18 de janeiro de 2012

AO RUBRO

INICIADOS
Pavilhão Municipal de Bragança
Árbitro: Sofia Ferreira

Clube Académico de Bragança 4
Gulpilhares        5
Ao intervalo: 1 – 2
 CAB: Nuno Minhoto (GR); Carlos Esteves (CAP); Fernando Madureira, João Benites, Pedro Padrão, Guilhermino Carvalhinho, Diogo Cadavez.
TREINADOR: TIAGO ASSEIRO

Gulpilhares: Nelson Oliveira (GR); Ricardo Lourenço, Pedro Martins, José Freire, Mauro Pinto, Diogo Granja, Rodrigo Silveira, Francisco Pinto, Miguel Monteiro (CAP); André Couto (GR).
TREINADOR: PEDRO PRÓSPERO
Num dos melhores e mais disputados jogos do campeonato, o Gulpilhares venceu, mas não convenceu

Foi, sem sombra de dúvidas, uma das partidas mais entusiasmantes dos últimos tempos. Depois de um jogo sem história dos infantis, veio, logo de seguida, o jogo com mais história de sempre dos iniciados. Só o resultado final é que poderia e deveria ter sido outro. Mas comecemos pelo princípio. Frente a frente, Clube Académico de Bragança (CAB) e Gulpilhares.
Os visitantes inauguraram o marcador logo no primeiro minuto, mas os pupilos de Tiago Asseiro conseguiram empatar, merecidamente, o encontro aos oito minutos. Antes do intervalo, a formação gaiense ainda viria a marcar o segundo, levando a vitória temporária para os balneários. No segundo tempo, o CAB entraria muito melhor que o seu adversário e aos cinco minutos empatou, de novo, o jogo. Num claro ascendente, proporcionado, em particular, por Carlos Esteves e Fernando Madureira, que marcaram dois golos cada, a equipa brigantina viria a superiorizar-se com mais dois golos, deixando o resultado em 4 a 2 a cinco minutos do final. E quando tudo parecia decidido, o CAB perdeu a calma necessária e entregou, por diversas vezes, a bola ao seu oponente. O Gulpilhares não desperdiçou tamanhas oferendas e inverteu com todo o mérito o resultado para 4 a 5.
“Repetiu-se a história que aconteceu em Gaia, onde vencíamos por duas bolas e, simplesmente, não conseguimos aguentar a pressão. Mas, também, falhámos muitas oportunidades”, resumiu o técnico brigantino, que considerou a derrota “injusta”.




SEM QUALQUER HIPÓTESE


INFANTIS
Pavilhão Municipal de Bragança
Árbitro: Sofia Ferreira
Clube Académico de Bragança 0
Gulpilhares        13
Ao intervalo: 0 – 7
CAB: Vicente Gomes (GR); Jorge Diz (CAP); Cristiano Cunha, Luís Alves, João Gomes, Rodrigo Minhoto, Gonçalo Raposo, Pedro Cordeiro, Hugo Fonseca, Tiago Gonçalves (GR).
TREINADOR: TIAGO ASSEIRO
Gulpilhares: André Bastos (GR); Bárbara Pinto, João Pereira, João Martins, João Costa (CAP); Simão Bastos, Bruno Pereira, Vladimiro Ribeiro, João Pereira, David Coelho (GR).
TREINADOR: FERNANDO ALMEIDA
A superioridade do Gulpilhares não deixou margem para dúvidas ao derrotar o CAB com 13 golos sem resposta

Na abertura da tarde de hóquei de domingo, estiveram os infantis do Clube Académico de Bragança num jogo sem história. Contra o Gulpilhares, uma das melhores equipas do campeonato, os pupilos transmontanos nada puderam fazer. Sem argumentos, a equipa da casa já perdia ao intervalo por 0 a 7. No final, os visitantes gaienses impuseram o resultado pesado, mas justo, de 0 – 13. “Foi um jogo muito desequilibrado, onde até começámos bem nos primeiros cinco minutos, em que não sofremos qualquer golo, mas sabíamos que estávamos a defrontar uma das melhores equipas em competição”, adiantou o técnico brigantino.
O Gulpilhares é reconhecido nacionalmente pela qualidade das suas escolas e a formação de infantis não é excepção, atestando a regra. Jogadores rápidos com uma técnica excelente fizeram do CAB o que quiseram. Então, em contra-ataque, não costumam mesmo falhar e deixar os seus créditos em mãos alheias. E foi isso que aconteceu no encontro, já que mais de metade dos golos marcados pela formação gaiense resultaram precisamente de jogadas de contra-ataque. Ao contrário dos jovens brigantinos que na transposição defesa ataque não souberam ser bem sucedidos. Na opinião de Tiago Asseiro, falta à sua equipa competição. “São todos muito jovens, inexperientes e só temos um jogador que já é de terceiro ano. Falta, também, a matreirice que existe nas equipas da Associação de Patinagem do Porto”, defendeu o treinador brigantino.


TAREFA QUASE IMPOSSÍVEL

SUB 14
Estádio: Pavilhão Municipal de Bragança
Árbitro: Rui Freitas; Luís Vilarinho (Auxiliar) 
Estrelas Brigantinas       28
Basket Clube Vila Real B             72
Ao intervalo: 11 – 35
 Estrelas Brigantinas: Luís Silva, Tiago Martins, Tiago Freitas, Felipe Ferrão, Luís Pereira, Tomás Silvestre, Bruno Gomes, Henrique Moreira, Pedro Oliveira, José Correia, João Fernandes e Pedro Martins.
TREINADOR: SÉRGIO JESUS
 
Vila Real B: Paulo Costa, André Rego, Pedro Abreu, José Canelas, Luís Martins, João Pereira, Francisco Oliveira, Bruno Martins, João Oliveira, Eduardo Costa, Rodrigo Lima e Paulo Subtil.
TREINADOR: CARLOS AREIAS

Com equipas maiores em idade, o que se reflecte no tamanho e na qualidade, o campeonato apresenta-se demasiado complicado para a equipa brigantina de sub14
Na tarde de sábado, o basquete esteve na ordem do dia. As Estrelas Brigantinas receberam o Basket Clube Vila Real B, num encontro em que a derrota foi imposta pelos visitantes nos quatro tempos. No final do primeiro quarto, o resultado de 6 a 20 deixava antever a história do jogo. Ao intervalo, já o diferencial havia sido aumentado para 11 – 35, o que mostrava bem a nítida superioridade da formação visitante, quer em idade, que se reflecte no tamanho dos jogadores, quer em técnica. A continuar assim, será mesmo difícil para as Estrelas que outrora brilharam no campeonato distrital, alcançarem qualquer vitória nos jogos que se seguem da Fase Norte do campeonato nacional. No terceiro tempo, a distância pontual ainda foi mais ampliada, terminando em 20 – 55. No final, o marcador cifrava-se em 28 – 72, naquele que foi um jogo em que os jovens brigantinos pouco ou nada puderam fazer para contrariar a superioridade adversária. A piorar toda a situação, esteve a expulsão do treinador da equipa da casa, Sérgio Jesus, “convidado” a sair do banco pelo árbitro mirandelense Rui Freitas ainda faltavam seis minutos para o terminar do tempo regulamentar.  


Também no sábado, pelas 10:30, os sub16 das Estrelas Brigantinas deslocaram-se a Alijó onde se sagraram vencedores por uma margem verdadeiramente expressiva de 81 pontos. A vitória por 98 – 17 frente ao Basket Ckube de Alijó continua a deixar a formação brigantina em segundo lugar, a um ponto do Basket Clube Vila Real A. Curiosamente, o primeiro classificado virá a Bragança no próximo domingo, pelas 17 horas. Um jogo que não será decisivo, pois a passagem ao campeonato nacional está garantida a duas jornadas do final, mas que poderá deixar as jovens Estrelas na posição de líderes do distrital. 


17 de janeiro de 2012

VITÓRIAS, SEMPRE

Mais um torneio repleto por conquistas e estreias de atletas que sempre que lutam dignificam o nordeste transmontano

A Associação de Desportos de Combate de Macedo de Cavaleiros (ADCMC) participou com seis lutadores no Torneio de Natal que decorreu em Abragão, Penafiel. A competição “amigável” teve lugar no passado dia 18 de Dezembro e como tem vindo a ser hábito, os atletas transmontanos estiveram, de novo, em destaque. “Foi mais um torneio de preparação para os nossos atletas, sem qualquer título em jogo, e serviu apenas para lhes dar mais experiência num dia de muitas estreias”, referiu o Mestre Luís Durão.
Em estreia, estiveram três atletas com excelentes prestações. Em Light-Kick, João Pires (iniciado, -45kg) revelou um grande nível técnico e táctico, tendo obrigado o seu adversário a desistir no primeiro round. Em Light-Contact, Rogério Gonçalves (sénior, -74kg), apesar de ter lutado numa categoria de peso superior à sua, conseguiu uma óptima exibição ao vencer um atleta com mais experiência por maioria de juízes. Ao fazê-lo deu grandes indicações em termos de competições futuras. “Destacamos esta vitória pela garra e pela vontade deste atleta que, mesmo com 38 anos, demonstrou que é possível fazer-se competição com esta idade”, resumiu, assim, Luís Durão, a “grande prestação” do seu atleta. Ainda em Light-Contact, Ali Turcu (sénior, -94kg) conseguiu outra vitória por unanimidade em mais uma fantástica estreia, numa exibição muito segura e inteligente.

Mais experientes nas andanças da competição, estiveram, em Light-Kick, Hélder Leonardo (Júnior, -57kg), que venceu por unanimidade e convenceu num combate com um atleta mais experiente, e Carolina Cadavez (Sénior, -60kg), que fez mais um combate seguro e venceu uma boa atleta, também, por unanimidade de juízes. Em Light-Contact, Francisco Carvalho (Sénior, -63kg) defrontou um adversário experiente, mas não se deixou intimidar ao vencer de uma forma natural mais um combate.
“Foi um balanço muito positivo, não só pelas vitórias, mas sim pelas exibições. Estamos no caminho certo e neste momento temos a certeza que podemos contar com mais atletas para competição”, concluiu o Mestre Luís Durão.
A preparação continua, tendo em vista os próximos campeonatos regionais que decorrerão em Abril e Maio. Mas, ainda antes, novidades poderão surgir, já que a ADCMC “negoceia” a sua participação num grande evento.





VITÓRIA SACADA A FERROS

G. D. Bragança  1
Vila Verdense F. C.        0


Estádio: Municipal de Bragança
Árbitro: Pedro Oliveira

GDB: Ximena (GR); Pedrinha, Rui Gil (Cap.); Toni, Vilaça, Ricardo Gomes, Karaté, Mobil, Kapelo, Tansir, Miguel Lemos, Nélson, Vítor Hugo, Luís Rodrigues, Valadares, Ltcha, Branquinho, Jaime.

TREINADOR: MARCELO ALVES
 

Vila Verdense: Miguel (GR, Cap.); Sérgio, Gel, Ribeirinho, Fábio Pimenta, João Oliveira, Mingos, Kazeem, Alexandre, João Paulo, Paulinho Lopes, Márcio, Luisinho, Lomba, Rafa, Armando, Pi, Carones.

TREINADOR: NÉLITO

Ao intervalo: 0 – 0
Golos: Miguel Lemos 40”
Cartões amarelos: João Paulo 39”, Sérgio 45” 

Remate de Miguel Lemos a cinco minutos do fim dá golo e salva o GDB de um empate quase certo
 
A nona jornada do Campeonato Nacional da 3ª Divisão – Série A teve uma particularidade interessante. O confronto entre duas equipas que, com 17 pontos cada, repartiam o terceiro lugar na tabela classificativa. Frente a frente, Grupo Desportivo de Bragança (GDB) e Vila Verdense, num jogo onde só a vitória interessava.
A partilha da mesma posição fazia antever um encontro muito equilibrado e foi precisamente isso que aconteceu. A formação minhota pareceu ter entrado com uma maior disposição de vencer, não se limitando a jogar à defesa e abrindo tacticamente para tentar a sua sorte. Mas entre uma e outra equipa as diferenças não foram assim tão convincentes e, a primeira parte, não proporcionou a nenhuma delas uma clara oportunidade de golo.
Ainda foram bastantes os adeptos nas bancadas a assistirem a uns 45 minutos iniciais em lume brando. Resumindo, jogadas sem perigo, muita disputa de bola a meio campo e uns remates de fora da área não chegaram sequer a colocar em risco o 0 a 0 do marcador.
Descontente com a arbitragem, vaiada por diversas vezes em lances algo mais polémicos, o público ansiava por uma segunda parte bem melhor, mas nos primeiros 15 minutos viu mais do mesmo, ou seja, uma completa escassez de ataques concretos. A partir daí, o GDB subiu de nível, lançando-se na ofensiva e subindo as suas linhas para o meio campo adversário. E bem que tentou penetrar na resistente defesa minhota, mas sem nunca conseguir quebrar com sucesso o cordão defensivo cor de alface.
Depois da equipa bragançana ter esgotado as substituições com as entradas de Branquinho, Jaime e Luís Rodrigues, por Toni, Mobil e Kapelo, aos 26”, 31” e 35”, respectivamente, antecipavam-se boas perspectivas para a vitória do GDB pelo andamento do jogo. E foi então que, aos 39 minutos, a equipa liderada por Marcelo Alves desperdiçou uma oportunidade de ouro. Na grande área vila-verdense, João Paulo cometeu falta sobre Tansir e o árbitro não teve qualquer dúvida em assinalar grande penalidade. Mas Karate falha inacreditavelmente para, no minuto seguinte, o número 27, Miguel Lemos, marcar o primeiro dos bragançanos num remate que apanhou desprevenido o guarda-redes visitante. Estava feito o 1 a 0, que se manteria até ao final.  
Um resultado justo visto que, depois de uma primeira parte equilibrada, o GDB conseguiu ter um claro ascendente sobre o seu adversário, sobretudo, na última meia hora de jogo, fazendo mais pelo jogo e, consequentemente, pelo golo, marcado a cinco minutos do fim. 

  

Reacção dos treinadores 

João Genésio:
“Estávamos avisados para o valor que o Vila Verdense possui, sabíamos que viriam aqui com as linhas fechadas e tivemos algumas dificuldades. Mas com a nossa persistência e com a nossa qualidade de jogo conseguimos criar oportunidades suficientes para marcar golo. Isso só aconteceu mesmo no fim, mas hoje tivemos aquela estrelinha da sorte que tanto nos tem faltado nos jogos até aqui. E falhámos uma grande penalidade, daí pensar que o resultado peca por ser escasso.”

Nélito:
“A primeira parte foi muito equilibrada. Como competia à equipa da casa vir mais para a frente à procura do golo, é lógico que pressionou mais um bocado, mas nós também podíamos num lance ou noutro de contra-ataque que se as coisas nos tivessem corrido bem, de certeza que poderíamos ter marcado, pelo menos, um golo. Penso que o Bragança não foi muito melhor que nós, não fez nada além do lance da grande penalidade e depois aconteceu o golo em que a bola foi levada com a mão. Temos o sentimento que podíamos ter feito mais qualquer coisa.”


ANTECIPAÇÃO DO TÍTULO

 


Sub 14
Futebol Clube do Porto 116 – 30 Estrelas Brigantinas


Sub 16

Estrelas Brigantinas 62 – 52 Diogo Cão A

Sub14 iniciam a fase norte e os sub16 estão cada vez mais perto de conquistarem o título de campeões inter-regionais

Naquele que foi o primeiro jogo da zona norte do campeonato nacional, as Estrelas Brigantinas defrontaram sábado o Futebol Clube do Porto na Invicta. O resultado final ficou em 116 – 30, mostrando bem a nítida superioridade de uma das melhores equipas a nível nacional.
Depois dos jovens transmontanos se terem sagrado campeões distritais, não conseguiram ter argumentos para lutar contra o físico e a técnica azul e branca. Questionado sobre as expectativas que desenvolveu para a sua equipa, Sérgio Jesus comenta: “não podem ser muitas. O objectivo é procurar fazer o melhor em cada jogo, dignificar o clube e que os miúdos se divirtam porque a maior parte das equipas é constituída por jogadores de segundo ano e nestas idades de 12, 13 anos, nota-se muito essa diferença”.
Já no domingo, foi a vez dos cadetes brigantinos entrarem em campo contra o Diogo Cão A. Numa partida difícil, a equipa da casa ganhou os três primeiros tempos e consentiu a derrota no último e quarto período, permanecendo o resultado final em 62 – 52. “Foi um jogo complicado, muito táctico, já que ambas as equipas têm um elevado grau de qualidade”, referiu o técnico brigantino, Nuno Diegues.
Recorde-se que, antes deste encontro, a equipa visitada estava em segundo lugar. Enquanto que, a equipa visitante, estava em terceiro. Agora, as Estrelas Brigantinas encontram-se isoladas na segunda posição, tendo conseguido aumentar a vantagem sobre o terceiro classificado. Em primeiro, continua o Basket Clube Vila Real com um ponto de diferença a separá-lo da formação brigantina.
Os sub16 das Estrelas deslocam-se a Alijó no próximo fim-de-semana e daqui a 15 dias receberão, então, o primeiro classificado. Se ganharem, em casa, sagrar-se-ão campeões inter-regionais.


ARTE EM ESTREIA

"Olhares Diversos...Sentimentos Dispersos" é a primeira exposição fotográfica de Pedro Rego


O Museu Etnográfico Belarmino Afonso exibe a primeira exposição fotográfica de Pedro Rego. Patente até ao dia 31 de Março, "Olhares Diversos...Sentimentos Dispersos" inclui 23 trabalhos sobre os mais diversos temas.
“Primeiro foi uma resposta a uma provocação de amigos que conheciam o meu trabalho e me disseram que eu devia fazer uma exposição porque gostavam muito das minhas fotografias. Então veio o desafio do Museu e assim foi”, conta o seu autor. Na opinião do fotógrafo, o mais difícil foi mesmo o processo de selecção. “Mas ainda bem que assim foi porque isso quer dizer que eu tenho muita variedade. Eu quis escolher duas ou três fotografias correspondentes a cada tema e que, de certo modo, transmitissem algo para as pessoas”, explica Pedro, cujo interesse pela arte da objectiva começou em 2005. “São fotografias de arte que ficam bem numa galeria, mas também em qualquer casa, numa sala, em ambiente familiar. Eu tentei, precisamente, fazer esse tipo de selecção”, continua o autodidacta.
Questionado sobre quais os trabalhos em exposição que destacaria, o também director da agência de Bragança do INATEL decide realçar dois. “Eu sou suspeito, mas gosto muito da “Máscara2” e a minha preferida é uma cujo título diz “Olhando para o sol”. A foto foi feita de Inverno, mas consegui captar no pôr-do-sol os tons quentes e alaranjados que, normalmente, vemos no Verão. E o contra-luz criado com a áurea do sol a envolver a minha mulher, que também estava ela própria a fotografar, ficou muito interessante e transmite vários tipos de sentimentos”, sustenta.


Incentivado a fotografar há seis anos pela namorada, que é agora sua esposa, Pedro tem vindo a desenvolver o gosto pela arte, aprofundando sempre que pode os seus conhecimentos científicos num processo de crescimento contínuo em técnicas e estilos. 
“Ela mostrou-me sites de fotografia e eu comecei a disparar e a colocar online esse conteúdo. Qual foi o meu espanto quando recebi vários comentários positivos e eu disse bem, pronto, se calhar até tenho algum jeito para isto e foi aí o início de tudo”, relembra o freelancer, garantindo que tem sido um caminho “bastante satisfatório”.
Quanto a projectos para o futuro, confessa: “se dissesse que não tenho ambições, estaria a mentir. Sou uma pessoa que adora desafios e tenho alguns projectos pessoais para breve, mas que não posso, ainda, revelar”. Para já, ficam, então, no segredo dos deuses as aspirações que Pedro Rego ambiciona concretizar a curto prazo.

 

MAIS PERTO DO FIM



INFANTIS

Fânzeres 10 – 3 Clube Académico de Bragança
Ao intervalo: 6 – 1


INICIADOS

Fânzeres 4 – 0 Clube Académico de Bragança
Ao intervalo: 1 – 0

A quatro jornadas do final do campeonato, a arbitragem continua a prejudicar o CAB
 
Logo numa das primeiras jogadas do encontro, os infantis do Clube Académico de Bragança (CAB) conseguiram inaugurar o marcador. Mas o Fânzeres não se deu por vencido, conseguindo recuperar e virar o resultado. “Têm uma equipa muita boa e ainda há pouco tempo conseguiram ganhar ao Porto”, referiu o técnico academista, Tiago Asseiro. O adversário dos jovens brigantinos foi, depois do primeiro golo, claramente superior e chegou ao intervalo a vencer por 6 a 1. Resultado final de 10 a 3 num encontro sem muita história.
No jogo seguinte, os iniciados entraram em campo. Depois de, na primeira volta, terem empatado, esperava-se uma disputa muito equilibrada. Sobretudo, no regresso de Carlos Esteves à equipa, após suspensão disciplinar por quatro jogos, num castigo que, inicialmente, era de oito, mas que foi reduzido posteriormente. 
No primeiro tempo, o CAB esteve muito bem criando várias oportunidades de golo, mas o guarda-redes adversário esteve melhor, defendendo tudo naquela que foi uma excelente exibição. O único golo antes do descanso seria mesmo marcado por João Benites na própria baliza. Um auto-golo que deu, ao intervalo, a vantagem mínima para o Fânzeres.
E foi nos últimos cinco minutos do encontro que os academistas, ao subirem as suas linhas, viram o feitiço virar-se contra o feiticeiro. Os visitados marcaram o segundo e no lance mais polémico do jogo está o terceiro golo. Só o árbitro viu a bola entrar. O quarto e último golo resultou de uma grande penalidade a favor do Fânzeres.
No próximo fim-de-semana, a quatro jornadas do fim, ambas as formações academistas receberão o Gulpilhares. O primeiro jogo com os infantis será domingo pelas 15 horas. Os iniciados entrarão em cena logo de seguida no pavilhão municipal de Bragança.


"O DIABO NAS FESTAS DE INVERNO"

As tradições e a cultura ancestral das “Festas de Inverno em Trás-os-Montes” mascararam a capital de distrito
De 1 a 7 de Dezembro, uma explosão de fogo, ritmo e cores tomou de assalto Bragança naquela que foi a V Bienal da Máscara. Sob a temática “O Diabo nas Festas de Inverno”, a Mascararte 2011 desenvolveu actividades para todos os gostos e trouxe à capital de distrito imensa gente de fora, dando a este evento uma dinamização internacional. 
Numa festa de foliões, onde é promovida a máscara, as tradições e a cultura ancestral das “Festas de Inverno em Trás-os-Montes”, os investigadores desempenharam um papel preponderante, disseminando as histórias por detrás da história da Máscara. Assim fez Nuno Pinto Custódio, logo no dia 1, no Teatro Municipal de Bragança, onde também decorreu um workshop sobre a Máscara.
No dia 3 de Dezembro, foi inaugurada a Feira da Máscara, na Praça Cavaleiro Ferreira, onde artesãos deram a conhecer o seu trabalho e executaram algumas peças ao vivo. À tarde, caretos da região e mascarados de Espanha, gaiteiros, professores e alunos da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança e da Escola Secundária Emídio Garcia desfilaram na Avenida Sá Carneiro, num cortejo onde se juntaram dezenas de diabos, cidadãos, estudantes e turistas vindos, sobretudo, da vizinha Espanha. Depois da parada, esteve, em estreia, a exposição “Os Diabos nas Festas de Inverno em Trás-os-Montes e na Província de Zamora”. Na mostra do Centro Cultural Adriano Moreira, estiveram, também, patentes os trabalhos dos concursos da Mascararte 2011. Ainda à noite, a música tomou conta do palco na Praça Cavaleiro Ferreira, com o arranque do Festival “A Música na Rota dos Caretos”, onde estiveram grupos como os Galandum Galundaina, Sabão Macaco e Capagrilos.

A 4 de Dezembro, foi inaugurada a sede da Academia Ibérica da Máscara na Cidadela de Bragança.
No último dia da Mascararte, os Melech Mechaya actuaram no Teatro Municipal de Bragança, perante cerca de 300 pessoas que, também, assistiram à entrega de prémios nas áreas da Pintura, Escultura, Arte Infantil e Juvenil e Fotografia.
A V Bienal da Máscara encerrou num acto baseado na Lenda do Diabo, da Morte e da Censura de Bragança, onde a Queima dos Diabos, executados pelos alunos da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança e da Escola Secundária Emídio Garcia, iluminou os céus nocturnos brigantinos e aqueceu, nem que por pouco tempo, a multidão que veio assistir ao espectáculo de cor oferecido no terminar das festividades.






14 de janeiro de 2012

PINGUINS FESTIVOS

Decorre desde quarta-feira uma das maiores concentrações motards de Inverno na Europa
Já está em marcha a 31ª Concentração Motard Internacional em Valladolid. Ultimaram-se os preparativos em Puente Duero para receber a partir do dia 12 e até ao dia 15 os milhares de motards que anunciam a sua presença nos Pinguins 2012. Numa das mais emblemáticas reuniões de Inverno dos amantes de duas rodas, que em 2011 conseguiu reunir mais de 30 mil motards europeus, há de tudo um pouco: bares, restaurantes, comércio e noites animadas pela música e pela confraternização. Ou seja, tudo aquilo que é necessário para a criação no meio do nada de uma autêntica cidade motard.
Uma das actividades mais esperadas por todos foi o saudar a um ano novo motard que aconteceu à meia-noite de sexta-feira. Ao som das 12 badaladas, deu-se o arranque oficial da enorme festa motard de música, amizade e companheirismo. Este ano, as boas-vindas foram dadas por dois profissionais do meio. O apresentador da TVE, Ernest Riveras, que tem dirigido as transmissões do Mundial de Motociclismo, e Lara Alvarez, da TELE 5, canal que, a partir de agora, será responsável pelas transmissões televisivas em Espanha.
A animação musical está, este ano, a cargo de várias bandas. Mas o destaque vai para o grupo musical “New Passenger”, que subiu ao palco na noite de ontem, por ter editado a canção “Pinguins aí estarei”, que foi apresentada em concerto.

O recém-falecido piloto de Moto GP, Marco Simoncelli, é, também, homenageado pela organização. Além da sua imagem ocupar um lugar especial no recinto, a primeira tocha do desfile que celebra todos os motards que perderam a vida durante o ano de 2011, um dos pontos altos da concentração, foi a dele. Recorde-se que o desafortunado piloto perdeu a vida num aparatoso acidente ocorrido no circuito de Sepang no Grande Prémio da Malásia, deixando milhares de fãs perplexos com a sua “partida” antecipada. Uma morte que chocou todos os amantes do Mundial de Motociclismo e deixou um vazio insubstituível na competição, dado a forte personalidade e o carisma do piloto italiano.
Nesta 31ª edição, serão apresentados pela primeira vez em Espanha algumas novas motas das marcas Honda, Ducati e Triumph, que só sairão para o mercado depois da Primavera e serão, também, sorteados alguns modelos entre os presentes como a CBR-250R.
Até as previsões meteorológicas estiveram em sintonia com a reunião anual dos Pinguins, apesar de alguns preferirem a neve em detrimento do sol, já que, o bom tempo acompanhou os motards até ao seu destino. Inclusive, aqueles que partiram do distrito. Só de Bragança e Vinhais, um grupo com cerca de 30 motards rumou a Valladolid para aquela que é considerada por muitos como a melhor concentração motard de Inverno.



12 de janeiro de 2012

ALLEN HALLOWEEN

Ofício: Rapper
Idade: 30 anos
Cidade: LX
Discografia: “Mary Witch”, 2006; 
“Árvore Criminal”, 2011.



 
"DEBAIXO DA PONTE" EM VÍDEOCLIP BREVEMENTE

O rapper mais dark em Portugal, considerado o artista revelação de 2011, esteve em Bragança para gáudio de muitos dos seus seguidores transmontanos. No final da sua actuação, na discoteca Mercado, garantiu o lançamento, a curto prazo, do videoclip da música “Debaixo da Ponte”.  


1 @ Com o lançamento de “Árvore Criminal”, alcançaste uma certa visibilidade entre públicos muito distintos. Como é que vês a tua ascensão e até onde é que pretendes chegar?

R: O rap não é uma coisa que possas escolher metas, eu quero chegar aqui, não, continuas a fazer aquilo que tu sentes e o caminho é normal, vais lá ter, onde quer que tu queiras ir, vais lá ter. Não há assim nada programado, não há nenhum caminho traçado. É continuares a cuspir no mic com toda a verdade que tu tens e com tudo aquilo que tu sentes.   


2 @ Mas o que é que te deixaria realmente satisfeito?

R: Desde que eu sempre que oiça a minha música e aquilo que eu estou ouvir é a verdade e aquilo me toca e também toca as pessoas, para mim já é uma vitória mano. Tás a ver? Não tenho assim nenhum objectivo. Eu gosto de fazer música para me sentir bem!


3 @ Falando deste teu último trabalho, temas como “Drunfos” ou o “O Convite” ficarão para sempre gravados na discografia do hip hop nacional. Tens essa consciência?

R: Depende! Não sei… Como é que eu te hei-de explicar? Eu esforço-me por escrever coisas que tenham alguma legitimidade. Não gosto de escrever letras para o momento. Então, se alguma música minha ficar eterna, sei lá, fico contente. Mesmo muito!


4 @ O tema “Debaixo da Ponte” é considerado por muitos como um dos melhores temas de “Árvore Criminal”. Como é que surgiu?
R: Quando fazes um álbum de rap há sempre cenas que têm de ser experimentais. E esse som é um bocado nessa onda, de brincar, experimentar para ver aquilo que sai e no fim saiu esse som. E O videoclip desse tema vai ser lançado já falta pouco. Agora, a minha cena continua a ser rap e esse tipo de sons vão-me saindo de quando em vez.


5 @ Porquê o nome de Halloween?
R: Eu sou Allen… Halloween é normal! Foi só uma alcunha que me deram.


6 @ Quando é que começaste a escrever?

R: Eu sempre escrevi, desde que me lembro. Mas rap mesmo foi em 96.


7 @ Foste eleito como o rapper mais underground português, como é que sentes essa tua nomeação?
R: Fico contente, mas eu acho que essa cena não tem assim muito valor. Deixa-me satisfeito, mas valor? Aquele valor mesmo, qual é o valor que isso tem? É naquela…


8 @ Passaste do anonimato para a ribalta. Com estatuto de figura pública, como é que observas o hip hop em Portugal?

R: Está potente mano! O hip hop é como tudo na vida. Há o menos ou mais pesado, mas a arte não se discute.


9 @ Achas que dá para viver enquanto rapper em território nacional?

R: Dá! Eu estou a viver da música, não faço mais nada. 


10 @ Para breve, então, está previsto o lançamento do vídeoclip do tema “Debaixo da Ponte”. O teu site oficial também já está online. Que outros projectos tens para um futuro próximo?

R: É continuar a fazer a minha cena em concertos por todo o país e dar a conhecer às pessoas a minha música. É isso que eu quero.

8 de dezembro de 2011

SEM A NATA DA EQUIPA


Lavra     13
Clube Académico de Bragança  1
Ao intervalo: 6 – 0


CAB: Nuno Minhoto (GR); Fernando Madureira, Diogo Cadavez, João Benites, Guilhermino Carvalhinho, Luís Alves (GR).
TREINADOR: TIAGO ASSEIRO

 
Ausência forçada de dois dos seus melhores jogadores deixa os iniciados do CAB em maus lençóis

A partilhar a posição injusta dos infantis, estiveram os iniciados com os mesmos quatro jogadores de campo, não passíveis de substituição. Mas, ao contrário dos mais novos, os iniciados academistas não venceram a oposição matosinhense. Ao intervalo, já perdiam por 6 a 0 e, no final, o marcador desenhava uma derrota de 13 a 1.
Contando, apenas, com jogadores de primeiro ano e sem dois dos seus melhores elementos, Pedro e Carlos, Tiago Asseiro não pôde alternar a equipa, bem como intervir a nível táctico. Assim, só restou ao treinador observar, impotente, a sua formação a ser manietada por uma constante e clara falta de opções, que lhe permitissem alterar o rumo dos acontecimentos. Os jogadores eram tão poucos que Luís Alves, dos Infantis, teve de subir de escalão para vestir o papel de guarda-redes suplente, sendo ele um jogador de campo e não de baliza.
Recorde-se que, na penúltima jornada, Pedro Padrão fracturou o braço no jogo contra o Valongo e, ainda, se encontra em recuperação. Já Carlos Esteves, no último encontro para o campeonato, em que o CAB defrontou o Paço Rei, foi expulso e castigado com oito jogos de suspensão. Uma “situação” que o técnico considera tanto “injusta” como “absurda”. “O Carlos só atirou com a bola e, no relatório, o árbitro considerou que ele o havia tentado agredir. Numa situação idêntica, um jogador da Póvoa do Varzim apanhou três jogos de suspensão”, expõe, em total desacordo com a decisão tomada.
Mesmo inferiorizado, quer em número, quer em qualidade, o CAB aguentou-se por dez minutos sem sofrer um único golo. O primeiro do Lavra aconteceria só a cinco minutos do intervalo. “Estávamos a defender muito bem na primeira parte, mas a partir do golo deles os nossos miúdos desconcentraram-se, ficaram nervosos e em cinco minutos sofremos seis golos”, descreve Tiago Asseiro. “Foi o descalabro!”, acrescenta.
A segunda parte foi mais do mesmo, na versão do técnico, com a agravante dos seus pupilos estarem já cansados devido ao crescente esforço físico. O Lavra acrescentou mais sete à sua conta pessoal de terceiro classificado no campeonato e, por parte do Académico, João Benites marcou aquele que viria a ser o único golo da sua equipa.

7 de dezembro de 2011

VITÓRIA DIFÍCIL, MAS JUSTA


Lavra de Matosinhos 1
Clube Académico de Bragança  2
Ao intervalo: 1 – 2

CAB: Vicente Gomes (GR); Jorge Diz, Cristiano Cunha, Gonçalo Raposo, Pedro Cordeiro, João Gomes (GR).
TREINADOR: TIAGO ASSEIRO
 
Sem qualquer jogador de campo suplente, os infantis do CAB conseguiram triunfar sobre o Lavra por 2 a 1

O Clube Académico de Bragança (CAB) levou os seus pupilos a Matosinhos para defrontarem o Lavra no domingo. Com, apenas, seis atletas disponíveis, o banco dos infantis estava completamente desfalcado. Isto porque o guarda-redes suplente, Tiago Gonçalves, se havia lesionado no dedo durante o treino de segunda-feira passada. Depois, Luís Alves também não pôde integrar a sua formação, dado que teve de se equipar de guarda-redes para jogar pelos iniciados. Como a utilização de dois guardiões é obrigatória, João Gomes cumpriu um papel que não o dele, ao equipar-se de guarda-redes para se sentar no banco.
Apesar de tantas condicionantes de peso, como serem somente quatro jogadores de campo sem a possibilidade de substituição para descanso ou alteração de táctica, os jovens brigantinos conseguiram marcar dois golos logo nos primeiros cinco minutos. Jorge Diz inaugurou o marcador e, de seguida, Pedro Cordeiro completou o ciclo ao inscrever o segundo nas malhas adversárias. A formação matosinhense ainda conseguiu o tento de honra antes do intervalo, mas no último tempo o resultado manteve-se inalterável.
Nas palavras do treinador, alcançou-se uma vitória justa, dada a exibição da sua equipa, mas extremamente complicada. “Controlámos o jogo do início ao fim e soubemos manter a bola sempre longe da nossa baliza. As melhores ocasiões de golo pertenceram-nos, mesmo na segunda parte”, resumiu Tiago Asseiro, que soube impor eficazmente a sua estratégia sobre o adversário. Com esta vitória, o Académico subiu um degrau ao conquistar a sétima posição na tabela classificativa, anteriormente ocupada pelo Lavra, que passou, agora, para o oitavo lugar.

LÍDERES DA TABELA


Estrelas Brigantinas        71
Diogo Cão           42
Estrelas Brigantinas: Luís Silva, Tiago Martins, Tiago Freitas, Filipe Ferrão, Carlos Grijó, João Fernandes, Miguel Silva, Tomás Silvestre, Bruno Gomes, Henrique Moreira, Pedro Oliveira e Pedro Martins.
TREINADOR: SÉRGIO JESUS

Diogo Cão: Carlos Nunes, Educa Bastos, Martim Melo, Rafael Fonseca, Diogo Bena, João Marques, Rui Fernandes, José Mato, Pedro Pereira, Tiago Pereira, Gonçalo Borges e João Berra.
TREINADOR: FRANCISCO CARVALHO
EM PRIMEIRO LUGAR SEM CONTESTAÇÃO
Os SUB14 dos Estrelas Brigantinos comandam a classificação com 11 pontos em cinco vitórias e uma derrota
Foi um jogo sem grande história, aquele que aconteceu no domingo pelas 15 horas entre o Estrelas Brigantinas e o Diogo Cão no Pavilhão Municipal de Bragança. A equipa da casa exerceu um controlo absoluto sobre o seu adversário, limitando-se a aumentar a vantagem em cada período. Assim, no primeiro tempo, o resultado era de 19 a 2. No segundo, 46 – 16. No terceiro tempo, 59 – 28 e, no quarto e último período, o resultado ficou em 71 – 42.
Neste encontro, destacaram-se dois jogadores, um de cada formação. Na equipa do Diogo Cão, o relevo vai para o número 18, José Mato. Apesar da sua pequena estatura física, este jogador prima pela qualidade e força de vontade, tendo, por diversas vezes, feito a diferença dentro das quatro linhas. No Estrelas, o destaque vai para Filipe Ferrão. O número 7, apesar da sua tenra idade, tem físico e substância para chegar mais além.
Em primeiro na tabela classificativa com 11 pontos, o Estrelas Brigantinas assume-se como a equipa líder do campeonato, contando já com cinco vitórias e uma derrota no seu currículo. O próximo jogo será na manhã do dia 10 de Dezembro contra o Basket Clube de Vila Real.  
 Como é seu hábito, Filipe Ferrão irrompe pela área adversária a caminho do cesto concretizando mais dois pontos

O ÊXITO É A SUA FORÇA MOTRIZ

Lutadores dão prestígio nacional a uma região que pouco ou nada faz por eles em termos de patrocínios
O "Ladies Open e Jovem Promessa do Futuro", em Light-Kick, decorreu em Loures no passado sábado. Com quatro lutadores a representar a região, a Associação de Desportos de Combate de Macedo de Cavaleiros (ADCMC) obteve, mais uma vez, um desempenho preponderante que esmagou a “concorrência”, ao vencer seis dos quatro combates em que participou.
Clicia Queiroz e Carolina Cadavez venceram dois combates cada e conquistaram o primeiro lugar nas categorias +65kg e -60kg, respectivamente. Ambas souberam contrariar com mestria as expectativas das suas oponentes. Clicia ganhou pela segunda vez na sua categoria e mantém-se, assim, invicta nas modalidades de Light-Contact e Light-Kick na sua sétima época em competição. Um feito extraordinário. Carolina, na final, forçou a sua adversária a desistir logo no primeiro round. Uma estreia de luxo no escalão sénior de uma lutadora transmontana que promete dar que falar. Já Tânia Afonso, em -55kg, teve o infortúnio de defrontar nos quartos de final a atleta que viria a vencer a categoria. Hélder Leonardo estreou-se no mundo da competição, em -57kg, alcançando um brilhante terceiro lugar.  
No entanto, estas grandes prestações podem estar comprometidas pela falta de apoios a que estão sujeitos os melhores atletas de Trás-os-Montes em artes marciais. “Infelizmente faltam apoios, mas isso é algo com que nos temos debatido ao longo destes anos. Seria muito fácil termos um patrocinador, bastaria que conhecessem o nosso trabalho e se deslocassem a uma competição”, esclarece o professor de Muay Thai e Kick-Boxing, Luís Durão. “Contamos só com a autarquia de Macedo e sem ela seria impossível cumprirmos o plano de actividades. Mas este apoio vem repartido em duas ou três prestações e nem sequer chega a horas, o que faz com que tenhamos de eliminar algumas provas”, continua o perito em artes marciais, referindo uma verba aproximada de 2000 euros por época. Luís explica que só divulga os valores com que lidam para que as pessoas possam constatar o mérito do seu trabalho. “Torna-se impossível participar em várias provas, tendo em conta que quatro atletas gastam, no mínimo, 300 euros numa deslocação a Lisboa”, reconhece.

A agravar a situação está a distância. “O facto de estarmos longe de tudo faz com que os gastos nas deslocações sejam enormes com despesas como o combustível, portagens, dormidas e alimentação. O próprio cansaço dos atletas contribui para que, depois, tenham uma rodagem inferior a outras escolas”, conclui.
Certo é que a ausência de um patrocinador sério e credível condiciona, de sobremaneira, os sonhos dos nossos lutadores, mas nunca os seus resultados, pois esses, dificilmente, poderiam ser mais grandiosos.

28 de novembro de 2011

PAULO BRAGANÇA


Os Fados de “Bragança” pelo mundo

 FACTOS
Nomeado: Paulo Bragança
Origem: Angola
Ofícios: Cantor, actor e estudante
Arte: Fado
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ENTREVISTA

Jornal Nordeste (JN): Como é que sentiste a excepcional recepção do povo brigantino no teu regresso aos palcos após um retiro de seis anos do mundo artístico?
Paulo Bragança (PB): Não sei! Senti-me muito bem, mas muito estranho ao mesmo tempo. Foram dias carregados de emoções, desde que aterrei em Lisboa. Tinha montes de gente à espera no aeroporto, pessoas anónimas a pedirem-me autógrafos. Foi muito bom! Eu não estava à espera disso… Aliás, eu não estava à espera de nada. Depois, foi chegar aqui e ver a minha família que não via há seis anos. Se bem que a minha irmã esteve uma vez comigo na Irlanda com os meus sobrinhos. Mas, de qualquer maneira, é os pais, aquela emoção toda de regressar, o palco…

JN: Na tua opinião, o público soube perceber a importância do momento ao receber-te com uma salva de palmas que parecia não terminar?
PB: Completamente! Aqueles minutos, aquele momento, indescritível… Eu vim a convite do agente Fernando Moreno e do Zé (José Cid) e que eu não esperava tão pouco. Estava na minha casa em Dublin quando recebi uma chamada, que nem atendi porque estava a fazer outra coisa, depois enviaram-me uma mensagem e eu disse “e agora?”. Eu sabia que teria de vir a Portugal em breve, no final de Setembro, para tratar de outras coisas. Nem era para estar a nível público, mas depois pensei: “porque não? Se é agora, vamos embora”. E aceitei o convite. Apreensivo, com algum receio, amedrontado, mas cheio de confiança ao mesmo tempo.
É preciso salientar que não houve ensaios. Apenas, um no dia anterior porque, como sabes, o concerto foi adiado, mas não houve nenhuma preparação… Foi o que foi! E foi um momento único, sobretudo, nesse sentido de não haver nada programado. Nunca tinha tocado com aqueles músicos e aquilo foi muito próprio. Foi um momento que, provavelmente, não voltará a acontecer tão em breve.

Após seis anos de ausência por terras lusas, Paulo Bragança regressa à cidade que o acolheu no coração do nordeste transmontano

JN: Já estás a preparar o teu regresso com um novo trabalho. Tens uma data definida para o seu lançamento? Fala-nos desse projecto?
PB: O próximo disco é o resultado destes seis anos em que eu saí de Portugal, em que absorvi outras culturas, nomeadamente, a Irlandesa, por razões óbvias. Já tenho músicos, tenho escrito imenso. Tenho muitos temas e muita coisa. Acho que irá ser um grande problema seleccioná-las, inclusive. Mas datas não tenho. Será algures por Abril do próximo ano. Talvez em Portugal se passe outra coisa antes, não sei ainda. Estão a pensar fazer uma reedição dos outros trabalhos todos e fazer um best of em condições. Mas ainda não sei e por isso não te posso dar certezas. Mas o regresso à música está mais que garantido.
JN: O álbum será por ti interpretado em que línguas?
PB: O álbum é o resultado de todas as culturas, de todos os fados. Porque o Fado, em sentido lato, não é exclusivamente português. A fórmula fomos nós que a concebemos, digamos assim, mas aquela atitude existe noutros países e isso é que me interessa. Por isso, passa por outras línguas, por outros fados e, obviamente, passará pelo português. Seria uma absurdo se assim não fosse.

JN: Fizeste de um país repleto de história a tua morada actual. Porquê a escolha de uma ilha rodeada pelo Atlântico?
PB: Depois de ter passado por outros países da Europa como a Roménia, França, Inglaterra e Holanda, acabei por ficar na Irlanda. É um sítio que é tão fora de mão. E olha que o império romano nem lá esteve. Isso é de salientar! Mas fui muito bem acolhido e, numa altura, em que a minha vida não estava nada bem, a todos os níveis e mais alguns, senti-me bem. E não enquanto figura pública, mas como um qualquer cidadão comum. Senti-me imediatamente em casa. E absorvi a cultura deles de uma maneira que, hoje em dia, por vezes, o meu sangue fica verde. Isto porque a Irlanda é conhecida como a ilha esmeralda. Tudo é verde, não há castanhos, só milhares de verdes… E quando eu digo que o meu sangue está a ficar verde é porque estou mesmo a amar o povo e a cultura irlandesa. Eu estou a aprender a sua língua, o gaélico, e não sou fluente, pelo menos para já, mas lá chegarei. Na escrita, no entanto, estou muito bem.
As pessoas não sabem isto, mas a palavra gaélico vem da Galiza e o nordeste transmontano é tão celta como eles. E essa ligação das duas culturas celtas porque isto é uma nação celta, também, e as gaitas de foles, os kilts e as próprias saias mirandesas, em tudo isto há ligações. E é essa pesquisa, esse trabalho, que eu estou a fazer.
 
 
Paulo regressou a Bragança para as Festas da Cidade, após convite endereçado por Fernando Moreno, produtor de espectáculos, e José Cid

JN: Em termos culturais, como é que é a Irlanda?
PB: É um país onde se passa o mesmo que em Londres, em Manchester, em Liverpool… É exactamente a mesma coisa! Não é só o que vem de fora, mas também o que está lá dentro. Eles fazem e vendem aquilo muito bem porque são autênticos naquilo que fazem. Não só na parte da música, o folk tradicional irlandês, a Irlanda é um país de escritores, de poetas. É o país de Baco. E tudo isso deslumbrou-me! E depois há aqueles mistérios celtas, aquelas lendas.
Eu vivi num castelo durante um ano e meio. Era normando, tinha 900 anos e pertencia a um amigo meu. Estava no coração do país, mesmo no centro geográfico, atrás do segundo maior lago da Irlanda e estar lá sozinho durante esse tempo, num período de reclusão, consegui aperceber-me de toda a história daquela nação lavada a sangue.
Aquilo é um castelo a sério e eu estive sozinho quase sempre. Consegue ser belo e fantasmagórico ao mesmo tempo, mas há ali tanta, tanta história. Eu dedicava-me só a ler, a escrever ou, então, a olhar para o céu a pensar, a meditar.

JN: Ou seja, fez-te bem esse período de reclusão?
PB: Se fez! Até já tenho saudades, acredita. Porque lidar com o facto de ser uma figura pública, tudo isso tem a sua parte agradável, mas não te podes deixar deslumbrar. Não há muita diferença entre a pessoa e o artista. E eu sou aquilo que sempre fui. Eu costumo dizer, cada vez sei menos do mundo, mas mais de mim. Eu não vejo notícias, não leio jornais, não quero saber. Simplesmente, não me interessa. Porque é tanta tragédia e já basta a minha. E se eu souber mais de mim, melhor de mim vou dar. Por isso, o mundo não me interessa. Interessa-me saber de mim.
A Irlanda, também por ser uma ilha, tem uma identidade muito própria onde não é fácil penetrar. Eles dão-te a deixa, se souberes agarrá-la… Eles deixam, mas tens de ser autêntico também. E talvez por essa sua autenticidade é que eu sempre me senti muito bem lá. Porque eu também fui sempre muito autêntico comigo próprio. E não cheguei lá com truques, também porque nunca os tive. Em Roma, sê romano. E eu fiz, de facto, isso. De modo que este próximo disco vai ser o resultado destes anos de ausência, das novas influências e de outros fados que há no mundo. Mas descobrir o fado dentro da sua própria cultura não é fácil. Obedece a um exaustivo trabalho de pesquisa e disciplina. Uma pessoa tem de se embrenhar nas situações e senti-las. Acima de tudo, o novo disco será a influência destas coisas todas.

“Só vivi em Bragança durante oito anos, mas foi um período muito intenso. Para além disso, carrego a responsabilidade do nome”, PB
JN: Tiveste também uma experiência recente na representação, mais concretamente ao protagonizares a aclamada curta-metragem intitulada “Henry and Sunny”. O que é que significou para ti, enquanto artista?
PB: Eu já tinha participado no filme “Tráfico” com o João Botelho, mas aquilo foi completamente inesperado. Eu trabalhei algum tempo, pouco, pela primeira vez na minha vida, das 9 às 5, para a câmara de Dublin. Eu estava a fazer um trabalho para eles e entrei em casa da Orla e vi logo que aquela era morada de uma artista. Mas não me competia a mim perguntar tal coisa. Passados uns dias, regressei e ela perguntou-me se eu gostava de cinema. Eu respondi, “claro que sim”. E ela retorquiu, “algum dia consideraste em vir a participar num filme?”. E eu disse-lhe que, por acaso, até já tinha participado. E foi então que ela me contou que tinha um filme para fazer e eu parecia-lhe ser a pessoa indicada. Mas ela não fazia a mínima ideia de quem eu era. Aí começou a situação. Depois conheci o realizador e fiquei com o papel principal. Eu não fiz por isso, mas apareceu-me do nada. E essa é que é a história fantástica porque podiam passar 500 anos e não voltar a acontecer-me algo assim.