente.”
LIBERTA A MENTE, O CORPO, O ESPÍRITO

Outra grande aposta, verificou-se ao nível da interactividade com o público, em que diversos concursos e propostas desafiaram a ousadia dos nortenhos, bem como variadas actividades propuseram ao próprio visitante vestir a pele de protagonista, de que são exemplos a realização de um filme pornográfico ou a produção de uma sessão fotográfica.
A Itália teve honras de país convidado, com uma montra especial pejada de actrizes transalpinas de renome a deliciarem o muito participativo público português presente.
Outras novidades passaram pelo regresso do universo fetish e do sushi erótico, servido em corpo de mulher adornado (Nyotaimori). Uma tradição secular japonesa, pertencente à cultura Geisha e entendida como uma forma de arte, baseada na ideia de que o sushi foi feito para deliciar.
Para além dos 8 palcos, entre eles, o Cat’s Club, Exotic Angels, Deluxe Club, Hotgold e Life Stripclube, nos quais se podia apreciar diversos espectáculos, como striptease, poledance e shows lésbicos, havia o mesmo número de áreas temáticas. A destacar:
A Área BDSM (Bondage, Dominação, Sadismo e Masoquismo), onde o universo alternativo da dominadora Ama Monika foi exposto através da transformação da dor, tortura e submissão em prazer, com um chicote de largas tiras de couro.
A Área Mulher, umas das mais concorridas do evento, dedicada ao público feminino e dividida em dois, o Espaço Mulher Erótica, que disponibilizou consultas com a sexóloga Vânia Beliz, workshops de Tantra Erótico e aulas de sedução; e o Espaço BeatBoys, onde um conhecido grupo português de strippers brindou a todas com jogos, passatempos e prémios que galardoaram a perícia feminina.
O Estúdio X foi outra das áreas de relevo do III Salão Erótico do Porto, já que nela o visitante pode assistir à realização, em directo, de um filme para adultos.
Na zona do Boulevard Erótico, era possível encontrar todo o tipo de brinquedos e satisfazer quaisquer curiosidades: bonecas insufláveis, afrodisíacos naturais, artesanato, astrologia e roupas eróticas e/ou comestíveis.
A Área Swingers não poderia faltar, pois tornou-se um verdadeiro ponto de referência deste evento e também um ponto de encontro para casais modernos e liberais que “dominam o poder das suas fantasias”.