21 de julho de 2010

20 ANOS DE VILA DE IZEDA

Izeda apelou a mais investimentos da autarquia na celebração dos seus 20 anos como Vila

No sábado transacto, as cerimónias dos 20 anos de elevação de Izeda a vila iniciaram pelas 15:30 com o hastear da bandeira. Seguiram-se os discursos, onde a presidente da Junta de Freguesia de Izeda (JFI), Rosa Pinto, se manifestou contra a tentativa de encerramento dos serviços públicos e as restrições orçamentais que têm sido impostas às freguesias.
“Nós sabemos que o investimento efectuado em Izeda pela câmara municipal é avultado, mas nós precisamos, ainda, de mais. Porque só, dessa forma, desempenharemos, em pleno, o exercício de cidadania no cumprimento com lealdade daquilo que se prometeu aos cidadãos”, afirmou. Quanto a obras prioritárias, a responsável mostrou-se confiante que, “numa simbiose de entendimento” entre a Câmara Municipal de Bragança (CMB) e a JFI elas serão executadas.
“Julgo que, esta vila, nunca teve uma dinâmica a nível das actividades desenvolvidas como durante este mandato. É importante fomentar o bem-estar da população e proporcionar-lhe momentos de distracção e diversão”, defendeu Rosa Pinto, referindo actividades que vão desde os grupos de ginástica, a um grupo recém-criado de teatro, hidro-ginástica e à ocupação dos tempos livres dos mais jovens. Uma dinâmica que tem contado, segundo a dirigente política, com o apoio incondicional por parte da CMB, a quem apela que: “continue a fazer obra em Izeda”.

Arranjar a rua central e acabar com as lixeiras são objectivos prementes da Vila de Izeda

No seguimento da oratória, o presidente da assembleia de freguesia, Óscar Esménio recordou “as grandes pretensões” nos anteriores discursos dos presidentes de Junta, logo, nas primeiras comemorações da Vila de Izeda. “Uma das principais, foi a de arranjar a rua central. Não sei de quem é a culpa, mas o facto é que a rua central não está como há 20 anos, está pior”, referiu. No seu discurso, sublinhou, ainda, uma preocupação ecológica, cujo objectivo passa por “acabar com as lixeiras sem qualquer tipo de tratamento”.
O presidente da CMB, Jorge Nunes, presente nas comemorações, não respondeu de forma efectiva e concreta às preocupações que afligem os izedenses, preferindo discursar sobre os valores, a economia e a crise subjacente ao nosso país.
“Neste dia, o pensamento positivo tem de prevalecer sobre qualquer perspectiva de queixume, apesar da situação penosa em que o país se encontra, em termos financeiros e económicos, situação que tende a arrastar o país para uma crise continuada”, declarou o autarca.
No vigésimo aniversário da festa da vila, decorreu o lançamento do livro “Eu nasci em Izeda”, com homenagem ao seu autor, João Pedro Venâncio. Depois, teve lugar a conferência “Dr. Alves da Veiga”, proferida pelo presidente da Associação 31 de Janeiro, Joaquim Couto. As festividades dos 20 anos de elevação de Izeda a Vila terminaram com um lanche comunitário na Casa do Povo.

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