12 de junho de 2010

PLAYBOY MODEL(S)

Uma entrada em grande estilo para uma presença completa de glamour, energia e sensualidade de Bruna Real

A 5 de Junho, numa febre de sábado à noite, a professora de Mirandela que posou nua para a revista Playboy, foi a convidada de honra do bar Model´s em Macedo de Cavaleiros.
A provar o seu estatuto de estrela do momento, esteve a limusine branca que a fez transportar e a lotação completamente esgotada do espaço nocturno que fez questão de a receber. Num vestido curto rendado cor-creme, a conjugar com um dourado sofisticado, que transpirava sensualidade e incendiava corações, a modelo fotográfico desfilou provocante por entre aqueles que, ansiosamente, a aguardavam.
Naquele que é um dos pontos de referência da noite macedense, Bruna Real contou com o apoio incondicional do pai e da irmã, Carlos e Magda Real, numa relação onde é evidente uma verdadeira cumplicidade familiar.
Assinando autógrafos, servindo bebidas atrás do bar e posando para as máquinas fotográficas dos clientes, a professora esbanjou simpatia em sorrisos rasgados, respondendo atenciosamente e cedendo, sempre, aos múltiplos pedidos das pessoas.
A jovem professora mais mediática de Portugal, assume-se ao Jornal Nordeste como sendo uma mulher criativa e com metas bem definidas, que procura focar o seu futuro na carreira de docente, tentando conciliá-la com o trabalho de modelo fotográfico.
A gerente do Model´s, Mónica Martins, declara que, por vezes, recorrem a figuras públicas que estão em voga como forma de chamar as pessoas. “No Verão, teremos muitas novidades, sobretudo, no mês de Agosto e, inclusive, na Feira de S. Pedro, mas nada que possamos, ainda, revelar”, promete.



BOMBEIROS DE PARABÉNS

Esforço, dedicação e empenho na salvaguarda de pessoas e bens da comunidade ao longo de 120 anos

Os Bombeiros Voluntários de Bragança comemoraram, no passado sábado, o seu 120º aniversário. Com muitas individualidades presentes, para além dos bombeiros e seus familiares, as portas do quartel estiveram, também, abertas para toda a comunidade, em geral, que quis prestar o seu tributo aos homens da paz.
Na cerimónia, foram homenageados José Moreno e Salomão Fernandes. O primeiro foi “agraciado com a medalha de dedicação grau ouro por ter prestado bom e efectivo serviço durante 25 anos no Corpo de Bombeiros de Bragança”. Enquanto que, o segundo foi distinguido por ter ganho o primeiro prémio nas Olimpíadas do Ambiente, entre milhares de candidatos.
“Como médico bombeiro e bombeiro médico, a minha disponibilidade é permanente. Vi esta corporação crescer desde a sua antiga sede ao pé do Auditório Paulo Quintela, até à feitura deste edifício e até aos cento e tal elementos que a corporação dispõe hoje em dia. Cresceu proporcionalmente e exponencialmente como cresceu a cidade”, revela José Moreno, condecorado pelos seus 25 anos ao serviço dos Bombeiros.
Após os discursos, foi tempo de saciar os apetites com sardinhada, porco no espeto e caldo verde. Seguiu-se o arraial com a actuação da banda “Sindikato”.
Neste 120º aniversário, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Bragança José Fernandes, afirma-se com “sentido de dever cumprido”. “Entre os muitos que já passaram por esta casa, sinto acrescentar um bocadinho de mim para que, no futuro, os meus filhos e a minha família possam dizer com orgulho, o meu pai foi comandante dos bombeiros de Bragança”.
No comando da corporação há 5 anos, fala na época que se avizinha: “Confio nos meios humanos e materiais que temos e isso é meio caminho andado. O que vai acontecer este Verão não sei, o que sei é que estamos preparados e motivados”.
O presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Bragança, Rui Correia, diz estarem “razoavelmente bem equipados”, na expectativa de que o Verão seja uma “época de não incêndios”.

“Perguntamos sempre onde é e nunca quem é. Interessa-nos, sim, saber onde é para socorrer com eficiência e rapidez”, José Fernandes

Numa “estreia com grande orgulho”, o novo Comandante Operacional Distrital da Protecção Civil, Carlos Alves, marcou presença no aniversário naquele que foi o seu primeiro acto cerimonioso desde a sua tomada de posse. “Estou aqui, hoje, com particular satisfação. Esta é a minha primeira cerimónia nestas funções e mais prazer tenho, ainda, em ser na minha terra, na corporação de bombeiros da minha cidade”, confessa.
O presidente da Federação Distrital de Bombeiros, considera que a corporação de Bragança é, actualmente, uma das melhores do distrito. “Se não a melhor. Pela juventude que aqui tem e pela disponibilidade que demonstra”, salienta Humberto Martins.

Novo Comandante Operacional Distrital da Protecção Civil, Carlos Alves

RABAL EM MOVIMENTO

Respira saúde mesmo durante os meses mais rigorosos e, no mês de Agosto, vibra com a chegada a casa dos seus

Para além de saber acolher aqueles que são de fora, sempre de braços abertos e com um sorriso rasgado no rosto, Rabal é uma aldeia com vastíssimos pontos de interesse e confluência. A destacar no Largo Eng. José Luís Gomes Pinheiro, onde, antigamente, se realizavam as Festas de S. Bartolomeu, o Solar de Rabal, construído no século XIII e reconstruído pela herdeira Margarida Rego, em 2007; a Fonte de Mergulho; e a Casa do Povo de Rabal. Na estrada que vai para a aldeia de França, podemos encontrar, à direita, a Capela de S. Sebastião e, só depois, o Moinho Novo, em tempo alimentado pelo rio Sabor. Entre estes dois locais, está o Parque da Ponte, inaugurado a 15 de Agosto de 2005. Já para não falar da Igreja, da escola e do cemitério, para além dos vários estabelecimentos comercias.
O Capa Negra é um dos dois cafés de Rabal. O seu proprietário há quase 30 anos, juntamente com a esposa, é Manuel Pinelo. “Sou empregado, a patroa é a mulher”, inicia bem-disposto a conversa.. A centralidade do seu café, permite-lhe fazer uma contabilização aproximada dos números. “Durante o dia estão na aldeia perto de 70 pessoas, à noite estão mais porque regressam do trabalho, sobretudo, da cidade, onde trabalha quase tudo que é daqui”, revela.
Quanto ao mês de Agosto, Manuel admite: “No mês de Agosto vem muito pessoal. Mas não é o melhor mês para mim porque os cafés da aldeia com as festas perdem muito. Vai tudo para a Casa do Povo”. Recorde-se que, em Rabal, as Festas de S. Bartolomeu vão desde o dia 15 ao dia 26 de Agosto. “Quando começam as festas é quando chega a maior parte dos que estão lá fora, depois, a 27 e 28 já se vai tudo embora”, sustenta o comerciante de 54 anos.

A juventude de Rabal que optou por não emigrar, encontra-se em Bragança a trabalhar

Da aldeia, é, também, Américo dos Anjos Gonçalves (na foto), que se declara, orgulhosamente, como agricultor: “então não vê, tenho aqui muita coisa a crescer, cebola, abóboras, salada, couves, tenho duas carrinhas, uma é Mercedes”.
Este homem da terra está prestes a iniciar uma viagem até França, a norte de Paris, onde irá assistir ao casamento de uma das suas 4 filhas. “Vou para lá 8 dias que se casa a minha filha com um polícia”, anuncia Américo nos seus 70 anos, enquanto faz questão de mostrar o seu quintal.
A Francisco Esteves persegue-o o mesmo desejo de lavrar a terra que tinha com, apenas, 30 anos. Apesar de a esses se acrescerem 60, este homem nascido e criado em Rabal continua a trabalhar nos seus terrenos como agricultor. Ele planta couves, batatas, feijões e “pão já quase que não”. “Isto agora aqui está mal, porque não se colhe nada”, desabafa Francisco. Apesar de afirmar que, ainda, há bastantes pessoas a residir na aldeia, reconhece, também, que há mais casas e menos pessoas do que nos tempos de outrora. “As casas não dão papo”, ironiza.