10 de março de 2010

ASSALTO CENTRAL

Assalto a uma perfumaria no centro da cidade de Bragança causa prejuízos superiores a 20 mil euros

Durante a madrugada, a 4 de Março, a perfumaria Bem me Quer, aberta há apenas três meses, foi visitada pelo (s) amigo (s) do alheio. No total, roubaram, em mercadoria odorífica, mais de 20 mil euros. Não se sabe, por enquanto, se foi apenas um ou mais larápios a consumar o furto qualificado.
“A polícia ligou-me às 4 e 30 a informar-me que a loja tinha sido assaltada. Ao chegar ao local, passados 5m, deparei-me, então, com o vidro partido e tudo em estado de sítio”, contou a proprietária do estabelecimento, Cristina Alves.
Na contabilização dos prejuízos, a comerciante declarou que, cerca de 90 por cento do recheio em perfumaria havia sido furtado. No local, foi encontrado um telemóvel que foi levado para a esquadra como prova. “Pela informação que temos, devem ser romenos. Há esse indício porque os nomes gravados na lista telefónica do telemóvel são só de pessoas romenas”, indicou a lesada. No entanto, a PSP poderá pensar tratar-se de uma manobra de despiste, colocada na cena do crime para confundir os investigadores.
Mas, não foi só o telemóvel a ficar para trás. “Um vizinho ouviu o vidro a ser partido e o alarme tocar, mas quando chegou à janela já não viu ninguém. A polícia, entretanto, chegou e eles, tanto fugiram à pressa que, ainda deixaram ficar um saco de perfumes no estacionamento e houve, também umas coisas na montra que não conseguiram levar”, referiu a proprietária.
O vidro foi reposto no próprio dia, quinta-feira, e Cristina Alves abriu o estabelecimento na sexta-feira, pela manhã. Numa tentativa de evitar situações semelhantes, será colocado, na loja, um gradeamento de segurança. “Já que, não podemos dormir descansados, temos de arranjar outra solução”, garantiu. Quanto a coberturas que minimizem os prejuízos, a comerciante dispõe de seguro e irá tentar accioná-lo.
Segundo a PSP, o caso foi entregue ao Ministério Público, pelo que não conseguimos apurar mais dados, nem tão pouco confirmar outros, relativos à investigação.

CADÁVER NO FERVENÇA

O corpo de um homem de 37 anos foi encontrado no rio Fervença três semanas após ter desaparecido

No dia 2 de Março, o corpo de José Jorge Granadeiro Torrão foi resgatado do rio Fervença, na zona da represa das hortas da Coxa, em Bragança, três semanas após o seu desaparecimento.
O alerta foi dado à PSP às 17:35, mas, tendo em conta a comunicação ao delegado de saúde e ao procurador, o levantamento do cadáver realizou-se já era noite.
Desaparecido “oficialmente” desde 8 de Fevereiro, dia em que mãe da vítima decidiu participar às autoridades, o elevado grau de decomposição fará supor que o corpo esteve imerso na água durante vários dias.
A família da vítima, que vive no Bairro Fundo da Veiga, bem próximo da ponte, alega que o homem terá caído ao fazer a travessia e afirma-se revoltada por causa do elevado estado de degradação a que chegou a ponte. “Passava por ali todos os dias para ir trabalhar, de manhã e à noite, e supomos que foi aqui que ele caiu porque há vestígios de uma árvore esgaçada”, contou João Granadeiro, irmão do falecido, à Rádio Brigantia, indicando como certo que ele tenha caído, acidentalmente, ao rio.
Os moradores do bairro são os primeiros a admitir o perigo que a ponte representa e, independentemente, de ser uma infraestrutura sem qualquer tipo de vedação, desactivada há vários anos e onde está assinalada a proibição de passagem, continuam a utilizá-la nas suas passagens diárias como acesso pedonal, evitando, assim, dar uma volta maior para aceder à cidade.
De acordo com a PSP, este é um caso que ainda não está fechado, tendo sido entregue ao Ministério Público, que irá decidir ou não, manter em aberto a investigação. A autópsia já foi realizada, um procedimento obrigatório, sempre que se trate de uma morte violenta. No entanto, os seus resultados não são ainda conhecidos.
A zona onde o corpo foi encontrado, na represa, 150m depois da ponte

Sobre a ponte, onde alegadamente "terá caído" José Torrão

PASSEIO SOBRE RODAS

Mau tempo não conseguiu interferir com o II Passeio de Automóveis Antigos Cidade de Chaves


O II Passeio de Automóveis Antigos não se deixou influenciar pelo mau tempo que se fez sentir no último fim-de-semana de Fevereiro. O frio, a chuva e as rajadas de vento ciclónicas não impediram os 70 participantes de marcarem estatuto a bordo dos 29 clássicos presentes, cumprindo-se, quase na totalidade, o programa previsto. “Foi uma clara demonstração da paixão pela modalidade, estima, consideração e respeito pelo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido”, refere a organização, a cargo da delegação de Chaves do Nordeste Automóvel Clube (NAC).
No sábado, dia 27, deu-se a partida, após visita à colecção de automóveis antigos da família de Ernesto Machado. Com passagem por Boticas, alcançou-se Alturas do Barroso, onde, na Casa do Ferrador, a comitiva se deliciou com um tradicional cozido, que depressa fez esquecer a intempérie.
De regresso a Chaves, descansar foi, para muitos, palavra de ordem, pois havia quem tivesse madrugado e realizado imensos quilómetros para, atempadamente, poder estar na linha de partida. Assim, a pit-stop era necessária e procedeu-se no Hotel Rural Quinta de Samaiões. A unidade hoteleira disponibilizou, depois, uma viatura apropriada ao “transfer” dos participantes para o jantar, já que, a grande maioria optou pela modalidade “se conduzir, não beba”. Deste modo, as preciosidades ficaram aparcadas e, pelas 20h30, jantou-se na “Adega Faustino”.
No restaurante típico, aproveitando a presença de familiares do “saudoso” vila-realense, Carlos Fernandes, “que tão apaixonadamente vivia estes encontros para Automóveis Antigos”, a direcção do NAC expressou a sua gratidão pelo regresso desta família aos passeios de clássicos. De referir que, os familiares, se deslocaram ao passeio num dos carros da sua colecção pessoal, o Ford Cortina GT de 1964, provavelmente, “aquele que mais vezes foi utilizado por Carlos Fernandes neste tipo de eventos”, afirma o NAC.
Na manhã de domingo, a viagem deu-se rumo aos museus Arqueológico e Militar da região flaviense, após uma pequena cerimónia de boas vindas retratada pela autarquia. Só não foi possível a visita às Termas de Chaves, como estava previsto, uma vez que o rio Tâmega galgou o leito e inundou toda a zona ribeirinha da cidade. Depois de um almoço buffet, na Quinta de Samaiões, os participantes regressaram a casa. Terminou, “em beleza, o primeiro evento do ano”, considera a organização.

A família de Carlos Fernandes deslocou-se ao passeio no Ford Cortina GT de 1964