24 de setembro de 2009

JANTAR DE AUSPÍCIO BENIGNO

Em Torre de Moncorvo, Aires Ferreira apresentou a sua recandidatura num jantar em que eram esperadas 800 pessoas e acabaram por comparecer mais de 1000

Centenas de munícipes, oriundos de várias freguesias, vieram prestar o seu apoio à recandidatura do actual presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Aires Ferreira, bem como aos 17 candidatos socialistas às juntas de freguesia daquele concelho. Num jantar em que a logística foi manifestamente insuficiente, devido ao elevado número de pessoas presentes, marcou estatuto Mota Andrade, como de resto, é habitual, e José António Seguro, duas figuras proeminentes da esquerda nortenha que principiaram a noite discursiva de sexta-feira, seguindo-se, obviamente, Aires Ferreira.
O pretendente a mais um mandato, caso seja eleito, será o último, mostrou-se radiante pela comparência massiva de apoiantes socialistas, “um número que ultrapassou largamente o projectado e que se assemelha ao ocorrido há 11 anos atrás”, relembra, demonstrando o seu contentamento, “esta adesão significa que os munícipes apreciaram o trabalho que nós desenvolvemos”.
O candidato, ao leme dos propósitos camarários há 20 anos, diz ter uma série de grandes apostas, mas, “acima de tudo, eu recandidato-me porque naquilo que já está conseguido, há ainda certas situações a resolver, como por exemplo, aquando da conclusão da Barragem do Baixo Sabor, esteja constituído o Parque Natureza. No IP2, há a questão da travessia no Douro, pôr esta via a transitar no Pocinho“.

Por outro lado, refere o edil, “temos 5 milhões de euros de obras adjudicadas ou em concurso, mais 12,5 milhões garantidos entre fundos comunitários e contra-partidas da energia eólica e, penso que, estarei melhor preparado que ninguém para ultimar estes investimentos”.
“Um terceiro motivo”, expõe, “é que não me sentiria confortável em sair numa altura em que a situação financeira da autarquia é difícil”, uma que persevera desde 1994. No entanto, ela “nunca foi óbice a que nós cumpríssemos os nossos planos mas, de facto, é uma situação que se vai prolongar até 2013, 2014. Altura em que se conclui o contrato de saneamento financeiro contraído em 1994 e os empréstimos de pagamento a tempo e horas”. A partir daí, haverá também, adita o autarca, “umas receitas que, hoje, não existem, nomeadamente, a renda do Baixo Sabor e dos 50 MegaWatts (MW) eólicos, o que significa que, em energias renováveis, Moncorvo, o município, passará a ter a partir de 2013, 2014, cerca de 1 milhão de euros de receitas”.
O Parque Eólico, “com avaliação de impacto ambiental, prevê-se o investimento no próximo ano, e a sua entrada em funcionamento em 2011”, desenvolve Aires Ferreira que, quando questionado pelo Jornal Nordeste acerca de quantos empregos essa medida criaria, responde, “não conheço o projecto até esse pormenor, obviamente, criará postos de trabalho, directos e indirectos, e além do mais, representa, num prazo de 20 anos, um negócio para o município de quase 10 milhões de euros, dos quais 3 milhões e 700 mil euros à cabeça, são as contrapartidas das eólicas”, sobrepõe.


Sem comentários:

Enviar um comentário