23 de novembro de 2011

SOFRER ATÉ AO FIM


Naquele que foi o último encontro da tarde, o Clube Académico de Bragança concretizou uma excelente vitória frente a Vila Boa do Bispo. Na primeira parte, entrou bastante bem e Pedro conseguiu marcar logo aos três minutos. A equipa visitante só conseguiu empatar após um erro do guarda-redes brigantino, que ao defender uma bola para a frente colocou-a no stick do adversário, bastando a José fazer a recarga. 
Aos sete minutos, o CAB poderia ter chegado à vitória, não fosse o número 3 a falhar o golo com a baliza toda aberta. Mas Carlos Esteves foi, sem dúvida, a figura do jogo marcando por diversas vezes e criando outras tantas oportunidades de golo. Antes do intervalo, ainda houve tempo para duas jogadas e duas bolas à trave. Uma para cada equipa.
No último tempo, foram os visitantes a estrear o marcador, providenciando uma vitória temporária, até que, no minuto seguinte, foi a vez de Fernando Madureira fazer o empate a dois. Aos sete minutos, entra na equipa laranja um dos seus elementos femininos. De grande estatura, Nadine Aires revelou-se uma excelente jogadora, disputando toda e qualquer jogada mano a mano. Mas nem mesmo esta substituição, que pareceu eficaz, impediu Carlos Esteves de marcar o seu primeiro golo aos oito minutos, num remate rasteiro a grande velocidade de fora da área. Na movimentação seguinte, novamente o número 3 a rematar, só que desta feita, a meter a bola na trave. Excelente exibição, também, de Pedro Padrão, que marcou o 4 a 2 aos nove minutos. Aos dez, mais um grande golo de Esteves que não ficou por aqui. Em seguida, após penalti falhado, o número 3 consegue emendar na recarga fazendo o 6 – 2 e o hat trick na sua conta pessoal.


A partir daqui, inverteu-se a tendência de jogo, com o VBB a assumir o controlo nos momentos finais, que foram tudo menos fáceis para o Académico. Depois de beneficiar de um livre directo que não soube concretizar, a equipa visitante corrigiu o erro e na recarga marcou o seu terceiro. O quarto golo surgiu já aos 13 minutos, por Manuel Carvalho. No último minuto, o quinto golo, aquele que poria o Académico nervoso bem até ao final, aconteceu com a preciosa ajuda de Diogo que, ao fazer falta, levou cartão azul e cedeu um livre directo à equipa laranja, que o número 4, Henrique Pinto, não se mostrou rogado em concretizar. O CAB conseguiu manter a vantagem, mas não foi nada fácil, sofrendo ainda um lance de golo a dez segundo do apito final.
Os adeptos brigantinos mostravam o seu receio pela possibilidade do empate, mas quem explodiu foi o delegado do VBB a 35 segundos do final, tendo sido expulso do banco com vermelho directo. A consequência foi a saída de um jogador de campo, para ficarem apenas três. Curiosamente, vieram mais pessoas de Vila Boa do Bispo a ver os jogos, do que da própria cidade.

Carlos Esteves foi a figura do jogo a merecer destaque


JOGOS DE ALTOS E BAIXOS

Inconstância dos infantis academistas na segunda parte conduz a um resultado final desastroso de 3 a 11

Numa partida bem distribuída, o Académico defrontou o Vila Boa do Bispo já passava das 16 horas.  Com oportunidades claras de golo e uma bola na barra de ambas as equipas, os guarda-redes, ao início, foram os grandes protagonistas.
Os primeiros a romperem com sucesso a defensiva adversária foram mesmo os visitantes aos seis minutos por Marcelo. Aos dez, o número 7 da formação brigantina, Gonçalo, consegue o empate. Logo de seguida, a equipa laranja viu um golo seu anulado pelo árbitro, o que encheu de descontentamento o seu técnico, que reclamou a viva voz. Uma maior capacidade física de Vila Boa do Bispo, traz consigo uma recuperação mais eficaz, bem como um maior poderio de remate e contra-ataque. Assim sendo, o número 6 não teve qualquer dificuldade em marcar a 8 segundos do final da primeira parte.
Ao intervalo, o 1 a 2 deixava tudo em aberto. No entanto, os jovens brigantinos entraram muito mal na outra metade, permitindo ao adversário marcar quatro golos em, apenas, alguns minutos. Depois de recuperado do abalo inicial, Cristiano conseguiu marcar dois golos em 30 segundos, colocando o resultado em 3 – 6. E poderia ter marcado o quarto para o CAB, o seu terceiro, não tivesse falhado um penalti aos 8 minutos.
Mais próximo de Vila Boa do Bispo, o Académico voltou a desconcentrar-se e a perder rendimento. Desorientado, até bem perto do fim, entregou o jogo, permitindo à equipa laranja marcar mais 5 golos. Resultado final de 3 a 11 demasiado pesado, dado o nível das equipas em disputa ser muito semelhante.

 


REVIRAVOLTA ESTONTEANTE

 
Escolares do CAB conseguem marcar dois golos nos últimos trinta segundos e inverter o resultado

Foi um domingo repleto de hóquei em patins com três jogos realizados consecutivamente. A inaugurar a tarde desportiva, com início às 15 horas, estiveram frente-a-frente os escolares do Clube Académico de Bragança (CAB) e o Fânzeres.
Nos primeiros oito minutos, a partida foi bem renhida, com a bola sempre cá e lá e com muitos contra-ataques de ambas as equipas. A segunda parte foi mais do mesmo com o Académico melhor que o seu adversário, mas a falhar constantemente oportunidades de golo, sem nunca conseguir concretizar.
Na terceira parte, os visitantes entraram melhor conseguindo contrariar a tendência de jogo imposta pelo CAB até ao momento. Não fosse o poste a servir de defesa de último recurso e o Fânzeres teria marcado. E marcou mesmo, já no quarto tempo, aos 2 minutos por Rodrigo Monteiro. Um remate rasteiro potentíssimo de meia distância do número 2 meteu a bola do lado direito da baliza sem encontrar nenhuma oposição, a não ser as malhas defendidas por Diogo, que entrou, apenas, na última metade, ao substituir o titular Rui Costa. 
Quando tudo parecia estar perdido, é então que surge um remate em fúria do número 7 a 28 segundos do final. Minhoto, que chorava em pista momentos antes, empata o jogo e, incrivelmente, no último segundo, consegue marcar de novo, dando a vitória de bandeja aos academistas, num jogo que fez vibrar do início ao fim o pouco público presente.