9 de agosto de 2012

PASSADO E FUTURO

Três juvenis de hóquei em patins do Académico fazem o balanço da época transacta e perspectivam já o próximo campeonato.


Em período de férias, quer da escola, quer da modalidade que praticam, o Jornal Nordeste falou com três hoquistas do Clube Académico de Bragança (CAB). O objectivo era o de partilharem a sua visão sobre o passado e o futuro da equipa de juvenis à qual pertencem.
O hoquista Mário Vaz começou primeiro e traçou o balanço da última época desportiva: “começámos mal e nos primeiros jogos ainda não estávamos bem. Mais ou menos a meio lá começámos a jogar melhor e a ganhar uns jogos. Mas, na recta final, aí sim, estávamos no topo da nossa forma. E acabou por não correr assim tão mal”.
Entre dez equipas, os juvenis do Académico, todos no primeiro ano de juvenis, à excepção de um atleta, conseguiram somente o sétimo lugar. “Não foi bom, mas também não foi muito mau com estas condições. Mas acho que evoluímos bastante ao longo do ano”, analisou Mário.
Outro dos jogadores mais valiosos, mas também mais problemático, com vários jogos de suspensão e algumas expulsões, é Gil Gonçalves (na foto, em cima). “Fico muito nervoso e, por vezes, não me controlo. Sou demasiado impulsivo, mas vou tentar aprender a controlar melhor aquilo que eu sinto”, admitiu aquele que é um dos jogadores mais explosivos e nervosos do plantel academista e, também, o mais encartado. Quanto às perspectivas para o próximo ano, Gil antecipa que “são as melhores”. “Vamos subir para o segundo ano de juvenis e penso que vamos ter mais qualidade. O que nos permitirá subir ao topo mesmo. Penso que a nossa prestação na próxima época será muito melhor do que aquela que nós tivemos na anterior”, revelou, esperançado.
O último entrevistado foi eleito o melhor jogador do Torneio Triangular organizado pelo CAB. Carlos Esteves fez um resumo da época de 2011/2012: “o campeonato poderia ter corrido bem melhor. Perdemos muitos jogos nos momentos finais, fruto da nossa inexperiência, mas penso, também, que fizemos grandes jogos contra grandes equipas”. Relativamente à próxima época, o jogador promete “um bom campeonato” e avisa que o “Clube” se irá orgulhar da prestação da sua equipa. “Os treinos com os seniores ajudam bastante à nossa evolução e, para o ano, com atletas de segundo ano, teremos um conjunto mais maduro e experiente”, antecipou Carlos Esteves, para quem um bom campeonato seria ficar entre os cinco primeiros. Já para Gil Gonçalves e Mário Vaz, mais ambiciosos, seria ficarem classificados nas três posições cimeiras.

Equipa de Juvenis do Clube Académico de Bragança
Treinador: Fernando Sequeira


PELA FELICIDADE DOS PEQUENITOS

Gincana de bicicletas na Praça da Sé levou uma dezena de crianças a testar a sua técnica e perícia.
 

Incluída nas festas da cidade, aconteceu na passada sexta-feira, pelas 21 horas, uma gincana de bicicletas em Bragança, mais concretamente na Praça da Sé. Organizado pelo Velo Clube da cidade capital de distrito, o evento contou com dez crianças e teve a duração de, sensivelmente, uma hora e meia.
“Fazemos isto todos os anos para os miúdos da cidade, mas todas as crianças que quiserem participar são bem-vindas”, revelou o presidente da direcção da entidade promotora da iniciativa. “Normalmente, as crianças que participam têm idades compreendidas entre os quatro e os doze anos. A partir daí, acho que começam a ficar com um pouco de vergonha em querer participar e, sobretudo, de serem batidos pelos mais novos”, continuou Miguel Rodrigues, indigitado desde há quatro anos como responsável máximo pelo Velo Clube de Bragança.
“Temos organizado reiteradamente esta gincana, em que tentamos juntar um conjunto de pessoas de maneira a manter esta iniciativa em pé todos os anos. Desde que eu estou à frente da direcção do Velo Clube, esta é a 4ª edição consecutiva que nós fazemos”, informou.
O número de crianças envolvidas ficou um pouco aquém de anos anteriores, em que chegaram a participar entre 20 a 30 menores. Entrevistado aquando da preparação da pista, antes da gincana, Miguel confidenciava que esperava uma resposta por parte dos pais semelhante à de edições passadas: “nunca é certo o número de crianças que podem vir a participar. Até porque não cobramos inscrições e tudo é feito de forma gratuita. Fazemos isto pela diversão das crianças. Mas, sinceramente, espero atingir os números do ano passado”. Mas nem por isso ficou desiludido com a dezena de pequenos malabaristas. “É sempre gratificante! Eu desde que tenha as crianças felizes durante cerca de duas horas, por mim, estou satisfeitíssimo”, manifestou. 
Os prémios foram iguais para todos os participantes. Houve classificação, mas não com o intuito de diferenciar vencedores de vencidos. O único propósito era o de estimular o espírito competitivo entre as crianças.
Esta iniciativa é, ainda, desenvolvida pelo Velo Clube na única vila do concelho, em Izeda. É feita de igual forma, por esta altura e, de acordo com Miguel Rodrigues, “até tem mais gente que em Bragança”. “Isto serve para mostrar, também, que há vida nas zonas mais rurais. Ou seja, tentamos levar este divertimento às crianças que estão, agora, em período de férias”, concluiu o responsável.



5 de agosto de 2012

DESTINO: FARO

Dezenas de motards brigantinos rumam até ao Algarve todos os anos para aquela que é considerada uma das melhores concentrações europeias de Verão 

Quase vinte mil pessoas passaram pela 31ª Concentraçao Internacional de Motos de Faro, que decorreu entre 19 e 22 de Julho. Da capital do nordeste parte todos os anos, sem excepção, um conjunto de amigos de motards que vive intensamente a paixão pelas duas rodas. O grupo  organizado com cerca de 16 elementos, todos de Bragança, dividiu-se em dois.  Sendo que, o primeiro partiu na quarta-feira, para tratar da logística do acampamento. Este ano, o responsável pela preparação e delimitação do espaço foi o professor António Sá. Com 700 quilómetros sobre o asfalto de Bragança a Faro, o segundo grupo constituído por seis motards partiu na quinta-feira, pelas 9:30, e passou por Lisboa, onde se juntaram mais cinco motards que, apesar de estarem na capital a trabalhar, são transmontanos. Depois de um almoço para retemperar forças na Ericeira, seguiram em conjunto para Faro onde chegaram por volta das 21 horas. Aí reuniram-se com o restante grupo que havia partido antes e que guardou o espaço onde todos pernoitaram durante as várias noites do evento.
Em termos de logística, os motards brigantinos levaram pouco mais que uma tenda e um saco-cama. “Quando chegámos já tínhamos o sítio guardado pelo grupo que foi no dia anterior. Só levámos as tendas e os euros no bolso”, afirmou Rui Martins, que fez o balanço da concentração: “achei que havia menos motas e vi muitos grupos a irem de carro para dividirem as despesas da gasolina e portagens. Faro vale sempre a pena, pois é um local onde vês todo o tipo de gente e é muito interessante. Depois, há excelentes concertos e muita animação”. Para o proprietário de uma Yamaha FJR 1300, a sua noite preferida foi a de sábado, em que actuou Billy Idol. “Foi fantástico!”, referiu Rui, que já marca presença na concentração de Faro há 10 anos, tendo só falhado uma ou duas pelo meio.
Para além do músico britânico, já com 61 anos, estiveram em palco também Apocalyptica, Aurea, GNR, WarCry e Noidz.
Sérgio Afonso foi outro dos motards que partiu na quinta-feira para Faro. “No recinto havia de tudo: restaurantes, concertos, bares, bebidas, não faltava nada. Agora, durante o dia, optávamos por sair e como somos transmontanos, aproveitávamos para fazer praia e íamos para a ilha de Faro”, sublinhou. Dono de uma Honda GoldWing, foi pela primeira vez em 2005, numa altura em que a Concentração de Faro, uma das mais emblemáticas do país, comemorava os seus 25 anos, as suas bodas de ouro.“No próximo ano, voltarei a fazer todos os esforços para poder ir, se bem que a conjunctura está um bocado difícil. Ir a Faro é muito caro, muito mesmo”, destacou. Os dois amigos, Rui e Sérgio gastaram ambos uma média de 500 euros de orçamento para poderem ir à Concentração.  “Este ano, fruto da crise, decidimos fazer a viagem de regresso pelo país vizinho para tentarmos poupar um pouco mais em portagens e também em combustível. Andámos mais 150 km, mas a viagem compensa. Só o facto de ser sempre auto-estrada é que acaba por maçar um bocadinho mais”, concluiu Sérgio, que continua a recomendar ”vivamente” aquela que, para ele e para muitos, continua a ser uma das melhores concentrações a nível internacional.
Os motards Sérgio Afonso e Rui Martins