26 de junho de 2010

REAL ACADÉMICO

Num fim-de-semana, decorreu  o Sarau de Encerramento de Actividades do CAB e foram realizados mais três jogos de hóquei em patins. No seguinte,  Bragança serve de anfitriã à Final Four, o que eleva a cidade a um novo estatuto de capital do desporto

Benjamins: CAB 5 – 7 Juventude Pacense

O Clube Académico de Bragança (CAB) realizou três jogos de hóquei em patins na tarde de Domingo. O primeiro, às 15 horas, colocou frente a frente a equipa academista e a Juventude Pacense na categoria de benjamins. O resultado saldou-se numa derrota para a equipa da casa por 5 – 7, numa partida bem disputada e com um final emocionante. “Os nossos atletas começam a perceber que há diferentes fases do jogo e que devem actuar de maneira diferente conforme o resultado e o tempo de jogo, mas isso nestas idades é o menos importante. O que realmente importa é colocar os miúdos a trabalhar em grupo, a saberem respeitar-se mutuamente, bem como o adversário, e competirem respeitando as regras impostas pelo regulamento”, testemunhou o treinador dos benjamins do CAB, Pedro Águas.
De facto, o resultado é o menos importante nestes escalões. Tanto assim que, neste torneio não há pontos por vitórias e derrotas, não há vencedores nem derrotados e os jogos terminam todos empatados. “O que se pretende, essencialmente, é a formação dos atletas como pessoas”, salientou o técnico. No próximo fim-de-semana, os benjamins deslocar-se-ão a Fânzeres para aquela que irá ser a última jornada do Torneio da Associação de Patinagem do Porto.

Infantis: CAB 2 – 8 A. A. Espinho

O jogo seguinte trouxe a Bragança a equipa que está em primeiro lugar na categoria de infantis, sem nenhuma derrota no seu currículo e a uma jornada do final do campeonato, a Associação Académica de Espinho. O marcador ao intervalo estava 0 – 3 e no final o resultado proporcionou uma vitória expressiva para a equipa forasteira por 2 – 8.
“Defrontámos a equipa que vai ser campeã e que tem jogadores que estão no último ano do escalão, enquanto que os nossos estão no seu primeiro ano. Apesar da derrota, temos de dar os parabéns à minha equipa, pois defendeu e atacou muitíssimo bem”, afirmou o técnico dos infantis, Tiago Asseiro.


Segundo o responsável, a evolução da equipa é bastante positiva num campeonato que considera ter sido demasiado longo, já que, começou em Setembro para só terminar no final deste mês de Junho, mais concretamente, no próximo fim-de-semana em Vila Nova de Gaia contra o Paço Rei. Numa prova onde participam 11 equipas, os infantis do CAB encontram-se na sétima posição.

Iniciados: CAB 3 – 3 G. D. Fânzeres

O último jogo da tarde, no Pavilhão Municipal, colocou em campo o CAB e o Grupo Desportivo de Fânzeres, na categoria de iniciados. Apesar da estatura muito superior dos visitantes e de se encontrarem à frente da equipa da casa por uma posição, o CAB não deu tréguas e teve no seu guarda-redes, Ricardo Gama, uma das figuras principais. Depois de estarem a perder por 0 – 1, os academistas conseguiram dar a volta ao resultado ainda antes do intervalo, terminando a primeira parte em 2 – 1. Na segunda parte, o CAB marcou o terceiro, mas os forasteiros impuseram a sua vontade e conseguiram empatar a partida a 4 minutos do fim, permanecendo o resultado 3 – 3.
“Conseguimos dar a volta ao resultado, concentrámo-nos mais no jogo e começámos a jogar com maior velocidade, mas não foi dos nossos melhores jogos. Tivemos bastante desconcentrados”, comenta o mister academista Fernando Sequeira.

Sarau de Encerramento de Actividades 2009 – 2010

De salientar que, a abrir o fim-de-semana, sexta-feira às 21 horas, teve lugar o Sarau de Encerramento de Actividades 2009 – 2010. Como já é hábito, esta festa que celebra o desporto reuniu as várias modalidades que se praticam no CAB, entre elas: voleibol, patinagem, manutenção homens e senhoras, aeróbica, step, gap, kempo chinês, karaté, dança oriental, danças de salão e o hóquei em patins.
“Tivemos mais gente do que contávamos, a bancada esteve cheia para assistir ao espectáculo que englobou 320 atletas das 13 modalidades do CAB. Todas elas estiveram representadas, inclusive aquelas que são novidade como as danças de salão, a dança oriental e o voleibol feminino”, destacou o presidente do CAB, Fernando Gomes. “Temos cada vez mais atletas. Foi em grande!”, acrescentou.


Quanto à antecipação da data do Sarau em quase duas semanas e à sua alteração para um horário nocturno, o responsável afirma ter sido uma experiência que acabou por resultar bem. “Decidimos experimentar para ver se vinha mais gente e acho que foi vantajoso em termos de público. Esta alteração será, muito provavelmente, para manter”, revelou o responsável.

FINAL FOUR

Decorrerá nos dias 25, 26 e 27 a final do Campeonato Nacional de Juniores em hóquei em patins no Pavilhão Municipal de Bragança. Integrado no calendário da federação de Patinagem de Portugal e da Associação de Patinagem do Porto, a organização desta Final Four foi entregue ao Clube Académico de Bragança. Com entrada livre, as equipas em competição serão o Porto, Benfica, Turquel e o 2º classificado da Zona Norte, a definir no próximo dia 23 de Junho.


SLALOM AUSENTE DA RAMPA

Falta de elementos do NAC e cansaço provocado pela Rampa impede realização do Slalom na Sá Carneiro

A única diferença desta 6ª edição da Rampa de Bragança em relação ao ano passado é que não haverá o Slalom de sexta-feira na Avenida Sá Carneiro. “Evitámos fazer o Slalom, dado que, somos poucos elementos no NAC e é muito cansativa aquela noite na Sá Carneiro devido à morosidade de todo o processo”, refere o presidente do Nordeste Automóvel Clube (NAC), José Nogueiro.
Segundo o responsável, o Slalom, apesar de ser já um marco da cidade de Bragança, pode colocar em causa o desempenho da organização na Rampa. “É de extrema importância prestarmos um bom serviço na Rampa, esse sim é o factor principal, pois é a contar para o Campeonato. Não é uma prova regional e é algo de muita responsabilidade, pelo que temos de ter o melhor desempenho possível para continuarmos acreditados pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK).”, acrescenta.
O sábado será um dia dedicado às verificações iniciais e no domingo, pela manhã, realizar-se-ão os treinos, seguidos da competição. Com 20 participantes no ano transacto, esta 6ª edição conta já com 14 inscritos na lista provisória. Assim, na Categoria 1, temos os condutores: António Nogueira (Porsche 911 Turbo), João Guimarães (Peugeot 206 RC), Carlos Cerca (Audi S2), Nuno Guimarães (Mazda MX5) e Tiago Silva (BMW 320IS). Na Categoria 2: Paulo Ramalho (Juno SSE), Joaquim Teixeira (BRC CM02), João Fonseca (Radical SR3), António Barros (BRC CM05) e João Portinha (Silver Car CM 08). Na categoria 3: Armando Sainhas (Ford Escort RS 2000), Domingos Fernandes (AutoBianchi A 112), Francisco Marrão (Datsun 1200) e Martine Pereira (Lola T70).


Os principais interessados nos lugares cimeiros, em cada uma das categorias, já se encontram inscritos e a organização está confiante que será possível chegar às duas dezenas de concorrentes, uma vez que alguns deles participaram no fim-de-semana no Circuito de Vila Real e o Regulamento da Prova só prevê o fecho das inscrições para as 15 horas do dia 22. “Vamos, também, ter concorrentes espanhóis com carros de andamento rápido que proporcionam um espectáculo agradável para quem está a ver. O que é óptimo!”, destaca José Nogueiro.
De salientar que o concessionário MCoutinho e o NAC estão a fazer os possíveis junto da Ford Lusitana para assegurar a vinda de 3 a 4 Ford Transit do troféu que, para além de poderem vir a ser expostas em local público da cidade, poderão marcar presença na Rampa como viaturas de demonstração.


JOSÉ NOGUEIRO (NAC)

"NÃO NOS FAÇAM TRABALHAR!"


Nomeado – José Nogueiro
Cargo – Presidente do Nordeste Automóvel Clube (NAC)
Evento – Rampa de Bragança
Data – 27 e 27 de Junho

1 @ Como é que está a correr a preparação da 6ª Edição da Rampa de Bragança?

R: A organização desta prova, que conta para o Campeonato de Portugal de Montanha, está a correr dentro dos parâmetros normais. É a lufa-lufa habitual para acertarmos os últimos pormenores. Está tudo bem encaminhado em termos de autoridades, bombeiros, médicos, Câmara Municipal, GNR, enfim. Estamos a ultimar os preparativos, mas é preciso combinar muitas coisas e é um bocado pesado. De maneira que temos de nos precaver e começar atempadamente a fazer o que é preciso para não deixarmos nada para o final.

2 @ Ainda faltam muitos preparativos?

R: Ainda temos cerca de uma semana o que nos dá uma certa margem de manobra para podermos realizar os preparativos com calma e cuidado para tentarmos que não haja falhas da nossa parte.

3 @ O que é que envolve esta terceira prova do Campeonato de Portugal de Montanha em termos de meios humanos?

R: Temos de ter muitos comissários de pista, comissários técnicos, delegados da federação, observadores, médicos, enfermeiros, bombeiros, autoridades policiais, GNR e policia, enfim, é muita gente. São, aproximadamente, 200 pessoas.

4 @ Haverá prémios pecuniários para os vencedores de domingo?

R: Isso não! Os prémios são praticamente simbólicos. Entregamos uns troféus que não são bem taças.

5 @ No fim-de-semana de 12 e 13 houve a Rampa de Murça, no seguinte, o Circuito de Vila Real e no próximo a Rampa de Bragança. Não acha que este seguimento de provas de velocidade pode influir ou prejudicar na organização deste evento do NAC?

R: Pensamos que não. Aliás, se calhar até pode ser benéfico este seguimento de provas porque os pilotos evitam fazer deslocações maiores ao terem já aqui tão perto o seu staff. Para vir a Bragança, como se costuma dizer, é obrigatório vir cá. Enquanto que, Vila Real está logo ali ao lado do Porto e de outras cidades. De maneira que, se calhar, temos de aproveitar o facto de estarem aqui tão perto, até para os cativar mais.


6 @ Então, estas duas provas que antecedem a Rampa de Bragança podem até ser um ponto a seu favor?

R: Podem ser! Até podemos ter mais concorrentes dada a possibilidade de estarem tão perto e a transferência de meios ser mais fácil em termos monetários.

7 @ A Rampa de Bragança, o ano passado, decorreu no mesmo mês, mas no fim-de-semana anterior. Porquê esta alteração na data?

R: A pedido da FPAK decidimos alterar a nossa data, concedendo o fim-de-semana em que era suposto realizarmos a prova, à semelhança do ano passado, para o Circuito de Vila Real. E então transferimos o evento para o fim-de-semana seguinte.

8 @ Os moldes da competição serão idênticos aos da 5ª edição, inclusive o percurso e a extensão do mesmo?

R: Será tudo igual! Se houvesse muitos mais carros inscritos como já houve em tempos antigos, quando havia dinheiro, no sábado à tarde seriam os treinos e o dia de domingo seria reservado à corrida. Dentro destes números, não se justifica estarmos a fazer a competição em dois dias.

9 @ Esperam muitos espectadores, apesar da alegada dificuldade em chegarem ao local?

R: Espero que sim. A dificuldade não é assim tanta quanto isso. É preciso madrugarem um bocadinho para poderem estar lá mais cedo e irem para os locais permitidos.

10 @ A que horas é que aconselha as pessoas a estarem na Rampa?

R: No máximo às 8 horas porque depois temos de encerrar a pista (8:30) e, a partir daí, não poderemos deixar transitar nenhum carro.


11 @ Mas há outras formas do público poder chegar ao local, mesmo, depois, durante a prova?

R: Através de Nogueira, por baixo, e através da serra, por cima, pela estrada de Alimonde. Há caminhos pelo monte que permitem o acesso ao percurso. No entanto, as pessoas que forem antes das 8 horas podem escolher os melhores sítios e escusam de ir pelo monte.

12 @ O ano passado não havia nenhum local onde as pessoas pudessem beber ou comer. Este ano será diferente?

R: Em princípio não. Há alguns pedidos para se deixar por lá uma roulotte mas essa questão ainda irá ser estudada.

13 @ Qual é a sua recomendação?

R: O indicado é o público levar as respectivas merendas porque isto acaba por ser uma festa.

14 @ Mas não seria apropriado haver comida e bebida disponível para o público, já que, mesmo levando mantimentos e, sobretudo, bebidas, estas acabam por aquecer? Principalmente, se as pessoas foram antes das 8 horas.

R: Sabe que conciliar automóveis com álcool é muito complicado. . Mas estamos a equacionar essa hipótese.

15 @ Mas não é o público que irá conduzir?

R: Certo! Mas podem causar distúrbios para a pista e nós tentamos manter tudo na máxima segurança que é para o bem de todos ao fim ao cabo pormos lá qualquer coisa.


16 @ Quantos espectadores calculam que estarão na Rampa?

R: Perto de 5 mil. Um número semelhante ao do ano passado, segundo um observador da FPAK.

17 @ Quais são os seus desejos para esta 6ª edição da Rampa de Bragança?

R: Que esteja bom tempo, que venham muitos pilotos e espectadores e que não haja nenhum acidente. Não nos façam trabalhar!