30 de abril de 2010

"GRUPO DA MORTE"

 
Moderar os níveis de competitividade é o propósito da organização para o XXIV Torneio da Função Pública de Bragança


Foram sorteadas as 18 equipas para a fase de grupos do XXIV Torneio da Função Pública de Bragança, a 15 de Abril, nas instalações do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) da Quinta da Trajinha.
Como vencedora da edição anterior, num jogo disputado contra a Escola Secundária Miguel Torga, coube, à equipa A do CHNE, pela segunda vez consecutiva, organizar a competição, que terá lugar entre 10 de Maio e 16 de Junho, no Pavilhão Municipal de Bragança.
Repartidas por três grupos, de seis equipas cada, José Araújo, da Comissão Organizadora e treinador do CHNE A, certifica que a sua formação integra o grupo mais competitivo do torneio. “Os grupos não são muito equilibrados. O grupo B é, sem dúvida, o Grupo da Morte, pois tem 4 ou 5 equipas das quais poderá sair o campeão”, afirma o técnico da equipa vencedora do torneio nos 2 últimos anos e séria candidata ao título. “A caminho do tri-campeonato, esse é o nosso objectivo, pois, assim, seríamos nós, em 2011, a organizar novamente o torneio, logo, no ano em que comemora um quarto de século de existência”, confessa José Araújo.
Num dos mais importantes eventos da agenda desportiva do distrito, o XXIV Torneio da Função Pública de Bragança promete aquecer as hostes, aliás, como tem sido seu apanágio, mostrando que, apesar de não existirem prémios pecuniários, todos desejam “realmente vencer”. “A competição é tremenda, tanto que, nos últimos dois anos, tivemos de abrir as portas das bancadas”, uma situação que o treinador não deseja ver repetir.


Para além de taças para os vencedores, há prémios individuais, como, por exemplo, para o melhor marcador ou jogador, mas a organização não pretende dar a este torneio um cariz competitivo. Por isso, declara que se vencer novamente, introduzirá, ainda, mais alterações ao torneio, no sentido de realçar o convívio e diminuir a competitividade. “Há dois anos, depois de vencermos, fizemos algumas alterações, para proporcionar uma maior credibilidade ao próprio torneio. Isto porque, estava a tornar-se um torneio muito competitivo e não é essa a nossa intenção. Mas, antes o convívio entre os funcionários públicos”, sustenta o técnico, para quem o prémio mais importante é o de Fair Play.
Quanto à organização, o responsável afiança: “Estamos em tempos de crise e as respostas dos fornecedores não têm sido as que desejaríamos. Mas vamos procurar igualar o torneio do ano passado e, quiçá, fazermos um pouco melhor. É essa a nossa aposta!”
Na edição anterior, entre outras equipas, destacaram-se os Bombeiros, o CHNE A, a GNR DT e o IPB. Este ano, há duas equipas novas, a GNR CT e a junção da ES Augusto Moreno com a ES Abade de Baçal.
No dia 18, depois de terminada a competição, haverá um jantar para todos os participantes do torneio. “Trata-se de deixarmos de lado os pontos, as vitórias e as derrotas e chegarmos ao final com uma grande festa de convívio e amizade”, conclui José Araújo.

A disposição das equipas participantes para a fase de grupos foi a seguinte:

Grupo A

CHNE B
CMB
Contact Center
PSP
ES Emídio Garcia
IPB

Grupo B

CG Depósitos
Segurança Social
CHNE A
GNR CT (Comando Territorial)
Bombeiros VB
ES A. Baçal/A. Moreno

Grupo C

ES M. Torga
Est. Prisional B
CC Agrícola
GNR DT (Destacamento de Trânsito)
Casa Trabalho
EPPU/ES P. Quintela


MAIS ORGANIZAÇÃO, MENOS ESPAÇOS

A Feira das Cantarinhas incluirá cerca de 450 expositores, enquanto que, paralelamente, a Feira do Artesanato mais de 75


A Feira das Cantarinhas, de 1 a 3 de Maio, será realizada na zona envolvente ao Mercado Municipal, enquanto que, simultaneamente, a XXIV Feira de Artesanato de Bragança, entre 28 de Abril e 2 de Maio, terá lugar na Praça da Sé, na Rua Alexandre Herculano e, pela primeira vez, na Rua da República. Ambas as feiras, terão um orçamento de 40 mil euros, à semelhança de anos anteriores. No entanto, a Feira das Cantarinhas contará com cerca de 450 expositores e a Feira do Artesanato com 75. Menos do que o ano passado. A organização defende que é impossível aumentar os espaços de venda nas ruas e avenidas da cidade por questões de segurança e de preservação das vias. Assim, menos feirantes e uma maior concentração dos mesmos, serão as principais alterações à Feira das Cantarinhas. A prioridade será concedida aos expositores das feiras mensais, seguem-se os feirantes por grau de antiguidade de participação na Feira das Cantarinhas e, só depois, todos os outros.
Na conferência de imprensa para apresentação dos eventos, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança (ACISB), e a Câmara Municipal de Bragança, parceiros organizativos, entraram em litígio relativamente a algumas questões. Mas, depressa, afirmaram que não passavam de “mal-entendidos”.
A ACISB, principal promotora do evento, na voz do seu presidente, José Carvalho, afirma que, há menos expositores na Feira das Cantarinhas, sobretudo de vestuário e calçado. “A câmara municipal melhorou o espaço da feira, mas houve um encurtamento do mesmo, o que não nos vai permitir aceitar todas as inscrições”, declara o defensor de uma ideia de continuidade da própria feira entre os seus diferentes espaços.

Menos expositores do que em edições anteriores, mas, em continuidade, melhor organizados


O vice-presidente da CMB, Rui Caseiro, mostrou-se surpreendido quando confrontado com a redução de meia centena de expositores. “Colocámos as diversões no parque de estacionamento da câmara, porque se entendeu que havia espaço suficiente. Daí ficar um pouco surpreendido por a ACISB dizer que não há espaço suficiente. Podiam pôr-se as diversões no Eixo Atlântico, por exemplo”, disse Rui Caseiro. “Agora, não podemos colocar tudo no centro da cidade. Há limites”, sublinhou.
Segundo a secretária-geral da ACISB, Anabela Anjos, os feirantes mostraram-se intransigentes, quanto à colocação das suas diversões no Parque do Eixo Atlântico, advogando que, se fosse esse o caso, não viriam. Apesar desta questão, a responsável realça outra como sendo a mais importante. “Os comerciantes, que habitualmente participam na feira mensal, não têm tendas com dimensões diferentes das usadas na Feira das Cantarinhas”, anuncia. A solução poderá estar no alargamento da zona de feirantes na avenida Bragança Paulista, junto à escola Paulo Quintela.
De salientar que, ao contrário de outras edições, será permitido o acesso de carro à Praça da Sé. No programa, destaque para a XI Milha das Cantarinhas, Luta de Touros a 2 de Maio, e actuações de grupos musicais regionais como “Terra Firme”, Tuna do Patronato, Grupo Popular dos Santos Mártires, Rancho Folclórico do Bairro da Mãe d´Água, Casa do Professor de Bragança e Tuna Feminina do IPB, entre várias outras.



 

"UMBIGO DO MUNDO"

Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros distinguida com Menção Honrosa do Prémio Geoconservação 2010

A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros foi premiada com uma Menção Honrosa do Prémio Geoconservação 2010, atribuída pelo Grupo Português ProGEO – Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico. A cerimónia de entrega do galardão decorreu na tarde do dia 22, coincidindo, simbolicamente, com o Dia Internacional da Terra e com o Dia Nacional do Património Geológico.
Este prémio distingue o trabalho que a Câmara Municipal tem desenvolvido na área da conservação e promoção do património geológico do Sítio de Morais, um sítio de Rede Natura e uma das vertentes do Projecto Geoparque.
A candidatura do município macedense, intitulada “Umbigo do Mundo”, destaca as múltiplas acções que têm sido realizadas no âmbito da geoconservação do Sítio de Morais, entre elas: preservação do Sítio de Morais e o desenvolvimento das suas gentes, sensibilizando para o empreendedorismo; recuperação da escola primária de Salselas e de um espaço na aldeia de Morais para funcionar como centro de apoio ao visitante; concepção e edição de um guia acerca do Sítio de Morais, com destaque para a sua geologia, flora e valores culturais das suas gentes; e um estudo integrado do Sítio de Morais para que se possa conceber um instrumento de gestão para os habitats prioritários ao nível da flora e da fauna.
A candidatura foi elaborada pelo Geólogo e Investigador do Laboratório Nacional de Energia e Geologia e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Eurico Pereira, que colabora com a autarquia e a quem se deve muito do conhecimento do Sítio de Morais, e pela Técnica da Câmara Municipal, Sílvia Marcos.
O Prémio Geoconservação foi implementado pela ProGEO com os objectivos de distinguir os melhores exemplos de conservação do património geológico promovidos por autarquias, estimular uma reflexão crítica sobre a necessidade de conservar o património geológico e incentivar as autarquias a adoptar estratégias e procedimentos, e divulgar e sensibilizar o público em geral para o reconhecimento do valor do património geológico como parte integrante do património natural.
O património geológico engloba um conjunto de locais, como rochas, minerais ou paisagens, que são testemunhos importantes na reconstituição de fenómenos que contribuem para se perceber as modificações que o planeta foi sofrendo ao longo dos tempos.