14 de maio de 2010

NAC ALIADO A ZAMORA

39 viaturas e 85 participantes, entre portugueses e espanhóis, circularam sobre o privilégio de contemplar a Rota da Terra Fria no II Passeio de Automóveis Antigos e Desportivos

O Nordeste Automóvel Clube (NAC), em parceria com a Câmara Municipal de Bragança, realizou, no fim-de-semana de 24 e 25 de Abril, o II Passeio de Automóveis Antigos e Desportivos. Um evento que circulou sobre o planalto mirandês, completando a Rota da Terra Fria, iniciada em 2009.
Com 24 viaturas e cerca de 50 participantes, a caravana partiu da Praça Prof. Cavaleiro de Ferreira em Bragança, às 10h30 de sábado.
No domingo, depois do cruzeiro no rio Douro, ao NAC juntaram-se mais 15 viaturas com 35 participantes, oriundas de Zamora, para o almoço no Palaçoulo e consequente visita às indústrias de cutelaria e tanoaria. Uma excepção a que a direcção do NAC esteve aberta, no sentido de poder aprofundar e restabelecer relações com o clube “Amigos del Coche Classico”, com sede na cidade vizinha espanhola. Uma proximidade que se foi perdendo com o tempo e que, as actuais direcções de ambos os clubes, procuram reatar.
Quanto a presenças, destaca-se o carro mais antigo, fabricado em 1959, o NSU Prinz 30 de José Pinto de Macedo de Cavaleiros. Outro veículo, que marcou uma época na senda do desporto automóvel, no início dos anos 70, também ele raro em Portugal, foi o Alpine A110 de Manuel Ramos, um associado do NAC que veio, propositadamente, de Vila Nova de Gaia.
Saliente-se, ainda, o facto de que a MG e a Alfa Romeo estiveram bem representadas neste evento. A primeira marca com três MGB e a segunda com dois Alfetta GTV 2000 e um Sprint Veloce 1300. Este último, não tendo ainda idade para os Antigos, ficou na classe dos Desportivos, tendo sido acompanhado pelos Ford Escort XR 3 I Cabrio e Toyota MR II.
Neste passeio do NAC, houve duas estreias em absoluto. A de um novo associado de Ourense, Espanha, Jose Manuel Iglesias Otero/Julia Carballo, e de Bragança, Nuno e São Barreira. Este casal de brigantinos, a comemorar os seus 33 anos de casados, teve direito a uma pequena festa surpresa na hora do jantar, preparada por Adelaide Duarte, irmã da “noiva”.


JOVENS PELA INCLUSÃO

A Cruz Vermelha e o Banco Alimentar foram as instituições agraciadas pela generosidade daqueles que, a título individual e/ou colectivo, aderiram à iniciativa desenvolvida pelo IPJ


A 30 de Abril, comemorou-se o “Associativismo Jovem Pela Inclusão”, um acontecimento promovido pelo Instituto Português da Juventude (IPJ), em parceira com Associações Juvenis e Estudantis. Inserida no âmbito do “Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social”, as instalações do IPJ foram montra, em todo o país, de várias actividades como, por exemplo, música, teatro, passagem de filmes, dança, ateliers, exposições e outras, levadas a cabo por associações de jovens com uma única finalidade: a recolha de bens. A roupa e o material didáctico foram doados à Cruz Vermelha, enquanto que, os produtos alimentares foram entregues ao Banco Alimentar, num saldo manifestamente positivo. O compromisso de alguns jovens é que não esteve à altura da ocasião, uma vez que todo o programa da manhã ficou sem efeito. Uma situação desvalorizada pelo sub-director regional do Norte do IPJ, Vítor Pereira. “Estamos a falar de jovens, ainda por cima, as festas académicas estão aí. Por isso, é natural que haja algum atraso no programa, mas o que interessa é o espírito contra a exclusão social com que a juventude está neste dia ”, defendeu o responsável.
“Esta iniciativa foi proposta pela Direcção Regional do Norte do IPJ para comemorar o dia do associativismo de uma forma diferente. Isto é, propusemos às associações juvenis em todos os distritos do norte, depois foi alargado a todo o país, que promovessem, na semana anterior, acções de solidariedade como espectáculos, mostras de teatro e exposições, e que as pessoas que fossem visitar ou assistir que levassem algo para ajudar a incluir essa gente que vive com dificuldades a nível social”, afirmou Vítor Pereira.


Esses bens chegaram, entretanto, às delegações distritais e, no próprio dia, a 30 de Abril, esses mesmos espectáculos realizados na semana anterior, tiveram lugar no IPJ, com semelhante modus operandi. Ou seja, quem quer que viesse, traria bens perecíveis ou outros com o intuito de serem doados às instituições de solidariedade social. Além das associações de estudantes das escolas secundárias, neste evento participaram também a Azimute – Associação de Desportos de Aventura, Juventude e Ambiente, a Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães, o IPB representado pelas suas associações académicas e Real Tuna Universitária de Bragança, entre outras.


8 de maio de 2010

JOSÉ PINTO

"É O NORTE!"


José Pinto, que interpreta Horácio Cunha na novela “Perfeito Coração”, transmitida, actualmente, na SIC, é um “Senhor” na sua profissão de actor, contando, na bagagem, com um extensíssimo currículo. Com mais de 70 anos, ainda está no activo, participando em filmes, novelas e peças de teatro, quer no circuito comercial, quer numa corrente mais alternativa. No distrito de Bragança, durante uma semana, a rodar a curta-metragem “A Parideira”, esteve à conversa com o Jornal Nordeste entre cenas de filmagem no meio das montanhas, quase na fronteira com Espanha, bem depois de Soutelo.


ENTREVISTA

1 @ Sei que não é a primeira vez que vem a Bragança. Conhece, de facto, esta região? E quando é que foi que esteve por cá a última vez?

R: Em 2007, percorri isto tudo. Andei muito por Trás-os-Montes, com Miguel Torga às costas, por Bragança, Vila Real, Mirandela, de maneira que, já conheço muito bem esta zona.

2 @ Que opina desta região?

R: Adoro! É o Norte!

3 @ E do que é que gosta mais?
R: De tudo! A gastronomia é fantástica! As pessoas são muito sensíveis, muito amigas, gostam e quando gostam dizem que gostam e quando não gostam, andor...

4 @ Que é que está a achar desta experiência? De gravar esta curta-metragem em Trás-os-Montes?

R: Uma experiência agradável! Primeiro, porque gostei da história e, depois, a equipa convenceu-me que era capaz de levar este projecto a bom porto. Porque, nem todos eram capazes de realizar uma curta da qualidade que esta demonstra todos os dias. Para além de competência, foi necessário amor para que este trabalho resultasse. Estou muito satisfeito!

5 @ Fale-nos um pouco da sua personagem?

R: É o velho guia, que trabalha com dois artistas, que é o Diogo Morgado, que faz de Tiago, e a Ana Moreira, que faz de Margarida. Eu, também já tinha contracenado com eles em dois filmes e já os conhecia. Ao princípio, não acreditei que fosse possível juntar, assim, três actores, para fazer uma curta, mas foi. Não é que os actores não gostem de participar, mas duvidam muitas das vezes, das condições em que a curta é produzida. Já tenho participado em algumas que foram uma decepção! Nesta, acreditei, apostei e estou a ganhar!

6 @ Em que filmes é que contracenou com estes dois actores?

R: Com o Diogo, no filme “A vida privada de Salazar”, ele fez de Salazar e eu interpretei o papel do padre em que ele se confessou (risos). Com a Ana, foi num filme do José Fonseca e Costa, “O Fascínio”, em que ela era minha neta. Agora, na novela “Perfeito Coração” tenho uma neta que é muito melhor que ela (risos, Ana Moreira estava ao nosso lado; a neta a que José Pinto se refere é Luciana Abreu)

7 @ Tem alguns projectos em mente para o futuro?

R: Tenho! Mas eu não gosto de falar muito naquilo que ainda não está concretizado.