17 de junho de 2010

CAMPISMO ABERTO

Abertura do Parque de Campismo do Sobre Águas abriu a 1 de Junho, 2 meses após a data prevista

Abriu no dia 1 de Junho o Parque de Campismo do Sobre-Águas, 2 meses após a data que consta do guia de alojamento do INATEL, que gere esta unidade por via de um protoclo com a Câmara Municipal de Bragança (CMB). Posto de parte o calendário inicial, a Fundação apontou para o dia 7 de Maio para reactivar o parque de campismo, que costuma funcionar 6 meses por ano, de 1 de Abril a 30 de Setembro.
Este ano, a suposta contaminação provocada pelas antigas minas do Portelo, convertidas à posteriori para extracção de inertes e da consequente cor barrenta da água, o INATEL decidiu, após consultar a CMB, detentora do resultado das análises, abrir o parque.
Mesmo depois das populações terem vindo a público dizer que o estado da água matou animais e destruiu o solo, o INATEL destrói por completo essas alegações, inclusive, as realizadas por um ex-GNR, Francisco Tecedor, que afirmou, recentemente, sobre o rio Penim: “Aqui morreu tudo e não ficou nada! Antes, isto era um rio truteiro e, agora, não se vê aqui uma alma a pescar”.
Comprova-se, assim, e por agora, a informação contida nos documentos fornecidos pela CMB ao Jornal Nordeste, relativos aos “Impactos negativos do arrastamento, deposição e circulação de sedimentos na sub-bacia da ribeira da Aveleda/Baçal, Bacia do Sabor – Parque Natural de Montesinho”, de 23 de Maio, pode ler-se num dos pontos: “Relativamente à GNR – SEPNA, o sr. oficial coordenador, Major Amândio Martins, informou constatar que do relatório enviado pela ARH – Norte, da análise da água, resultou a indicação de a água ser favorável ao consumo…”


JOAQUIM GASPAR

O MULTIFACETADO

FACTOS

Nomeado: Joaquim Gaspar
Ocupação: Modelo/Dj/Produtor/Relações Públicas
Nascimento: 27/11/75
Origem: Figueira da Foz
Signo: Sagitário
Nacionalidade: Portuguesa
Estado Civil: Solteiro
Idiomas: Inglês, Francês, Espanhol, Italiano
Desportos: Ténis, Futebol, Basket, Volley, Snowboard
Hobbies: Música e desporto
Cor de Olhos: Verde
Cor do Cabelo: Castanho
Altura: 1.85
Peso: 70

PREFERÊNCIAS

Livro: How to be a Dj
Filme: Documentário “A marcha dos Pinguins”
Actor: Sean Penn
Actriz: Helen Mirren
Música: My Way – Frank Sinatra
Estilista: Gianfranco Ferre
Modelo masculino: Mark Vanderloo
Modelo feminino: Gisele Bundchen
Pintor: Dali
Cor: Vermelho
Marca veículo: Bmw
Maior defeito: Preguiça
Maior virtude: Adaptação
Comida predilecta: Bacalhau
Uma citação: Não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti
Rádio preferida: Radar, Oxigénio e rádios da net (itunes)


ENTREVISTA

1 @ És um dos manequins mais experientes das passerelles portuguesas, já com 18 anos de carreira. Trabalhas em mais alguma área?

R: Para além da moda, trabalho como dj, realizo eventos para o Casino da Figueira da Foz e sou Relações Públicas (RP), em Coimbra, do Tivoli Caffe no Hotel Tivoli.

2 @ Já entraste em novelas, filmes ou séries de televisão?

R: Nunca entrei, mas gostaria de experimentar.

3 @ Quais são as tuas prioridades, a curto prazo?

R: Trabalhar, trabalhar.

4 @ Quais os desfiles mais importantes em que já participastes, para que marcas e em que países?

R: O desfile mais importante em que participei foi para Hugo Boss, em Nova Iorque, porque foi um dos meus primeiros trabalhos no estrangeiro. Já desfilei, também, em Paris, Milão, Barcelona, São Paulo e Madrid, para marcas como a Tommy Hilfiger, Ferre, Armani, Gucci, Lanvin, entre outras.

5 @ Se pudesse passar uma noite com uma personalidade nacional ou mundial, política, desportiva, cultural ou outra, em quem recairia a sua escolha?

R: Passava-a com o Primeiro-Ministro para ele me explicar o que é que se passa com a governação do nosso país e tentava dar umas ideias para melhorar a situação… Nunca se sabe.

6 @ O que é que te tira o sono à noite?

R: Poluição sonora.

7 @ Que música é que fazes questão que te acompanhe, seja em casa ou à noite para sair?

R: Em casa, prefiro música mais calma ou alternativa. Para sair, house music ou indie.

8 @ O que é que consideras ser inaceitável num ser humano?

R: Falsidade, egocentrismo e inveja.

10 @ Se pudesse realizar uma viagem de sonho, que destino desconhecido escolherias?

R: Gostava de ir a Austrália (Oceânia) porque é a única região (continente) que ainda não conheço.

11 @ Num documentário sobre a vida selvagem, que animal interpretarias?

R: Seria um pinguim devido ao documentário “A Marcha dos Pinguins”… Vejam.


12 @ Se o Planeta Terra se extinguisse em 24 horas, o que é que aproveitarias para fazer no pouco tempo que te restasse?

R: Estaria com as pessoas de quem mais gosto.

13 @ Como é que vês a moda em Portugal? Evoluiu nas últimas duas décadas e, se sim, em que sentido?

R: Evoluiu muito! Temos muitos e bons designers e modelos.

14 @ Se pudesses pedir três desejos ao génio da lâmpada, quais seriam?

R: Saúde, felicidade e paz.

15 @ Tiveste, recentemente, em Bragança, num desfile promovido pela ACISB. Já conhecias a região ou foi a tua primeira vez? Que é que achaste da cidade em si?

R: Já estive várias vezes em Bragança. Eu costumo passar pela região e gosto muito, é pena não haver melhores acessos e transportes, mas acho que isso já depende do nosso governo.

16 @ Dá-te gozo fazer publicidade? Diz-nos um artigo ou serviço que gostarias de publicitar?

R: Dá-me imenso gozo e gostava mt de fazer um anuncio de desporto..ex:Nike



12 de junho de 2010

OS PEREGRINOS

Durante 11 dias, dois brigantinos empreenderam uma viagem de 300 quilómetros num Caminho de e para S. Tiago de Compostela

De albergue em albergue, Amílcar Moreira e António David calcorrearam perto de 300 quilómetros numa viagem que durou 11 dias. De Bragança partiram, a 9 de Abril, às 9 horas, o destino: S. Tiago de Compostela. Sempre próximos ou lado a lado, cada um com o seu ritmo próprio, e sem grandes pressas, caminhavam uma distância diária a rondar, em média, os 30 quilómetros distribuídos por 9 ou 10 horas, e repartidos em pequenas pausas. Os albergues servem o seu nobre propósito, providenciando guarida aos nossos peregrinos após um extenuante dia de caminho. Excepção feita à primeira paragem, Moimenta. Ai foi um casal amigo a recebê-los de braços abertos. Numa hospitalidade tipicamente transmontana, um jantar caseiro retemperou forças, após um desgaste de 37 quilómetros. A cama complementou o descanso no passo mais lógico seguinte. A 10 de Abril, o dia amanheceu cedo. Duche, pequeno-almoço e, antes das 9 horas, as solas já conheciam o calor do destino ao trespassarem a fronteira em direcção a A Gudiño.


Com séculos de existência, neste “Caminho da Prata” dos nossos antepassados, bem como noutros que acedem a S. Tiago, há setas amarelas, “conchas” e indicações “por medida” que garantem a fiabilidade do percurso. Assim, de várias formas se evita que, mesmo os mais distraídos, ou aqueles desprovidos de um qualquer sentido de orientação mais preciso, percam o norte ou tropecem nalgum contratempo indesejado. A partir de A Gudiño, é providenciada a logística que serve de base de apoio a todos aqueles cuja meta é a catedral na cidade santa espanhola. Os albergues são parte integrante dos 9 caminhos (apenas os Caminhos Inglês, Francês e Português chegam a S. Tiago, os outros vão-se juntando a estes três durante o percurso), e para que nada falte aos peregrinos, em todos eles, cobra-se a módica quantia de 5 euros.
“Podes dormir, tomar banho e cozinhar, dão-te um lençol e uma travesseira e só pagas 5 euros. Parecem hotéis de cinco estrelas! Mas, apenas, podemos ficar uma noite hospedados, só se adoeceres ou tiveres magoado é que poderás ficar mais tempo”, expressa Amílcar, mais conhecido, entre os amigos, por Mica, e cujas dores nos joelhos acrescentaram um grau de dificuldade à viagem dos seus 54 anos.

“Podes dormir, tomar banho e cozinhar, dão-te um lençol e uma travesseira e só pagas 5 euros”

Para António, a parte mais difícil do trajecto foi depois de Ourense, onde chegaram no dia 17 de Abril, uma subida de 2,5 quilómetros com 19 por cento de inclinação. “Eu fui uma vez a S. Tiago, em 1999, mas parti de Ourense e fiz outro caminho que há, sem ser a subida. Ainda, foram cerca de 106 quilómetros”, testemunha nos seus 51 anos.
Quanto ao cansaço, Mica assegura a sua irrealidade. “Nunca te cansas porque não vai ninguém a picar-te. Podes descansar o tempo que quiseres. Eu e o António tínhamos bolhas nos pés e púnhamos uns pensos de silicone e umas gazes e nem as sentíamos”, afirma.
Apesar das maleitas físicas, o bom tempo fez questão de auxiliar o par de andantes, enquanto que, em Bragança, um dilúvio parecia abater-se sobre a cidade. No Caminho da Prata, o sol fez questão de ser uma graça dourada constante.
Nesta que foi a segunda viagem de António, e a primeira de Amílcar, os peregrinos contaram com a preciosa ajuda de Luís Oliveira, que foi ter com eles a Ourense, tendo-os acompanhado no último terço da viagem. Para além do óbvio apoio moral, por se tratar de alguém que se deslocou propositadamente para ir ao encontro dos seus dois amigos, também se tratou de um auxiliar físico, pois como estava de carro, pôde levar consigo todo e qualquer peso extra dos caminhantes, sobretudo, as mochilas, permitindo, assim, o resto de uma viagem mais folgada e descontraída.

O Caminho é a viagem de um peregrino. São aos milhares que todos os anos percorrem trilhos inauditos na procura incessante de um destino

Nesta mescla de crença e descoberta, existe uma credencial, previamente adquirida, que comprova as pessoas como romeiros de S. Tiago. Renovando a tradição das cartas de apresentação ou salvo-conduto dos peregrinos antigos, este é um documento básico, indispensável e exclusivo para quem se aventure nos Caminhos de Santiago, seja a pé, de bicicleta ou a cavalo.
Carimbado na rota, à passagem de cada albergue, bar ou pensão, a credencial dá direito à “Compostelana”, uma espécie de diploma, entregue já na Catedral de S. Tiago de Compostela a quem tiver percorrido uma distância superior a 100 quilómetros. É como a certificação da viagem daquele que “ousa” enfrentar os momentos de introspecção dignos de uma peregrinação. Pese embora, a companhia.
“Na catedral, mostramos o passaporte e, através dos carimbos, um assessor do bispo verifica o nosso trajecto. Só dão a “compostelana” a quem tiver feito, no mínimo, 100 quilómetros”, revela Mica, que conta, orgulhoso, os seus 17 carimbos.
Nesta viagem, a parte mais interessante, para este viajante, é o trajecto que vai desde A Gudiño até Laza. Mas, em termos de experiência, ele sublinha diversos factores: “é a natureza, o dares por ti a falar sozinho, o sacrifício e as dores, conseguires superá-las e continuares”. Para António, não há partes mais ou menos interessantes. “O mais importante é mesmo o caminho em si”, defende, reconhecendo a tristeza de quando se termina a viagem, se chega ao fim e completa o círculo. “Por um lado, há a festa de chegares e teres conseguido concluir com sucesso o teu objectivo, mas, por outro, há a tristeza de ter terminado”, encerra António David.

António David (Tono), Luís Guerra (Patinhas) e Amílcar Moreira (Mica)