22 de setembro de 2010

FORMAR PROFESSORES

IV Mostra de Ciência, Ensino, Tecnologia e Inovação trará a Bragança, pela primeira vez, trabalhos de todo o país

O Centro de Ciência Viva de Bragança (CCVB) divulgou, na passada terça-feira, o programa de actividades para o ano lectivo de 2010/2011. A grande novidade prende-se com a formação de professores. “Há esse investimento em tentar que os professores, aqueles que, efectivamente, trabalham com a ciência e com os alunos, possam eles próprios, também, usufruir deste equipamento que, directamente, ligado à ciência os vai ajudar na sua actividade diária e ao nível da formação”, adiantou o presidente da direcção do CCVB, Hernâni Dias.
Sob o lema “Ciência para todos”, o plano de actividades visa conquistar, prioritariamente, o público das escolas, mas também o público em geral. Assim, muitas iniciativas do ano transacto mantêm-se e outras serão acrescidas como os concursos escolares, a Mostra de Ciência, as actividades para as escolas e as Noites no Ciência Viva. Quanto à Mostra, esta 4ª edição trará a Bragança, pela primeira vez, trabalhos desenvolvidos noutras cidades e expostos nos CCV de todo o país.
Relativamente à participação das escolas nas iniciativas desenvolvidas pelo CCVB, o responsável garantiu: “Temos tido uma boa adesão por parte das escolas e isso deve-se, evidentemente, ao trabalho dos professores. Mas nós temos, também, uma boa quota parte de responsabilidade, uma vez que os nossos professores fazem esse mesmo trabalho, vão junto das escolas e cativam os alunos para que eles possam vir aqui”.
No final, Hernâni Dias avançou com um projecto já elaborado que irá ampliar a área disponível na Casa da Seda. “O projecto, já em fase de adjudicação, consiste no alargamento do auditório para que haja mais espaço e, em cima, para que os colaboradores possam estar numa situação bastante mais confortável e com outras condições de trabalho”, revelou.



 

18 de setembro de 2010

SOPHIA LOREN

LA DIVA BELLISSIMA

FACTOS

Nomeada: Sofia Villani Scicolone
Nome artístico: Sophia Loren
Origem: Itália
Data de nascimento: 20 de Setembro de 1934
Ofício: Actriz (Mais de 90 filmes, 48 prémios, 21 nomeações )
Local: Hotel AquaPura (Douro)
Ocasião: Douro Film Harvest


ENTREVISTA

1 @ Esta é a sua primeira vez em Portugal. Quais são as suas impressões acerca do nosso país?

R: Estou muito feliz por estar aqui. Portugal é um país que eu sempre quis conhecer, sobretudo, as suas gentes. Estou surpreendida com estas paisagens maravilhosas (do Douro). Cheguei a uma altura da vida em que tenho pouco tempo... Por causa da família, do trabalho, mas consegui estar aqui hoje.

2 @ A Sophia sempre soube manter a privacidade da sua família. Ao contrário de outras divas, actualmente, que vêm com as suas histórias e os seus escândalos para os media. Como é que vê essas diferenças de atitude?

R: Eu não posso falar pelos outros, mas, na minha vida, sempre tive na família a coisa mais importante que há. Claro que, hoje, aquilo que se vê muitas vezes é que a família é posta de lado pela carreira, pela fama... Eu sempre coloquei a família em primeiro lugar. E só depois, o que é que eu vou fazer amanhã? Depois de casada, a família aumentou e, agora, já sou avó.

3 @ Como é que lida com o seu papel de avó?

R: Sempre lidei bem com os papéis que a vida me dá. Uma mulher tem é de casar com alguém que ame verdadeiramente e ter filhos que adore. Para conseguir um abraço do meu neto, Vitorio, tenho sempre que lhe oferecer um chocolate.

4 @ Conhece o realizador Manoel de Oliveira?

R: Sim, claro! Tenho grande estima por Ele.

Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego. "Uma obra de arte", dizem...


5 @ Como é que vê a possibilidade de rodar aqui um filme? Entre estas paisagens do Douro, as vinhas, o rio...

R: O difícil é encontrar boas histórias. Quem sabe? Talvez, um dia, Manoel de Oliveira consiga encontrar uma boa história para eu vir filmar aqui no Douro.

6 @ De todas as personagens que já interpretou, pela qual gostaria de ser recordada?

R: Eu tive o privilégio de fazer tantas histórias belas que não há uma que eu destaque... Tenho, pelo menos, dez filmes pelos quais gostava de ser recordada. Também tive a sorte de ter sempre pessoas e grandes profissionais que me ajudaram imenso. Mas se tivesse de escolher, “Duas Mulheres” (1962, Vittorio De Sica, que lhe valeu um Óscar inédito em Hollywood, por ser o primeiro conquistado por uma actriz de língua não inglesa); “Matrimónio à Italiana” (1964, De Sicca) e “Um Dia Inesquecível” (1977, Ettore Scola).


7 @ O que é que recorda do Marcello Mastroianni? Já que contracenou com ele 14 vezes no ecrã...

R: Marcello foi um grande amigo. Foi uma amizade que começou, desde logo, com o primeiro filme. E o público reconheceu, imediatamente, que este casal cinematográfico funcionava. Daí termos feito 14 filmes em 20 anos. Tenho muita pena que ele já não esteja entre nós.

8 @ É considerada como sendo uma das mais belas mulheres do mundo. Qual é a importância da beleza na sua vida?

R: A beleza, não faz mal! Mas, mais importante é ter algo cá dentro... Ser bela, só por fora, não adianta. Há que ter substância... Quando se faz um filme, é preciso dar tudo por tudo para agradar ao nosso público. Isso sim, é o mais importante.

9 @ Desdobrou-se ao longo da sua carreira entre a América e o seu país de origem, Itália. Onde é que prefere trabalhar?

R: Prefiro trabalhar no meu país do que na América, mesmo sendo reconhecida em Hollywood. É sempre mais difícil para uma actriz trabalhar no estrangeiro, estar longe de casa, da família e dos amigos. Os meus melhores trabalhos, fi-los sempre em Itália. E sempre preferi trabalhar no meu país. Também, por isso, os meus melhores filmes foram feitos em Itália, perto das minhas raízes.

Sophia Loren no auge de uma carreira de sucesso que está longe de terminar

10 @ Sente ter passado ao largo de algo devido ao sucesso mediático por si alcançado, desde tão jovem idade?

R: Não se pode ter tudo na vida! E nem sempre é fácil. Umas vezes, está-se por cima, outras não... Eu fico contente por tudo aquilo que a vida me deu e dá, mesmo quando isso era pouco... Aprendi a respeitar o pouco que tive.... A saber apreciá-lo...

11 @ Depreenderei, então, pelas suas palavra, que não se arrepende de nada?

R: Não! Isso seria um pecado mortal...

12 @ O que lhe reservará o futuro?

R: O cinema é a minha vida. Mas quem sabe? Como eu digo sempre, enfrentar todos os aspectos da minha vida de uma forma positiva...



 


 






Sophia Loren! Uma Senhora, uma inspiração de Mulher...


 

REAL TODO-O-TERRENO

Equipas brigantinas bem posicionadas na mais internacional de todas as competições de trial extremo

A região de Murça foi o palco agreste da oitava edição consecutiva da mítica prova Rainforest Challenge de 3 a 12 de Setembro. Com um prémio de 6 mil euros, nas três primeiras posições ficaram as equipas Cayro, Ttm e Ekolan, respectivamente. De salientar, a forte presença de duas equipas brigantinas, que, apesar dos escassos apoios económicos, não desiludiram ninguém. Em 5º lugar, ficou a dupla Tiago Azevedo e Bruno Cameirão, e, em 11º, Adolfo Rodrigues e Bruno Fernandes. No total, participaram 30 equipas, 10 nacionais e 20 estrangeiras.
A novidade maior consistiu na introdução de uma espécie de “aquecimento” com a realização de um prólogo em Vimioso. Embora, em Murça, esta tenha mantido os mesmos dias de competição, se acrescentarmos o prólogo (3 dias), contabilizam-se nove dias de pura emoção para os amantes do todo-o-terreno. O prolongamento da prova traduziu-se, obrigatoriamente, num acréscimo elevado, não só da competitividade, como também da exigência física e mecânica da prova para níveis nunca antes experimentados em Portugal.



A prova mais dura, as mais belas paisagens, a mais internacional de todas as competições de 4X4 terminou em Murça

Organizada pela Sin Limite Off Road Rainforest Espain, a competição murcense de resistência e aventura em viaturas todo-o-terreno contou, como, de resto, é habitual, com a presença de importantes equipas oriundas de vários países, entre os quais, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Alemanha, Polónia e Malta.
Esta prova de jipes todo-o-terreno, considerada a mais importante de Trial Extremo da Europa, graças à beleza da paisagem, espectacularidade e dureza dos terrenos, tem crescido ano após ano. Com origem na Malásia e consagrado internacionalmente, o Rainforest Murça 2010 comemorou, este ano, o seu 12º aniversário na Península Ibérica.




TESTEMUNHOS

Fernando Aceitón, Madrid, Espanha

“Este é o meu 7º Rainforest. Há pouco companheirismo, mas muito “gatilho”. Muito acelerador e pouca técnica. As zonas são muito bonitas!”

Hélder Rocha, Penafiel, Portugal

“Participo desde 2006. A prova deste ano está cinco estrelas! Dura! E as especiais estão muito bem pensadas. Algumas equipas não sabem o que é o espírito do Rainforest. Vêm cá só pelo prémio.”

Morgan Bozon, Lyon, França

“Esta é a minha primeira vez e, se puder, continuarei a vir sempre! Os percursos são lindos e muito bons! São difíceis, mas não muito...”

Bruno Fernandes, Bragança, Portugal

“Esta é a primeira que participo e a prova está a ser muito dura. Não para os jipes, mas mais para os concorrentes, sobretudo, para os co-pilotos. Aqui não interessa ganhar, mas chegar ao fim. Só isso, já é uma vitória!”


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