26 de abril de 2010

BRUNO VELOSO

FIEL ÀS SUAS ORIGENS


FACTOS


Nomeado – Bruno Veloso
Idade - 22
Ofício - Actor
Origem – Bragança
Citação - " Quem corre por gosto, não cansa"


ENTREVISTA

1 @ Este é o segundo trabalho que fazes com o Jornal Nordeste. Entre a primeira e a segunda entrevista, o que é que mudou em ti?

R: Sinceramente, nada mudou em mim. Continuo a ser o mesmo rapaz, com os pés bem assentes na terra, com ideias e objectivos de vida bem delineados.

2 @ Saiu uma entrevista tua numa revista cor-de-rosa bastante polémica. Foi a revista ou as pessoas que distorceram o seu conteúdo?

R: Ainda bem que me dão a oportunidade de falar sobre esse assunto. A notícia referia que eu gostava de ir a bragança porque gostava do som dos grilos, entre outras coisas. Como é óbvio, foi tudo distorcido e mal interpretado pelas pessoas da cidade. Tenho a dizer que gosto muito de bragança porque estão aí os meus pais. Tenho a dizer também que a tranquilidade que a cidade me dá é tão boa que não se compara ao stress de Lisboa. São completamente distintas e, de certa forma, fico magoado com o que as pessoas dizem. Agora, ainda mais, porque estive cerca de um mês em Bragança e saí à noite, diverti-me e conheci muitas pessoas. Já tenho muitas saudades... As pessoas têm de perceber que sou uma pessoa igual às outras, apenas com uma profissão diferente. Se antes não me dava com pessoas da cidade tinha a ver com o facto de ir só de passagem, 1 ou 2 dias. Nem oportunidade tinha de manter uma relação de amizade. Agora, tudo é diferente. Bragança é e será o meu refúgio e ponto de abrigo.


3 @ Participaste na série de Verão dos Morangos com Açúcar. Como é que descreverias essa tua experiência?

R: Foi uma experiencia óptima, conheci muitas pessoas interessantes e cresci. No entanto, não voltaria a repetir. Foi bom enquanto durou, mas os meus objectivos sempre foram outros, porque não foram os morangos que me lançaram. Se fosse esse o caso, teria sido tudo diferente.

4 @ Tens outros projectos em carteira? E a Moda? Tens desfilado?

R: Sim, felizmente, já tenho outros projectos a curto, médio e longo prazo. Está tudo muito bem encaminhado, mas, por enquanto, tudo continua mais ou menos nos segredos dos deuses. Em relação à Moda, não tenho feito nada, pois já não me identifico com ela. Esporadicamente, faço alguns trabalhos de fotografia porque a minha agência é a Central Models e ela faz questão que assim seja. Mas a representaçao é mesmo a minha vida. É isso que eu quero para o meu futuro.

5 @ A tua carreira de actor passa por continuares com a TVI ou tens em vista outras opções?

R: Concerteza que irei continuar com a TVI e, assim, espero permanecer por alguns anos. Já é a segunda produção que faço com eles e espero continuar. Gosto de ser fiel a esta casa que, cada vez mais, aposta na ficção nacional.

6 @ Vais entrar numa nova novela da TVI. Já terminaram as gravações? Para quando a estreia?

R: Não me é permitido falar sobre isso, mas só arranca em meados de Julho.

7 @ Conta-nos como é um dia teu em Lisboa?

R: Os meus dias em Lisboa são todos diferentes porque são sempre uma incerteza. Mas, habitualmente, costumo acordar cedo, ir ao ginásio, fazer natação, tentar pôr-me em forma porque esta profissão assim o exige, ir às aulas, porque estou a tirar Ciências da Comunicação e da Cultura na Universidade Lusófona. Depois das aulas, tenho a Clínica Persona, que trata do meu bem estar. Chega a esta altura e já estou morto, mas, ainda não acabou. Tiro sempre um tempinho quando posso para ir ver o mar, falar horas ao telemóvel, estar com os meus amigos, ir ao cinema, teatro e estar no facebook. Isto, quando não estou a trabalhar, senão seria muito diferente.

Bruno Veloso na série "Morangos com Açucar"


16 de abril de 2010

GIMONDE DÁ "PASTA"

Motas todo-o-terreno e quads desbravaram monte de Gimonde numa prova de velocidade algo arriscada


A 7ª Rampa Monte Guieiro não se realizava há 2 anos, mas regressou a Gimonde este sábado, atraindo muito público num dia solarengo. Na classificação geral, em primeiro lugar, Tó Preto, em duas rodas, em segundo, José Alexandre, que foi o primeiro das moto-quatro, e em terceiro, Nuno pinto, que ficou em segundo nas duas rodas. Há, ainda, a registar um queda ligeira de quad e uma mota que ficou sem gasolina a meio do percurso.
Este evento não tem acontecido em anos seguidos por causa da prova do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, por coincidir na mesma altura. “Este ano, como é só em Setembro, ficámos com esta data livre para realizar a Rampa, e também o Bragança-Zamora que vai ser no próximo fim-de-semana, um Raid Passeio Todo o Terreno para motas, quads e jipes”, divulgou o presidente do Moto Cruzeiro, Francisco Vara.
Supostamente, para começar às 14 horas, a prova só teve início já passava das 15 horas, uma Rampa de 4 quilómetros, aproximadamente, ao cronómetro, em que cada piloto teve três subidas, três tentativas, o que totalizam 12 quilómetros. Das três subidas, só se aproveitam duas, ou seja, são considerados os dois melhores tempos, somam-se e é o total que será considerado como o melhor tempo, sagrando-se o vencedor. “Uma das subidas pode correr pior e é essa que os pilotos deverão deitar fora. É uma prova de velocidade, aqui não há como recuperar, pois não é uma prova de resistência, mas sim de tempo”, acrescentou o responsável organizativo.
Com características muitos próprias, a prova incluiu cerca de 20 participantes, quase todos da região. Houve alguns pilotos que confirmaram ao Jornal Nordeste a perigosidade da pista. “Tem uma ribanceira do lado esquerdo do traçado e, se a mota não agarra, vai em frente. É um bocado perigoso e complicado, pois não há protecção nenhuma, só árvores e giestas. Mas, também é o que torna isto divertido, a adrenalina!”, afirmou Xico Tiago.
Frias, que patrocinou alguns dos pilotos presentes, decidiu por bem não participar, depois de ter experimentado a pista e, apesar, de estar inscrito como piloto de quad, alegando que não estavam reunidas as condições necessárias de segurança para a prática da modalidade.

O grande vencedor da Geral, Tó Preto, com pouco mais de 6m nas 2 mãos



HARMONIA DE UMA VIDA CRISTÃ

“Não encadeados pelo brilho efémero dos paraísos artificiais do sexo, da droga, do dinheiro e da futilidade das telenovelas"

Na tradicional procissão do Enterro do Senhor, em dia de Sexta Feira Santa, a população acudiu em massa ao chamamento de Cristo Ressuscitado, apesar da chuva que se fez sentir. Em época de abstinência, o bispo de Bragança-Miranda, D. António Montes Moreira, afirmou que participar nesta procissão é, simultaneamente, um acto religioso, embora não litúrgico, e uma expressão cultural da nossa região. “Encarar as formas da piedade popular da Semana Santa como simples acontecimentos culturais, seria uma visão incompleta e redutora que esqueceria o conteúdo religioso da mensagem, para considerar apenas a sua roupagem, a sua expressão cultural exterior”, sublinhou.
“Para ser cristão praticante, não basta participar em procissões, nem sequer frequentar a igreja. É preciso que os ritos celebrativos litúrgicos ou populares sejam expressão de fé pessoal e tenham incidência positiva na vida quotidiana”, defendeu D. António Montes Moreira.
Ao longo do seu discurso, frente à Igreja da Misericórdia, como, de resto, é hábito, o prelado salientou, ainda: “é louvável transportar a imagem de Cristo Morto pelas ruas da cidade, mas, para que esta procissão seja um acto religioso e não um mero acontecimento cultural ou um rito vazio de significado, é necessário levarmos em nós próprios a imagem de Cristo vivo e ressuscitado. Ou melhor, sermos nós próprios imagens vivas de Cristo Ressuscitado com uma vida coerente de cristãos empenhados”.


Uma vida sã, que toma como ponto de partida a assiduidade à missa de Domingo, “uma vida pessoal de verdade, honestidade e cumprimento do dever. Na harmonia da vida familiar, vivendo a juventude num estudo sério e divertimento sadio, com abertura em ideais nobres, não encadeados pelo brilho efémero dos paraísos artificiais do sexo, da droga, do dinheiro e da futilidade das telenovelas”, expressou D. António Montes Moreira.
No encerramento de um discurso iluminador, o bispo diocesano advogou que se deve exercer a actividade profissional no sector público e privado, “não em estilo de competição, mas em atitude de serviço e de solidariedade para com todos, particularmente, dos mais desfavorecidos”. Tudo para não sermos, “apenas cristãos de nome e, na realidade, vazios”, terminou o clérigo.