24 de março de 2010

SOBRINHO TEIXEIRA

CONTRARIAR A DESERTIFIÇÃO


FACTOS


Nomeado – João Alberto Sobrinho Teixeira
Tempo (idade) – 48 anos
Origem – Mirandela
Ofício – Professor / Presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB)
Estado Civil – Casado
Data de Nascimento – 21/12/1961
Signo – Sagitário
Maiores Virtudes – Determinação e tolerância
Maiores Defeitos – Obstinação e teimosia

ENTREVISTA

1 @ Quais são as três prioridades mais significativas do IPB, a curto prazo?

R: Manter a actual dimensão da instituição (uma diminuição acentuada da actual dimensão da instituição mergulharia as duas maiores cidades da região numa depressão económica e, a prazo, num esvaziamento cultural); induzir o desenvolvimento socioeconómico da região; e contribuir para a democratização do acesso ao ensino superior e à cultura.

2 @ Na sua opinião, o factor IPB valoriza a região? Em que sentido(s)?

R: Representa a manutenção de organizações com uma missão económica, social e cultural imprescindível. Contribui, decisivamente, para a democratização do país, numa sublimação do que há de mais nobre num estado democrático moderno: a garantia do acesso à cultura para a garantia do exercício à cidadania. É um símbolo de perseverança e inconformismo face ao sentimento de abandono da região, em particular, e do interior, no global.

3 @ O que faz falta a esta região, nomeadamente, à cidade de Bragança?

R: Haver uma genuína vontade política em a desenvolver e o estabelecimento de reais políticas de coesão.

4 @ Como é que classificaria o actual estado de coisas em Portugal, mais concretamente, a nível educativo?

R: Portugal deu passos muito significativos na área da educação que são um exemplo e motivo de orgulho. O prolongamento da escolaridade obrigatória até ao 12ºano, a generalização dos cursos de índole profissional, a criação de condições de igualdade no acesso ao ensino superior, uma percentagem significativa (35%) da juventude portuguesa com menos de vinte anos a frequentar o ensino superior, são o resultado visível do enorme esforço que o país realizou neste sector ao longo das últimas duas décadas.

5 @ O que tem a dizer aos estudantes que tiraram o curso no Politécnico e não conseguem arranjar emprego, por não verem os seus cursos certificados?

R: A empregabilidade dos nossos diplomados foi, desde sempre, uma das preocupações da instituição materializada em diversas acções (criação do gabinete do empreendedorismo, um projecto de internacionalização dos mais ambiciosos a nível nacional, procura de estágios e ofertas de emprego a nível de toda a região Norte,…), mas, sobretudo, na construção de imagem de qualidade do IPB com repercussão no mercado de trabalho. Transcrevo, a este propósito, a citação, no Jornal Sol, de Rafael Mora, managing partner da consultora Heidrick & Struggles, uma das principais recrutadoras nacionais, a propósito da qualidade dos diplomados das nossas instituições de ensino superior: “Além disso, há uma forte concentração no trio Lisboa/Coimbra/Porto que é necessário desmistificar, porque já existem, no resto do país, outros pólos de grande qualidade, como são os casos da Universidade do Minho e do Politécnico de Bragança”.
Desconheço casos de cursos não certificados, uma vez que, segundo a legislação portuguesa em vigor, a única entidade com poder para os validar é a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, que se encontra actualmente a avaliar todos os cursos ministrados em Portugal.

Sobrinho Teixeira no Dia do Instituto, data da sua tomada de posse

6 @ O que considera ser inaceitável num ser humano?

R: Uma série de coisas que serão, provavelmente, também inaceitáveis para a grande maioria das pessoas. No entanto, uma das principais aprendizagens que a vida me tem ensinado, é uma posição de grande tolerância perante a diferença, mesmo quando esta nos transparece intolerável.

7 @ Uma viagem de sonho teria que país desconhecido ou cidade como destino? Porquê?

R: Um país do Médio Oriente como, por exemplo, o Iémen. Um dos custos da globalização é a aniquilação da diversidade cultural. Esta ainda resiste em regiões com forte orgulho e identidade cultural.

8 @ Se pudesse passar uma noite com uma personalidade mundial, seja política, desportiva, artística ou outra, em quem recairia a sua escolha?

R: Xanana Gusmão ou Nelson Mandela. Pela minha grande admiração por aqueles que continuaram a acreditar naquilo que sempre acreditaram, quando já poucos acreditavam.


"BEFORE YOU SLEEPING"

Três anos de insónias provocadas por uma ruptura amorosa originaram uma mostra de arte


O discurso do bispo da diocese de Bragança-Miranda, D. António Moreira Montes, serviu de entrada à exposição “before you sleeping”, da autoria de Octávio Marrão. Este projecto, que estará patente até ao dia 16 de Abril, na Fundação “Os Nossos Livros”, nasceu durante um período de três anos, no qual o artista sofreu de insónias, provocadas por um desgosto amoroso.
“Trata-se de um discurso sobre o enamoramento, pois nos três anos que demorei a fazer este trabalho tive uma série de tormentos amorosos que estão reflectidos neste projecto, o qual podemos caminhar sobre ele.” Aliás, essa é um das particularidades da exposição. “Esta obra é para desfrutar, daí podermos caminhar sobre ela, sobre o sentimento que reflecti durante esse período de adoração”, explica o autor.
Nascido na aldeia de Baçal, concelho de Bragança, e a morar, actualmente, em Madrid, o artista refere que “esta exposição é uma retrospecção sobre o trabalho de uma série de artistas renascentistas, flamengos e italianos, como Piero de la Francesca e Lucas Carnach.”
Apesar de ter realizado outras exposições em países como Espanha, Itália ou Bélgica, esta é a primeira vez que mostra um projecto seu na cidade de Bragança, criado e desenhado, propositadamente, para o espaço de Fundação. “Tinha uma grande vontade em fazer esta exposição, por nunca ter feito nada semelhante na minha terra. Assim, é um prazer poder mostrá-la neste espaço, que é magnífico e muito agradável”, declara Octávio Marrão.
Quanto ao facto de ser, simultaneamente, arquitecto e artista, o autor testemunha, “sou mais arquitecto que artista, mas é complicado ser ambos. Apesar de termos uma visão do espaço e da composição muito particular. Os artistas não gostam muito que os arquitectos façam artes plásticas, não sei porquê”.
Octávio Marrão elogia, ainda, o facto de, nos últimos anos, o Nordeste Transmontano ter vindo a contribuir para a promoção de mais eventos culturais, o que dará, certamente, “um impulso aos artistas da região para produzirem cada vez mais e melhor”, conclui.

“… o retrato renascentista como fonte de inspiração das relações sociais contemporâneas"

"SAUDAÇÕES TUNANTES"

O Festival de Tunas Femininas de Bragança envolveu toda a cidade sob a sua capa negra


O V Capote, organizado a 13 de Março, pela TônaTuna, a Tuna Feminina do Instituto Politécnico de Bragança, trouxe à cidade 4 tunas convidadas, mais os Pauliteiros de Miranda que fizeram a abertura do festival. Assim, no Teatro Municipal, o “maravilhoso espectáculo” começou às 21:30, terminando por volta da 1 hora, com a entrega dos 7 prémios. E as consagradas foram: Melhor Tuna, K' Rica Tuna, oriunda de Oliveira de Azeméis; Melhor Solista - Meninas e Senhoras da Beira, originária de Viseu; Melhor Porta-Estandarte, K' Rica Tuna; Melhor Pandeireta, K' Rica Tuna; Melhor Instrumental, Tuna do Instituto Superior de Engenharia do porto (ISEP), vinda do Porto; Tuna + Tuna, Egitúnica, proveniente da Guarda, que ganhou também o prémio da tarde, o célebre “Passe-calles”.
A TônaTuna, apesar de ser a principal responsável pela realização deste evento, não participou no concurso, onde cada tuna convidada dispôs de 20 minutos para “mostrar o que vale”.
Realizado pelo 5º ano consecutivo, o Festival de Tunas Femininas de Bragança contou com o apoio da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Teatro Municipal, Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e Junta de Freguesia da Sé (JFS), que cedeu o comboio turístico.


A Real Tuna Universitária de Bragança (RTUB) também prestou o seu contributo às festividades e, para além de tuna convidada, contribuiu com os seus caloiros na orientação das tunas participantes pela cidade.
Mariline Tavares, acordionista da TônaTuna e estudante do 2º ano no Curso de Dietética da Escola Superior de Saúde, foi parte integrante e integradora deste enclave estudantil que “invadiu” e movimentou Bragança por um fim-de-semana. Nascida em Viseu, esta “Menina e Moça” toca acordeão desde os 11 anos de idade, incentivada pelo pai. Mas "com vontade mesmo, toco há 6”, confessa.
“A SuperBock dá-nos uma grande ajuda, ofereceu-nos barris que nós colocámos nos bares, no Cheers, por exemplo. O JP também deu uma mãozinha. É para a diversão, basicamente. Mas só depois do festival! Senão...”, sublinha.

k´ Rica Tuna celebrou-se a grande vencedora, arrecadando 3 prémios