26 de setembro de 2010

VIZINHOS EM ALTA VELOCIDADE

 
TGV à porta de casa é um dado adquirido na Puebla de Sanabria. Será em 2014 e obras estão já adjudicadas

Os sanabreses têm, de facto, motivos para sorrir. Depois de alguns cortes milionários no plano de investimentos do “Ministerio de Fomento en Castilla y León”, o seu delegado do Governo, Miguel Alejo, garantiu não existirem dúvidas quanto ao seguimento da futura estação do AVE projectada para a Sanabria. Uma infra-estrutura que fará de elo de ligação entre a Galiza e que tem já local escolhido. Será em Otero, um pequeno povo situado a 4 quilómetros da Sanabria, num espaço onde funciona, actualmente, uma quinta de criação de ovelhas. Contudo, e apesar de adjudicada, as obras atrasaram-se e o AVE não chegará à Sanabria antes de 2014. No entanto, em apenas dois anos, o AVE conectará a cidade de Zamora a Madrid.
“O projecto da Estação do AVE na Puebla está a correr muito bem. Não formou parte das restrições impostas pela crise e trabalhámos muito na sombra com o Governo de Espanha e graças à sua receptividade, mantêm-se as obras do AVE”, afirmou o Alcalde da Puebla de Sanabria José Blanco
Questionado sobre o andamento das obras Galiza – Zamora, o responsável declara que, até ao limite de Orense, já está tudo adjudicado. “Em 2014, contamos já ter tudo pronto, inclusive a estação do AVE na Puebla”, anunciou José Blanco.

Quinta de ovelhas, em Otero, dará lugar à Estação do AVE da Puebla de Sanabria

Na opinião do Alcalde, falta uma auto-estrada que ligue León a Bragança para que com o AVE, e o aeródromo de Bragança, “se faça um núcleo de inter-comunicações importante”. “Se formos capazes de concretizar estas comunicações, daremos um grande passo em frente. Mesmo com a Europa. Aquilo a que nós chamamos uma rede trans-europeia”, afiançou.
“Para além do desenvolvimento local, vai-nos conectar com todo o norte de Portugal, com o aeródromo de Bragança e só nos falta, mesmo, a estrada que está mal e temos que continuar a lutar para que nos façam uma nova. Uma vez que o AVE esteja funcionando, necessitamos de uma nova estrada, pois de Bragança ao AVE e a Madrid seria hora e meia. E Barcelona 6 horas. Isso supõe um avanço nas comunicações importante”, defende José Blanco.
De primordial importância, nas palavras do Alcalde, seria a ligação rodoviária Puebla – Bragança. “A ver se cobrimos, primeiro, o troço entre a Sanabria e Bragança, que é o que mais impulso necessita”, reafirma.


Espanha reforça liderança ibérica na aposta contínua em trazer as vias-férreas para o séc. XXI

Em Portugal, a REFER encerra troços ferroviários, elimina ligações, retira comboios de madrugada, no caso, de Bragança, preferindo votar populações inteiras ao abandono. O Nordeste Transmontano foi dos distritos seriamente afectados pelos cortes orçamentais da REFER.
Precisamente o contrário, acontece no país de “nuestros hermanos”. Apesar da certeza do AVE (TGV), a empresa espanhola Renfe decidiu modernizar os comboios que ligam a Puebla de Sanabria a Valladolid. O modelo anterior atingia uma velocidade de 120 quilómetros/hora, enquanto que, actualmente, os comboios alcançam os 160 Km/h. Este incremento na velocidade reflecte-se numa redução de 12 ou 14 minutos, consoante o sentido da viagem. A substituição dos chamados “Regionais” não se traduz, apenas, no tempo. Mas, também, ao nível do conforto, fiabilidade e num aumento dos lugares, passando de 56 a 123 disponíveis. Houve, ainda, a preocupação por parte da Renfe em adaptar o transporte para pessoas com mobilidade reduzida.


ANDREIA TELES



TOP MODEL: BELEZA & SABER

FACTOS

Nomeada: Andreia Teles
Ocupação: Estudante e terapeuta ayurvédica; manequim
Nascimento: 18-01-1982
Origem: V.N. de Gaia
Signo: Capricórnio
Nacionalidade: Portuguesa
Estado Civil: Solteira
Idiomas: Inglês e francês
Desportos: Yoga
Hobbies: Ler, yoga, caminhadas em serras
Cor de Olhos: verdes
Cor do Cabelo: loiro
Altura: 1,78
Peso: 56kg


MEDIDAS

Confecção: M
Camisa: M
Busto: 85
Anca: 90
Cintura: 65
Sapatos: 40


PREFERÊNCIAS

Livro: Um dos muitos preferidos “Um curso em milagres”
Filme: A vida é bela; Era uma vez na América…
Actor: Kevin spacey; Robert de Niro
Actriz: Kate Winslet
Música: Adoro todos os géneros. Gosto muito da “clair de lune” pk é intemporal
Estilista: Nuno Baltazar; Jonh Galliano, entre outros.
Modelo masculino: Rodrigo Santoro
Modelo feminino: Gisele bundchen
Pintor: Miguel Ângelo
Cor: Arco-íris
Marca veículo: Alfa-Romeo; Jaguar
Maior defeito: Teimosa
Maior virtude: Amiga
Comida predilecta: Caril (toda a comida indiana)
Uma citação: “Para alguém ganhar, ninguém tem que perder”
Rádio preferida: Os meus CDs


ENTREVISTA

1 @ Para além de modelo e de teres sido apresentadora do programa na TVI “Sempre a somar”, integras ou participas em mais algum projecto?

R: O programa foi uma excelente experiência, aprendi muito com ela Mas é passado! Neste momento, estou envolvida num projecto pessoal, que está a dar os primeiros passos. Trata-se de trazer os castings de anúncios de TV para o norte do país, já que, actualmente, só existem em Lisboa! E, também, dou aulas de passerelle para algumas escolas de manequins!
2 @ É essa a tua maior prioridade? A curto prazo…

R: Sim! A empresa de casting no Norte, colocando, dessa forma, mais pessoas a fazer anúncios.

3 @ Já entraste em muitos lares de famílias portuguesas através da pequena caixa mágica que é a televisão. O que é achas da representação?

R: Tive recentemente uma participação especial na série da TVI “Ele é ela” e foi engraçado. A área da representação atrai-me bastante. E há alguns anos atrás fiz uma figuração especial para o filme português “Alta-fidelidade”. Tenho muito respeito por quem sabe, de facto, representar e, sobretudo, por quem mantém vivo o teatro. A interpretação em TV é diferente, não que seja melhor ou pior, mas a alma que se emprega não é a mesma.

4 @ Gostarias de realizar em televisão um projecto mais aliciante ou interpretar um papel mais complexo? E se tivesses de escolher entre a representação e a moda, qual seria a tua opção?

R: Adoraria interpretar e construir uma personagem cómica. Agora, se tivesse de escolher, seria a representação. Na moda, já evolui e saboreei de tudo…

5 @ Em Portugal ou no estrangeiro, qual o desfile mais importante em que já participaste? Em que países ou cidades e para que marcas?

R: Em Portugal, Moda Lisboa e Portugal Fashion! Honestamente, não sou capaz de precisar para que marcas já trabalhei, foram tantas… Mas, sempre que fui para fora, ou foi com clientes portugueses ou com clientes estrangeiros que vieram escolher manequins portuguesas. Madrid, Marrocos e Ibiza foram alguns desses locais.

6 @ Quem gostarias genuinamente de conhecer? Ao ponto de ser um privilégio para Ti.

R: Dalai Lama! Palavras para quê? Aprenderia muito com ele, sem dúvida. E, se ainda fosse viva, Pina Baucsh. Gostaria de alguns conselhos dela enquanto mulher emancipada e lutadora.

7 @ O que é que te tira o sono à noite?

R: Ou uma grande alegria ou uma grande decepção.

8 @ Que música é que fazes questão que te acompanhe, seja em casa ou no carro? E à noite, para sair?

R: Em casa e no carro, desde clássica, a reggae, rock, fado, bossa nova e por aí fora… Na noite, gosto de música electrónica.

9 @ O que é que consideras ser inaceitável num ser humano?

R: Ingratidão, cobardia e injustiça. Egocentrismo, na verdade.


10 @ Se pudesses realizar uma viagem de sonho, que destino desconhecido escolherias?

R: Birmânia, Gorongoza em Moçambique, interior da Índia e Tibete. Pelo seu lado ainda muito ligado a mãe Terra e por serem culturas tão diferentes, tão distintas da nossa.

11 @ Num documentário sobre a vida selvagem, que animal interpretarias?

R: Os elefantes porque vivem em família e para a família; e é admirável ser-se tão forte e nunca recorrer à violência, a não ser quando atacados. É lamentável sermos os responsáveis pelo que se passa com os animais que estão a desaparecer da face da terra e somos tão poucos a ter essa consciência.

12 @ Se o Planeta Terra se extinguisse em 24 horas, o que é que farias em tão pouco tempo?

R: Faria o que faço todos os dias. Eu sei que o meu tempo é precioso, sempre.

13 @ Pede três desejos ao génio da lâmpada, que ele concede…

R: Primeiro, que um equilíbrio natural se desse no planeta terra, fosse na fome, na mentalidade humana, nos rios que secaram, nos icebergs que desapareceram, um ecossistema perfeito. Segundo, abundância material e espiritual para todos. Terceiro e último, que a ganância fosse um sentimento apagado dos corações dos homens, que ninguém soubesse sequer que sentimento era esse.


GOSTO: Dos amigos, de rir com os amigos, da praia, do sol, de namorar, da família, das gargalhadas das crianças, das marchas populares, dos manjericos, ver a minha cadela a correr feita doida na praia, do calor do fogo, do barulho da madeira a estalar na lareira, de sushi, do magusto, de cozinhar, de beber um bom vinho, de preferência, bem acompanhada, de ler um livro, de ver um bom filme, de um abraço sentido, de massagens e viajar!

NÃO GOSTO: De injustiças e violência…. E todas as formas de falta de amor, sejam contra humanos, animais ou o Planeta.

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Empresário bragançano aponta a concorrência entre empresas marroquinas de transporte e as rivalidades derivadas da disputa de clientes como as causas mais prováveis do acidente que vitimou nove portugueses

“Parece que o condutor já estava a prever que algo fosse acontecer, pois ia a rezar na viagem. Pelo que se constou, aquilo pode ter sido provocado pela concorrência, por o dono ganhar mais passeios que outras empresas de transporte”, conta Marco Gonçalves. Este brigantino, numa excursão de quatro dias com um amigo, também ele de Bragança, embarcou no Paquete Funchal, em Lisboa, num cruzeiro que zarpou rumo a Gibraltar, Málaga e Ceuta. Na altura, falou-se em óleo, chuva, nevoeiro e excesso de velocidade como causas prováveis do acidente em Marrocos que vitimou nove portugueses, entre os quais, um adolescente, e fez mais de 20 feridos graves. Mas, Marco relembra o soturno episódio e lança novos dados sobre os eventos recentes, que poderão ajudar na depuração dos motivos por detrás do trágico acidente.
“Dois minutos após o autocarro cair, apareceram, logo, vinte e tal marroquinos que assaltaram os mortos e os feridos. Dinheiro, documentos, máquinas de filmar, fotográficas, telemóveis... Levaram tudo!”, assegura o jovem empresário. “Uma senhora disse-me que pareciam formigas a entrar no autocarro. Pensaram que os marroquinos estariam ali para os ajudar, mas o que eles fizeram foi agarrar em tudo aquilo que puderam e fugir”, recorda Marco, o relato de uma testemunha envolvida no acidente. “Parece que estavam avisados e preparados, que tinha sido tudo combinado, que sabiam onde e quando o autocarro iria cair, não estariam era a contar que o acidente causasse mortos… Mas, não deixaram de os roubar. É complicado!”, suspira.
O autocarro, de matrícula espanhola, transportava 44 portugueses, todos turistas do paquete Funchal, um guia marroquino e era conduzido pelo dono da empresa de transportes, que, segundo vários locais, tinha "muita experiência".
“Durante o percurso, o motorista teve várias discussões com condutores de outras viaturas e houve, até, um autocarro que não fazia parte do grupo e que chegou a tentar empurrar o autocarro dos portugueses para fora da estrada”, afiança Marco Gonçalves.
“As várias versões que eu ouvi, levam-me a crer que toda a situação pode ter sido um atentado bem conseguido. Um autocarro que se despista numa auto-estrada com centenas de metros de descampado e encontra óleo, precisamente, naquele local, onde existe uma ravina, é, no mínimo, estranho”, acrescenta.

“Chegaram a cobrir pessoas que, apesar de feridas, ainda estavam vivas. Apenas, tinham desmaiado!”

Os passageiros do Paquete Funchal iam conhecer a Riviera marroquina quando um dos cinco autocarros, o primeiro, aquele que seguia na frente, se despistou. A emergência médica não funcionou e duras críticas foram tecidas à assistência prestada por Marrocos. Não havia ambulâncias e as pessoas, incluindo os feridos, foram transportadas de volta para o paquete nos autocarros. Aliás, quem prestou os primeiros socorros às vítimas foram os ocupantes do segundo autocarro, que seguia atrás do acidentado. Entretanto, os ocupantes do segundo ficaram no local do sinistro para o seu autocarro poder trazer os feridos do acidente.
“No regresso, ao paquete, do segundo autocarro, os feridos foram assaltados pelos próprios polícias na fronteira. Chegaram a roubar passaportes e, inclusive, crianças. Mas os turistas dos cinco autocarros já tinham ficado sem os passaportes quando iam para lá”, garante o afortunado jovem, que não acordou a tempo de concretizar a excursão. “Nós adormecemos e fomos até Ceuta tomar o pequeno-almoço, mas a pé. Daí não termos ido a esse passeio”, afirma.
Nas palavras de Marco, houve pessoas que ficaram sem quaisquer cuidados médicos durante quase duas horas, feridas e bastante mal tratadas. “Teve que vir um táxi ao paquete buscar documentação para as pessoas poderem regressar a Ceuta, quase 60 bilhetes de identidade, pois os passaportes haviam sido roubados”, sustenta.
Revoltado com toda a situação, sobretudo, com a atitude “desumana” demonstrada pelos nativos em questão, desabafa: “Eu não quero falar mal dos marroquinos, mas eles são gente à parte. No regresso, estavam pessoas a precisar de assistência e eles só queriam ver a documentação para os deixar passar. Havia muitas a sangrar, a gritar, e eles só queriam ver a documentação. Não foram humanos!”