12 de fevereiro de 2011

O ÚNICO MAGO EM BRAGANÇA

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FACTOS

Mágico Orimar Serip
Idade – 49 anos
Naturalidade – Fontes, Parâmio, Bragança
Licenciatura em Animação e Produção Artística
Membro da International Magicians Society
Membro da Associação Portuguesa de Ilusionismo
Prémio de Originalidade e Criatividade no Festival Internacional de Ilusionismo, 1998
Site - www.orimar-serip.web.pt


ENTREVISTA

1 @ Como e quando é que começaste a desenvolver o interesse e a paixão pela magia?

R: Este interesse pela magia apareceu em mim ainda em miúdo. Nos circos, havia sempre um mágico. Admirava os palhaços, como ainda hoje admiro, mas o que me chamava realmente a atenção eram os chamados magos, na altura. Via as coisas a desaparecerem e a aparecerem e isso fascinava-me. Já era um pouco mais adulto quando decidi apresentar os meus efeitos mágicos ao grande público. Comecei em 1976 e faço, agora, em Dezembro de 2011, 35 anos como mágico.

2 @ Que truques te foram mais apelativos quando, na adolescência, decidiste ganhar o pulso ao rumo das artes mágicas?

R: Era o desaparecer, era um simples lenço com floreados e cores garridas que eram realmente chamativas, era aparecer uma pomba de um simples lenço. Dar vida àquele lenço, mesmo sabendo hoje como se faz, ainda me põe os olhos em bico, sendo o truque bem feito, claro.

3 @ Apesar de residires em Bragança, actuas como mágico um pouco por todo o país. Sobretudo, na região norte. Como é que funciona em termos de agenda e espectáculos?

R: Vou por onde me convidam. Quanto a espectáculos, isso depende. Por vezes, participo em galas, onde há mais artistas, e aí actuo, no máximo, durante 10/15 minutos. Num espectáculo individual, já faço uma hora e quinze minutos, sensivelmente. Os truques têm de estar interligados, tem de haver uma continuidade, isso é que faz o espectáculo. Há um princípio, um meio e um fim. Tudo nele tem um propósito. Agora, no palco sou só eu. Já tive algumas partners, a trabalhar comigo, mas, neste momento, é mais a interactividade, É um espectáculo do sério ao cómico e é a forma como se faz, a sua estrutura, como se vende a ilusão que interessa verdadeiramente. Certas pessoas compram o “livro de instruções”, estudam-no e limitam-se a fazer o que vem no livro. Eu não faço isso! Um truque tem variadíssimas formas de ser feito e eu gosto de dar a cada um o meu cunho pessoal. Um pequeno truque, pode ser uma grande ilusão.

4 @ Que ilusões agradam mais às pessoas?

R: Existem as grandes ilusões, que fascinam, como a mulher cortada ao meio. Mas o que fascina mais o público é o acto de aparecer ou desaparecer de um objecto, a transformação. A levitação é, também, outro efeito mágico soberbo.

5 @ Consegue-se viver da magia em Portugal?

R: Há essa possibilidade, mas não é nada fácil. São poucos os que conseguem viver somente da magia. Os apoios são muito limitados, mas, tendo por trás um grande suporte, é possível.

6 @ Que mágicos actuam para ti como referências artísticas?

R: No nosso país, o mais conhecido é Luís de Matos. Mas tenho muitos mais: David Sousa, de Espinho, que ficou em segundo lugar no campeonato do mundo, que se realiza de 4 em 4 anos, da Federação Internacional das Sociedades Mágicas; Hélder Guimarães, que foi campeão do mundo em magia de mesa (Close Up); e o Mago Daniel. A nível internacional, o David Copperfield, também, o mais conhecido, mas, pessoalmente, prefiro o suíço Peter Marvey, o oriental Ximada, Kevin James e o Topas, entre outros.

7 @ Como é que imaginas o teu futuro enquanto mágico?

R: Eu quero reformar-me disto, mas não consigo. Primeiro porque quero continuar por mais tempo e, segundo, porque as pessoas continuam a querer um mágico. Portanto, em termos de agenda, não me posso queixar. Também tem havido festas privadas para as quais sou contratado e espero que haja muitas mais.

8 @ A magia ainda respira saúde?

R: A magia continua muito viva, mesmo. De boa saúde e sempre a surgiram coisas novas… Eu já fiz, em Bragança, alguns espectáculos e quando vou na rua muitas vezes as crianças reconhecem-me como mágico. Só isso, vale bem a pena! 


Para além da Magia, Ramiro Pires é um Pintor Artista

Exposição de pintura “(In)visível”, de Ramiro Pires, encontra-se patente no A Noz Bar até 14 de Fevereiro. São cerca de dez obras, a óleo, onde podemos contemplar telas como “Luz”, “Planeta violado”, “Estilhaços”, “A humanidade da tocha” ou o “Sorriso forçado”. O seu autor, explica o porquê do nome que dá título à exposição: “O Invisível tem a ver com o “in”, o interior de cada um de nós, e nesta exposição, não se trata só daquilo que está imediatamente visível, mas sim outros assuntos ou temas que estão disfarçados ou escondidos, digamos assim”. Desta forma, há algo mais para além da primeira percepção. Uma outra leitura do mesmo quadro. “É preciso estar realmente atento para se poder observar a outra parte, a parte invisível do quadro”, acautelou o pintor. Quem não conseguir decifrar as telas, poderá contar com a ajuda do proprietário do bar, Eduardo, que já conhece os detalhes “mascarados”.
Esta colecção divide-se em duas partes, cada uma com cinco quadros, dada a limitação do espaço, pretende-se aqui, também, uma mostra mais intimista. “O quadro é um território intimo, de magia, onde a linha, a cor, o espaço e a luz aparecem carregadas de profundidade espiritual”, desvendou o criador.


"NOITE DE MAGIA" / 22:30 / QUINTA-FEIRA (17 DE FEVEREIRO) / INOVA-KAFE

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