16 de julho de 2010

YVES LAROCK

"PORTUGAL É DE LOUCOS!"


FACTOS

Nomeado @ Yves “Larock” Cheminade
Profissão @ Produtor, dj
Origem @ Neuchâtel, Suiça
Idade @ 33 anos (20/04/1977)
Local @ Feira de S. Pedro, Macedo de Cavaleiros


ENTREVISTA

1 @ Com uma mulher portuguesa, depreendo que conheças muito bem Portugal…

R: Sim, conheço muito muito bem Portugal. Adoro este país... As pessoas são simpáticas, a comida é excelente, e cada vez que venho é sempre um prazer, por isso é que regresso tantas vezes.

2 @ E Trás-os-Montes, também?

R: Tinha ouvido falar, mas não conhecia. Foi a primeira vez que vim aqui e acho que é uma região extremamente bonita. Fui muito bem recebido!

3 @ Consideras-te um exemplo para as pessoas que sonhem em investir numa carreira como dj?

R: Não sou um exemplo, nem pretendo sê-lo. Quero, apenas, passar um bom momento com as pessoas. Agora, não faço nada de extraordinário. Quando estou a meter música, é para me divertir. É isso que gosto de fazer na vida.

4 @ Quando e como é que aconteceu a tua entrada na dancescene?

R: Comecei como produtor, então, há 10 anos, um amigo meu perguntou-me se queria ser dj e eu resolvi tentar. Honestamente, achei fantástico conseguir fazer as pessoas dançar. Uma loucura! E, assim, apaixonei-me... Por isso, também, é que continuo como dj.


5 @ Preferes misturar músicas em “live act” ou produzi-las em estúdio?

R: Gosto de ambas. Se estiver muito tempo em estúdio, não vejo a reacção das pessoas às músicas que produzo. E, também, é chato estar sempre em frente ao computador. Como dj, já posso ver se determinada música resulta ou não, do ponto de vista do público. Mas, quando “não paro” como dj, por vezes, digo que quero voltar a estúdio e fazer músicas novas. E quando já estou muito tempo em estúdio quero voltar a ser dj. Por isso, gosto de fazer as duas coisas e ir alterando entre elas...

6 @ Pensas, então, que ser dj é uma espécie de complemento à produção e vice-versa?

R: Sim, claro. Posso fazer uma música em estúdio e, à noite, testá-la directamente com o público, e poder afirmar se, realmente, funciona ou não. Poder verificar a reacção das pessoas é óptimo. Quando se é dj, pode testar-se quase de imediato as músicas que resultam do trabalho de produção.

7 @ Com que estilo te identificas mais dentro da house music?

R: Para ser sincero, depende... Depende do ambiente, da noite, do clube... A minha função é fazer dançar as pessoas! Se eles preferirem techno, ponho música techno. Para mim, é muito diferente porque estou completamente aberto e gosto dos vários estilos. Agora, aquilo que eu não faço é meter músicas que não goste...

8 @ Se pudesses escolher um país onde as pessoas realmente gostem de house ou dance music…

R: Escolhia Portugal! É de loucos!Vocês são um país lindo e estão muito bem educados para a dance music. Vou a diferentes países e passo aquelas músicas mais conhecidas, tipo David Guetta e Rise Up, mas, depois, passo outras e eles não reagem tanto. Aqui, vocês têm boas reacções a diferentes composições minhas.

A loucura das fãs levada ao limite com pedidos de autógrafos nos seus ténis e não só...

9 @ Rise up foi um sucesso em 2007, quando poderemos contar com o próximo?

R: O meu próximo single será “Don’t turn back”, que vai chegar aqui… ainda não sei bem… A minha label, a editora Vidisco, é que irá decidir. Estou sempre em estúdio a produzir e todos os meses faço algo novo que coloco no meu site… umas vezes underground, outras mais comerciais. Estou a produzir outro single com Antoine, o irmão de Steve Angelo, que será lançado em 2 ou 3 meses, “Stop the time”, e, depois, uma música que se chama “Naughty girl”, e sairá outra no final do ano, mas não posso revelar mais.

10 @ Qual é a tua opinião de Ibiza neste momento?

R: Ibiza será sempre Ibiza! Durante a noite, a ilha está ao rubro e uma pessoa não sabe sequer onde ir. Numa discoteca, está a tocar o David Gettha, noutra o Luciano, noutra o Sven Vath, é complicado! Mas é o local certo para se estar, sobretudo, para quem estiver para lançar uma música porque se ela bater bem em Ibiza é meio caminho andado para o seu sucesso em todo o mundo.

Yves LaRock é um dos djs mais mediáticos da actualidade

INAUGURAÇÃO MOLHADA, FEIRA ABENÇOADA

Feira de S. Pedro continuará a investir num cartaz para os jovens do amanhã e em tecnologias amigas do ambiente

Encerraram as hostes da XXVII Feira Empresarial de Macedo de Cavaleiros. De 26 de Junho a 3 de Julho, o certame, segundo a organização, termina com um balanço bastante positivo. “Tivemos muitas pessoas em todos os dias, mas a maior afluência foi mesmo na noite do primeiro sábado, com 15 mil entradas, também, pela novidade que Mariza representa como artista, já que, foi a sua estreia na região”, revelou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Macedo de Cavaleiros (ACIMC), António Cunha. Em números, a Feira de S. Pedro teve um orçamento cifrado em 150 mil euros, contabilizou 250 expositores e cerca de 85 mil visitantes. Menos 15 mil pessoas que o ano transacto, em grande parte devido à enchente que acorreu ao recinto para aplaudir a actuação de Tony Carreira, mas um número superior à edição de 2008.
De acordo com o responsável pela organização, o clima foi um factor que contribuiu, decididamente, para o seu sucesso. “Nesta edição, apesar da chuva que se fez sentir, logo, no primeiro dia, as temperaturas estiveram sempre a subir, o que faz com que as pessoas saiam, visitem os stands e se queiram divertir. E é importante, no actual estado da economia, que haja algo a ajudar-nos”, confidenciou.


Quando interpelado se o investimento, em determinados dias (5ª e 6ª feira), num cartaz dedicado a um público mais jovem iria continuar, António Cunha afiançou que sim, destacando ter sido uma aposta ganha. “Os jovens são os futuros empresários, políticos e economistas, assim sendo, é fundamental que se habituem a estas exposições, para se integrarem não só na música, mas também nas actividades comerciais e industriais. O futuro passará, penso, pelos disco-jockeys, pois, actualmente, eles não passam apenas música, mas produzem, cantam, editam e lançam discos, são artistas como quaisquer outros e o seu custo consegue superar os 50 mil euros”, defendeu o presidente da ACIMC. No caso de Yves LaRock, o dj de quinta-feira, pela sua performance de 1 hora e meia cobrou a “módica quantia” de 20 mil euros.


Para além da importância visível do sector automóvel, António Cunha evidencia, ainda, que as novas tecnologias serão o futuro em termos empresariais e uma “aposta natural” da Feira de S. Pedro. Nesse campo, a ACIMC dá o exemplo, integrando nas suas instalações painéis solares de forma a salvaguardar as gerações vindouras e o próprio Planeta. “A solução passa por importarmos cada vez menos energia, poupando, é certo, mas, sobretudo, reduzindo a nossa dependência e factura energéticas”, advogou o responsável organizativo.

INTERVENIENTES EMPRESARIAIS

Nuno Machado, Restaurante Académico de Bragança

“Temos feito bons contactos! A Feira está agradável como todos os anos, nota-se uma quebra que, de resto, é normal, dada a conjuntura nacional. Nem sentimos nem acréscimo, nem decréscimo, a nível comercial, está ao mesmo nível dos outros anos. Participamos há 7 anos consecutivos e continuaremos a participar.”

Alberto Fernandes, Restaurante D. Roberto, Gimonde

“A Feira está boa, a correr bem e dentro das expectativas. O movimento tem sido idêntico ao de anos anteriores. Sábado e quinta-feira foram dois dias óptimos! Já participamos na Feira de S. Pedro há 20 anos e marcaremos sempre presença.”

António Teixeira, “SoPedra”, Bragança

“As pessoas mostram-se bastante atentas aos nossos produtos, em ver a relação preço-qualidade e levam contactos. Está a correr bem e acho que esta é uma feira bastante interessante, tanto para a região, como para o comércio tradicional e empresas regionais. É o primeiro ano que estamos em S. Pedro, mas será para continuar.”


15 de julho de 2010

FEIRA TERRA "VILA" FLOR

Xutos & Pontapés são um garante da consolidação da Feira de Vila Flor que, este ano, vê as suas datas partilhas com a Reginorde

De 15 a 18 de Julho, a VIII TerraFlor coincidirá, pela primeira vez, com a Reginorde em Mirandela que se realiza, este ano, não em Maio, mas de 10 a 17 de Julho. Segundo decisão tomada pelo conselho consultivo da Associação Comercial e Industrial de Mirandela, a alteração de data visou “aproveitar as férias, a presença dos emigrantes, a proximidade com o Jet Ski e as Festas da Cidade”.
Quem não se mostrou muito satisfeito foi o presidente da Câmara Municipal de Vila Flor (CMVL), Artur Pimentel, que, na apresentação oficial da Feira, a semana passada, ironizou: “Foi um momento alto de imaginação de Mirandela que, provavelmente, ficará na história, porque nós devemo-nos aproximar dos grandes…”.
O edil, apesar de ter afirmado não existir concorrência, continuou: “O ideal era que houvesse uma feira única localizada num determinado local para toda a região ou, então, uma semana para todas as feiras, Vinhais, Macedo, Montalegre, Foz Côa, Moncorvo, etc. Ficávamos contentes e, depois, fechávamos as portas e trabalhávamos durante o ano”.
Também o vice-presidente da CMVF e coordenador da Feira, Fernando Barros, expressou a sua opinião quanto ao facto da Reginorde coincidir com a TerraFlor: “Eu gosto de ver essas coisas pela positiva. Poderá ser bom para os dois e até ser um movimento pendular se Mirandela conseguir arrastar tanta gente como nós estamos a conseguir. Não há concorrência! Até porque a nossa é uma Feira de produtos regionais e queremos que continue assim”. O azeite, o vinho, as frutas e hortícolas, serão, certamente, os produtos de eleição, aos quais se juntam o artesanato e a pecuária, autênticos chamarizes do concelho de Vila Flor.

Artur Pimentel, ao centro, não esconde algum incómodo quanto ao facto da Reginorde ser na mesma data que a "sua" TerraFlor

Tendo em conta a delicada situação económica que o país atravessa, a organização decidiu reduzir o preço das inscrições para os expositores em mais de 50 por cento, tendo já “mais de 200 stands ocupados”. Em edições anteriores, um stand custava cerca de 80 euros e neste certame o seu preço rondou os 25 euros. De salientar, ainda, que haverá dois dias com entrada livre, quinta-feira e domingo. Na sexta-feira, pagar-se-á 1 euro, o dia do Tributo aos Queen, e no sábado serão 3 euros, o preço máximo para o dia com o cartaz mais forte, dado tratar-se dos pais do Rock & Roll português, os Xutos & Pontapés. “Quem quiser ver os Ídolos no sábado poderá ir a Mirandela, nessa noite, quem quiser ver o concerto dos Xutos & Pontapés virá a Vila Flor”, sublinhou Artur Pimentel.
Com um orçamento ligeiramente inferior ao do ano transacto, 184 400 euros, a Feira de Produtos e Sabores de Vila Flor está consolidada, de acordo com Fernando Barros, que espera cerca de 15 mil entradas durante os 4 dias de feira.
“Devemos tentar ir mais ao encontro, ainda, dos produtores e comerciantes, por forma, a que eles consigam ganhar mais dinheiro, esse é que é o nosso intuito, bem como levar a região mais longe, as suas potencialidades e os seus produtos”, revelou o coordenador da TerraFlor.