15 de maio de 2010

DIOGO MORGADO

HOLLYWOOD É O PLANO (AMERICANO)


FACTOS


Nome – Diogo Morgado
Idade – 30 anos
Nascido em – 17 / 01 / 80
Profissão – Actor
Maior defeito – Teimosia
Maior virtude – Persistência
Livro que o marcou – “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera

ENTREVISTA

1 @ Sendo esta a tua primeira vez em Bragança, o que consideras sobre esta experiência?

R: Estou a adorar! Receberam-nos muito bem e o cenário onde estivemos a gravar serve magicamente a história do filme.

2 @ O que é que já tiveste oportunidade de visitar?

R: Ainda não tive muito tempo, fizemos uma espécie de tour por Bragança no primeiro dia, no qual visitámos alguns dos principais sítios. Mas, depois, com o trabalho não tive grande tempo para mais. Terminamos as gravações já tarde, cansados, e é quando regressamos aos nosso hotel.

3 @ Fala-nos da curta-metragem que vieste gravar ao distrito e do papel que protagonizas?

R: Esta curta, “A Parideira”, conta a história mística, mas também racional, de um casal que está a tentar ter filhos e não o consegue, de forma nenhuma. O seu último recurso é a crença que a mulher tem numa lenda que reza que uma mulher estéril que entre na gruta sai grávida. Sinteticamente, a história é esta! No entanto, para dar uma vida a gruta tira outra… De quem será?

4 @ Como é que classificas o actual estado de coisas em Portugal?

R: “Vai-se Andando”! (Comédia com José Pedro Gome)

5 @ O que é que te tira o sono à noite?

R: Qualquer coisa que me chateie verdadeiramente! Alguma preocupação mais séria...

6 @ O que é que consideras ser inaceitável num ser humano?

R: A falta de honestidade das pessoas para com elas próprias, pois tentam fazer passar-se por alguma coisa que elas não são.

7 @ Se pudesses realizar uma viagem de sonho, que destino (cidade, região ou país) desconhecido escolherias?

R: Gostava, realmente, de entrar nas Pirâmides de Gizé.


8 @ Com que animal te identificas e porquê?

R: Com o cavalo porque é útil ao homem, bonito, forte e elegante.

9 @ Se o Planeta Terra se extinguisse em 24 horas, o que é que aproveitarias para fazer no pouco tempo que te restasse?

R: Passava as 24 horas com o meu filho. Ainda é muito pequenino para fazer qualquer actividade mas bastava-me estar só com ele.

10 @ Que é que gostas de ouvir?

R: Adoro as gargalhadas das pessoas, a voz rouca dos mais velhos. A voz do Zé Pinto é hipnotizante, se falares com ele vais perceber. E depois gosto de ouvir boa música, mas sou de extremos. Oiço de tudo, desde techno, rock, música clássica, adoro Beethoven... Com a música pop é que eu não me identifico, tipo Beyoncé.

11 @ Tens alguns projectos em simultâneo para além da gravação desta curta? Queres desvendar por onde irá passar o teu futuro?

R: Procuro não fazer isso! Mas tenho projectos em vista... Um deles passa por uma participação de volta à televisão e uma peça teatral, em princípio, no Teatro da Trindade, para estrear em Setembro.

12 @ Existe o rumor de que estás em vias de ir para os Estados Unidos gravar um filme. É correcto afirmá-lo e se sim, para quando?

R: Posso dizer-te que sim! Que há conversas nesse sentido, mas não quero adiantar mais pormenores pois, ainda, não há uma data definida.

13 @ Planeias regressar a Bragança? Sem ser em trabalho…

R: Sem dúvida que sim, até porque, quero conhecer isto melhor, trazer a família e vir passear.

"A PARIDEIRA"



Curta-metragem gravana no distrito graças à beleza natural intrínseca e, sobretudo, ao brigantino António Morais


Ao longo de uma semana, a curta-metragem “A Parideira” foi gravada no distrito de Bragança, trazendo consigo actores consagrados à região e permitindo, de várias formas, a sua divulgação além-fronteiras. Ana Moreira, José Pinto e Diogo Morgado são os protagonistas de um filme que resulta da união de esforços de 5 profissionais, alguns ligados à RTP, que procuram concluir o mestrado com um brilhante e singular trabalho final.
Nos primeiros dias, o cenário escolhido foram as minas de Argozelo, depois, bem no seio do Parque Natural de Montesinho, quase na fronteira com Espanha, 15 minutos por caminhos de cabras após Soutelo, gravaram-se as restantes cenas.
“Nós queríamos um cenário que fosse muito telúrico, dramático e, necessariamente, intocado pela civilização. Em repérage (pesquisa) por todo o país e das várias possibilidades, tivemos a feliz coincidência de termos na nossa equipa um brigantino, o António Morais, director de fotografia, que nos sensibilizou para este local. Ficámos fascinados, pois corresponde exactamente àquilo que pretendíamos, um sítio onde a natureza está no seu estado puro e selvagem”, expõe José Miguel Moreira, realizador.


António Morais findou a Licenciatura de Som e Imagem na Universidade Católica do Porto e procura terminar o mestrado com especialização em Produção e Realização Audiovisua no Instituto Politécnico do Porto (IPP). Foi devido a este brigantino que “A Parideira” alcançou o topo do mundo ou, pelo menos, do país. “Como sou de cá, dou muitas voltas por aqui e este era um dos locais em que eu já tinha pensado fazer qualquer coisa. Percorremos várias zonas, inclusive a Serra do Gerês, mas como não se encaixavam bem naquilo que pretendíamos, insisti com eles e decidimos, então, escolher este local pela força que lhe é inerente”, sustenta o director fotográfico.


14 de maio de 2010

O AUTÊNTICO MAR VERMELHO

O Benfica sagrou-se campeão da Primeira Liga e uma flash mob invadiu o Norte. Bragança não foi excepção.

Centenas de carros pintaram a noite brigantina de branco e vermelho como há muito não se via, após 5 anos de jejum. A festa benfiquista subiu ao asfalto da cidade e do país, depois de ter tomado de assalto o relvado, para celebrar a vitória do campeonato nacional de futebol, depois da Águia ter feito um voo picado na Liga Sagres e ter lançado as suas garras sobre o Rio Ave no Estádio da Luz, por 2-1. Em jogo impróprio para cardíacos, incluído na 30ª e última jornada, houve muita tensão e mais calmantes debaixo da língua. Cardozo sagrou-se, no último momento, o melhor marcador da Primeira Liga, com 26 golos, seguido, logo depois, pelo jogador do F.C. Porto, Falcão, com 25 golos, e, em terceiro, do Sporting, o “Levezinho” com 13 tentos no campeonato.
O Jornal NORDESTE acompanhou a euforia n´ O Copinhos, um verdadeiro “ninho d´ águia”, onde dezenas de benfiquistas se juntaram para ver o jogo e vibrar com a vitória. A Avenida Sá Carneiro foi fechada ao trânsito e algumas artérias da cidade ficaram condicionadas pelos festejos noite dentro.
De lamentar alguns incidentes resultantes da euforia benfiquista, nomeadamente, na Casa do Porto, situada na Avenida do Sabor, onde partiram alguns vidros por volta das 22 horas. “Somos os três do Benfica cá em casa, ao menos, podiam mostrar mais respeito. Apresentei queixa na polícia e o chefe disse-me que eram mais de 2 centenas de pessoas na confusão”, refere Ana Santos, que explora, juntamente com a sua família, a sede do Porto em Bragança.

Desde a época 2004-2005, que os adeptos encarnados não festejavam a vitória no campeonato. Por fim, saciaram a sua sede e pelos quatro cantos do território incorporaram um tsunami encarnado

No Ares da Serra, cerca de 50 amigos benfiquistas levaram a cabo a “Comemoração da Conquista da Liga Sagres 2009/2010”, numa organização da Casa do Benfica Bragança. O programa começou cedo, pelas 15 horas, no Complexo do Bairro S. Tiago com a apresentação do DVD: A mística do Glorioso. Depois, houve um jogo de futebol amigável entre atletas da Escola Crescer e a transmissão do jogo, em directo, num ecrã gigante, seguido de um jantar volante.
“O que aconteceu hoje aqui foi um convívio agradável entre amigos benfiquistas. Tínhamos o espaço decorado e organizado, no sentido de comemorar a vitória do Benfica no campeonato”, refere João Correia, da organização.
Este benfiquista de alma e coração, admite que o número reduzido de pessoas a aderir ao evento, ficou muito aquém das suas expectativas iniciais. “Esta ideia surgiu de uma conversa entre 5 amigos, mas, no fundo, estive praticamente sozinho nisto”, confessa o responsável, que teve a coragem de apostar num evento cujo final poderia ter sido uma desilusão, caso o Benfica não culminasse campeão. “Sou uma pessoa de desafios”, conclui.

Na capital de distrito, a Avenida Sá Carneiro serviu de digestivo à tela encarnada