30 de junho de 2010

PORTO CAMPEÃO

Na final do Campeonato Nacional de Juniores em hóquei em Patins o Benfica afirma ter sido prejudicado pela arbitragem


FC Porto, SL Benfica, HC Turquel e ACR Gulpilhares, foi esta a ordem na tabela classificativa de mais uma final do Campeonato Nacional de Juniores. Integrado no calendário da Federação de Patinagem de Portugal e da Associação de Patinagem do Porto, a Final Four decorreu nos dias 25, 26 e 27 de Julho no Pavilhão Municipal de Bragança.
E não podia ter começado de melhor forma, sexta-feira passada. O primeiro jogo deu a vitória ao Turquel frente ao Gulpilhares por 8 – 7. No segundo jogo, Benfica e Porto ficaram empatados 1 – 1, num resultado muito contestado por ambas as equipas, onde as expulsões estiveram na ordem do dia. O Porto esteve bem próximo da derrota, mas conseguiu empatar o jogo nos últimos segundos do último tempo.
No sábado, o Benfica começou bem ao ganhar por 10 – 5 à equipa do Turquel. Mas o Porto esteve melhor contra o Gulpilhares, marcando 18 golos e sofrendo apenas 2. No Domingo, o dia das decisões, o Porto abriu a tarde desportiva numa vitória por 3 – 9. Dependia tudo do Benfica, em ganhar por uma margem superior a 10 golos, o que não aconteceu. Empatados em pontos, o Porto sagrou-se campeão da Final Four por goal average.



“Há que dar mérito ao Porto que eles têm uma boa equipa, mas com equipas de arbitragem de Aveiro e Porto, nós fomos prejudicados nos 3 jogos. Não quero deitar as culpas, mas é a verdade”, desabafou o guarda-redes do Benfica, João Coelho. Também o seu treinador, o brigantino Carlos Pires, afirmou terem sido “claramente prejudicados”. “É o preço a pagar por estarmos num grande clube e no maior de Portugal”, declarou.
O presidente da Associação de Patinagem do Porto (APP), Celestino Brito, revela no FC Porto o seu favorito. “Os meus sentimentos são de regozijo e de satisfação pela prestação da equipa filiada na APP e por ter conseguido mais um título. Agora, é natural algum desalento daqueles que vão perdendo e a supremacia daqueles que vão ganhando”.
Depois do Torneio dos Reis, em Janeiro, esta é a segunda organização de peso entregue ao Clube Académico de Bragança (CAB). O presidente da Federação de Patinagem de Portugal, Fernando Claro, explica-nos o porquê da escolha de Bragança num espaço de 6 meses para duas competições distintas. “Num passado recente, estive aqui num torneio e verifiquei a capacidade organizativa, a disponibilidade e uma grande hospitalidade desta gente de Bragança, e penso que não estamos a defraudar esta cidade porque queremos levar o hóquei a todo o país”, defendeu o responsável, natural de Valpaços.


DO CAMPO PARA O BANCO

Carlos Pires nasceu em Bragança e foi guarda-redes da equipa do Clube Académico de Bragança em hóquei em patins durante muitos anos, antes de ingressar num périplo por alguns dos melhores clubes nacionais. Como brigantino, tem, sem dúvida, o currículo desportivo mais extenso dentro da modalidade. No fim-de-semana passado regressou à sua cidade, agora, como treinador dos júniores do SL Benfica, para além de exercer a profissão de professor de educação física. “ Como treinador, vou ver se consigo ter a mesma sorte que tive enquanto guarda-redes, e levar uma carreira séria e com alguns êxitos”, revelou aquele que já foi um dos melhores defensores das malhas laterais do hóquei em patins a nível nacional.

UM EXEMPLO A SEGUIR

Concentração Motard cobre os mirandelenses de orgulho e destaca-se como uma das melhores do Norte de Portugal

Muito perto das 2 mil motas circularam pela cidade de Mirandela, naquela que é já uma das concentrações mais estimadas pelos amantes das duas rodas. Oriundos de uma panóplia de localidades tão próximas como Chaves, Bragança, Alijó, e outras tão distantes como Almeirim, Lisboa, Sintra, e até mesmo do país vizinho, os motards elogiavam, de forma constante, “a terra da alheira, do azeite e da gente verdadeira”, os responsáveis pela organização, o saber receber e o programa da própria concentração.
O mestre das acrobacias marcou estatuto com a sua presença. Ricardo aka Arrepiado, seduziu crentes e não crentes no freestyle dos seus quatro veículos. Apesar de, na tarde de sábado, a sua performance ter sido encurtada devido ao dilúvio que se abateu sobre a cidade. Mas S. Pedro foi misericordioso e com a sua graça, a chuva providenciou calor, sobretudo, humano, e o espectáculo pôde continuar a seguir ao jantar, reunindo ao seu redor milhares de pessoas.



“O meu desempenho foi magnífico, tendo em conta que tivemos uma tarde de chuva e, ainda, tínhamos a pista molhada, mas dei o meu melhor e andei muito perto dos limites”, declarou o destemido piloto das Caldas da Rainha, que introduziu na sua actuação um salto de vários metros por entre a multidão.
Na sua segunda vez em Mirandela, a última há 3 anos atrás, Ricardo exprime: “Esta cidade sempre teve uma concentração de topo, com um grande público e é, sem dúvida, uma das melhores a nível nacional”.
Seguiu-se o passeio nocturno, num clima de festa brava que semeou a loucura entre os residentes, e poucos houve que se entregaram à pobreza de espírito de permanecerem em casa. Foi um autêntico luxo desfilar no meio da população, enquanto esta vibrava tanto como o barulho de mil motores.



O colorido extra flamejante veio com o fogo de artifício, que iluminou os céus e se espelhou nos rios por diversas vezes ao longo do passeio noctívago.
Já no recinto, momentos antes do concerto com a Banda Red, Tó Velho, antigo presidente do Motoclube de S. Mamede de Infesta, foi homenageado em palco. “Para além de ser um conterrâneo, é uma pessoa que está connosco desde a nossa primeira concentração e já lá vão 14 anos”, explicou o presidente do Motoclube de Mirandela, Rui Lima Alves, o mentor por detrás do sucesso desta XIV edição. Apesar de um crescimento inegável, cerca de 800 inscritos, o grande obreiro garante que irá preferir sempre a qualidade em detrimento da quantidade. Peste & Sida foi o grupo principal do cartaz de sábado, que só terminou, por volta das 6 horas, com o show erótico a “queimar pneu” da assistência.


Chuva intensa não causou qualquer alteração no programa da Capital Motard do Nordeste

“Apesar da prenda de S. Pedro, uma carga de água até dizer chega, o tempo compôs-se e está uma noite agradabilíssima. Aliás, notou-se pelo número de motas que integraram o passeio, perto de mil”, frisou o responsável.
Uma das novidades de 2010 ocorreu com a garraiada na tarde de sábado. “A pedido de alguns colegas de outros Motoclubes, decidimos fazer uma Garraiada no recinto. Eu estava um bocado renitente, pois é algo que me ultrapassa. Mas não estou nada arrependido, pois a aceitação foi inacreditável”, adiantou Rui Lima Alves, garantindo que será um acontecimento para repetir, “apesar de algumas mazelas à mistura”.
Mirandela cumpriu, assim, a tradição de continuar a representar o Norte com dignidade no Universo Motard, sendo, para todos os efeitos, a concentração mais elogiada pelo espírito de convívio, pela segurança e óptimas condições que proporciona aos que nela têm a oportunidade de participar.


Rui Lima Alves, presidente do Motoclube de Mirandela

“O Motoclube é uma mais-valia para a cidade, pois gera riqueza e dá lufadas de ar fresco na restauração, nas residenciais e hóteis. Um estudo do Piaget comprova que cerca de 94 por cento dos residentes querem a concentração em Mirandela.”

Nelson Borges, 23 anos, Motoclube de Alijó

“Esta é a 4ª vez que venho à Concentração de Mirandela, só isso já diz tudo! É fantástica! Tem óptimas condições! O que me atrai é o convívio, o saber acolher das pessoas. 5 Estrelas!”

Jorge Pereira, 50, Chaves, Motoclube de Chaves

“Em Trás-os-Montes, esta é, definitivamente, uma das melhores concentrações do Norte do país. Mesmo que chova a cântaros, vou voltar aqui e cá estarei para sempre. Este é um espaço maravilhoso e nunca pensei que Mirandela fosse assim tão espectacular!”

José Oliveira aka Sardinha, 35 anos, MotoClube de Penafiel

“Conheço esta cidade desde a 1ª concentração e está melhor de ano para ano. Tenho um orgulho imenso em vir aqui! A segurança, o acolhimento, a refeição, é tudo excelente e recomendo a todos que venham.”


"UM PASTOR, UM LOUVOR"



Fiéis mostram o seu cândido apreço pela obra e pelo Homem que é o Padre Sobrinho nas suas Bodas de Ouro Sacerdotais


Com um percurso notável, ao serviço da Igreja, da fé e do conhecimento, o Padre Octávio Augusto Sobrinho Alves celebrou os 50 anos de sacerdócio. Numa data importante para a Diocese de Bragança – Miranda, a homenagem serviu de reconhecimento ao esforço e trabalho dedicado que tem desenvolvido na Igreja e pelo povo de Deus. Em clima festivo, o programa teve início na Catedral de Bragança, repleta de amigos, clero, fiéis seguidores e familiares do humilde Padre Sobrinho. “Um homem que se dedicou à música, à juventude, à educação, à liturgia, às artes e, sobretudo, soube cultivar a proximidade com os outros numa simplicidade e sabedoria imensas”, desvendou um dos autores desta reverência, Jorge Novo. “Sentimos uma emoção que ultrapassa as palavras e em que nos apetece abraçar um homem que foi para connosco um bom pastor e, por isso, merece ser louvado”, acrescentou.
“Deixei tudo para seguir o Senhor, trabalhando sempre com dedicação e, hoje, invadem-me sentimentos de alegria, uma que sempre ocupou a minha vida”, anunciou o sacerdote no final da eucaristia de Domingo. Ao almoço, o convívio continuou e teve, mesmo, direito a momentos musicais, da autoria do Grupo de Cantares da Casa do Professor e do Coral Brigantino. A comemoração das Bodas de Ouro Sacerdotais culminou com a entrega de um presente ao homenageado. “É um relógio que marca as horas de maneira diferente. Quando olhar para o relógio vai sentir que os paroquianos estão com ele”, desvendou o membro da Comissão Organizadora.
“Quem com Deus anda, nada lhe falta, só Deus basta”, disse Santa Teresa e tem-no repetido o Padre Sobrinho. “Ao longo dos anos, enquanto Pastor, foi-nos transmitindo esse ensinamento que calou fundo e, por isso, neste momento, sentimos o dever de retribuir muito singela e humildemente”, referiu Jorge Novo.

“Chegou-se à conclusão que uma vida sem Deus não faria qualquer sentido”

Sobre a evolução da Igreja em meio século de sacerdócio, o responsável pela Paróquia da Sé, Santa Maria e Gimonde reflectiu: “Houve altos e baixos como acontece em tudo o resto. Mas, no fundo, há sempre um bom porto. Eu estarei convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor, e é isso que realmente importa”.
Quanto ao futuro da religião que o clérigo apregoa, apesar de se mostrar satisfeito com a forma de estar da Igreja no mundo, ele defende algumas modificações, nomeadamente, no que concerne ao papel dos leigos. Segundo o “ilustre reverendo”, eles terão um papel significativamente maior no interior da Casa do Senhor. “Esta nova estrutura irá concretizar-se e dará, sem dúvida alguma, um novo rosto à Igreja. Os leigos devem ocupar o seu lugar, pois eles não estão na Igreja por favor, mas, antes, por direito próprio”, sustentou o presbítero, afirmando que a única diferença reside na ordenação. “Mas vós sois sacerdotes como eu! Essa foi sempre a minha posição, que os leigos ocupassem o seu devido lugar dentro da Igreja”, concluiu.
Quando questionado se é sua intenção permanecer ligado à Igreja, o eclesiástico respondeu de forma peremptória: “Até à morte!”, tão forte é o laço que os une.