31 de agosto de 2010

LUCENZO - "VEM DANÇAR K..."


ÊXITO ALÉM & SEM FRONTEIRAS

Nomeado: Lucenzo
Idade: 27 anos
Ofício: músico
Hit single: Vem dançar Kuduro feat. Big Ali
Origem: Paris, França
Descendência: Vilas Boas, Vila Flor
Signo: Gémeos

ENTREVISTA

1 @ Fala-nos das tuas origens de emigrante e da tua relação com o nosso país?

R: Eu nasci em França e os meus pais são portugueses, naturais de Vilas Boas. Uma aldeia transmontana, perto de Mirandela. Desde o dia em que nasci, vim sempre a Portugal todos os meses de Agosto.

2 @ Há quanto tempo estás no mundo da música?

R: Há bastante tempo... Desde os meus 5 ou 6 anos de idade que eu toco piano, mas, a nível de música latina, faz mais ou menos 10 anos que ando nisto.

3 @ Como é que tudo começou?

R: Comecei por lançar um disco em França, que foi mais conhecido pela emigração portuguesa lá em França, mas que não atingiu o sucesso entre os franceses. Apenas, entre a comunidade portuguesa. Agora, foi o tema com o Big Ali, que toda a gente conhece, que me deu o sucesso internacional.

4 @ Passaste de um completo desconhecido para a fama internacional? Como é que vês essa transição?

R: Esperei toda a minha vida por isto, por ser reconhecido. Ainda por cima, foi mais do que eu esperava porque foi a nível internacional. Agora, vou na rua e as pessoas pedem-me autógrafos e para tirar fotografias... Estou mesmo muito contente com tudo o que me tem acontecido. Deus queira que continue.

5 @ O sucesso meteórico alcançado por ti, deve-se, exclusivamente, ao single “Vem dançar Kuduro”. Como é que nasceu este grande êxito com o Big Ali? Foi por mero acaso ou algo pensado e pré-programado?

R: Eu já conhecia o Big Ali, pois, apesar de ele viver em Nova Iorque, está muito amiúde lá em França. Já era um amigo meu, quando, a princípio, lancei o single sozinho. Depois, propus-lhe o tema, ele gostou, fomos para estúdio e foi, assim, que tudo começou.

6 @ O single “Vem dançar Kuduro” saiu logo no princípio do ano. Passados 7 meses, vens, agora, apresentá-lo oficialmente a Portugal. Não achas que é um bocado tarde? Dado que a tua música conquistou os tops nacionais e já anda a passar em todas as rádios e pistas de dança há uns meses largos... Porquê agora?

R: O single foi lançado em Fevereiro e, para ser sincero, não estou muito a par do que se passa aqui. Isso também fez parte de uma estratégia que passou por integrar o single em várias compilações.


7 @ Para quando está previsto o lançamento do teu novo álbum? Será o primeiro?

R: Sim, este vai ser o meu primeiro e sairá em Setembro. Há uns 10 anos atrás, produzi um, mas nunca saiu. Foi só um disco que andou pela internet.

8 @ Descreve-nos um pouco este teu trabalho que demorou 5 anos a desenvolver... Que género de música, quantos temas e se terás algumas participações de artistas convidados...

R: Estamos numa base, por enquanto, de 12 ou 13 temas. Quanto ao género, é sempre música latina, mais tipo reggaeton (estilo musical que varia do reggae jamaicano, influenciado pelo hip hop das zonas de Miami, Los Angeles e Nova Iorque latina). Tem um bocado de tudo, mas é uma mistura de música espanhola e portuguesa, latina. Temos a participação do Big Ali, naquele tema que toda a gente conhece e, também, de Don Omar (vocalista de Porto Rico), um dos criadores do reggaeton. Haverá outras surpresas com artistas internacionais no álbum, mas que, agora, não posso revelar.

9 @ O que é que se seguirá para Lucenzo, depois da chegada do teu álbum ao mercado discográfico?

R: Uma nova digressão. Desta vez, pelas ilhas. Começaremos pelas Ilhas Reunião, depois Madagáscar, entre outras ilhas. Segue-se o Canadá, onde o single “Vem dançar Kuduro” está em número um na maior rádio do país e terminaremos com uma tournée nos Estados Unidos, onde o Don Omar estará connosco.

10 @ Assinaste com a Vidisco Portugal? O que é que representa para ti este contrato?

R: A Vidisco é uma das maiores editoras portuguesas e acho que este contrato vai abrir-me muitas portas... Para mim, é muito importante e, se Deus quiser, vai dar-me o sucesso que eu nunca tive. Mas, estamos, também, em conversações com outras editoras.

11 @ Na primeira quinzena de Agosto, percorreste o país. Esta semana, a 17 de Agosto (hoje), estarás no Pacha de Ofir em Esposende e, no dia 23, encerrarás a tua tournée em Vilamoura com a presença do Big Ali. Esta é a tua tournée de estreia em Portugal?

R: Não! Este é o terceiro ano, mas antes era mais para os emigrantes. Agora, graças a Deus, é para toda a gente.

12 @ Quando é que poderemos contar com uma actuação tua em Bragança?

R: Por enquanto não sei, mas espero que aconteça em breve. Esta é uma região que eu gosto muito e teria todo o prazer em actuar aqui. Estava para acontecer nesta digressão, mas não chegámos a negociações. Talvez numa próxima oportunidade!

BS NA PASSERELLE

Em mais uma produção de moda dedicada aos emigrantes, o Bragança Shopping conseguiu a maior lotação de que há memória

Foi no passado sábado que aconteceu, pelo segundo ano consecutivo, a eleição da Miss Emigrante do Bragança Shopping. Entre 10 candidatas, sagrou-se titular da coroa Lorena Alonso, uma jovem oriunda de Madrid, cuja mãe é de Bragança. As suas damas de honor foram Marine Bandeira e Cláudia Pereira, respectivamente. “É a primeira vez que participo num concurso deste tipo e nunca tinha desfilado. Estou muito feliz e surpreendida por ter ganho. Não tenho palavras!”, referiu a grande vencedora, ainda, emocionada.
A grande novidade desta edição de 2010 foi, precisamente, a eleição de um Mister, título ganho por Michael Fernandes, um cabeleireiro de Coelhoso emigrante em Paris. “Fiquei mesmo fixe! Com o prémio (5oo euros em compras) vou oferecer prendas e mudar um bocadinho o meu guarda-roupa”, revelou o Mister, que vem a Portugal todos os Verões. Em 2º lugar ficou Tiago Gato e em 3º Bruno Fernandes. Os três foram eleitos entre 8 potenciais vencedores.



De destacar que o júri de quatro elementos, composto por Mariema Gonçalves, directora do Bragança Shopping, João Campos, director do Jornal Nordeste, Fátima Fernandes, vereadora da Câmara Municipal de Bragança e uma jornalista da Local Visão, elegeu a Miss e o Mister por unanimidade.
Com uma moldura humana a preencher todos os recantos do terceiro piso, o evento trouxe a Bragança a figura televisiva de Liliana Aguiar. A simpática anfitriã desta edição de 2010 conseguiu domar o palco, apesar de algum nervosismo inicial.
Presente no evento, esteve a Miss Emigrante do Bragança Shopping 2009, Joana Gonçalves, com o intuito de transmitir o seu testemunho e passar a coroa à sua legítima sucessora. “Não houve porta nenhuma que se abrisse directamente devido ao facto de ter sido eleita Miss Emigrante, aquilo que aconteceu foi, a partir desse momento, ter começado a gostar de moda e da passerelle”, explicou. “Gostei de participar, e a vitória deu-me o tal click que me levou a inscrever numa Agência de Modelos, mas continuo à procura de trabalho na minha área, que é o jornalismo”, acrescentou a ex-Miss. Actualmente, em Lisboa, Joana Gonçalves efectuou, no último ano, alguns trabalhos na área da publicidade, “um ou outro” em moda e tem tido algumas participações em novelas.


No final, Mariema Gonçalves mostrou-se bastante satisfeita com o decorrer de todo o desfile. “Tivemos casa cheia, pessoas muito participativas, caras muito bonitas, no geral, correu muito bem e o objectivo foi conseguido, que era mobilizar a comunidade emigrante para o Bragança Shopping”, resumiu a directora do espaço comercial.
Ao longo de todo o evento, que teve uma duração aproximada de 2 horas e meia, para além do desfile que incluiu vários géneros de roupa, desde bikinis a trajes tradicionais transmontanos, registaram-se, ainda, três actuações dos New Dance Connection, um grupo de dança de hip hop brigantino. Numa performance mais secular, o grupo de música tradicional portuguesa Pedra d´ Ara, também, subiu à passerelle para interpretar duas músicas, Pingacho e Saia Velhinha. Constituído por 10 elementos, todos pertencentes ao Coral Brigantino, excepto um professor de música convidado, este grupo utiliza pequenos instrumentos de precursão como ferrinhos, tambores, pandeiretas e um bombo, essencial para a marcação do compasso, e outros instrumentos como a gaita-de-foles, o acordeão e o cavaquinho.



 

UM SÁBADO DE REFERÊNCIA

O Freestyle e o passeio de sábado à noite foram os momentos altos da XX Concentração Motard de Bragança

Na comemoração dos seus 20 anos, a Concentração de Bragança contou com cerca de 5200 entradas e uma novidade, um simulador de cavalos que fez as delícias do público presente.
A sexta-feira ficou aquém das expectativas, apesar do freestyle dos campeões Ronaldo Freitas e Humberto Ribeiro. Mas, o dia de sábado e, sobretudo, a noite, compensou a fraca adesão do primeiro dia. “Porque não assumir que não estamos numa das melhores fases. Mas, em resumo, correu bem. O primeiro dia foi bastante aquém daquilo que, habitualmente, era a sexta-feira. Mas, o sábado, foi um dia excelente e, à noite, a concentração estava repleta”, afirmou o presidente do Moto Cruzeiro.
"As pessoas que passaram por lá puderam constatar isso mesmo. Provavelmente, uma das boas noites desde que mudámos lá para cima. Se na 6ª não esteve tão bem quanto isso, sábado acabou por compensar e compor toda a dinâmica do fim-de-semana”, acrescentou.
Quanto ao número de participantes, o responsável revela: “tivemos muitos inscritos, mas também muita gente que se inscreveu só com a entrada, cerca de 5200 pessoas nos dois dia. O passeio é o momento em que nós fazemos uma análise do número de motas que estão na cidade e o passeio foi excelente. Mais uma vez a cidade veio para a rua, apoia, acompanha, bate palmas e a adesão foi espectacular”. Passeio que teve de ser atrasado uma hora, devido ao jogo de futebol FCP – Benfica.


De acordo com Francisco Vara, a única alteração a fazer seria mesmo ao nível do cartaz das bandas, já que, a localização do campismo está fora de questão. “A concentração não é no Sobre-Águas! Isso é uma loucura! Esta é uma concentração da cidade e a mim não me interessa metê-la numa estrutura fora da cidade porque não a há. Isso, também, implicava que muitas famílias que vão à concentração a pé deixassem de ir”, defendeu, reconhecendo que o espaço do campismo não é o ideal. “Esse é um ponto negativo, mas em contra-partida temos outras condições, como os balneários”, sublinhou o responsável.
Relativamente ao cartaz, o presidente do Moto Cruzeiro disse necessitar de mais apoios para trazer bandas de renome. “Eu não tenho condições para isso! Se houvesse apoios, patrocínios, era o que eu faria. Agora, assim, não posso arriscar, pois se eu não conseguir gerir as contas, as dívidas caiem em cima é de mim. Esse é a única alteração que eu faria e que poderei fazer em termos futuros”, adiantou Francisco Vara.




TESTEMUNHOS

Carlos Papa, Moto Clube de Almodôvar

“Estou a gostar do ambiente, de tudo o que se vive aqui. Isto é bastante à base de freestyle e é muito diferente das concentrações do sul do país. A música lá para baixo é mais rock pesado e aqui é mais de baile. A parte do campismo, também, podia estar melhor! A nível de camaradagem impecável”


Pedro Dures, Moto Clube de Almodôvar

“Acho que está porreiro, engraçado. Tem um parâmetro diferente daquele a que por norma estamos habituados e é o conceito de uma concentração motard. É diferente, mas é divertido, vê-se muita gente, bebe-se uns copos, convive-se com a malta, que é que se precisa mais?”


Hugo Lobão, Vinhais

“Há uns anos que venho a esta concentração, mas a verdade é que isto está cada vez mais fraco. É pena dizer isto porque até podia ser uma boa concentração, como era no princípio”

Patrice Ferrie, Clairmont Ferrant, França

“É um bom espectáculo, mas não é uma grande concentração. Não há muitos motards que venham de longe. O acolhimento, no entanto, é muito bom. Devem estar 50 motards que vieram de longe. Vou fazer mais 3 ou 4 concentrações e regresso a França”


José Paulinho, Moto Clube de Braga

“Já são 11, 12 anos a vir cá. Todos seguidos. A concentração está como todos os outros anos. Fantástica! Aqui é sempre bom de vir! E farei questão de vir nos próximos 20 anos. É o que eu desejo: as maiores felicidades ao Moto Cruzeiro!”