8 de maio de 2010

BODAS ESCOLARES DE PRATA

Celebrados em considerável festa os 25 anos de inauguração da Escola D. Afonso III em Vinhais


Na sexta-feira passada, em Vinhais, a Escola Básica e Secundária D. Afonso III comemorou os seus 25 anos com uma agenda completamente preenchida. Assim, as festividades começaram logo pela manhã, com um espectáculo na Praça do Município.
“Houve actuações de várias bandas daqui, com alunos da escola, os Gaiteiros, peças de teatro, poesia, foi um sarau cultural interessante, não só para os alunos, mas também para a população de Vinhais, que nos quis brindar com a sua presença”, afirmou Rui Correia, director da Escola Básica e Secundária D. Afonso III – Vinhais.
A tarde começou com uma explicação aos alunos sobre o porquê da Escola se chamar D. Afonso III, um resumo sobre quem era esta personagem ímpar da história portuguesa. No fundo, “ter sido ele a conceder o foral a Vinhais, foi um dos motivos que esteve por detrás da sua escolha para patrono desta Escola”, desvendou o responsável escolar. A seguir, observaram-se, também, passagens de filmes e mostras do que se produziu ao longo do ano lectivo, com diversas trabalhos de alguns cursos e turmas como, por exemplo, uma exposição sobre a evolução informática, dos meios que havia na altura, desde a máquina de escrever até ao computador e aos quadros interactivos.
O momento alto da tarde esteve reservado para o Sarau Gímnico, onde o Ginásio Gimnoscut de Vila Real esteve representado na abertura do acontecimento desportivo através do Body Combat. Seguiram-se os miúdos da dança contemporânea, cujo principal tema interpretado foi Thriller de Michael Jackson. Mais as danças de salão e ginástica acrobática com alunos da própria escola, para além de outras modalidades. Depois, teve lugar a recepção aos convidados, um jantar na escola sede, aliás, como o Café Concerto, para o encerrar dos festejos com fogo de artifício.

Vinhais declara, nas iniciativas de uma Escola, um forte elo de ligação ao mundo exterior e dá cartas em termos de equipamentos tecnológicos educacionais

No dia 8 de Junho (3fª), “porque terminam as aulas nessa data para os alunos do 9º, 11º e 12º ano, é quando daremos por terminada esta iniciativa dos 25 anos da Escola Sede com a Festa de Final de Ano Lectivo para o Agrupamento”, revela Rui Correia. No, talvez, principal evento do ano escolar, estarão mais de 800 alunos, oriundos de todo o Agrupamento, do qual fazem parte 8 pólos do pré-escolar e 5 pólos do primeiro ciclo. “Todos os miúdos vêm até à escola sede para uma grande festa com insufláveis, actividades, jogos e um almoço diferente”, antevê o director, que admite: “Apesar de serem duas iniciativas diferentes, as comemorações das bodas de prata e de fim de ano estão, de alguma forma, interligadas pela sua proximidade”.
Este ano, o Ministério de Educação permitiu aos estabelecimentos de ensino dois dias sem aulas, mas com actividades organizadas pelos mesmos. "Nós usamos esses dias para estas duas iniciativas”, declara Rui Correia, no comando da escola há 2 anos e pouco, num mandato de 4.
Com tempo de casa, ele traça um diagnóstico da escola que dirige. Tivemos direito a mais computadores do que aqueles que estávamos à espera, temos 13 quadros interactivos, projectores em todas as salas, inclusive no refeitório e na sala dos professores. Uma escola bem equipada, sem dúvida, mas, depois, a parte eléctrica não corresponde”, assume.


POTENCIAL TEATRAL

O mês de Maio será o indicado para todo e qualquer amante de Teatro com 5 peças de 5 escolas em palco

Tem início a 12 de Maio, a 7ª Mostra de Teatro Escolar de Bragança com a peça “Um serão com Tchechov”, interpretada pela Escola Superior de Educação. Durante o mês de Maio, 5 escolas entrarão em cena, envolvidas em 5 peças, todas as quartas-feiras e sábados, no Teatro Municipal de Bragança, sempre às 21:30. Numa organização da Junta de Freguesia da Sé de Bragança, as várias escolas levam a palco autores como Tcheckov, Shakespeare, Gil Vicente, Herberto Hélder e Gil Brandão. Apesar destes autores servirem de base de inspiração, o que é certo é que algumas escolas introduziram algumas modificações às peças originais como no caso de “Um Auto da Índia”.
A entrega dos prémios, em cada mostra, à respectiva escola em cena é a novidade desta 7ª edição.
“Este acontecimento é um pilar cultural para a comunidade brigantina, que espera pela mostra e que os alunos das escolas pisem o palco com coisas novas, já que, são eles a tomar a iniciativa de escolher as peças”, afirma Vânia Rodrigues, vogal da junta.
Por sua vez, Alexandra Reis, secretária, declara: “Os alunos trabalham e esforçam-se, ensaiando as peças desde o início do ano lectivo, para a consagração da mostra, para poderem subir ao palco e serem vistos por toda a comunidade escolar e pelas próprias famílias”.


A 7ª Mostra de Teatro Escolar envolve escolas secundárias, o Teatro de Estudantes Bragança (TEB), a Escola Superior de Educação e toda a população que deseje observar o potencial destes jovens actores que, muito frequentemente, desejam fazer da arte do palco uma carreira. As escolas preparatórias ficarão reservadas para a VII Gala das Escolas, a realizar no mês de Junho. Em ambos os espectáculos, a Câmara Municipal de Bragança cede as instalações, a receita de bilheteira e suporta os encargos associados aos direitos de autor, apoiando, de forma inequívoca, estas iniciativas culturais.


7ª Mostra de Teatro Escolar

Teatro Municipal de Bragança – 21:30
 
12 de Maio – “Um serão com Tcheckov”, Escola Superior de Educação

15 de Maio – “António e Cleópatra”, E.S./3 Abade de Baçal

19 de Maio – “De São e de Louco”, E.S./3 Miguel Torga

26 de Maio – “Um Auto da Índia”, E.S./3 Emídio Garcia

29 de Maio – “Fragmentos de Humor em Quotidiano Negro”, Teatro de Estudantes de Bragança


 

VANDALISMO EM SÉRIE

O resultado de uma noite pirómana no centro histórico de Bragança culminou em duas casas completamente consumidas pelas chamas

Na madrugada do 1 de Maio, os Bombeiros Voluntários de Bragança (BVB) apagaram dois incêndios, em simultâneo, na zona histórica da cidade. O primeiro, pensa-se, na Travessa do Mercado, nº 12, deflagrou num antigo comércio explorado durante 12 anos por Nair Pinto, que, actualmente, está como proprietária do Supermercado Brasa na Praça Camões. “Já me tinham assaltado várias vezes, por isso coloquei a grade e estava em segurança. Quem pegou fogo, deve ter entrado por cima, pois o prédio está devoluto e deixaram lá um casaco”, afirmou a comerciante saída daquele local há cerca de 8 meses.
Segundo dados do comandante dos BVB, José Fernandes, foi depois dos bombeiros estarem em pleno combate ao incêndio na Travessa do Mercado, que o alerta para um segundo foi dado, desta feita na Rua dos Gatos, nº 94. Este último incêndio aconteceu numa casa anteriormente habitada por uma idosa, que saiu para um lar há cerca de três meses, segundo informações dos vizinhos. Ambas as casas ficaram completamente destruídas, mas os alegados autores dos actos de vandalismo, ainda partiram um vidro das traseiras do Supermercado da Sé, na Rua Oróbio de Castro, com 1 garrafa cheia de vinho do Porto, da marca “Ferreira”, como contou Fátima Alves, empregada no estabelecimento comercial.


Apesar de indicações dadas por um ou outro vizinho, que as bocas de incêndio não teriam água, o comandante dos BVB desmentiu tais insinuações, afirmando que há disposição dos bombeiros estiveram três bocas de incêndio. “Uma na Rua Direita, perto da Charcutaria Poças, que serviu para reabastecer 2 viaturas, outra, também na mesma rua, próxima das escadinhas e, por fim, uma terceira, ao fundo da Rua dos Gatos, que foi a primeira a ser usada em combate directo ao incêndio”, revelou José Fernandes. O comandante da corporação acrescentou, ainda, que a Rua dos Gatos é o local mais perigoso na cidade em caso de incêndio, por ser numa zona histórica de difícil acesso onde, apenas, consegue entrar, de traseira, um Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios (VLCI). A casa habitada, paralela à consumida pelas chamas na Rua dos Gatos, ainda foi vítima de estragos, devido à água e ao fumo infiltrados. No local, estiveram 5 carros de combate a incêndios e 25 homens.