5 de agosto de 2010

"DIVAGAÇÕES DO OLHAR"

Exposição de pintura com acrílicos, óleos e aguarelas de Luís Raposo em Sendim de 1 a 8 de Agosto

Na Casa da Cultura de Sendim, concelho de Miranda do Douro, estará patente ao público, de 1 a 8 de Agosto, a exposição de pintura “Divagações do olhar” de Luís Raposo. Este transmontano, nascido em Fonte de Aldeia, “com uma costela de Sendim”, é um pintor amador que, nos seus tempos livres, “se entretêm a tentar produzir algo de artístico e belo”.
Este pintor, actualmente, a residir em Lisboa, apresenta 27 trabalhos entre óleos sobre tela (3), acrílicos sobre tela (3), linho caseiro (5), papel sobre madeira (2) e aguarelas (14). Nestas últimas, inclui um auto-retrato e o retrato do seu pai numa exposição que o próprio ambiciona que seja eclética.
“Embora o gosto pela pintura me acompanhe desde pequeno, só há 6 ou 7 anos é que comecei a praticar. Em 2005, inscrevi-me no Curso de Pintura da Sociedade Nacional das Belas Artes onde conclui três anos lectivos”, expressa Luís Afonso.
Tendo iniciado o seu percurso artístico nos retratos, um dos seus temas predilectos, o autor pinta abstractos e paisagens, sobretudo, em aguarelas, mas, também, executa algumas cópias de quadros famosos. Em relação à técnica, prefere o óleo, mas, “por razões práticas”, tem trabalhado mais com acrílico. A aguarela é uma arte que pretende aprender a dominar. “Tenho praticado, pois é bela, mas difícil. No entanto, tenho já algumas obras que considero interessantes”, afiança.
A trabalhar profissionalmente na capital, desde o final dos anos 80, no comércio da ourivesaria e joalharia, também, já desenhou algumas jóias. Foi nessa época, que o artista começou a sua formação em estética, na Sociedade Nacional das Belas Artes. Porém, dedicou-se ao curso de Direito na Universidade de Lisboa, que concluiu em 1996, apesar de não exercer advocacia.

FORMAÇÃO EM SEGURANÇA

Testados os conhecimentos e formados os comportamentos dos condutores brigantinos no âmbito da segurança rodoviária

Teve lugar no Bragança Shopping (BS), o mês passado, uma acção de sensibilização denominada “Reduzir a Velocidade nas Estradas Portuguesas”. No espaço comercial, estiveram disponíveis para todos os interessados vários equipamentos de simulação. Designadamente, simulador de embate, de capotamento, de condução sob o efeito de álcool, de tempos de reacção e de força de embate.
Esta iniciativa, que surgiu a convite da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), foi abraçada de imediato pelo BS, e insere-se num RoadShow de norte a sul do país, que visa alertar as pessoas para os perigos de uma condução incauta e, em simultâneo, formar as pessoas no sentido de saberem actuar sob determinadas situações como, por exemplo, no caso de capotamento da viatura.
“Estamos numa altura do ano em que devemos alertar a população que vem fazer as suas férias dos devidos cuidados e precauções que se devem ter na estrada. Quisemos prestar mais essa informação e formação aos nossos clientes até porque tínhamos situações nas quais podíamos fazer a simulação da quase-realidade”, afirmou a directora do BS, Mariema Gonçalves, que acolheu a primeira iniciativa do género.
“É necessário muito cuidado na condução e consciencializar as pessoas dos perigos da estrada, daí a utilidade e importância desta iniciativa”, frisou. Segundo a responsável, a adesão por parte das pessoas foi bastante significativa: “talvez pela novidade e pela variedade dos equipamentos de simulação”.
Recorde-se que a PRP foi fundada pelo Lyon Club de Lisboa (1965) como uma associação sem fins lucrativos, cujo objectivo maior é o de prevenir os acidentes rodoviários e as suas consequências. Ultimamente, tem alargado o seu raio de acção e, para além da educação e sensibilização, dedica-se, agora, à formação nas várias vertentes, quer de professores, quer de jovens e técnicos ligados à construção, sinalização e conservação dos diversos tipos de vias. Em 1966, é reconhecida pelo Governo como instituição de utilidade pública e, hoje, é uma associação de referência a nível nacional.

CALOR MOTOR

O piloto brigantino Bruno Lopes foi a grande surpresa da tarde sagrando-se vencedor na categoria 85cc

“Uma surpresa muito agradável. Deu um grande show e acabou por ser um piloto que demonstrou muita atitude”, foi assim que o presidente do MotoCruzeiro, Francisco Vara, se referiu à vitória de Bruno Lopes, o piloto brigantino vencedor da classe mais disputada, as 85cc.
Com início marcado para as 15 horas do dia 17 de Julho, ainda houve muitos fãs e curiosos a deslocarem-se à Avenida das Forças Armadas para verem as provas de alta velocidade organizadas pelo MotoClube, apesar do calor imenso a submeter o asfalto. “Quase todos os pilotos eram de longe, do Porto, Lisboa, Sintra e até espanhóis, da zona de Oviedo, daí que não podíamos fazer as corridas muito tarde”, justificou o responsável quando questionado sobre o porquê das provas serem tão cedo numa tarde atípicamente quente.
No entanto, foi um autêntico espectáculo das duas rodas, com as categorias 50cc, 85cc e as Clássicas a abrilhantarem a performance competitiva. Por sua vez, as Clássicas dividiram-se em: até 250cc, 500cc e 1000cc e o grande vencedor foi o espanhol Javier Cuervo, de Oviedo.
Com 54 corredores inscritos inicialmente, apenas 50 chegaram às diversas grelhas de partida, 17 nas 50cc, 16 nas 85cc e 14 nas clássicas, dado que alguns problemas mecânicos impediram a participação de alguns pilotos nas corridas.

Bruno Lopes, o grande vencedor, numa das ultrapassagens mais arriscadas e, felizmente, bem sucedidas da tarde

Os únicos percalços dignos de nota neste evento de elevada rotação foram mesmo os três acidentes, que o presidente do Moto Clube desvalorizou. “Não foram acidentes graves e, de resto, correu tudo bem. Um dia espectacular, de muita velocidade, adrenalina e competição”, afirmou Francisco Vara, contabilizando um saldo deveras positivo.
Francisco Vara diz pretender a continuidade deste evento, que segundo ele, “precisa de uma ajudazinha por parte da Câmara, já que envolve muita despesa”. Outra ambição do presidente do MotoCruzeiro passa por trazer a classe das 125cc às corridas e, de preferência, com mais pilotos espanhóis. Quanto à integração desta prova no Campeonato Nacional, o responsável é peremptório em responder: “Nunca poderia fazer parte porque não tem as condições ideais de segurança. Sinto um aperto no coração enquanto as provas decorrem porque um acidente pode ser muito complicado e, portanto, para ser incluída na Federação o espaço teria que ser excelente e proporcionar todas as condições de protecção apropriadas”, conclui.
Também Bruno Lopes concorda quanto à perigosidade do traçado: “É rápido e perigoso, dada a sujidade, ter muita areia e buracos no piso”, referiu o vencedor das 85cc, que deixou de correr, oficialmente, há 5 anos, tendo vencido na categoria de 50cc em 2004.