24 de março de 2010

LOTAÇÃO ESGOTADA

Makongo, Xutos e Pontapés e Blasted Mechanism são alguns dos nomes anunciados para a Semana Académica 2010


Os estudantes acorreram, de forma massiva, à Semana das Tasquinhas, que a Associação Académica do IPB (AAIPB) organizou no Campus do Instituto, de 9 a 11 de Março. A novidade surgiu, logo, na primeira noite, terça-feira, quando foi anunciado o cartaz da Semana Académica deste ano, que terá lugar de 4 a 10 de Maio. Assim, entre os vários artistas, destacam-se, no dia 4, as Tunas, dia 5, Doismileoito e Diego Miranda, dia 6, Blasted Mechanism, dia 7, Makongo e Calígula (ex-Flow 212), dia 8, Xutos & Pontapés, dia 9, Olive Tree Dance, e, para terminar, no dia 10, Quim Barreiros.
Recorde-se que, em 2009, com os lucros obtidos na Semana das Tasquinhas, a AAIPB conseguiu abater a dívida resultante da Semana do Caloiro. Este ano, como não houve prejuízo com a recepção ao caloiro, pelo contrário, o elevado montante de receitas angariado na Semana das Tasquinhas servirá, em parte, para financiar o cartaz “reforçado” da Semana Académica de 2010. O lucro deve-se, não só às bandas de baixo custo que actuaram no programa da Semana das Tasquinhas, como também à enorme adesão de estudantes que lotaram o Pavilhão da Agrária durante os três dias.


“Ainda correu melhor do que as nossas previsões mais optimistas, particularmente, no que diz respeito à enorme adesão por parte das pessoas”, garantiu o presidente da AAIPB, Bruno Miranda.
No primeiro dia, entraram em cena a Real Tuna Universitária de Bragança e a TônaTuna, a Tuna Feminina Universitária de Bragança. No segundo dia, as atenções viraram-se para os covers interpretados pelos Five Lucky Fingers, uma banda oriunda de Macedo de Cavaleiros. No terceiro e último dia, as festividades terminaram com uma pequena demonstração de fogo de artifício, e a actuação da Banda Filarmónica do IPB, que tocou no intervalo do concerto da banda Nível 6.
Tanta animação ecoou em várias pontos da cidade de Bragança. “O barulho era tanto que quase não dormi. Isto, durante a semana e o pior, era no dia seguinte, que trabalhava às 9 horas”, refere um morador da Avenida Sá Carneiro. Uma situação que Bruno Miranda desvalorizou. “Eu sei que o barulho pode ser um pouco incomodativo, mas são apenas três dias, enquanto que os estudantes contribuem para a cidade ao longo de todo o ano”. Segundo o responsável, não há registo de qualquer queixa, até porque a AAIPB tinha licença até às 6 horas.



TROMPETE EM LIVE-ACT

Numa mistura pouco comum, o trompete abraça a house music numa parceria de sucesso


Pedro Gaspar aka Peter Trump provou, no Bar Lagoa Azul, que o trompete é um instrumento do século XXI, misturando o seu som, de forma assertiva, com música electrónica e suas batidas.
“O meu estilo de música passa por uma fusão entre o house, mais o house comercial e o trompete, que é o meu instrumento de eleição”, referiu o jovem músico, na sua terceira actuação em Bragança. “É um prazer regressar a esta cidade. Já não é a primeira vez que venho, e continuarei a vir pelo agrado e simpatia, quer do staff do Lagoa Azul, quer do público que me recebe sempre de braços abertos”, assegurou o trompetista.
Nascido na Póvoa do Varzim, este artista, cujo objectivo maior passa pela televisão, iniciou a sua carreira há pouco mais de um ano, mas já tem uma agenda completamente preenchida, tendo ido à Suiça por duas vezes, aos Açores, e percorrido Portugal de Norte a Sul. “Eu só faço este género de espectáculos há 1 ano e não tenho parado. As pessoas e as casas têm aderido muito bem, também porque é novidade. Ainda sou o único a fazer este tipo de performance, em que misturo o trompete com house”, declarou Peter Trump.


Habituados que estamos a ver violinistas e outros músicos a misturem as suas sonoridades com ritmos e batidas, esta é a primeira vez, que surge alguém a tocar trompete e a misturá-lo com a música de dança. “Actualmente, sou o único trompetista em live-act”, garantiu Pedro Gaspar, salientando, ainda, que “não é o instrumento agressivo que as pessoas imaginam, mas antes um instrumento melódico que combina muito bem com outras musicalidades, neste caso, com a música house”.
O único senão numa noite que se adivinhava perfeita, foi mesmo a falta de adesão por parte do público. Uma não comparência que se deveu, em grande parte, à Semana das Tasquinhas, que decorreu, em simultâneo, no Instituto Politécnico de Bragança. Não obstante, ou poucos que marcaram presença fizeram a festa e para ela contribuiu, decisivamente, o músico poveiro.

NATUREZA ADRENALIZANTE

Um passeio turístico de jipes pela natureza, mais uma pista de trial, fizeram deste evento um marco a repetir


O II Passeio Turístico TT, organizado pela Agimo, Associação de Gimonde, em estreita colaboração com a InfoTrilhos, no sábado-passado, foi considerado por todos como “um evento a repetir”. Com 84 inscrições, que se reflectiram em 28 jipes e algumas moto-quatros, ao todo, este evento movimentou 35 viaturas.
“Foi um pouco melhor do que aquilo que esperávamos. O dia, em si, também nos ajudou. Pensamos que tenha sido um bom evento para os amantes do turismo e da natureza e também de alguma adrenalina”, afirmou o presidente da Agimo, João Alves.
A partida de Gimonde estava prevista para as 9 horas, mas só aconteceu por volta das 10 horas. A primeira etapa no percurso foi Milhão, onde os participantes se puderam deliciar com o tão popular “mata-bicho”. Seguiu-se Rio Frio, e uma paragem obrigatória da comitiva para almoçar. Durante a tarde, procedeu-se ao regresso a Gimonde, onde a caravana chegou já passava das 16 horas, sendo que, ainda houve dois jipes que tiveram de ser rebocados, devido a avarias mecânicas. No ponto de partida e chegada, era muito o público que os aguardava, ansiosos por verem o trial numa pista concebida para o efeito.


Quanto ao muito público presente, que aguardava pelo terminar do passeio para assim se poder dar início ao trial, o responsável considera, “de facto, estamos surpreendidos com a quantidade de pessoas que vieram a Gimonde, propositadamente, assistir ao regresso dos jipes e, sobretudo, às acrobacias do trial”.
Nesta pista, os amantes da adrenalina puderam contemplar os bem-aventurados nos seus 4X4, que, apesar de equipados para o efeito, sofreram alguns abalos. Não obstante, os temerários predispuseram-se a enfrentar os vários obstáculos. Alguns, de dificuldade bastante acentuada, tanta,que poucos se atreveram a ultrapassá-los. Um jipe ainda tombou de lado, mas a assistência deu uma mãozinha, literalmente, e depressa regressou à posição inicial. Fica a promessa de João Alves, para o próximo ano, de fazer mais e melhor.

Touças habituou o público a grandes espectáculos e, hoje, o seu 4X4 quase que já não conhece obstáculos