30 de abril de 2010

PROCESSO DE APRENDIZAGEM


Infantis
Pavilhão Municipal de Bragança
Árbitro – Manuel Fernandes

6 CAB

1 Nuno Minhoto
2 Jorge Diz
3 Carlos Esteves
4 André Marcelino
5 Filipe Gonçalves
6 Diogo Cadavez
7 João Benites
8 Pedro Padrão
9 Guilhermino Carvalhinho
10 Vicente Gomes

Treinador – Tiago Asseiro

4 Alijó BC

1 João Pereira
2 Diogo Rodrigues
3 Jessica Ribeiro
4 Rita Esteves
6 Gonçalo Pereira
7 Pedro Olmos
8 Filipe Monteiro
9 Carlos Cardoso
10 Sérgio Cardoso


Iniciados
Pavilhão Municipal de Bragança
Árbitro – Manuel Fernandes

3 CAB

1 Ricardo Gama
2 Diogo Moreira
4 Mário Vaz
5 Alexandre Santos
7 Vítor Minhoto
9 Luís Gonçalves
10 Rui Afonso

Treinador – Fernando Sequeira

7 Académica de Espinho

1 Paulo Vieira
2 Rafael Carvalho
3 Carlos Branquinho
4 Daniel Brandão
5 Daniel Ferreira
6 Diogo Moreira
7 Filipe Marques
8 Diogo Barros
9 Daniel Barros
10 André Resende


Numa tarde solarenga de último domingo do mês de Abril, o hóquei em patins voltou a brilhar com três jogos de uma assentada. A abrir da melhor forma possível, os Benjamins do Clube Académico de Bragança (CAB), a equipa mais nova em competição, supervisionados por Pedro Águas, golearam por 6 a 1 a equipa de Vila Boa do Bispo. Seguiram-se os infantis, também, com uma vitória. Desta feita, por 6 a 4 contra o Alijó Basquet Clube (Alijó BC). Um jogo complicado, a princípio, com oportunidades para ambos os lados. Mas foram sempre os visitantes a marcar primeiro, começando por ganhar 0 – 1, depois o CAB empatou o resultado para, logo de seguida, sofrer mais dois golos. Com o resultado negativo de 1 – 3, o CAB conseguiu, por mérito próprio, empatar antes do intervalo, o que deu um outro ânimo à equipa. Assim, no final da primeira parte, o 3 – 3 dificultava um vislumbre do vencedor. Na segunda parte, foi o CAB a impor a sua vontade, fazendo valer, uma superioridade incontestável. Para tal, contribuiu decisivamente a prestação do guarda-redes academista, Vicente, que, apesar da pouca robustez da sua fisionomia, garantiu ao CAB a vitória, com defesas de alto nível.
“Não entrámos muito bem no jogo, sobretudo, a defender porque a equipa do Alijó estava a entrar muito no nosso quadrado. No intervalo, corrigimos esse pormenor e a equipa começou melhor a segunda parte, ao cortarmos a bola na primeira linha dos avançados, conseguimos sair rapidamente para o contra-ataque e foi, assim, que marcámos os três golos que nos deram a vitória”, comenta o treinador da equipa da casa, Tiago Asseiro.
Quanto a expectativas para este campeonato, o técnico dos infantis revela: “Não nos é exigido ganhar nada. Trata-se, acima de tudo, de fazer evoluir estes miúdos para daqui a uns anos conseguirem alcançar bons resultados”. Nos 5 primeiros jogos do campeonato, os infantis do CAB sofreram 3 derrotas, 1 empate e 1 vitória, alcançada neste último desafio.

Um futuro brilhante pode estar reservado para "El Guardion"

No terceiro e último jogo da tarde, o CAB defrontou a Académica de Coimbra. O resultado saldou-se numa derrota para a equipa da casa por 3 – 7. Mas poderia ter sido outro, não fosse a má prestação do guarda-redes academista, que entrou na primeira parte, e os nervos de alguns jogadores que precisam ter mais calma em situações não tão favoráveis. A destacar, o hat-trick de Diogo Moreira numa exibição bem conseguida.
“Foi um jogo completamente distinto nas 2 metades. Na primeira, por culpa nossa, que nos enervámos e perdemos o controlo do jogo, Na segunda metade, conseguimos acalmar e controlar o andamento da partida, fizemos 2 golos, mas devido às características da idade, perdemos o controle emocional e o resultado descambou”, confessa Fernando Sequeira, treinador dos iniciados do CAB. Relativamente ao futuro deste campeonato, o responsável certifica que o objectivo deste ano é, essencialmente, “aprendizagem”, dado tratar-se do primeiro ano de iniciados para a equipa academista. Para já, o CAB conta com 1 vitória, 1 empate e 2 derrotas, num campeonato que terminará apenas no mês de Junho.

PROFESSOR AD ETERNUM

Homenageada personalidade transversal ao universo transmontano após 33 anos de carreira multifacetada

Nascido em 1951, Octávio Augusto Fernandes, mais conhecido por Professor Octávio, foi laureado pela sua extensa carreira e pelo contributo significativo que prestou ao longo do seu percurso profissional. Começou a leccionar e, assim, terminou. Mas não passou muito tempo em funções docentes efectivas. Isto porque, durante 6 anos, esteve na antiga Direcção Escolar, em regime de destacamento, depois foi nomeado para a Delegação Escolar, onde passou cerca de 18 anos. Para o jantar que celebrou a sua aposentação, no Chefe Ruca, inscreveram-se cerca de 80 pessoas, mas, acabaram por comparecer perto de cem. Catarina Pereira, assistente operacional da EB1 de Espinhosela, última escola onde o professor Octávio leccionou, lançou o repto para esta iniciativa. “A ideia veio de muito carinho, de uma amizade genuína e do facto de ser um professor exemplar, a vários níveis, que me ajudou muito e que conheço desde a infância”, declara a mentora deste jantar, que contou com o apoio incondicional de Luís Freitas e Alice Lopes do Agrupamento Paulo Quintela. Também Helena Ferreira, esposa do professor Octávio, foi cúmplice e entrou no conluio para organizar o jantar, providenciando dados, pormenores e fotografias ao professor Cavaleiro, autor da biografia em PowerPoint do homenageado, mostrada no início do encontro.

“Não estava à espera desta manifestação de apreço, de respeito e gratidão. Sinceramente, é demais para mim! Eu não merecia tanto!”, revela um “modesto” brigantino, aposentado a 26 de Fevereiro.

“Este é, apenas, o culminar da minha carreira de docente, porque professores continuamos a ser pela vida fora. Até porque possuo, ainda, uma ligação muito forte ao ensino, pois presido à direcção da Secção de Bragança da Associação Nacional de Professores”, assegura o dirigente que, eleito para o triénio, vai no seu primeiro ano de vigência.
Um jantar rodeado de amigos e colegas, em noite de honra ao Professor Octávio, com direito a bolo e uma noite de fados
Com o Curso de Estudos Superiores Especializados em Educação Ambiental, concluído no Instituto Politécnico de Bragança, Octávio Fernandes é um amante da vida no campo. Com algumas terras em Conlelas, na freguesia de Castrelos, os planos deste entusiasta da defesa e conservação da natureza não incluem ficar parado. Apesar de terminada a sua carreira profissional, Octávio Fernandes continua, como habitual, ligado à música, integrando, há mais de 20 anos, o Via Latina, um grupo de Fados de Coimbra que, no final do jantar, fez uma “pequena e informal brincadeira de amigos”, brindando os presentes com um timbre saudosista da música fadista. Com mais actuações em Espanha do que em Portugal, o seu próximo concerto está agendado para 4 de Maio, o dia de abertura da Semana Académica de Bragança.

Um vulto brigantino, Professor Octávio


ROBERTA MEDINA - ROCK IN RIO


"POR UM MUNDO MELHOR"

A menos de um mês da 4ª edição do Rock in Rio Lisboa, ainda não se ouve música no Parque da Bela Vista. Mas, Roberta Medina, de 32 anos, procede à sua antevisão, sublinhando a importância de um desenvolvimento sustentável para o Planeta Terra

1 @ O Rock in Rio adoptou como temática, para 2010, o desenvolvimento sustentável. Quais os objectivos e as iniciativas que lhe são inerentes?

R: Falarmos de desenvolvimento sustentável é falarmos de um mundo melhor, e abrange todas as áreas, ambiente, social e económica. Se não tivermos uma sociedade equilibrada, um planeta saudável, não teremos uma vida longa no formato conhecido actualmente. Então, temos tentado mobilizar as pessoas para que mudem a sua atitude no dia-a-dia, através de pequenos gestos. Plantar árvores, por exemplo, mas temos de ampliar essa ideia.
Quanto a iniciativas, lançámos, o ano passado, o Concurso Rock in Rio Escola Solar, que envolveu mais de 3 mil alunos e 250 escolas. Tivemos óptimos resultados, com 20 escolas premiadas, uma por distrito. Em Bragança, a Escola Secundária Miguel Torga sagrou-se vencedora, com o projecto SOS Planeta. O grande interesse desta acção, para além de fazer os jovens pensarem na sustentabilidade e de criarem projectos para as suas comunidades, é o prémio, painéis fotovoltaicos que vendem a produção de energia à rede, sendo que, 100 por cento desse recurso é doado para causas sociais ao longo dos próximos 15 anos, que é o tempo de vida útil dos painéis. Outra iniciativa foi o Prémio Rock in Rio Atitude Sustentável, criado com o intuito de homenagear pessoas e organizações que se distingam pelo seu empenho na melhoria da qualidade de vida da comunidade, ao nível local e nacional. Pretendemos que o Rock in Rio seja uma plataforma para divulgação de grandes causas, assim, temos artistas como Boss A.C., Rui Veloso e Luís Represas a participarem neste movimento.

2 @ Como estamos de novidades para este ano?

R: Tentamos, sempre, responder a vários desafios. Um, é surpreender o público e ter uma cidade do Rock ainda mais divertida e inovada. Por isso, vamos ter uma roda gigante que vai dar para ver a cidade inteira de Lisboa, uma paisagem linda. Haverá, também, uma plataforma de saltos e, pela primeira vez, teremos 10 pessoas, em cada dia de espectáculos, que dormirão dentro do recinto com um atendimento de 5 estrelas. Há uma série de actividades programadas que irão preencher, de facto, as medidas àqueles que nos visitarem. O Sunset está com um cartaz único, fenomenal, com muitos artistas vindos de fora que irão interagir com outros de renome, como é o caso de Boss A.C. com Yuri da Cunha, Zeca Baleiro com Jorge Palma, Rui Veloso com Maria Rita, e Luís Represas com Martinho da Vila. Na cidade do rock há muito para descobrir e outras tantas actividades que irão, definitivamente, surpreender.

3 @ Sempre em Lisboa! A organização não se cansa da capital? Então e o Norte de Portugal? Que é que tem sido feito?

R: Começámos a virar este movimento mais para Norte, para o Porto, a partir do ano de 2008. O desafio era o seguinte: como é que podemos aproximar mais o Rock in Rio do resto do país? O projecto social fez isso, por ter um critério obrigatório do prémio ser por distrito. Bem como a criação do Rock in Rio Express, numa parceria com a Agência Abreu, que permitirá, a quem quer que seja, sair de uma qualquer cidade de autocarro, vir a Lisboa para uma noite de concertos, e, no final, regressar a casa. Uma parceria idêntica tinha sido realizada em outros anos com a CP, em que as pessoas vinham de comboio. Esta colaboração permite fazer grandes descontos, quer no preço do bilhete, quer no preço do transporte. Estamos a falar de 72 euros, no total. Não há a preocupação de, onde dormir em Lisboa, de pagar gasolina, portagens, de beber, assim, fica tudo mais tranquilo. Foi uma das grandes apostas deste ano, sem dúvida nenhuma, o Rock in Rio Express.

4 @ De todo o cartaz, quais os artistas que destacas?

R: No primeiro dia (21 de Maio), com Shakira, Ivete Sangalo e, pela primeira vez, em Portugal, John Mayer. O segundo dia (22 de Maio), é dedicado aos 25 anos do Rock in Rio, onde teremos o prazer e a honra de receber os Trovante, que se reúnem, especialmente, para esta ocasião. Vai ser um momento bonito, em que os pais, que viveram na época dos Trovante, vão poder mostrar aos filhos mais novos a música que ouviam. Também, actuarão, nesse dia, Elton John e Leona Lewis. 27 de Maio é o Dia do Rock, com Muse, Snow Patrol e Xutos e Pontapés. O último fim-de-semana, vai ser um choque engraçado com um sábado (29 de Maio) totalmente pink, um dia para a família, com Miley Cyrus. No dia seguinte (30 de Maio), um domingo totalmente black, música pesada com Rammstein, Megadeth, MotorHead e Soulfly. Essa é a grande vantagem deste ano, ter um cartaz bastante eclético que nos permite atender a gostos mais diversificados.


5 @ O Rock in Rio completa, em 2010, os seus 25 anos. De que forma, serão celebradas as suas bodas de prata?

R: Se avaliares o lineup do cartaz de 22 de Maio, dia em que actuam os Trovante, verás que é transversal a todas as gerações. Começa com João Pedro Pais e seguem-se Trovante, Leona Lewis e Elton John, para terminar, no palco mundo, com 2 Many Dj's numa grande festa. A ideia é celebrar este aniversário com muitas imagens nos ecrãs, de todas as edições do evento, desde 1985.

6 @ Nas suas 7 edições (3 no Brasil, 3 em Lisboa e 1 em Madrid), o evento reuniu mais de 4 milhões de pessoas, tendo sido transmitido para mais de mil milhões de telespectadores em 70 países. Quantas pessoas esperam reunir este ano?

R: Se conseguirmos reunir as mesmas 350 mil pessoas, que tem sido o número das últimas edições, já ficaremos muito felizes...

7 @ Até 2013, pretendem expandir o evento para outros países, para além do Brasil, Portugal e Espanha. Que países serão esses?

R: A Polónia, provavelmente, em 2012. E, no próximo ano, pretendemos regressar ao Rio de Janeiro, cidade onde a última vez que levámos este evento foi em 2001.A nossa intenção era voltar, apenas, em 2014, mas, devido a um pedido governamental, começámos a avaliar a possibilidade de levar o Rock in Rio para o Rio, já, em 2011.

8 @ 2014 será o ano do maior desafio de todos, realizar o Rock in Rio em 3 países simultaneamente? Como é que o projecto será concebido?

R: Essa é a nossa intenção. Em 2014, juntamente com o Mundial de Futebol, que vai decorrer no Brasil, fazer acontecer, em simultâneo, o Rock in Rio em todos os países por onde já tenha passado. Nem que seja com uma celebração, que não seja o evento em si.

9 @ Em termos de voluntariado, têm tido imensas pessoas a ajudar. Como foram angariadas e quais são os números oficiais?

R: No final de Fevereiro, as inscrições foram abertas e tivemos mais de 6 mil candidatos, a oferecerem-se para trabalhar gratuitamente. Mas, como só precisamos de 450 a 500 pessoas, então, estamos, agora, numa fase de selecção.