17 de outubro de 2010

ESTÁDIO DE VINHAIS "ESTÁ PAGO!"

Em dois anos, Estádio Municipal de Vinhais é inaugurado e Laurentino Dias promete ajudar na construção do Gimnodesportivo

O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, foi o convidado de honra para a inauguração com pompa e circunstância do Estado Municipal do Vinhais no sábado transacto. O investimento, a rondar 1 milhão e 300 mil euros, dotou a infraestrutura pré-existente de um relvado sintético, bancadas, balneários e iluminação artificial. O presidente da Câmara Municipal, Américo Pereira, bem como o secretário de estado, fizeram questão de sublinhar que o Estádio “está pago”. Aproveitando a presença de Laurentino Dias, o autarca não deixou passar a oportunidade incólume e remeteu ao Governo um pedido para a construção de um Gimnodesportivo, dado os Invernos rigorosos que assolam a região e limitam a prática desportiva.
“Sabemos que existem problemas complicados para resolver, mas isso não significa que o país tenha de parar. É elementar que uma localidade que é sede de concelho tenha um pavilhão para que as suas crianças possam fazer desporto. É um compromisso sério para criar uma infraestrutura que é imprescindível para a saúde e formação da juventude de Vinhais”, respondeu o governante, aceitando o desafio e comprometendo-se a trabalhar em uníssono com a autarquia no sentido de concretizar a obra, se possível, num período inferior a dois anos.
Américo Pereira fez questão ainda de salientar que o novo estádio não servirá apenas o interesse de uns e de outros, mas antes o interesse de todos. Ou seja, será um espaço para todas as equipas do concelho de Vinhais e para todos os que gostem de praticar desporto, desde as equipas em formação, as escolinhas, até às camadas jovens, seniores e veteranos. “Finalmente todos aqueles que gostam de praticar desporto, desde os mais novos aos mais velhos, têm agora condições excelentes para o fazer. Era uma infraestrutura que nos fazia falta, que todos nós queríamos muito”, rematou o autarca vinhaense.


Um dia após a vitória da Selecção Nacional frente à Dinamarca por 3 – 1 no Estádio do Dragão, Laurentino Dias preferiu não comentar a liderança de Paulo Bento, mas, antes, deixar uma nota de satisfação e confiança no futuro de Portugal rumo à qualificação para o Euro – 2012. “Gostei, foi um jogo bonito e ainda bem que ganhou já que parte para o jogo de terça com confiança redobrada. Se o Paulo Bento é o seleccionador ideal? Tenho a minha opinião, mas quando aceitamos exercer as funções que eu exerço também aceitamos certas limitações e uma dessas limitações é a de responder a essa pergunta”, afirmou Laurentino Dias, jogando à defesa.
Quem jogou ao ataque, depois do descerramento da placa inaugural e dos discursos, foram os entusiasmantes benjamins, os veteranos e um jogo final entre os seniores do F.C. Vinhais e do A.D.C. Rebordelo, num empate a zero. Uns breves minutos de futebol, que serviram para abrir o apetite à meia bancada presente para o lanche convívio, seguido de uma visita às instalações. A iniciar o programa, por volta das 17:30, esteve a Banda Filarmónica de Vinhais com cerca de 25 elementos a marcar o compasso de uma tarde radiante.




16 de outubro de 2010

SARDOEIRA PINTO

"O FC PORTO É O MAIOR DO MUNDO!"

FACTOS

Nomeado: Sardoeira Pinto
Idade: 77 anos
Clube: Futebol Clube do Porto
Ofícios: Advogado, Presidente da Assembleia-Geral do F.C. Porto (desde 82) e escritor
Livro: Apitos Finais, Dourados... E algo mais!

ENTREVISTA

1 @ Explique-nos, em traços gerais, o conteúdo do último livro escrito por si: “Apitos Finais, Dourados... E algo mais!”.

R:É um livro que não é contra ninguém, mas é contra as injustiças! A certa altura, é do conhecimento do público em geral, houve uma onde de insanidade, digamos assim, através da qual se pretendeu atingir o bom nome do FCP e, em particular, do meu presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa. Eu segui tudo isso com muita atenção, até pelas funções que eu exerço dentro do clube, e entendi que devia tomar uma posição.

2 @ Quais foram os três grandes motivos que estiveram na origem do seu livro?

R: Primeira, porque sou o sócio número 15 do FCP, vai fazer quase 75 anos; segundo, porque presido ao universo azul e branco vai para os 30 anos; e, terceiro, porque a gente do Porto, eu sou do Porto, pode tolerar más criações, pode tolerar atentados de várias ordens, não tolera é, de maneira nenhuma, injustiças e o que se queria fazer era uma injustiça.

3 @ Acha, então, que o livro foi o meio ideal para atingir o fim perfeito?

R: Claro! Felizmente, a verdade foi reposta e tudo voltou ao sítio. As más línguas calaram-se... Ninguém ganhou. Ganhou, se calhar, a civilidade do povo português que é uma coisa perfeitamente sem preço e que vai melhorando de ano para ano, no sentido da evolução que todos vamos sofrendo. Eu tinha a certeza que o livro ia ser confirmado pelas sentenças judiciais e pensei que, pessoalmente, ia ter um gozo inefável se isso acontecesse. Tive o gozo, continuo a tê-lo e estou muito satisfeito.

4 @ Este foi um processo que se arrastou no tempo. Culpabiliza a justiça portuguesa?

R: Com todos os males que a nossa justiça tem, e eu estou à vontade para dizer isto porque sou advogado há 50 anos, acabou por dar razão a quem tinha que a ter. Ninguém conhece dos grandes nomes que foram acusados um que tivesse sido condenado. Foram todos absolvidos! Mais uma razão para que uma voz, que por acaso foi a minha, que é débil, mas vai falando, se levantasse em defesa da verdade condenando aquilo que queriam que fosse uma injustiça e, sobretudo, afastando uma falsidade.

5 @ Acha, portanto, que o livro trata da reposição da verdade?

R: Sim! Porque repare, confronte as tendências uma por uma com o que diz o livro e chegará à conclusão de que, quem tem razão e o que é verdade é o que está no livro. Confirmado pelos juízes, através dos acórdãos e como sabe subiu até ao Supremo. Não é verdade aquilo que se dizia em pasquins, em alforjas de Lisboa, aquilo que se contava e dizia e fazia para desprestigiar o Futebol Clube do Porto e os seus dirigentes.

6 @ O livro foi lançado em Maio no Salão Nobre do Clube Fenianos Portuenses (junto à Câmara Municipal). Em Agosto, apresentou-o em Alfândega da Fé e em meados de Setembro na capital. Considera que o livro tenha sido um êxito?

R: Posso-lhe dizer que, felizmente, tem sido um êxito. Sei de clientes meus, do escritório, que me procuram a querer saber onde se vende o livro porque querem compra-lo e leva-lo para eu o autografar e já não o há na FNAC e em muitas livrarias. Está aí o meu editor que penso que vai fazer outra edição.

7 @ São 39 anos no dirigismo em Portugal e 28 no FCP. Pretende...

R: Correcção! São 73 anos de FCP... Desde que nasci ou quase... Agora, no dirigismo no FCP, aí sim, são 28 anos. E como dirigente, foram muitos mais. Fui presidente da Associação de Futebol do Porto, fui presidente da Assembleia-Geral da Associação de Futebol do Porto, fui presidente de várias comissões ligadas ao desporto.


8 @ Pretende permanecer ligado ao FCP durante muitos mais anos?

R: Enquanto for vivo! Aliás, também lhe quero dizer uma coisa que é importante... Sou dos poucos sócio remidos que o FCP tem. Era uma situação em que o indivíduo pagava as quotas todas de uma vez e era sócio toda a vida. O meu pai, felizmente, podia nessa altura e quando me meteu sócio pagou as quotas todas. Eu nunca paguei uma quota ao FCP. Estão pagas desde os meus seis anos de idade.

9 @ Qual é a maior recordação que tem enquanto dirigente do FC Porto?

R: A maior de todas foi ter sido eleito pela minha massa associativa em 1994, por unanimidade, Presidente Honorário do FC Porto. Tive a suprema honra de ver os meus consócios todos de pé durante mais de 5 minutos aplaudindo-me quando, por aclamação, quiseram que eu fosse, e sou, o 8º Presidente Honorário do FC Porto.

10 @ Apesar de, em 1991, ter sido nomeado Dragão de Ouro e Dirigente do Ano, esse foi o momento mais alto da sua carreira no dirigismo?

R: Foi o momento mais alto de todos porque foi a minha consagração como dirigente desportivo e como portista.

11 @ E que troféu lhe deu mais prazer conquistar?

R: Todos! Mas há um especial... A segunda Taça dos Campeões Mundiais por Clubes em Yokohama, onde eu tive a honra, com estas mãos que, um dia, a terra há-de comer, levantar alto e mostrar bem a toda gente que a Taça era do FC Porto.

12 @ Na sua opinião, qual foi o melhor treinador e o melhor jogador, até hoje, a vestirem a camisola do FC Porto?

R: Quem serve o FC Porto tem de ser bom por natureza. Quem veste a camisola do FC Porto, tem de ser óptimo por natureza.

13 @ Como é que descreveria o seu sentimento relativamente a Pinto da Costa?

R: Não lhe posso falar num amigo de 50 anos, que respeito extraordinariamente, que me respeita a mim extraordinariamente. E que, dia a dia, vive comigo o mesmo sonho. A glória cada vez maior do FC Porto.

 

MÚSICA PARA OS OUVIDOS

Empenhamento da JFS na primeira arte reflecte-se no número de bandas que actuam no Dia Mundial da Música


Stone Age, Raro e Joe P, Incomum, Via Latina, Fado Vadio, Nível 6 e Olho Vivo foram apenas 7 das 14 bandas que tiveram a oportunidade de mostrar o seu valor no palco da cidade de Bragança. Por ocasião das Comemorações do Dia Mundial da Música, na última sexta-feira, o Teatro Municipal quase encheu para acolher um espectáculo que ultrapassou as três horas de duração.
Nesta 11ª edição, foi introduzida uma novidade. O já habitual anfitrião foi dispensado dos seus deveres, tendo sido trocado pelas próprias bandas que, ao terminarem a sua actuação, apresentavam a banda que se seguiria.
Um dos momentos altos da noite, que tocou a plateia, foi a homenagem feita por um dos músicos com uma canção a um professor de Educação Musical falecido recentemente. Um momento simbólico digno de registo ao qual a plateia correspondeu de pé. Perante a comunidade brigantina, amigos e familiares, os músicos do concelho, para além das respectivas introduções aos seus colegas, tiveram entre 10 a 15 minutos para surpreender um público atento e bem-disposto.
Entre a qualidade das inúmeras bandas, de sublinhar a amplitude de idades, já que, actuaram músicos dos 11 aos 68 anos, o desempenho excelente dos técnicos de som, e uma organização de bastidores “ao cronómetro”.
Certo é que, a Junta de Freguesia da Sé (JFS), devido ao trabalho que tem desenvolvido no panorama musical brigantino, tem ajudado à criação de novas bandas, motivando e divulgando o trabalho das já existentes. “Quando chegámos a esta gestão autárquica, em 1998, não havia essa preocupação e quando organizámos o primeiro evento relacionado com música, as Verbenas, havia, apenas, duas jovens bandas disponíveis. Era necessário fomentar! Hoje, não são só as 14 bandas que estiveram no Teatro, hoje, temos mais de 20 bandas... Só que, por motivos diversos, algumas não puderam actuar”, conta Paulo Xavier, o presidente da JFS, entidade organizativa do festival.


O responsável, também ele com um passado intimamente ligado à música, conhece bem as dificuldades inerentes ao meio e todo o trabalho de bastidores que se concretiza aquando de um evento com a dimensão de 14 bandas em palco.
“Não é só estar em palco, tentar fazer o seu melhor e passar uma mensagem positiva e de qualidade para o público. É, também, o convívio entre bandas e músicos nos bastidores. O antes e o depois... O ambiente... Esta é uma marca indelével deste festival”, garante, ressalvando que, a nível da voz, os nossos jovens, apesar de “alguns cantarem muito bem”, necessitam “de um toque, de uma ajuda para poderem ir a um outro patamar”.
“Motivar estes simpáticos jovens músicos”, segundo Paulo Xavier, é a palavra de ordem. Para isso, pretende desenvolver outros eventos com a música relacionados. “Pensamos em fazer uma ou outra iniciativa de maneira diferente, na Primavera, pontualmente, com meia dúzia de bandas primeiro, outras seis depois e, assim, sucessivamente”, anuncia.